1° Parte

Quando eu te conheci.

Monterrey 1982

Christopher estava preparando as suas coisas para ir para a sua nova paróquia. O Arcebispo de Monterrey Dom Américo avisou que o seu voo para o México estava marcado para as 10:00 horas da manhã, e que o carro iria passar na casa dos seus pais para buscar as 9:00 horas por conta do trânsito que tinha na cidade, embora não chegava nem perto do trânsito do México. As suas malas já estavam na sala, da casa dos seus pais, e o mesmo estava no sentado no sofá de sua casa, com a sua mãe do lado, fazendo carinho nos seus braços. O seu pai estava sentado do outro lado do sofá, e o seu irmão, esse ai nem sinal dele para despedir do seu irmão. Provavelmente deveria estar em alguma trilha de moto com seus amigos ou algo do tipo.

— Ai meu bebê eu vou sentir tanta falta sua meu amor. — Disse Alexandra dando um beijo estalado na bochecha do filho.

—Ai Mãe também não e para tanto, do jeito que a senhora esta falando, parece até que eu nunca mais vou voltar. A senhora sabe que a podera ir me visitar lá de vez em quando não sabe, mesmo sendo na capital.— Disse Christopher acalmando a sua mãe que estava um pouco nervosa com a partida do seu filho para uma paróquia tão distante dali. Pensou Alexandra, o Dom Américo, poderia colocar o seu filho em uma paróquia ali em Monterrey mesmo, porque teve que mandá-lo para uma paróquia na capital tão distante da sua família. Mas a mesma tinha que se conformar já que o seu filho é um sacerdote recém ordenado, e sempre iria ser assim na vida dele. Sabendo que mesmo por mais distante que fosse, sempre teria que fazer a vontade de Deus.

— Esta bem querido não se preocupe com essa sua velha mãe, por mais distante que você vai estar, você sempre vai continuar sendo o meu garotinho que me enche de orgulho, diferente do seu irmão que a vida inteira só me deu dor de cabeça, e até hoje ele da. E por sinal cadê aquele garoto, que não chegou até agora para se despedir do irmão que vai embora para uma outra cidade. — Disse fazendo carinho na cabeça do filho, que deu um abraço na sua mãe.

— Mãe a senhora sabe como e o Christian, daqui a pouco ele chega ai com aquela cara dele sínica pulando no meu pescoço, e falando várias besteiras na minha cabeça. Até parece que não conhece o filho que tem. Ah pai e o senhor porque esta tão quieto ai, junte-se a nos, daqui a pouco eu estou de partida, e nos ficaremos um bom tempo sem nos ver.

— Vem cá meu garotão dá um abraço no seu velho pai. — Victor disse para o seu filho, fazendo o mesmo caminhar até onde o seu pai estava no sofá, e da um abraço. — Vou sentir sua falta filho, mas pode deixar assim que eu entrar de férias lá na empresa, a sua mãe e eu vamos lhe visitar esta bem.

— Sim pai, eu também vou sentir bastante saudade de vocês. — Christopher disse, e logo assim ouviu o barulho de moto vindo do portão Christopher dediziu que era o sem juízo do seu irmão. Christian caminhou até a entrada da sala, e disse.

— E ai família, cheguei atrasado mais cheguei. — Disse segurando um capacete nas mãos, recebendo um olhar de reprovação da sua mãe.

— Ai meu Deus garoto você não tem jeito mesmo, aposto que esta participando daquelas trilhas perigosas outra vez. Um dia desses você me mata garoto. — Disse e o Christian caminhou até ela sentando ao seu lado esquerdo do sofá e abraçando a sua mãe.

— Calma dona Marie Alexandra, a senhora ainda e muito nova para morrer, e tem muita coisa para viver, como ver seu filho aqui participar de várias trilhas de moto, e ainda escalar o monte Everest.

— Victor quando eu digo que esse menino não é normal você briga comigo. Christian você sabe que participar dessas coisas doidas que você participa pode ser perigoso. Porque você não age como o seu irmão aqui que sempre me dá orgulho, sempre foi responsável estudioso, e nunca me deu o trabalho que você me dá.

— Que isso Alexandra, deixa o garoto viver ele e jovem ainda, daqui um tempo ele vai criar maturidade, conhecer alguém e formar uma família.

— Oh pai criar responsabilidade com tempo talvez, mas essa parada de casar não e comigo não, o senhor sabe eu não nasci para isso, gosto de curtir a vida do jeito que ela é e ter várias gatinhas aos meus pés. Eu não tenho a mínima vontade de ser igual ao Christopher, certinho demais, que chega a me irritar. Desculpa cara mais você não vive, você vegeta.

— Christian para de falar assim com o seu irmão, mais respeito ok, o seu irmão e um sacerdote diferente de você ele estudou durante nove anos, enquanto você com 21 anos no meio da sua cara continua sendo esse irresponsável de sempre nem trabalhar trabalha, só que saber de ficar pra baixo e pra cima com essa sua moto naqueles lugares perigosos. Aprendi com o seu irmão. — Disse dando um leve tapinha mó joelho de seu filho. — Bem eu vou lá na cozinha, enquanto o carro que vem te buscar não chega esta bem.

— Esta bem mãe pode ir, tranquila que eu consigo sobreviver com as alfinetadas desse mané. — Deu um peteleco na cabeça do irmão que resmungou.

— Ei mané e o caramba, e para de me da esse tipo de peteleco senhor certinho, aposto que ainda e maior virjão.

Christopher olhou para o irmão com o rosto vermelho pelo o que seu irmão acabou de dizer, ficando super sem graça com que o irmão, e lhe questionou.

— O que acha, eu entrei no Seminário com 15 anos, e o meu primeiro beijo foi horrível senti mais o gosto de saliva do que do próprio beijo. E ser virgem ou não foi uma escolha minha, então por tanto para de falar besteiras.

— Que isso maninho, também não precisa ficar todo estressadinho por causa que eu disse que você e puro ainda, na boa eu jamais conseguiria viver assim da forma que você vive, sem conhecer os prazeres da vida. — Provocou.

— Esta bem Christian chega esta bem que eu sei bem onde essa conversa vai terminar, portanto eu não quero prolonga-la.

— Porque maninho esta com medo que eu diga o que e a puríssima verdade que você maior virjão o senhor certinho que nunca comeu uma mulher na vida. Ta em tempo ainda de desistir maninho, vem comigo que eu te apresento umas gatas da hora para te da aquele trato. — Provocou outra vez seu irmão.

— Chega Christian cale a boca por favor, será que você não pode ter um mínimo de respeito, e parar com esses seus palavreados. Você sabe que quem está precisando de uma correção aqui e você, que vive por aí andando em cima daquela moto e participando daquelas trilhas perigosas. E outra se você acha que eu vou desistir de ir para lá ou ser padre, vai me fazer tornar um babaca irresponsável feito você, está muito enganado. — Disse um pouco sério.

— Está bem maninho me desculpa foi mal, e que eu queria que você fosse diferente sabe, não esse cara todo certinho que entrou pro seminário para ser padre e que não vive só vegeta. Vem cá quando você estava lá no Seminário, vocês nunca deram umas escapadinhas para alguma festinha ou algo do tipo?

— O que você acha Christian? — Perguntou sério.

— Ah conhecendo o senhor certinho do jeito que eu conheço a minha resposta e não.

— Então porque perguntou.

— Ah sei lá curiosidade. Ah mas com certeza você deve trabalhar com aquelas mulheres que tem aqueles pano na cabeça e usa aquelas roupas compridas. Qual e o nome mesmo? — Perguntou.

— Popularmente são conhecidas como freiras, mas o certo a se falar e religiosas. Mas porque você está me perguntando isso. Eu acredito que na paróquia onde eu vou com certeza deva ter uma ou outra ajudando.

— Sabe porque maninho, nunca se sabe, vai que tem uma dessas lá que seja jovem bonita, e que te de mole. Ai se tu não dá uns pegas, ai tu vai ser muito gay mesmo.

Christopher olhou para ele, apavorado com que ele tinha acabado de dizer e falou.

— Você ficou louco o que. Você está pensando o que, que as irmãs vão dá em cima de mim, você só pode estar ficando maluco mesmo. E outra você tem que aprender a ter mais respeito pelas pessoas. E parar de achar que todos vão agir da forma como você age.

— Ah me poupe senhor certinho, você sabe muito bem que elas são mulheres normais como qualquer outra, mesmo se vestindo daquela forma super esquisita. Ah eu sempre tive curiosidade de saber o que elas usam por debaixo daquela roupa toda. Vai me dizer que você também nunca teve essa curiosidade. Será como deve ser o corpo, será que são magras gordas gostosas peitudas. — Disse e Christopher o interrompe.

— Chega Christian, para de falar besteira ok. Eu não aguento ouvir mais esses palavrões baixos e ofensivos vindo da sua boca.— Disse e logo o Christopher ouviu a buzina de um carro. — Graças a Deus que eles chegaram eu não aguento mais tem que ficar aqui ouvindo você falar esses monte de besteiras nos meus ouvidos.

— Que isso maninho, eu sei que você pode reclamar de mim igual um velho, mais eu sei que não sabe viver sem mim, e vai sentir minha falta. — Disse abraçando Christopher pelo pescoço.

— Ai Christian ta bom chega moleque você está me sufocando, não está vendo que o carro chegou, e está ai na frente a minha espera.

— Esta bem cara, eu vou deixar você ir.— Disse e Christopher soltou do abraço do seu irmão, pegando as suas malas, e indo em direção ao portão, onde o motorista do Dom Américo, junto com o Padre Octávio,estavam esperando pelo rapaz. Seus pais e seu irmão, caminharam até o portão, para se despedir dele.

— Filho vai com Deus, se cuida esta bem, e boa sorte nessa sua nova etapa inclusive na nova paroquia.— Disse fazendo uma cruzinha na testa do rapaz, e abraçando o mesmo. — Te amo.— Deu um beijo estalado na bochecha do seu filho.

— Obrigada mãe, me deseja sorte mesmo porque eu vou precisar, e reze por mim para que de tudo certo, e para que eu faça um bom trabalho. Também amo a senhora. — Deu um beijo estalado na bochecha de sua mãe.

— Sim meu filho qual mãe deixa de rezar por um filho, ainda mais ele sendo um Padre, e fica tranquilo que tudo vai da certo, e com certeza você fara um ótimo trabalho na nova paroquia. Christopher caminhou até o pai, e o mesmo disse:

— Boa sorte filho, que as coisas de certo para você nessa sua nova etapa da sua vida, pois e um ciclo novo que esta a iniciar. E eu tenho certeza que você ira fazer um ótimo trabalho nessa nova paroquia, que você irá, assim como você fez nesses meses la na nossa. Vai com Deus, e saiba que sempre que precisar pode contar com a sua família.— Disse dando um abraço no rapaz, que retribui da mesma forma.

— Obrigada por tudo pai, fico feliz em saber que eu sempre posso contar com vocês. Christopher continuou perto do pai, e Christian caminhou até ele.

— Vai com Deus maninho, vou sentir a sua falta, principalmente de te irritar, já que o senhor certinho sempre pega pilha fácil. Saiba que por mais que sejamos diferentes, e que as vezes eu implico com esse seu jeito eu te amo cara, boa sorte. Ah e não esqueça daquele nosso papinho que tivemos la na sala, e outra. — Coloquei camisinha na sua bolsa, caso se precisar. — Disse abraçando o irmão e falando nos ouvidos, do mesmo, que começou a ficar vermelho igual um tomate. E ele disse em seus ouvidos lhe dando um sermão como sempre.

— Você não toma jeito mesmo hein Christian, sempre me fazendo passar por situações embaraçosas. Espero que crie juízo nessa sua cabeça arrume um trabalho, e pare de ficar dando tanto trabalho para a mamãe e o papai. Vou sentir sua falta moleque, se cuida sim, te amo. — Disse fazendo um pequeno cafune na cabeça de seu irmão mais novo, e caminhou até o carro, onde estava o Padre Octávio, e o motorista do Dom Américo a sua espera. Logo que o rapaz entrou no carro, ele acenou para a sua família, que também acenou para ele. A viagem até o aeroporto de Monterrey foi um pouco quieta, a não ser pelo Padre Octávio que pronunciava algumas palavras, comentando sobre a sua paroquia no bairro de Polanco no México. Passado 40 minutos, por fim chegaram ao aeroporto de Monterrey. O motorista do Dom Américo, ajudou a tirar as bagagens de Christopher, e do Padre Octávio do carro, e caminharam até a sala de embarque para esperar o voo para o México ser anunciado. Passado 20 minutos, o motorista do Dom Américo tinha deixado os dois ali, e voltou para buscar o Dom Américo que tinha ido em uma paroquia do outro lado da cidade resolver uns problemas. E logo assim o voo com destino ao México estava sendo anunciado, Christopher e o Padre Octávio, entraram no avião, sentando um do lado do outro e logo na ponta sentou uma mulher com uma criança pequena em seu colo, sentando do lado do Christopher. A mulher ficou encarando Christopher por alguns segundos deixando o rapaz super sem graça, que resolveu fechar os olhos, e tirar um breve cochilo. Quando estavam chegando quase no México o Padre Octávio olha para Christopher, e resolve puxar assunto com o rapaz.

— E ai rapaz animado para a nova paroquia? — Pergunta.

— Sim estou, mas confesso que eu estou um pouco nervoso também.

— E normal, eu também quando fui para a minha primeira paroquia com administrador paroquial, e também fiquei um pouco apreensivo igual a você, mas e só ficar tranquilo, que vai dar tudo certo.

— Espero que sim, e tomara que essa paroquia seja tranquila igual a minha antiga.

— Ai Padre Uckermann ouvi falar que infelizmente ela não e nada tranquila, portanto que tem o Padre Cicero para te auxiliar lá não só nas celebrações das missas mas também na parte burocrática da paroquia.

— Porque, a toda paroquia não tem o seu próprio tesoureiro?

— Sim, mas e que depois que o padre Camilo foi transferido de lá praticamente a três semanas atrás, alguns fieis saíram da paroquia. Alguns por não simpatizar com o Padre Cicero, outros porque mudou de paroquia. Então você vai ter muito trabalho pela frente, de resgatar esses antigos fieis, para terminar de pagar a obra de igreja que particularmente e uma divida um pouco alta.

— Caramba Padre Octávio por Deus então o problema e pior do que o Dom Américo me disse quando falou que iria me mandar para essa paroquia.

— Sim filho infelizmente.

Christopher engoliu seco, e pediu força sabedoria e discernimento a Deus para enfrentar toda essa situação, já que agora seria ele o responsável para resolver toda aquela situação. Resgatar os fieis antigos, e conseguir terminar de pagar a divida da obra da igreja. O avião teve um pouso tranquilo, e logo os dois desembarcaram do avião pegando as suas bagagens, e caminhando para a saída do desembarque. Assim que chegaram, deram de cara com o motorista do Dom Ângelo, que estava esperando bem em frente ao portão de desembarque. O mesmo ajudou o Padre Octávio com as sua bagagens e os três caminharam em direção ao carro, e guardaram as suas bagagens no mesmo. O motorista ligou o carro, e eles saiu andando pelas aquela ruas super movimentadas do México. Enfrentaram um trânsito caótico, até chegar na residencia episcopal do Dom Ângelo. Chegaram lá deixando as coisas no carro mesmo, já que depois de lá cada um iria para as suas paroquias. Padre Octávio iria retornar a sua paroquia, já que o mesmo se ausentou por alguns meses, para fazer um curso em Roma, e chegou semana passada em Monterrey para também visitar a sua família, e agora esta de volta a sua paroquia aos seus deveres como sacerdote. Os dois entram na residencia do Dom Ângelo, e se sentam na sala de espera. Uma irmã que trabalha com o Dom Ângelo, pergunta se eles querem uma água um café, e o Christopher o Padre Uckermann diz que quer um café. A irmã caminha para dentro dos aposentos do Dom Ângelo, e demora por alguns segundos, até voltar com uma xícara de café em uma bandeja.

— Obrigado irmã, o café esta uma delicia. — Agradece a irmã que fica esperando o Padre Uckermann terminar o seu café, e de pronto entrega a xícara para a irmã.

— De nada Padre Uckermann, se os senhores precisarem de algo a mais, e só tocar essa campainha que tem do lado do sofá, com licença. Ah o Dom Ângelo só esta acabando de resolver um assuntos, e logo esta vindo atender vocês. — Disse, e a irmã Luzia que trabalha para o Dom Ângelo a anos sumiu lá para dentro.

Notas finais
Bom por hoje é só. Quem ai for traumada em vondy, tem essa minha nova web, para quem gosta desse casal.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.