Notas iniciais
Oláá gente!! :D
Sim, já fazem 1 ano que a novela estreou, como o tempo passa!
Acho que desde novembro que eu estava querendo escrever alguma coisa assim e como fui adiando e foi chegando perto de abril, pensei que seria uma boa data para postar. Não prometo nada, não sei se vai ficar bom, mas vou tentar escrever pelo menos alguma coisinha em homenagem a nossa querida novelinha.
Beijoos.

O sol ainda não havia nascido em Santa Fé mas os preparativos já estavam sendo feitos, afinal hoje o dia seria especial. Há exatamente um ano ocorrera outro dia como esse, o casamento de dois casais muito queridos por todos os habitantes daquela vila. Juliana e Zelão, Gina e Ferdinando.

E hoje a comemoração seria outra. Ao invés de dois casamentos, seriam três batizados.

Mas cada pessoa naquela manhã acordava com um sentimento diferente. Nostalgia, talvez. Uma sensação de felicidade inexplicável. Era como se estivessem além do final de um conto de fadas, uma continuação onde a última frase de todos eles era seguida à risca. Estavam mesmo todos felizes. E sentiam que isso duraria para sempre.

Na venda todos estavam ansiosos, pois seria o batizado do pequeno menino, filho de rosinha e Giácomo e da menina, filha de Milita e Viramundo. Rosinha se sentia bem junto do italiano, agora ainda mais com seu bebê. Se lembrava de como passou a vida inteira correndo atrás de Zelão, sem saber que a felicidade não viria exatamente como sempre imaginou e Giácomo, que nunca pensara em casar outra vez, conseguiu preencher um pouco do vazio e solidão que habitava seu coração.

Milita e Viramundo voltaram na semana anterior. Ao contrário de Rosinha, a italiana sabia que somente poderia ser feliz ao lado do violeiro e comprovava isso agora.

Já na casa dos Falcão, tomavam café Dona Tê, Pedro, Gina, Ferdinando e o maior motivo da felicidade de todos naquela cozinha, o tão esperado e querido netinho que nascera a cerca de um mês. Todos queriam carregá-lo, principalmente os avós. Ferdinando se lembrava como se fosse ontem do dia em que recebera a notícia e da emoção que sentiu no momento. Gina também se lembrava de tudo. Do medo que sentiu no começo, que foi diminuindo cada vez mais, sendo substituído pelo amor que crescia a cada dia e que continuava a aumentar. Se lembrava do parto, do quanto teve de ser forte, mais ainda do que já era, e de como agora tudo o que sobrava era a alegria de tê-lo nos braços. E quando achou que nunca poderia ser mais feliz soube da novidade que planejava o tempo todo o melhor jeito de contar.

Iria junto de Ferdinando para a Casa Grande antes da festa para visitar as crianças e Catarina, que estava organizando tudo antes mesmo do bebê nascer. Aquela casa, que já havia virado como um segundo lar para ela. No caminho, se encontraram com Zelão e Juliana saindo de sua casa com seus gêmeos.

A vida também havia mudado para eles. O capataz nunca em sua vida imaginaria que a primavera lhe traria a flor mais especial de todas, a flor do amor. A professora que o encantou à primeira vista e continua o encantando cada vez mais, que o trouxe os dois maiores presentes de sua vida. Juliana também agradece a cada dia o momento em que decidiu vir lecionar em Santa Fé, pois além de poder fazer o que sempre gostou, conheceu o amor que transformou sua vida completamente.

Muita música, dança e comes e bebes os esperavam após a cerimônia. Cada um tinha um grande motivo para comemorar e aproveitaram cada minuto daquela tarde. Mas Gina estava inquieta a tarde toda, pensativa, distante. O que encafifou Ferdinando.

-Gina, ocê tá quieta demais, se a festa não tá lhe agradando...

-Tá sim. Tá tudo maravilhoso. Mai é que eu precisava lhe falar uma coisa.

-Se for alguma coisa de grave ocê pode me falá que ieu chamo alguém e...

- Não, num é nada de grave. Ocê pode deixar de se preocupar. Mai ieu preciso falá cocê um pouco longe de todo mundo.

-Tá certo, vamos então, menininha. — Disse, oferecendo seu braço para caminharem. Não muito longe, avistaram um campo repleto de flores e se sentaram.

-Sabe, Ferdinando, ieu preciso lhe dizê o quanto eu sou feliz desde que ocê vorto pra cá, desde que a gente começo a namora, desde o nosso casamento. Ieu num sô muito de falar essas coisas, mas é o que eu sinto dentro d'eu.

-Pois eu também, ocê num sabe o quanto eu agradeço por ocê ter entrado na minha vida. Ocê me fez conhecer o amor, me fez sentir como nunca tinha me sentido antes. Ocê me deu o melhor presente que poderia ter me dado. E eu lhe amo, do fundo do meu coração. — Disse, antes de beija-la apaixonadamente.

-Eu... Ieu também lhe amo, Ferdinando! — Confessou Gina, numa das poucas vezes que dizia isso. Confissão que sempre arrancava lágrimas do engenheiro, agora de ambos. O beijou calmamente, apenas o deixando alguns minutos depois. - Nós te amamos. — Ao ver a confusão estampada no rosto dele, passou a mão em sua barriga. Ferdinando entendeu o recado no mesmo momento, Gina estava novamente grávida.

-Ara Gina, quando eu acho que ocê num pode me surpreender ainda mais, ocê vem com essa noticia maravilhosa, menininha! — Disse, não sabendo se beijava sua barriga ou a esposa. Fez os dois, terminando com o beijo mais apaixonado de todos, que os fez cair no campo, abraçados.

-Agora ieu quero que seja uma menininha, geniosa igual ocê. — Disse enquanto acariciava a barriga de Gina.

-Ara Ferdinando, ieu num ligo se vier outro frangotinho igual ocê, o importante é que tenha saúde....Mai inté que seria bão se viesse os dois de uma vez.

Sonhavam entre risos e carícias, vendo o pôr-do-sol se aproximar. E assim como todos, se lembravam de todos os momentos que passaram até chegar naquele dia. Lembranças aquelas que nunca sairão do coração de ninguém que vivenciou essa fábula.

Notas finais
É isso gente. Fiquei escrevendo até agora, meia noite e sete, já passou do dia mas não importa hauhsa.
Irei atualizar essa fanfic pois tenho ideia de mais uma One Shot mas não sei quando, até porque estou escrevendo o próximo capítulo da minha outra fanfic, que estou demorando por falta de tempo.
E concluindo o capítulo, nunca pensei que fosse gostar tanto de uma novela assim como MPDC a ponto de memorizar até o dia em que ela estreou e me lembrar dela todos os dias hauhsha achava mas agora tenho certeza de que todo dia 7/04 irei me lembrar dessa fábula incrível que me fazia correr para o sofá todos os dias para não perder uma cena sequer, que me fez sorrir, chorar, me emocionou e para sempre me fará lembrar de uma das épocas mais felizes de toda a minha vida. Meu Pedacinho de Chão sempre será a minha novela inesquecível (olha, só de começar a escrever aqui meus olhos já se encheram de lágrimas hahaha).
Sentirei saudades para sempre.
Espero que tenham gostado pois mesmo tendo escrito as pressas, foi de coração.
Beijoos para todos vocês!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.