Notas iniciais
Oi oi oi!
Ahh que felicidade! 19 leitores *..* Ai que eu não me aquento (kkk). E obrigada pelos muitos comentários aqui e no Twitter sobre o ultimo capitulo.
Mais uma coisinha, desculpem meu sumiço, é que eu tenho estudado muito... Esse negócio de ENEM, Vestibular, trabalho escolar de fim de ano esta sugando todo meu tempo.
Mas... Consegui escrever um pequeno capitulo, só pra não deixar vocês na mão OK?
Ta bem pequeno e bem normalzinho mas espero que vocês gostem.

Meus olhos ainda estavam fechados, eu não conseguia abri-los de forma alguma, era como se houvesse um peso sobre minhas pálpebras as impedindo de abri-las.

Minha cabeça doía, meu estomago estava de ponta cabeça e meu corpo, ossos e músculos estavam doendo. Sintia-me como de um caminhão tivesse passado em cima de mim.

Podia sentir uma luz forte passando pelos meus olhos ainda fechados, até que consegui abri-los me deparando com um lugar estranho. "Que porra de lugar é esse?", foi a primeira coisa que passou pela minha cabeça.

Eu estava de frente para uma porta entre aberta, envolvida com um lençol fino branco e na cabeceira da enorme cama em que me encontrava deitada, havia uma janela com uma cortina branca fina, o que não ajudava muito para que a luz do sol não invadisse aquele quarto estranho.

Fechei meus olhos novamente tentando tomar coragem para levantar dali, até que senti um braço envolver minha cintura e uma respiração suave tocar minha nuca.


– Bom dia... — uma voz grossa e um tanto conhecia soou em meu ouvido.


Percebi que estava nua naquela cama e que havia um homem ao meu lado. Meus Deus, o que eu fiz?

Abri meus olhos e virei meu rosto procurando o dono daquela voz aveludada e um pouco rouca.

Não acreditei no que vi, meus olhos encontraram um verde brilhoso e vivido, uma boca carnuda com um sorriso leve, cabelos da cor do sol e um nariz perfeito. Dean.


– Bom dia. — respondi sorrindo.

– Dormiu bem? — perguntou ele se ajeitando ao meu lado, virando seu corpo em direção a mim.

– Sim... mas foi muito melhor acordar. — respondi sorrindo.


Meu Deus, como uma pessoa pode acordar tão bonita como ele? Até seus cabelos desgrenhados e seus olhos um pouco inchados não o deixava feio.

Droga, que devo estar horrível!

Passei as mãos nos meus cabelos tentando "arruma-los" e em meu rosto para ver se minha maquiagem estava muito borrada, e vi um risco preto, feito pelo meu lápis de olhos ou pela minha mascara de cílios, em meus dedo.


– Droga — resmunguei baixinho

– O que foi? — perguntou ele passando seu dedo indicador em minha bochecha e levando uma mecha de meu cabelo para trás.

– Eu devo estar parecendo a Mortiça da Família Adams.

– Claro que não... Esta mais pra Noiva Cadáver... — disse ele brincalhão

– Ai meus Deus! Serio? — disse tapando meu rosto com minhas mãos.

– Brincadeira! — riu tirando minhas mãos do meu rosto — Você esta linda.


Eu ri me virando de frente para ele que me levou para mais perto de seu corpo nu. Eu e ele, ali sozinhos, abraçados, com um sol maravilhoso brilhando lá fora, parecia um sonho. Se for, não me belisquem, por favor!

Encostei meu rosto em seu peito e fechei meus olhos quanto ele tocou meus cabelos fazendo um carinhos gostoso. Pude sentir o mesmo perfume que ele usara na noite anterior, só que um pouco mais fraco, me fazendo relembrar de tudo que aconteceu entre nós.

Que loucura! Todas as coisas que fizemos durante a madrugada, todas as sensações que senti foram tão intensas e especiais para mim pois, nunca tinha sentido metade das coisas que Dean me proporcionou. É como dizem: "Panela velha é que faz comida boa".


– Vai dormir de novo? — perguntou ele entre meus cabelos

– Não. — disse levantando o rosto para olha-lo.

– Meg... — me chamou. Seu sorriso tinha sumido tornando sua face séria e tensa — Olha eu não queria que fosse desse jeito. Quer dizer, foi muito forçado. Eu te forcei a fazer...

– Shh! Do que você esta falando? — o interrompi — Desse jeito foi o melhor jeito que poderia acontecer, e você... — me virei de bruços apoiando meu queixo em seu peito — não me forçou a nada. Foi eu que quis, não foi por pressão sua. — conclui sorrindo

– É que, bom... creio que foi sua primeira vez, então...


Ele pensava que eu era virgem? Que fofo! Antes fosse... pois iria adorar ter minha primeira vez com ele mas, infelizmente, não foi. Não querendo desmerecer Tyler, mas é que... eu iria adorar se tivesse sido com Dean.

Me sentei ainda a seu lado tomando coragem para falar que essa não tinha sido minha primeira vez, eu não sei por que, mas achei que o deixaria chateado.


– Dean... essa não foi minha primeira vez... — disse cautelosa. Ele não disse nada, só ficou me olhando sem nenhuma reação. — Que foi?

– Nada... é que... eu pensava que você era... — ele arregalou um pouco os olhos como se tivesse tentando me falar o que ele não conseguiu terminar

– Virgem. Intendi... — disse cabisbaixa

– O que foi? — ele pegou meu queixo e se sentou ao meu lado — Hoje em dia é normal isso acontecer. Não estou triste. — ele sorriu — Eu não casei virgem. — disse ele brincalhão e eu ri

– Você teve muitas mulheres antes da Carmen?

– Não muitas... — seu sorriso sumiu de seus lábios e ele ficou sério. Não poderia ter tocado no nome da esposa dele, até porque ele a traiu. Palmas para você Meg, você realmente não pensa no que você fala. — apenas três.

– Hum...


O silêncio tomou conta do quarto, o clima ficou pesado e eu vasculhava em minha cabeça algo para dizer ou perguntar para quebrar esse silêncio que me torturava.

Olhei para o relógio na cabeceira da cama, já era 11h16. Droga, minha mãe vai me matar!


– Que foi? — perguntou ele ainda sério.

– Já são 11h16...

– Você avisou que iria dormir fora?

– Não exatamente. Normalmente eu durmo na April quando eu saio e minha mãe já sabe disso, mas dessa vez eu não disse nada. Só que iria sair.

– Você quer ir agora?


"Claro que não Dean! Por mim ficaria horas e horas aqui sentada olhando você, conversando." Pensei, mas eu tinha que ir embora, tinha compromisso pra esse domingo.


– Eu preciso... — disse baixinho — Fiquei de visitar meu pai hoje.

– Ele voltou da viajem? — Dean sabia que meus pais eram separados e o quanto eu era apegada a meu pai.

– Sim... ontem.

– Então é melhor você ir ver ele. Ele deve estar morrendo de saudades da filha.

– E a filha dele. — disse soltando um sorriso bobo.

– Então vai se arrumar para encontrar com ele. Tem toalha limpa no banheiro.

– OK. — me levantei da cama enrolada com o lençol, o descobrindo totalmente, e fui em direção a porta entre aberta que Dean havia apontado — Você não vai vir? — convidei sorrindo maliciosa.

– Ahh, não... eu... vou fazer o café pra você. — disse ele sem jeito.

– Você vai me deixar nesse banheiro enorme sozinha?

– Não vai ser tão ruim assim. — ele respondeu depois de suspirar.


Não respondi nada, apenas tirei meu sorriso do rosto, me virei de costas e abri a porta do banheiro.


– Não vou precisar disso. — soltei o lençol que envolvia meu corpo o deixando deslizar sobre meu corpo e depois cair no chão. Atravessei a porta a encostando depois, deixando uma frestinha aberta só para que Dean veja o que esta perdendo. Me virei pro espelho e vi minha imagem refletida nele.


Dean ficou estranho comigo de uma hora pra outra. Eu fui muito burra em ter falado de Carmem, era obvio que ele ficaria daquele jeito.

Era mais do que obvio que ele amava a mulher dele, e eu, eu era apenas uma brincadeira, um objeto que ele usou e jogou fora.

Não acredito que ele me tratou daquele jeito tão frio e indiferente.

EU SOU UMA VERDADEIRA TA-PA-DA! Não poderia ter tocado no nome dela, muito menos ter me derretido toda para ele. QUE DROGA MEGAN! Você só se fode nessas histórias.


Enquanto me martirizava com meus pensamentos, fui em direção ao box e abri o chuveiro, me colocando debaixo da água que dele caia e que relaxava meus músculos.

Estava tudo acabado, era obvio de Dean percebeu que o que ele tinha feito foi errado e agora não me queria mais.


Fechei meus olhos e abaixei a cabeça deixando a água tocar minha nuca, até que ouvi a porta se abrindo. Levantei meu rosto o direcionando para a porta e vi Dean entrando no banheiro completamente nu.


– Cabe mais um? — perguntou ele com um sorriso de lado

– Não. — disse magoada

– Pensei que você não quisesse ficar nesse banheiro sozinha.

– Não esta sendo tão ruim assim.


Ele foi se aproximando ainda com o mesmo sorriso, meu coração palpitou mas não desamarrei minha cara. Ele iria pagar pela maneira fria com que ele me tratou.


– Você quer que eu saia? — perguntou ele já bem perto de mim

– Você não disse que iria fazer o café?

– Mudei de ideia...

– Hum... que pena, porque eu já acabei. — me virei desligando o chuveiro

– Já? — perguntou ele deixando sua voz transmitir frustração — Agora que eu cheguei... — disse ele me abraçando por trás passando seus braços pela minha cintura e começou beijar meu pescoço.


Assim é golpe baixo. Mas se ele esta pensando que vai me ter quando ele quiser, ele esta muito enganado. Aquenta firme Megan.


– Pois é, — disse me soltando de seus braço, me virando para frente — talvez se você tivesse vindo quando te convidei... — tentei sair daquele cubículo que Dean me encurralou. Nossos corpos estavam muito próximos, estava difícil me segurar para não agarra-lo e encher-lo de beijos, fui impedida pelo seu corpo se projetando em minha frente.

– O que aconteceu, Meg? — perguntou ele tocando meus braços

– Nada... eu já terminei o banho, só estou saindo... ou tentando.

– Você esta brava comigo? — não respondi, só fiquei o encarando séria — Por que?

– Porque? Você foi muito frio comigo quando e convidei pra vir tomar banho comigo e agora você muda de ideia? Assim, tipo rapidinho?

– Meg, eu achei melhor você ir na frente. — respondeu ele

– Mentira. Você não iria vim, iria?

– Claro! — disse ele depois de exitar

– Mentira! Fala a verdade, Dean. Seja sincero comigo. — ele ficou calado. Aquilo já era uma resposta. — Viu? Você não viria.


Me esquivei de seu corpo e quando estava indo pegar uma toalha numa pratilheira, senti a mão de Dean tocar meu braço me impedindo de ir novamente.


– Desculpa. Eu não viria mesmo. — tendei me soltar de sua mão, mas ele me segurou mais forte — É que quando você falou da Carmem eu me balancei. Eu a trai, Meg, eu fiquei péssimo naquele momento, mas eu sinto uma atração por você. Não consegui me segurar e então eu vim.

– Olha Dean, eu não sou um objeto pra você usar quando quiser. Se você se sentiu mal é melhor parar por aqui, antes que piore.

– Para com isso, Megan. — disse ele me impedindo novamente de me soltar — Você não quer sair daqui. Assim como eu também não quero que você saia.


Ele soltou meus braços e passou suas mãos pela minha cintura me aproximando de seu corpo. Fiquei sem reação ao sentir sua respiração no pé do meu ouvido.


– Adoro seu corpo. — cochichou ele alisando minha cintura e meus quadris

– Não faz isso... — segurei suas mãos.

– Sua pele é tão macia... Ainda melhor molhada. — disse ele pegando minhas mãos me fazendo tocar seu peitoral.


Sentia que minhas pernas estavam Bambas. "Calma Megan, respira." Fiquei repetindo isso muitas vezes em minha cabeça.

Seus lábios roçaram os meus, nossos olhares não se desgrudaram, suas mãos desceram para minhas cochas. Depois de aperta-las, elas subiram até tocar meus seios com os mamilos já rígidos.

– Para Dean... — disse sem folego

– Você quer mesmo que eu pare? — disse ele ainda roçando seus lábios nos meus.


Seus olhos estavam nos meus, suas mãos passeavam pelo meu corpo e sua boca contia um sorriso malicioso.

Agrh! Como eu odeio isso. Ele sabe o que pode causar em meu corpo com apenas um toque, um beijo, um olhar. Não podia ter me entregado por inteira pra ele logo na primeira vez, não podia. Idiota! Ele se acha.

Mas não posso negar que ele estava certo, eu não queria sair de lá, ao contrario, era ali o único lugar que eu queria estar, entregue em seus braços e suas caricias.

Sua boca estava tão perto da minha que podia sentir sua respiração tocar minha pele, não estava conseguindo me segurar, eu tinha que tocar seus lábios.


Selei nossos lábios com um beijo quente e cheio de desejo. Suas mãos ficaram mais pesadas passeando por todo meu corpo.

Seus braços desceram até meu quadril e envolveram minha cintura nos trocando de lado. Seu corpo me prensou contra parede e desceu seus beijos até meu pescoço, ombros, colo e o vale entre meus seios.

Ah, como aquilo era bom... Sentir sua boca quente em contato com minha pele era como se eu estivesse em um outro lugar somente eu e ele e essa sensação gostosa.

A trilha de beijos desceram até um pouco abaixo do meu umbigo e voltou passando pelos meus seios e parando em minha boca. Eu estava estasiada com aquilo, e quando seus dedos tocaram meu sexo, não pude me conter e dei um leve gemido. Senti Dean soltar um pequeno sorriso ao me ver o estado em que eu estava com o toque de seus dedos.

Agrh! Odeio sentir como se tivesse sendo controlada por alguém mas naquele momento eu não consegui me colocar no controle, minhas pernas estavam moles, meus sentidos totalmente desnorteados e meu pensamento naquilo que Dean estava me proporcionando; Prazer.


Senti meu clímax chegando, meus gemidos de prazer estavam descontrolados, como ele consegue fazer isso comigo? Meu ápice chegou me fazendo contorcer meu corpo em contato com o corpo de Dean.

Sem esperar me recuperar da ótima sensação que tive, Dean pegou minhas coxas me fazendo abraçar sua cintura com minhas pernas e, sem esperar mais um momento, me penetrou rapidamente sem muita delicadeza. Suas investidas estavam fortes e rápidas me fazendo gritar alto criando eco naquele banheiro enorme.


– De..an. — chamei em meio a gemidos de prazer, mas ele não deu atenção — Dean! — chamei novamente

– Oi — finalmente respondeu

– Devagar... — disse com a voz rouca

– Não esta gostando assim? — sussurrou ele tocando meus lábios.

– Estou, mas é que eu quero aproveitar mais. — disse soltando um sorriso malicioso.

– OK — disse ele retribuindo meu sorriso e parando com as investidas mas não nos desconectando

– Não faz isso. Não falei pra parar...

– Então o que você quer?


Ele estava virando o feitiço contra o feiticeiro, ele queria que eu falasse o que eu queria, assim como fiz com ele ontem. Agrh, como eu odeio esse jeito sedutor, galanteador e seu ego inatingível. Odeio mas, ao mesmo tempo, é isso que mais me atrai nele.


– Devagar... — disse manhosa.

– Assim? — disse ele começando as investidas mais lentamente

– Isso... mais forte.

– Assim? — perguntou ele novamente atendendo ao meu pedido

– Is-so! — disse em meio a um gemido fraco.


Minhas mãos finalmente começaram a trabalhar, as deslizei de sua nuca, passei pelos seus ombros, apertei seus braços fortes, acariciei seu peitoral e marquei suas costas com minhas unhas.

Eu estava quase lá, queria senti-lo de verdade, então pedi:


– Dean... mais rápido...

– Mais rápido? — perguntou ele

– Sim. Como antes.


Ele sorriu e tornou a fazer suas investidas mais fortes como antes.


– Dean...

– Meg...


Meu clímax chegou segundos antes do dele, despenquei minha cabeça em seu ombro e senti seus braços me envolverem. Nossa respiração começou a voltar ao normal quando Dean tocou meu rosto me puxando para um beijo calmo, sem desejo e afobamento, só carinho.


Senti Dean abrindo o chuveiro fazendo a água cair sobre nossos corpos fazendo me recuperar do intenso clímax que tive.


Ficamos ali por mais algum tempo só nos beijando e sentindo a deliciosa sensação de estar perto dele. Era estranho, mas estando ali abraçada com Dean eu sentia uma paz que nunca tinha sentido antes, uma certeza de estar protegida estando envolvida pelo seus braços e seus lábios tocando os meus era outra certeza que vinha atona: eu era dele porém, ele não era meu. Talvez nunca seja SÓ MEU, mas resolvi conquista-lo. Não iria conseguir deixar ele voltar para os braços da mulher dele sem ao menos tentar te-lo como meu. Não meu apenas em carne, mas em sentimento e pensamento. Meu e de mais ninguém...

...


Saímos do banheiro ainda em meio a caricias e sorrisos bobos, me vesti e tomamos café juntos conversando, rindo e nos aproveitando mais um pouco, até que tive que ir para casa de meu pai.

Dean ofereceu companhia, mas achei melhor não, até porque seria meio estranho... e também ele teria que voltar de Taxi, achei melhor deixar pra próxima


– Nos vemos segunda? — perguntei ao atravessar a porta da frente

– Claro... — respondeu ele sorrindo — Você não quer mesmo que eu vá?

– Não precisa... Tchau — me virei de costas mas fui impedida de caminhar pois Dean pegou meu braço me puxando para ele me dando um selinho longo de despedida.

– Quando você for, se despeça. — disse ele baixinho e eu sorri.


Segui o grande corredor até chegar ao elevador. Ao entrar nele, vi Dean ainda encostado na porta de "seu" apartamento vestindo somente uma bermuda preta. Acenei e a porta do elevador se fechou me deixando sozinha naquele cubículo.


Ah.. que noite maravilhosa. Mal posso esperar para encontra-lo na segunda.

Notas finais
É agora que a história começa de verdade! Muita coisa vai acontecer daqui pra frente.
Só mais uma coisa: próximo capitulo vai ser o Dean narrando!
HORA DO REVIEW! =D