Meu Professor Substituto
19 Eu Sei
Notas iniciais
Eu sei, eu sei. Estao todas morrendo de curiosidade para saber o que vai acontecer e querendo me esfolar viva por demorar tanto. Mas se acalmem, porque o capitulo novo esta aqui!! o/
Espero que gostem.
*ANTES*
– O que quer, Dean? — perguntei o encarando
– Quero conversar com você.
– A gente não tem nada para conversar. Já deixei isso bem claro na ultima vez que nos vimos.
– Não. Até agora quem falou foi você. Chegou a hora de você me ouvir.
*AGORA*
Eu não estava acreditando no que estava vendo. O que Dean estava fazendo na porta da minha casa enquanto uma festa, com todos da escola, estava acontecendo.
– A gente não tem nada pra conversar, Dean! — disse já sem paciência.
– Temos sim. Eu tenho que falar com você. Não dá mais pra gente ficar se ignorando como se nada tivesse acontecido.
Eu não queria ouvi-lo pois tinha certeza que sairia machucada novamente e choraria por horas. Eu não estava disposta em me enterrar em absoluta depressão por causa dele de novo, mas eu precisava saber o que ele tinha para me falar, eu queria saber qual seria daqui para frente, resolver tudo e dar um ponto final, de uma vez por todas, em toda essa história.
– Nós não podemos conversar aqui, Dean. — disse me soltando de sua mão — A minha casa esta cheia de gente da escola.
– Então vamos para outro lugar — sugeriu ele — Vamos... tenho que falar com você!
– Tudo bem. Me espere em frente ao restaurante onde nós nos encontrávamos, em 10 minutos. — disse
– Não, entre no meu carro, vamos para outro lugar.
– Eu não posso entrar no seu carro, Dean! Qual parte de "a minha casa esta cheia de gente" você não entendeu.
– Por favor. Ninguém está olhando.
Era besteira eu entrar no carro dele. E se alguém visse? Com certeza iria espalhar para a escola inteira que eu estou saindo com o professor. Mas se eu não fizesse ele não me deixaria em paz. Eu estava cansada dessa história. Quem ele pensa que é para para-la assim me deixando totalmente dependente dele? Tenho que acabar com isso, não aquento mais.
– Tudo bem. Mas vá primeiro, eu vou depois. — exigi e ele atravessou a rua e entrou em seu carro.
Depois de um tempo eu dava os primeiros passos até o carro quando Stacy apareceu.
– Megan! Finalmente te achei! — disse ela sorridente vindo em minha direção. — O que você está fazendo?
– Eu, eu, eu estou indo comprar bebida. — disse gaguejando
– Mas nós temos bebidas de monte lá atras.
– Eu disse bebida? Não, quis dizer gelo. Acabou.
– Quer que eu vá com você? Eu te levo de carro. — sugeriu
– Não, não é necessário, já consegui carona.
– Tudo bem. Mas vá rápido.
– Ok. — disse e segui lentamente até o carro olhando para todos os lado para ver se ninguém me via.
Abri a porta do carro e me sentei no banco do passageiro, coloquei o cinto sem dizer uma palavra. Ele não disse que eu tinha falado demais? Pois então, vamos ouvir agora.
Ele deu a partida e seguiu a rua até o final, após três quadras nós chegamos a praia e ele parou o carro bem a beira pegando uma parte da areia. Ele tirou seu cinto e, se dirigindo a mim, começou a falar.
– Que bom que você aceitou vir até aqui. — ele disse
– Vamos logo com isso. O que tem para falar? — disse ríspida
– Eu não queria que terminasse da forma em que terminou. Eu te vi com Tyler, dançando com ele e eu simplesmente surtei. Eu não aguentei te ver nos braços de outro.
– Mentira. Você só arranjou uma forma de terminar comigo, pois sabia que sua esposa estava vindo para cá e não queria que ela nos descobrisse. Eu te intendo, Dean. Você não pode trocar um casamento com uma mulher formada e madura para ficar com uma garota de 17 anos. E...
– Não foi isso! — disse ele levantando o tom de voz e parando para respirar e voltar a se controlar — Eu não sabia que Carmem estava vindo para cá naquela noite. Só fiquei sabendo quando cheguei em casa e ela me ligou. Ela queria me fazer uma surpresa mas não aguentou.
– Ah! Que fofa! Fazendo surpresa pro marido. Quer saber, Dean? Você tem mesmo é que ficar com ela e ponto. Você se casou com ela e vai construir uma família com ela. É isso que você quer. Você a ama.
– Eu não posso fazer isso! — disse ele aumentando a voz novamente — Não com você ocupando mais da metade da minha cabeça. Eu não paro de pensar em você, não consigo.
Gelei. Não conseguia pensar em nada para falar, eu queria sair de lá, queria chorar, queria agarra-lo e beija-lo até não conseguir mais respirar. Mas seria loucura continuar nos envolvendo, era totalmente proibido e se alguém descobrisse, muita gente ia sair mal nessa história, e eu não estou falando só de mim e Dean, mas de sua esposa, de sua família e da minha também. Era loucura continuar.
– Não podemos continuar com isso, Dean. Não é saudável — disse amigavelmente
– Eu sei. Mas oque eu posso fazer? Eu não paro de pensar em você, em nós, no que passamos juntos. Quando você me disse aquelas coisas no vestiário e saiu, eu tive certeza que não conseguiria ficar sem te ver de novo. Esse semana foi horrível para mim, tive que me controlar até o ultimo fio de cabelo para não vir até sua casa te procurar. E quando soube que você daria uma festa, pensei que seria mais fácil vir aqui.
– A gente não pode continuar com isso, Dean. Você é um homem casado, e eu só tenho 17 anos com um futuro inteiro pela frente. Eu me anulei muito para ficar com você. Estou a mais de duas semanas sem ir ao ensaio de dança por sua culpa, eu tenho escondido coisas das minhas amigas. Eu não posso continuar fazendo isso, intende?
– Sim, eu compreendo.
O silencio tomou conta do carro tornado aquilo, que já estava sendo uma tortura, ficar ainda pior. É logico que eu queria ficar com ele. Era tudo o que eu queria. Mas não era certo. Ele é meu professor, ele é casado, ele é mais velho que eu, por mais que nós quiséssemos, não iria dar certo.
– Então a gente vai ficar se ignorando? — ele perguntou olhando para o mar agitado a nossa frente.
– É melhor assim. Se a gente fingir que nada aconteceu vai doer mais mas, pelo menos, vai ser mais fácil esquecer.
– Mas eu não quero esquecer. — disse ele se virando para mim e tocando meu rosto delicadamente com suas mãos grandes e masculinas.
– Vai ser melhor assim. — disse segurando as lagrimas que enchiam meu olhos.
– Olhe para mim. — disse ele girando meu rosto para olha-lo — É isso que você quer?
Não respondi, apenas fechei meus olhos, e com algumas lagrimas molhando minhas bochechas, sacudi a cabeça em sinal de positivo.
– Tudo bem. — disse ele cabisbaixo — Talvez seja melhor mesmo. Mas antes...
Eu abri meu olhos para ver o que tinha feito ele parar de falar, e quando eu menos esperei, seu rosto se aproximou do meu, seus olhos se fecharam e nossos lábios se tocaram calmamente. Sem segundas intenções nosso beijo era calmo e triste. Parecia que nossos lábios sabiam que era uma despedida, e nossas línguas se tocaram como nunca haviam se tocado antes.
Senti uma das mãos de Dean tocar meus cabelos e seus dedos se perderem entre os fios. Era um toque suave e intenso, e pela primeira vez, nosso beijo era inocente e nós aproveitamos cada minuto de nossos lábios unidos em um só.
Ao sentir uma lágrima tocar nossos lábios, eu comecei a sentir que aquilo era, de fato, uma despedida, mas eu não a queria. Uma parte de mim pedia para continuar ali, nos braços de Dean, para sempre. Mas outra parte dizia que era melhor assim e que nossa relação não traria nada de proveitoso a não ser nossos encontros as escondidas.
Com as mãos espalmadas em seu peito, o afastei de mim e, ao abrir meus olhos, pude ver que os olhos verdes do homem a minha frente se encontravam cabisbaixo e cheio de lágrimas. Despedias nunca são fáceis mas, as vezes, é o melhor a ser feito.
– Tchau, Dean. — disse tirando o cinto e levando minha mão direita até a trava da porta, abrindo a mesma logo depois.
Desculpe, mas era melhor assim.
Saltei do carro e segui rumo a minha casa sem ao menos ter deixado Dean ter dito nada. Talvez se ele dissesse mais alguma coisa, eu não aquentasse levar minha decisão para frente e me entregaria a ele novamente e eu não podia deixar que isso acontecesse.
–0-
Quando eu cheguei até minha casa, a música ainda rolava em altura ensurdecedora e todos dançavam alegremente. Assim que cheguei perto da enorme piscina, onde muitas pessoas mergulhavam, avistei April, que assim que me viu, veio ao meu encontro.
– O que foi, Meg? — ela perguntou vendo meu estado deplorável
– Eu dei um fim. Definitivamente. — respondi
– Do que esta falando?
– Eu terminei, definitivamente, com Dean.
– Ele estava aqui?! — perguntou ela surpresa
– Sim. Ele veio conversar. De certo queria que nós voltássemos, mas eu disse não.
– Fez bem, Meg. Se vocês continuassem com essa história, boa coisa não ia dar. — disse ela amigavelmente.
– Pois é. — concordei
– Mas não é pra ficar cabisbaixa. Antes dele vir até aqui, você estava super animada. Lembra? É noite de festa!
– Acho que eu vou subir um pouco... — disse mas April me interrompeu
– Nã-na-nina-não! Você não vai voltar para a fossa por causa desse cara. Vamos dançar, beber, conversar, dar um mergulho.
– Ap, eu não estou mais no clima.
– HEI! — disse ela pegando no meu braço — Quem foi que disse que não ia mais se isolar? Que não ia mais sofrer? Vamos, Meg, vai ser legal.
April tinha razão, uma festa incrível estava rolando na minha casa e eu não iria aproveita-la por causa do Dean? Um homem que não quer nada comigo além de "brincar". Eu não vou ficar me remoendo por dentro, não vou ficar me martirizando por isso. Vou curtir. A noite é uma criança e eu tenho muito tempo pra me divertir.
Eu e April seguimos até a pista de dança e nos juntamos com Stacy, Jully e Jessica, que dançavam e conversavam animadamente. Pelo jeito, Jully e Jess se deram muito bem com Stacy, e pelo visto, April e ela vão demorar para serem, pelo menos, colegas.
*Música http://www.youtube.com/watch?v=8GVTXOh04VY*
Eu dançava alegremente depois do meu terceiro ou quarto copo de Vodka com refrigerante, e eu não sentia mais tristeza pelo que aconteceu mais cedo, a bebida fez ela sumir e, felizmente, pude curtir minha festa.
Eu dava mais um cole do meu copo quando senti alguém chegar por trás de mim e passar um dos seus braços em volta de minha cintura. Aquele toque era mais que conhecido, assim como o perfume que entrou pela minhas narinas assim que senti uma respiração acelerada em meu pescoço recém descobertos quando os fios deslisaram para o lado com a ajuda dos dedos do homem que me abraçava gentilmente e me conduzia na dança.
Descansei minha cabeça no peitoral de Tyler, ao ter certeza que era ele quem me abraçava.
– Finalmente te achei. — disse ele ao pé do meu ouvido. Eu sorri — A festa esta demais! A escola inteira esta aqui. Acho que segunda-feira, você será a nova queridinha do colégio.
– Não fiz essa festa para isso. — disse me virando de frente e encontrando os olhos marcantes de Tyler.
– E por que fez então? — perguntou ele
– Pra me divertir. — disse animadamente. Olha a bebida fazendo efeito.
– Eu simplesmente não consigo te entender. — começou ele — Uma hora some da face da Terra, e depois deixa bem claro que ainda esta viva, fazendo uma baita de uma festa.
– Pois é... — eu ri — Nem eu mesma me entendo as vezes.
Tyler subiu sua mão até meu rosto colocando uma mecha atras da minha orelha, e num sorriso angelical disse:
– Eu gosto disso em você. Não ser como todas as outras garotas loucas por um pouquinho de fama.
– Eu tenho fama. Do meu jeito, mas tenho. Por que você acha que minha casa esta lotada? — me gabei.
– Porque você é uma garota incrível. — disse ele sério.
Seus lábios ficaram entre abertos e seu olhar se dirigiu para minha boca. Posando uma de suas mãos em minha cintura, Tyler foi se aproximando calmamente deixando bem claro o que ele estava querendo. Eu fiquei sem reação. Não me movia, não respirava e nem pensava em nada. E eu fiquei ali, parada vendo Tyler se aproximar e, por impulso, fechei meus olhos, mas eu havia esquecido que tinha um copo de Vodka em minha mão esquerda, e quando senti o corpo de Tyler se encostar ao meu, eu simplesmente derramei o liquido todinho em mim e em Tyler.
– DROGA! — disse nos afastando — Me desculpe, eu me enrolei toda. Molhei toda sua camisa.
– Não tem problema. A camisa é preta, nem dá pra aparecer. — ele disse — Mas não posso dizer o mesmo da sua.
– Droga. — resmunguei ao ver que tinha derramado mais Vodka em mim do que em Tyler. — Eu sou muito idiota.
– Hei, isso sai. Fica tranquila. Só o cheiro que vai ser impossível de disfarçar — disse ele rindo e eu o acompanhei.
– Tenho que tirar isso. Já volto. — disse e sai rumo a minha casa para trocar de blusa.
Eu sou uma idiota, com todas as letras.
Mas uma coisa serviu esse "banho", pelo menos eu não beijei Tyler. Isso iria me deixar em uma enorme confusão e levantar múrmuros entre a escola.
Não que seria má ideia me relacionar com Tyler, mas no estado em que estou, a última coisa que quero é outra pessoa que não seja Dean.
–0-
Eu subia as escadas rumo ao meu quarto ainda ouvindo o som abafado da música dançante que tocava no jardim enquanto tirava minha blusa encharcada de Vodka.
Ao atravessar a porta do quarto, atirei a blusa em cima da cama e abri meu guarda-roupas a procura de outra coisa para vestir e quando finalmente acho outra blusa, a porta de meu quarto de abre me dando um susto.
– Hei, Meg! — disse Stacy mais que animada
– Hei!
– O que esta fazendo?
– Trocando de blusa. Derrubei tudo em cima de mim quando...
– Tyler ia te beijar. Eu sei, eu vi tudinho.
– Ele não ia me beijar. — me fiz de sonsa
– Ia sim... Os olhos fitando os lábios um do outro, os corpos ficando cada vez mais próximos, o calor aumentando... — disse Stacy se jogando na cama
– Hei, hei! — a cortei — Não teve nada disso. — disse me virando para ela
– Ah qual é, Meg? Teve sim e você sabe disso. — ela se sentou — Sabe, você e Tyler sempre formaram um lindo casal, e ele ainda gosta de você.
– Gosta nada. — a peguei pela mão tentando levantar-la da cama, mas não tive muito sucesso
– Gosta sim. — ela disse — Desde que eu cheguei ele não para de falar de você. Mas ele me parece um pouco desencorajado.
– Por que? — perguntei, mas foi mais por impulso
– Ele disse que você já tem outro. — Stacy deu de ombros
– Outro? Como assim? O que ele te disse? — será que Tyler sabia?
– Não muito, mas ele me disse que você esta saindo com um cara muito mais velho e que ele não te chances com ele.
Tyler sabia do meu envolvimento com Dean? Tudo leva a crer que sim mas, se ele realmente sabe, por que ele não disse nada? Por que ele não ME disse nada?
Tenho que tirar essa história a limpo, mas com muito cuidado.
– Nada a ver, Stacy. — disse me virando para o espelho e impedir o contato visual direto com ela
– Então você não esta saindo com um cara mais velho? — ela se levantou e deu dois passos em minha direção.
– Não! — disse em alto e em bom som — Pelo menos não mais... — terminei cabisbaixa. — Mas isso não tem nada a ver. Vamos voltar pra festa.
– Ta bom, ta bom. Mas eu não iria de sutiã — Stacy disse rindo.
– Droga, com essa sua conversa, você nem me deixou achar outra blusa.
– Eu vou descendo. Se veste e desça também. Não demore.
– OK, mamãe. — brinquei e ela saiu.
Era só o que me faltava, Stacy sempre foi "Time Tyler", e pelo jeito não mudo de ideia. Com essa conversa toda, eu não duvido nada que ela estava tentando me empurrar para ele. Nessa conversa, eu também descobri uma coisa que pode mudar muita coisa. Tyler pode saber do meu envolvimento com Dean. Mas se ele sabe, por que ele continua quieto, sem falar sobre o assunto?
Eu vestia minha blusa quando escutei passos fortes vindos da escada.
– Eu já estou indo, Stacy — disse me virando de frente para a porta esperando o rosto angelical da minha amiga mas, para minha surpresa, outro surgiu. — Tyler? Como conseguiu... Stacy te deixou entrar, certo?
– Certo. Vim ver se você ainda esta viva depois do banho que levou. — disse ele encostando no batente da porta e cruzando os braços simultaneamente.
– Estou sim. — sorri — Mas não posso dizer o mesmo da minha blusa.
– Não se preocupe. É só Vodka, lavando sai rapidinho. Pior seria se fosse vinho.
– Pois é.
Tyler se desencostou do batente e andou para dentro do meu quarto.
– Uau! Esse quarto esta diferente da última vez que entrei aqui. Para começar não tem mais aquelas bonecas estranhas. — ele disse rindo
– Minhas bonecas não eram estranhas. — disse me fingindo de zangada
– Ah, eram sim! Toda vez que eu entrava aqui eu levava um susto. Principalmente com aquela que ficava em cima da cama.
– Minha boneca "Angelica" não era tão medonha assim... — ele me encarou com deboche — Ta, talvez ela era um pouco sim — nos rimos.
– Foi legal o dia em que você tirou aquela boneca da sua cama. — ele disse se sentando na beirada da minha cama
– Por que?
– Porque naquele dia, eu tomei o lugar dela. — disse ele soltando um sorriso de canto de boca.
Sim, minha primeira vez foi com Tyler, eu já contei isso aqui. E sim, foi no meu quarto.
Suspirei ao me ver sem jeito depois do que Tyler disse, e ao me ver desconfortável ele se levantou e veio até mim.
– A gente era tão novinho... — comentou ele tocando meu braço sutilmente — A gente nem sabia o que estávamos fazendo direito.
– Eu não diria o mesmo de você.
– Hei, eu era virgem igual você. — ele disse rindo
– E aquele acampamento de verão? Na floresta com a Christy.
– Christy? Por que todos falando que eu e ela tínhamos alguma coisa?
– Talvez você tivessem — provoquei sorrindo brincalhona
– Não... ela que vivia atrás de mim... — sua mão subiu até meu rosto — E eu corria atras de você.
Novamente os lábios de Tyler ficaram entre abertos e seus olhos fitavam minha boca. Sua língua umedecia seus lábios lentamente e seu rosto foi se aproximando do meu. Agora não tinha mais nenhum copo em minha mão, e foi inevitável sentir os lábios de Tyler tocarem os meus.
Timidamente, sem usar a língua como ferramente, nossos lábios se tocavam lentamente e suavemente. Os braços de Tyler me abraçaram pela cintura e eu espalmei minhas mãos em seu peitoral.
Por um momento eu comecei a gostar daquilo, até que meu pensamento tomou outro rumo e eu passei a pensar nos beijos de Dean, que me causavam sensações incríveis. Eu não posso fazer isso, não pensando em Dean, não seria honesto de minha parte.
Dei um passo para trás e forcei o corpo de Tyler para o lado oposto, desconectando nossos lábios.
– Eu não posso fazer isso. Me desculpe, mas eu não posso. — disse agitada.
– Calma. Não foi nada de mais, é só um beijo. — ele disse sem entender a minha estéria
– Eu não posso beijar você, não assim, não pensando...
– No professor substituto, certo?
Gelei.
Ele sabia do meu envolvimento com Dean. Ele sabia. Mas eu não poderia me entregar assim, não com tanta coisa me jogo.
– O que? Do que está falando? — perguntei com a cara mais deslavada que consegui fazer
– Eu sei, Megan. Tudo. Não finja que não é verdade, porque eu sei.
– Como assim?
– Eu já desconfiava, mas a certeza foi quando eu te segui num dia depois da escola. O que eu queria saber era como você iria para casa, tomando um caminho totalmente contrário. Então eu vi você entrando no carro do professor Winchester.
Levei minhas mãos até a boca e lágrimas começaram a correm sobre meu rosto, tudo o que eu menos queria era que alguém descobrisse, ainda mais Tyler.
– Você sabe que ele é casado, Megan? Sabe? Já parou para pensar na mulher dele, na sua mãe, na carreira dele como professor? — perguntou ele mantendo o tom de voz sereno
– Eu pensei, Tyler. Tanto é que nós não estamos mais juntos. — disse em meio a lágrimas.
– Não estão?
– Não. Desde o baile... espera. Você sabia de Dean antes do baile e fez tudo aquilo comigo?
– Aquilo oque? A gente só dançou.
Segui até a janela e pude avisar todos dançando animadamente no jardim. As lágrimas corriam sem parar só de pensar que Tyler tinha feito de propósito...
– Foi por isso que vocês terminaram? — ele perguntou se virando para mim. — Foi, não foi?
– Se você sabia que eu estava com ele, por que fez tudo aquilo?
– Por que? Porque eu simplesmente não posso permitir que a garota que eu gosto, esteja envolvida com um cara casado, ao invés de ficar comigo.
Eu fiquei sem reação. Tyler tinha dito que estava afim de mim e eu não consegui dizer nada.
Eu o entendo e não o crucifico. Eu faria a mesma coisa se a pessoa que eu gostasse estivesse com outra, e ainda uma mulher casada.
Eu me sentia a pior pessoa do mundo, ainda mais depois do que Tyler tinha dito para mim, mas eu não tinha o que falar, fiquei sem palavras, sem reação. Ele estava certo.
– Por que não contou pra ninguém? — perguntei depois de um longo tempo em silencio.
– Eu queria. Principalmente para acabar com ele. Mas eu não consegui.
– Por que? Seria mais fácil.
– E ver você ser prejudicada também? E até correndo o risco de perder até sua amizade? Preferi ficar calado.
Me sentei na janela e fiquei de frente para Tyler, que ainda estava parado em minha direção com a face abatida. Novamente eu me senti um lixo, uma idiota. Por que eu não posso ficar com Tyler? Por que eu não me permito fazer isso?
– Você deve me achar horrível. — sussurrei.
– Não. — ele respondeu no mesmo tom que o meu. — Você é uma menina linda, inteligente, de boa índole. Não deve ser julgada por um desleixe, ainda mais com 17 anos. E mesmo não gostando nada do que aconteceu e me sentindo um idiota por não ter dito nada, eu ainda gosto de você. E é por isso que eu não vou desistir de você.
Tyler se aproximou, ajoelho a minha frente e tocou meu rosto com as duas mãos me fazendo o encara-lo.
– O que eu vou te dizer agora, não vai ser como um pretendente a teu namorado, mas sim como amigo. Dean é casado. Ele tem uma esposa com quem escolheu ter filhos e na primeira oportunidade que ele tiver, ele vai te largar de vez para ir correndo atrás da mulher dele, e quem vai ficar a ver navios, é você.
Aquelas palavras atingiram em cheio meu coração e até o fez aperta-lo, mas por mais que eu queira dizer para mim mesmo que ele estava errado, e por mais que eu queira alimentar esse pensamento, eu tinha que admitir que Tyler poderia ter rasão.
Após depositar um beijo em minha bochecha, Tyler se levantou e seguiu até a porta, atravessou a mesma e sumiu pelo corredor.
Tyler sabia de tudo e não contou para ninguém, pois tinha medo de que me prejudicasse, disse que me gostava de mim e deixou mais que claro que não vai desistir de mim, e eu aqui pensando em outro...
Notas finais
HORA DO REVIEW!!
E não deixem de ler minha fic nova ► http://fanfiction.com.br/historia/335692/Uma_Noite_Com_Dean_Winchester
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