Meu Passado no Presente
1 I. Prólogo.
Notas iniciais

Eu me lembro. Lembro-me de como foi a minha infância.
Eu ia para escola, festa do pijama na minha casa, convidava minhas amigas, brincavas com as minhas bonecas, fazia biscoitos com a minha mãe, ajudava o meu pai construir uma casinha de bonecas... Foi tão mágica, divertida, perfeita e inacreditável.
Até que aconteceu.
O dia que parei de correr no meu enorme jardim. O dia em que parei de brincar no meu parquinho particular. O dia em que parei de pegar as rosas do jardim para decorar o cabelo da minha mãe. O dia em que tudo isso se foi.
Qualquer criança gostaria de ter a minha infância.
Mas isso não que quer dizer que gostariam de ter o me futuro.
ONZE ANOS ATRÁS
– Boa noite, querida. Durma com os anjos. – disse a minha mamãe, dando-me um beijo na testa e colocando a minha manta rosa em cima do meu corpo. Era tão quente. Parecia que um enorme urso estava-me a de abraçando, e a minha cama tão confortável, parecia uma nuvem de algodão doce. Eu adoro algodão doce.
Mamãe ligou o meu abajur em forma de um urso panda e desligou a luz do meu quarto. Ela saiu pela enorme porta branca.
Dei uma olhada no meu quarto. Ele era gigante. Era todo rosa tinha um lustre rosa no teto e do lado esquerdo tinha o meu enorme guarda-roupa rosa. Tinha um tapete de quebra-cabeça colorido no centro e meus brinquedos jogados. No fundo, tinha minha penteadeira branca e um sofá branco com almofadas rosa de estilos diferentes. Tem uma que parecia um ursinho. Tão lindo.
Minha mamãe sempre fala que eu sou uma princesa e com 20 anos me tornarei rainha deste castelo. Casarei-me com um príncipe encantado e teremos filhinhos que futuramente vão se tornar herdeiros.
Eu sempre falei para o meu papai que eu sempre quis viver em um conto de fadas como, o meu conto favorito, a Branca de Neve. Ele falava que eu era a própria Branca de Neve e esse era o meu conto. Eu amo tanto os meus pais. São melhores que muita gente.
Fecho os olhos e deixo o sono me levar.
Como Mágica, estava vestida de princesa em um enorme castelo. Dou uma olhada no espelho. Meu cabelo estava enorme e eu estava uma adulta. Deus, eu sou a Rapunzel. É o meu segundo conto favorito. Aproximo-me da janela. Vejo um enorme campo coberto de diversas flores e muitas árvores. O cheiro das flores era impressionante. Até que chega alguém montado em um cavalo branco. Era o meu príncipe. Do jeito que eu imaginava.
– Princesa. – ele salta do cavalo e anda em direção da torre. Seus cabelos loiros voavam junto com o vento. – Jogue seus cabelos para lhe ver de perto.
Meio atrapalhada, pego os meus cabelos e jogo na janela. Sempre achei a Rapunzel tivesse uma força na cabeça, pois carregar um príncipe não é fácil. Ele sobe e pelo incrível que pareça, minha cabeça não doeu. Quando ele chegou à janela e entrou no meu quarto, se aproximou de mim com seus olhos azuis.
– Estava esperando muito por esse momento.
E então ele aproximou os seus lábios aos meus.
Até que o fio do sonho foi cortado. Automaticamente.
Abro os meus olhos e vejo, embaçado, algo vermelho alaranjado. Não só um, são vários.
Esfrego os meus olhos e vejo. Fogo.
Saio com rapidez da cama, olhando para todos os lados do meu quarto.
Meu Deus, o que eu faço?
Corro para a porta, sentindo a quentura do fogo pegando na minha pele. Tento desvia-los, mas não adianta.
Abro a porta e vou para o quarto dos meus pais. Quando abro a porta, vejo um corpo na cama, sem vida. Tento passar do fogo, mas o fogo está enorme e está queimando a minha pele. Começo a correr, com lágrimas nos olhos, procurando a saída. Desço as escadas indo á porta principal, mas está com um fogo de no mínimo 2 metros.
Sinto a minha pele ser comida pelo fogo e minha cabeça está explodindo. Caio no chão, como um poste, e apago.
Tudo fica preto e eu não me lembro de mais nada.
–--
E foi assim que tudo começou.
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