Meu Professor Substituto
13 Apenas dance comigo
Notas iniciais
Desculpem-me por não postar o capitulo ontem, é que eu comecei a trabalhar e minha rotina ainda esta meio confusa, mas enfim.
Obrigada por TODOS os reviews do capitulo passado, vocês são demais, mas eu ficaria bem mas grata se os "leitores fantasmas" começassem a escrever também... Nem que for um "Adorei!" ou então "Que lixo! Pare de escrever, vai passar fome desse jeito." kkk
OK, chega de rodeios, aqui vai a continuação do episódio passado exatamente do ponto onde parou.
*Antes*
– Desculpa. Eu tenho estado meio ocupada ultimamente.
– Sei... e cheia de segredinhos também. O que esta acontecendo, heim Meg? Você não esta se metendo com coisa errada, né?
****
– É amanhã o baile, certo? — ele perguntou dando mais uma garfada em sua Pizza calabresa.
– É sim.
– E você já comprou o vestido?
– Já... no começo da semana.
– Eu soube que você vai com o Tyler. — comentou ele
– Soube nada, eu te contei. — Dean me encarou sério — O que foi?
– Nada, ué. — respondeu ele voltando a encarar sua pizza no prato a sua frente
****
– Quer entrar? — sussurrei ainda tocando seus lábios
– Sua mãe não esta em casa? — perguntou ele ofegante
– Não... ela foi viajar.
– Hum... — disse ele franzindo a sobrancelha
– Então, vamos?
– Já que insiste. — disse ele de dando por vencido.
****
– Dormiu bem? — perguntei
– Dormi sim. Essa cama é ótima.
– Só a cama?
– A companhia também — rimos e novamente lá estávamos nós nos acariciando novamente, até que uma voz conhecida e nada bem vinda, pelo menos não agora, me chamou ainda longe.
– MEGAN!
Empurrei Dean para trás e senti meu coração ir até a boca e bater mais forte ainda.
– Pai. — sussurrei encarando Dean a minha frente.
*Agora*
– O que você disse? — ele perguntou assustado em meio a sussurros
– Meu pai. Está lá embaixo.
– Mas você não disse que estava sozinha em casa? Sua mãe não foi viajar?
– Foi, Dean, mas meus pais são separados, eu já te contei isso.
Era o fim, eu estava mesmo fer-ra-da. Ninguém deveria saber que eu estava com um cara em minha casa, ainda por cima casado e mais velho que eu, muito menos meu pai. Eu não sabia o que fazer, eu nem havia respondido para meu pai que estava em casa ou que estava descendo. Meu coração palpitava e parecia que ele iria pular pela minha garganta e sairia correndo cumprimentar meu pai escada a baixo. Eu deveria fazer alguma coisa, eu deveria descer e falar com meu pai como se nada não tivesse acontecendo mas no estado em que eu estava seria impossível, mas a voz grossa, compreensiva e aveludada de Dean me acalmou.
– Meg, se acalme. — suas mãos tocaram minhas costas fazendo um carinho gostoso e me fazendo relaxar.
– Eu não posso, Dean. Meu pai esta lá embaixo. Se ele subir aqui e nos ver nesse estado estou morta. Literalmente morta.
– Se acalme. — disse ele novamente nos fazendo sentar na beira da cama — Desce lá e fala com seu pai, eu vou dar um jeito aqui.
– Você vai embora? — perguntei
– Não...
– MEGAN!! ONDE VOCÊ ESTÁ? AINDA ESTA DORMINDO, BELA ADORMECIDA? — novamente meu pai chamou nossa atenção cortando Dean de terminar sua frase, e meu coração desparrou ao ouvir os passos dele no degraus da escada.
– Droga! Ele esta subindo. — sussurrei novamente me levantando da cama — Eu tenho que ir falar com ele, tenho que pensar no que eu vou falar com ele.
– Não. Você tem que se acalmar, vestir seu pijama e descer. Eu tomo conta do resto. Se acalme.
– Tudo bem. — respirei fundo me desenrolando do edredom e indo em direção ao meu guarda-roupas. Tirei a primeira peça de pijama que vi vesti rapidamente e fui em direção a porta — Eu vou falar com ele.
– Fique tranquila, e inventa que estava dormindo... enfim. — disse ele se levantando.
– OK.
Respirei fundo novamente e, ao abrir a porta, vi meu pai subindo os últimos degraus da escada com uma cara de desconfiado.
– Filha! Eu estava indo te acordar.
– Bom dia pai. Desculpe, estava meio sonolenta ainda. — disse coçando meus olhos e fingindo bocejar.
– Tem alguém ai com você, filha? — ele perguntou chegando perto de meu quarto.
– Que? Não. Eu estou sozinha... quem estaria comigo? Ninguém esta comigo. A propósito, eu dormi feito um anjinho hoje, e o senhor? — infelizmente, quando eu ficava nervosa, eu danava pra falar. Falava pelos cotovelos e meu pai, mais do que ninguém, sabia disso.
– Não me faça de bobo, Megan. Eu ouvi você conversando com alguém quando eu cheguei.
– Não tem ninguém pai.
Meu pai não quis mais ouvir nada e simplesmente me driblou e chegou até a maçaneta do meu quarto, a girou e abriu a porta.
– Megan...
– Pai eu posso te explicar, eu só...
– Deu uma festa do pijama. Olha o estado desse quarto, Meg.
– Hã? — eu não entendi. Me pus ao lado de meu pai e, ao olhar para dentro do meu quarto, vi que não não havia mais ninguém lá. Dean tinha ido embora. Eu não o culpo, se eu fosse casada faria o mesmo, foi melhor assim. — Pois é, pai... eu dei uma festinha.
– Então onde estão as meninas? — ele perguntou se virando de frente para a escada se dirigindo até a mesma.
– Bom... elas foram embora com medo de que fosse a mamãe. Ela me proibiu de chamar gente pra cá enquanto ela estiver fora.
– Sua mãe é mesmo uma chata. — comentou e eu concordei.
Seguimos para a cozinha e eu preparei um café para ele e para mim.
Eu estava mais calma pelo fato Dean ter ido embora e assim meu pai não o viu e uma longa história começasse mas, por outro lado, eu queria que Dean conhecesse meu pai, claro que seria bem complicado eles se conhecerem dessa forma mas eu ficaria muito feliz se, pelo menos, Dean tivesse descido e falado com meu pai. Paciência Megan, ele é um homem casado.
– E aí filha, como vai a escola? — meu pai perguntou quebrando o gelo.
– Vai bem. A mesma coisa de sempre. Nós estamos ensaiando para o campeonato.
– Ah! Claro, o campeonato... é daqui duas semanas certo?
– É... o senhor vai?
– Bom... eu...
– Pai... — o olhei com reprovação
– Vou fazer o possível, OK? As coisas lá na empresa andam meio... tensas, como você diz.
– Tudo bem. Pelo menos o senhor manda a real, a mamãe nem isso faz.
– Hei, pega leve com sua mãe. Ela tem se desdobrado em mil para te dar tudo o que você tem. — defendeu tomando mais um gole de café
– Eu sei pai, mas é que as vezes eu só preciso de apoio. E isso ela esta em falta.
– Tenha paciência, Meg. — ele deixou sua xícara de café, já vazia, em cima do balcão e soutou um sorriso radiante. — Enquanto sua mãe não toma jeito, que tal você passar uma tarde com seu velho pai?
– Opa! Só se for agora. — disse sorrindo. Meus olhos começaram a brilhar e meu peito se encheu de alegria
– Então sobe, tome um banho e se veste. O barco vai zarpar em 30 minutos, maruja. — desse ele batendo continência.
– Sim senhor! — disse o imitando e segui rumo as escadas
Eu adorava sair com meu pai porque, além dele ser uma ótima companhia, eu podia conversar e receber carinho, um carinho sincero que eu tanto gosto. Com meu pai eu me sentia verdadeiramente protegida. Sem dúvidas, meu pai era meu herói.
–0-
A tarde já estava indo embora assim como o sol quente típico de Malibú, o dia virava noite e a lua dava o ar de sua graça. Eu estava voltando da casa de meu pai depois de passar o dia todo com ele. Nós fizemos várias coisas naquele dia, fomos até uma lanchonete onde íamos sempre que estávamos juntos e queríamos comer alguma coisa, fomos a praia e vi meu pai pegar umas ondas (eu disse que meu pai já foi surfista profissional?), ele fica lindo no meio daquelas ondas enormes. Depois nós fomos para sua casa e fizemos uma comida caseira, não deu muito certo, a cozinha dele que o diga, mas nós nos saímos bem. Felizmente a esposa dele não estava em casa e eu pude aproveitar bem meu pai.
Cheguei em casa e fui direto pro banheiro tomar um banho, em menos de 2 horas o pessoal iria chegar para nós irmos ao baile da escola.
Cabelo, maquiagem, vestido, acessórios e sapatos. Novamente me olhei no espelho para me certificar que não faltava mais nada. Finalmente estava pronta e muito ansiosa, a noite estava prometendo ser uma das mais inesquecível e eu não poderia estar me sentindo mais bonita do que estava.
*Roupa http://www.polyvore.com/cgi/set?id=66390939&.locale=pt-br *
Olhei o relógio novamente e só tinha passados 3 minutos desde a ultima vez que o encarei, April e o resto do pessoal, principalmente o meu par, estavam atrasados.
Resolvi descer as escadas e esperar na sala, me joguei no enorme sofá da sala de estar e fitei o teto me fazendo lembrar de um certo par de olhos verdes, cujo o dono sumiu e não deu sinal de vida mais, nem se quer me ligou. Mas não era hora de me preocupar, eu precisava relaxar um pouco e me animar mais.
Fui em direção ao som da sala e procurei por um CD meu qualquer, escolhi a música e aumentei o som no ultimo.
*Música http://www.youtube.com/watch?v=H-0OuRVCAK8*
Sem me importar com mais nada e depois de tirar aqueles par de olhos de minha mente comecei a dançar com muita empolgação. Meus braços e pernas se sincronizavam em um só movimento e minha cabeça os acompanhava, fechei meus olhos e deixei a batida da musica tomar conta de mim por inteira, até que a campainha tocou cortando meu momento. Corri para atende-la e ao abrir a porta me deparei com Jully, April e Jessica, todas de vestido e salto, elas estavam lindas.
A musica ainda tocava em volume máximo e nós começamos a dançar juntas. Fui até a cozinha e peguei uma garrafa de Vodka no armário de bebidas, alguns copos e levei para a sala, nós bebemos e continuamos a dançar, até que a musica acabou e nós nos jogamos no sofá em meio a gargalhadas.
– Nós somos loucas. — comentei ainda rindo
– Bem que a gente poderia dar uma festa, né? — sugeriu April
– Pois é... Seria uma boa. — Jully concordou
– Mas a onde? — perguntei e todas olharam para mim — Não, não. De jeito nenhum. Eu não posso dar uma festa aqui em casa. Se minha mãe descobrir fodeu.
– Ah, mas ela esta viajando, Meg. — disse Jessica
– Ela não vai nem sonhar que a gente deu uma festa aqui. — insistiu April
– Não sei não meninas... pode dar errado.
– Ou pode dar certo. — tornou Jessica
– Vocês são loucas. — disse me levantando do sofá — Eu não vou dar uma festa e ponto final.
Todas me olharam com cara de pidona para eu voltar atras em minha decisão, mas eu não voltei. Claro que seria ótimo dar uma festa para varear um pouco mas se minha mãe descobre eu vou ficar de castigo até o oceano secar.
A campainha tocou me tirando da pressão em que os olhares de minhas amigas estavam me fazendo passar e eu fui logo atender a porta. Para minha alegria era os meninos.
Ao abrir a porta me deparei com Tyler, John, Matt e Steve, todos de terno e gravata.
– Oi — cumprimentei todos
– Olá, Meg! — eles responderam em unisono
– Entrem, as meninas já chegaram.
Todos os meninos entraram e Tyler foi o ultimo, ao passar por mim ele parou seus olhos nos meus e fitou todo o meu corpo e depois sorriu.
– Você está linda — sussurrou ele em meu ouvido quando me abraçou
– Obrigada. Você também não esta de se jogar fora. — respondi sorrindo
Na verdade eu fui muito modesta com ele, pois ele es tava incrível Sabe aqueles modelos de terno de catalogo de loja masculina? Pois é, assim estava Tyler. Ele vestia um terno liso preto, camisa e gravata lisas azul escuro e sapatos sociais bem engraxados. Seus cabelos estavam penteados para trás com um pouco de gel fazendo seus fios parecerem um pouco molhados e seu perfume era bem forte e gostoso. Ele estava lindo.
Depois de todos nós ficarmos bebendo e vendo Jessica e Steve dançando as vezes, nós resolvemos ir até o baile, que já havia começado a duas horas.
Saímos da minha casa e fomos todos em direção ao carro de Tyler ainda rindo, festejando e bebendo um pouco, já que dentro da escola não era permitido a entrada e nem a venda de bebidas alcoólicas. Não demorou muito já estávamos entrando na quadra da escola.
A quadra não parecia a mesma pelos enfeites e luzes que colocaram, parecia mais uma raive de tão agitada e escura. Vários alunos já haviam chegado e muitos deles estavam dançando na pista de dança, tocava uma musica bem agitada e super alta. A noite só estava começando.
Notas finais
Próximo capitulo eu prometo que vai ter varias surpresinhas e muita coisa vai acontecer nesse baile escolar.
Isso é tudo pessoal!
HORA DO REVIEW!
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