Notas iniciais
Olá!
Noossaa, desculpa geente, eu demorei muuitoo para postar esse capítulo! Eu fiquei entretido com uma outra fic minha e já estou com uma que está muito parada também, por isso está meio difícil de ficar postando. Juro que não foi por querer! Bom, se ainda tiver alguém acompanhando a fic... Eu acho que não desistiriam tão fácil né? Hehe'...
Bom, está aí o cap, sem mais delongas...

Sheizo acordou em uma cama novamente, percebendo que estava em um quarto diferente. Ele se levantou lentamente, observando o local hesitante, passando a mão pelas cobertas acinzentadas da cama de casal enorme em que estava. Viu os dez travesseiros que estavam em cima da cama, se contendo para não dar uma risada. Para que tantos travesseiros?

Logo ele olhou para cima, notando o véu branco que cobria a cama, percebendo que o quarto era muito maior que o seu antigo e que tudo era muito nobre. Um sofá estava abaixo da enorme janela, aonde cortinas de seda se expunham, tornando o lugar mais claro. Tudo era muito moderno e requintado, Sheizo observava as coisas, sem saber o que dizer.

O garoto andou até o closet que estava no lugar do armário, colocando uma roupa que achou ser a mais simples dali, uma simples blusa branca com uma calça preta. Depois, ele respirou fundo e foi andando lentamente pelos corredores, que estavam bastante silenciosos.

Ele entrou na cozinha, aonde alguns escravos trabalhavam árduamente limpando e deixando tudo na maior ordem. Sheizo sorriu para as pessoas que ali estavam, começando a fazer algo para comer, percebendo que já anoitecera.

O garoto se sentou na pequena mesa que havia na cozinha, assim que terminou a comida, colocando os talheres ao lado do prato, bebendo um gole de água. Antes de ele colocar uma garfada sequer na boca, uma serva entrou no local de supetão, fazendo com que ele tomasse um susto e quase deixasse a comida cair, vendo ela ir até as escravas, que estavam reunidas perto da pia.

_ Estamos em guerra! — exclamou ela.

_ O que? — disse uma escrava, surpresa.

_ O nosso príncipe, eu ouvi ele discutindo com aquele Gerard nojento, depois que se acalmou! Mesmo o príncipe calmo, eles começaram outra briga. Por fim, acabou com o príncipe Kaito decretando guerra e o outro foi embora! — contou a serva, ainda respirando com dificuldade.

Sheizo nem quis ouvir mais, deixou o prato na mesa, com uma certa rudeza, e saiu dali, indo para o quarto, caindo na cama. Eles estavam em guerra por sua causa? Era sério isso?

De repente o príncipe Kaito praticamente arrombou a porta do quarto, sendo puxado de volta por um garoto, que entrou e trancou a porta, vendo a maçaneta se mexer insistentemente, rindo.

_ Ah, que droga, Hederen! Abre a merda dessa porta! Desgraçado! Eu estava certo! Não tem como fazer acordos com você! Eu não vou deixar essa passar! — Kaito berrava do lado de fora do quarto, tentando arrombar a porta enquanto o outro apenas ria.

_ O que... — murmurou Sheizo baixinho, fazendo o tal Hederen se virar.

_ Ah, oi. Eu sou um antigo inimigo dos nobres. Meu nome verdadeiro não posso revelar, mas você pode me chamar desse nome aí que você ouviu. Esse nome pode estar escrito em alguns cartazes embaixo de uma foto minha, com um "Procurado vivo ou morto". Eu sou um ladrão famoso. E sabe o que eu roubo? O que quer que me interesse. Fim da longa explicação. — disse o homem, depois de se apresentar, encarando o garoto de cabelos brancos.

Hederen tinha os cabelos ruivos e os olhos azuis. Ele estava com um sorriso sarcástico estampado no rosto e tinha um ar perigosamente sedutor. É claro que Sheizo não percebeu isso, mas em fim...

_ Um ladrão? O que? Como assim um ladrão? — soltou Sheizo, confuso. — Acabei de saber que estamos em guerra e me aparece... Um ladrão? O que?

_ Não me menospreze, garoto. Não é só porque estamos em guerra que ladrões não existem. Além disso, eu fui chamado aqui pelo príncipe e não apareci aqui do nada. Eles querem que eu coopere. Me chamam também de rei dos disfarces. Sabe por que? Porque eu consigo ser quem eu quiser. — Hederen resmungava. — E querem que eu seja um espião do reino. Mas eu? Trabalhar para a nobreza? Isso tem seus preços. — disse Hederen, rindo e mostrando uma coroa cheia de pedras preciosas, pondo na cabeça e se dependurando na janela. — Eu sou o rei do mundo!

E ele caiu. Literalmente. Sheizo correu até a janela, vendo que ele agarrara uma corda, a qual ele tinha prendido na árvore e, dando uma de Tarzan*, se balançava de um lado para o outro, parando levemente no chão. Sheizo mal acreditou em seus próprios olhos quando viu aquilo. Em poucos minutos, Hederen sumiu dali.

Kaito finalmente conseguiu entrar, bufando de raiva quando viu que só Sheizo estava no quarto, mandando os guardas irem atrás de Hederen, ficando a sós com Sheizo, que olhava abobado pela janela.

Kaito fechou a porta, suspirando e se sentando na beirada da cama. Sheizo se sentou ao lado dele, fazendo com que Kaito o olhasse. Mas Sheizo não previa que ele fosse o encarar tão profundamente, sorrindo.

_ Ei, você está bem melhor. Você tem cabelos castanhos, certo? — perguntou, passando a mão pelo cabelo de Sheizo, como se eles fossem as coisas mais preciosas que ele tivesse.

Logo o garoto, que antes estava com os cabelos brancos, se olhou no espelho, notando notando que seu cabelo estava meio grisalho agora, com alguns fios castanhos e outros brancos, além de bater na sua cintura.

_ Err... Sim. — disse Sheizo, confuso, coçando os olhos.

De repente, Kaito colou seus lábios nos de Sheizo, fazendo com que ele arregalasse os olhos, paralisando por um instante. Logo o garoto de cabelos grisalhos se separou do de cabelos negros, lançando a mão em seu rosto, em um movimento instintivo de defesa.

_ Desculpe. — disse Kaito, parecendo surpreso também, segurando a mão do outro no ar antes que ela o atingisse.

_ O que foi isso? — soltou Sheizo, com a voz fraca e ainda com os olhos arregalados. Ele estava com as bochechas vermelhas e com a respiração acelerada por causa do susto.

_ Um beijo. — disse Kaito, automaticamente, fazendo o outro corar mais ainda.

_ Eu sei disso! — exclamou Sheizo. — Por que você fez isso?

Kaito mordeu os labios e corou levemente, sem graça. O garoto de cabelos grisalhos estreitou levemente os olhos, encolhendo a mão, se arrependendo um pouco da aspereza com que falara aquilo.

_ Foi sem querer. — sussurrou Kaito, de uma forma que o outro quase não conseguiu ouvir.

_ Eu nunca tinha beijado ninguém antes. — murmurou Sheizo, bem baixo também.

_ Não? Mas aquele príncipe... — começou Kaito e o outro corou de novo.

_ Ele só... Mexia com o meu corpo... — murmurou Sheizo, completando mentalmente: "E não com o meu coração..." logo se arrependendo e sacudindo a cabeça.

_ Entendo... — disse o príncipe, o abraçando. — Me desculpe.

_ Não precisa se desculpar... Eu sou o seu servo... Você pode fazer o que quiser comigo. — falou baixinho, chegando mais perto dele e colando novamente os lábios nos de Kaito, logo se afastando e o olhando nos olhos.

Então, Kaito derrubou Sheizo na cama com tudo, colando os seus lábios nos dele, mordendo o seu lábio inferior e enfiando a língua na sua boca, fechando os olhos.

Sheizo se surpreendeu, não sabia o que fazer, então apenas fechou os olhos também, se deixando levar pelo beijo desesperado que o príncipe lhe dava, meio assustado. O garoto de cabelos grisalhos passou suas mãos naqueles cabelos negros, perfeitos na sua opinião, sentindo Kaito apertar o seu corpo contra o dele.

Eles se separaram pela falta de ar e Sheizo sorriu quando percebeu a sombra de um empregado sumir na porta, com uma mão puxando a maçaneta, a fechando novamente.

_ Acho que estamos encrencados... — murmurou Sheizo, abrindo mais o sorriso.

Kaito sorriu também, se deitando ao seu lado.

_ Você é meu servo... Tenho direitos sobre você. — disse ele.

_ É, acho que sim. — disse Sheizo, rindo.

Notas finais
* personagem de ficção criado pelo escritor estadunidense Edgar Rice
E então... Quem tiver lido... Por favor, comente, sim? Estou esperando os comentários e desculpe mais uma vez pela demora.
R.S