Meu Primo Idiota.
17 Capítulo 17 - Bate-Papo
Notas iniciais
– O que eu vi lá em cima, foi realmente horrível. – acusei-o.
– Eu sei, eu não sei o que fazer sobre isso. – Jasper abaixou a cabeça, e não olhou nos meus olhos.
– Jasper, Alice esta realmente triste, eu juro que não a reconheci, o que você fez a ela? – eu perguntei novamente. Dessa vez eu não ia cair na dele.
– Eu sou o que ela pensava que eu seria pra ela, ela sente por mim algo que eu não posso corresponder, afinal, Alice é como minha irmã mais nova. — ele aumentou o tom de voz.
– O que você fez pra ela, Jasper? – perguntei mais uma vez. Já estava perdendo a paciência.
– Isso explica tudo, eu acho. — Ele me entrou uma folha de papel dobrada.
- O que é isso?
- Leia.
Abri o papel e comecei a ler. Era uma carta de Alice para Jasper.
A escrita me deixou com lagrimas nos olhos. Bati a carta na cara de infeliz.
– E como isso aqui foi acontecer? – soquei o menino. Ele se defendia sem entusiasmo.
– Estávamos na escola, eu e a minha turma, sabe, o ultimo ano! Os mais velhos! Éramos os maiorais, no auge da malícia, o melhor ano! Sabe aquele jogo, idiota?
– Que jogo? – ele parei de bater nele.
– Verdade ou desafio, Bella...
- Jasper eu não acredito que você arriscou a Alice, e todo o amor dela, por um jogo de VERDADE OU DESAFIO! – gritei.
-Mas eu não... — ele tentou se defender.
- Não vem me dizer que você não sabia. Porque TODO MUNDO sabia! – gritei novamente.
Jasper ficou em silencio por alguns instantes.
– Eu sou um monstro. –disse ele, e percebi que ele estava chorando.
– Porque o choro?
– Eu não queria fazê-la chorar. Eu era quem devia estar chorando. E eu não consigo ficar com outra garota depois... Daquilo. Porque eu... – eu nunca vi Jasper tão triste como agora, era realmente péssimo ver ele daquele jeito. Eu queria abraçar aquele loiro maldito, mas eu não podia, ele tinha que sofrer um pouquinho. Ai que malvada.
- Por que... – incentivei.
Jasper olhou para os lados como se fosse atravessar a rua.
-Porque eu a amo. Sempre amei. Mas só descobri quando era tarde. –disse ele. Eu demorei tanto tempo pra perceber que Alice é a melhor coisa que já aconteceu na minha vida, que ela é tão linda e amável... Se você a visse diariamente como eu vejo Bella... Ela não fala com ninguém na escola... E eu me sinto péssimo porque não posso protegê-la, porque eu vou pra faculdade, e eu juro que tento, todos os dias.
- Você sabe que não é tarde pra tentar... – eu disse.
-Você viu o estado dela. Ela tem nojo de mim. Me ama mais me odeia. Todos os dias eu lhe entrego rosas, eu tento fazer com que ela sinta por mim o que eu sinto por ela.
– Mas ela sente. – disse eu, baixinho.
– Sentia. O que ela sente por mim hoje é raiva, é uma vontade imensa que eu desapareça.
– Não fale assim, se você quiser eu falo com ela e...
– Não, eu não quero pressioná-la, se o melhor pra ela for que eu saia da vida dela, é melhor eu ir embora e assim ela pode ser feliz...
– Ela só vai ser feliz, quando estiver com você.
– É o que eu mais quero, Bella, eu tenho tanto medo de ver ela com outro... No exato momento que ela me virou as costas naquele dia, eu percebi o total idiota que eu sou e o quanto eu fui cego. Se eu estivesse percebido antes o quanto ela é especial hoje eu seria um homem feliz. Eu não me imagino nos braços de outra mulher, é Alice que me completa.
Não havia nada que eu pudesse fazer ou falar. Então apenas o abracei, como nunca antes. Depositei toda minha saudade e meu carinho por ele naquele abraço.
– Obrigado, Bella. Você nunca deixou de ser minha melhor amiga. – ele disse – Eu amo você.
– Eu também te amo Jasper. Você é o melhor amigo de mundo.
– E você baixinha, me conte como foi na escola.
– Foi bem legal. – sorri. – Fiz ótimos amigos...
- Fez algum namorado?
-Ah eu tive um casinho com um menino. Você acredita se eu disser que ele é de La Push? – eu bati palmas- Pois é!
- Quem sabe vocês não podem se reencontrar mais tarde... – disse ele.
Mas aquilo não passou pela minha cabeça. Nunca tinha pensado naquilo.
- Hã... – eu comecei.
- Deixa pra lá, Bella. Mas, você sentiu nossa falta? – ele sorriu.
- Sim, claro! – respondi.
- Até de Edward? – ele perguntou, com malicia nos olhos.
Olhei para ele com cara de ‘até você?’
- Claro que não! – eu respondi. – Que nojo...
- Então porque você suspirou pra ele, a pouco tempo atrás? – Caralho Jasper, para de perguntar coisas, pensei.
- Eu... ah.... – eu não tinha o que dizer. O que eu poderia? ‘me perdi nos olhos verdes do Edinho?’ CLARO QUE NÃO. – Não interessa! – gritei.
Jasper gargalhou e deu um tapinha na minha cabeça.
– Bella, eu só te peço, não se apaixone por Edward, primeiro, ele é seu primo. Segundo, ele realmente é o maior galinha da escola, você não sabe como ele mudou, e terceiro, eu não quero você sofrendo como Alice, porque eu era como ele é agora. – ele explicou.
- QUE? Se apaixonar... por aquilo? – eu perguntei incrédula – Ele é meu primo Jasper, não fale essas coisas... – era meu primo, não devíamos nem termos nos beijado. Meu deus.
- Eu sei que você não seria destas... – ele sorriu.
- Tudo bem, mas então... sabe de Ângela? –perguntei, mudando de assunto rapidamente.
- Ela sumiu. Fui até a casa dela algumas vezes, mais os pais dela bateram a porta na minha cara. –disse ele.
- Alice me disse que ela esta em La Push. Quero ir lá... – eu comecei.
- Claro, ai você pode ir ver seu namorado! – Jasper disse.
- CALA BOCA! – mas eu estava sorrindo.
- Agora eu preciso ir... cuide de Alice, tudo bem? – ele sorriu, me deu um beijo no rosto e se foi.
Eu voltei para a casa da minha tia, então.
Entrei em casa, e Alice, Edward e Emmett estavam jogando vídeo game juntos no sofá.
- Oi Bella! – ela gritou.
Não respondi. Percebi então que a mesa estava cheia de cervejas vazias.
- Você bebe? – ela perguntou pra mim.
- É... não. E você? – perguntei.
- Quem não? – ela sorriu. — É melhor tirar isso antes que a mamãe chegue... Bella, já que você não esta jogando, por favor, jogue isso fora – pediu ela, com os olhos grudados na tela – Sai daí Edward! Eu não vou deixar você passar na frente!
Peguei uma garrafa para ir jogá-la fora. Mas, foi tarde demais.
Carlisle, Esme e minha mãe abriram a porta, e se espantaram ao ver umas sete garrafas de cerveja em cima da mesa. E uma delas na minha mão.
– Eu saio por três horas, para enterrar meu irmão, e quanto volto, encontro um bando de adolescentes bêbados! – disse Esme, nervosa. – Lá pra cima, agora, estão de castigo, até você Alice!
Os três subiram as escadas de cabeça baixa. Não disseram nada. Eu apenas soltei a garrafa no tapete, e graças a deus não quebrou.
– Bella – chamou minha mãe – Vá pegar suas coisas, nos vamos para casa. – disse ela apenas. Tudo bem, sem broncas pra mim.
Arrumei minhas coisas, e fomos para casa. Foi estranho estar lá, mas ao mesmo tempo, fora como se eu nunca tivesse realmente saído.
Meu quarto continuava o mesmo básico, branco, e pequeno. Na verdade, a única coisa que eu queria fazer era dormir, então me deitei.
Mas minha mãe tinha outros planos.
– Meu bem, você esta acordada?
– Sim. – disse, e me sentei.
- Segunda feira eu vou te matricular na escola, tudo bem? – ela disse.
- Eu não tenho escolha mesmo... – resmunguei. Merda, voltar para aquela escola... eu não tinha pensado nisso.
- Você quer ir comigo? – ela perguntou.
- Não, eu já conheço, mamãe. – sorri amarelo.
- Tudo bem... – ela respondeu, e deixou o quarto. Minha mãe parecia extremamente frágil ultimamente.
Os dias foram passando rapidamente, e de vez em quanto Alice vinha me ver. Eu quase nunca saia de casa, na verdade.
Faltavam algumas semanas para voltar as aulas, e eu estava tão entediada como um pingüim. Se pingüim sentem tédio.
Então eu tomei uma decisão: Eu iria a La Push. Isso mesmo!
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