Meu Parceiro De Apartamento

2 Capítulo 2 - Amizade De Avião


Notas iniciais
Com mais um capítulo para vocês que comentaram e favoritaram essa fic! Desculpem qualquer erro. ♥

Entrei no avião e pus minhas coisas no bagageiro, estava um pouco alto, então tive que ficar na ponta dos pés, sentei na minha cadeira numerada e fechei os olhos ainda ardendo por conta do choro. Eu estava cansada, muito cansada, passei horas e mais horas conversando com a minha amiga e quando me dei conta já era quase meia noite, e ainda tive que acordar cedo para não perder o avião, pensei em mamãe e Verônica.

Vi várias pessoas entrando juntas, e havia muitos jovens assim como eu, talvez indo para estudo, mas também tinha muitas pessoas idosas. Eu gosto de gente idosa, são fofas e fáceis de conversar, e elas têm experiência em algumas coisas, principalmente amor, Verônica me dava muitos conselhos sobre os caras que eu gostava, e ela sempre tinha razão no final de tudo.

Fiquei quieta esperando para ver quem ficaria do meu lado, eu esperava de dedos cruzados que não fosse um daqueles porcos que ficam roncando no seu ouvido o dia inteiro, senti alguém se sentando do meu lado, virei meu rosto que estava focado na janela e vi uma senhora com um rosto simpático, talvez tivesse uns 50 anos, usava um vestido preto com um salto alto e algumas joias, e era muito, muito elegante, sorri para ela e ela revidou o sorriso, eu ia me levantar para ajudá-la a guardar as bagagens, mas um homem chegou primeiro que eu, ela se sentou e deu um suspiro de cansaço.

– Ufa, cheguei! –disse ela olhando para mim – Me chamo Elizabeth, e você?

– É sério? Também me chamo Elizabeth. –esbocei um sorriso enorme no rosto, ela riu.

– Nossa que bom, provavelmente nós nos daremos bem.

– Espero que sim. –eu sorri, e o avião começou a se mover.

– O que vai fazer na Califórnia?

– Fazer faculdade, eu terminei o ensino médio ano passado, e a senhora?

– Me chame de Eliza –ela sorriu novamente – Eu vou voltar para casa.

– Você mora lá? Que legal! É casada? –eu estava gostando muito de conversar, e isso não era do meu feitio.

– Sim, moro com meu marido Robert, se nós morarmos perto uma da outra você poderá me visitar, que tal?

– Eu adoraria, e pode me chamar de Liza, é meu apelido.

– Mas enfim, Liza, você já sabe onde vai morar?

– Bem, vou dividir um apartamento com um cara chamado David, ele estava oferecendo um quarto, pois o apartamento dele é enorme... –falei um pouco constrangida.

– Com um homem? Sua mãe concordou? –ela deu um sorriso um pouco preocupado.

– Na verdade... foi ela que o encontrou nos anúncios da internet, ele também faz faculdade.

– Ah, foi ela mesma? Então pode saber que ele deve ser uma ótima pessoa, opinião de mãe nunca falha –ela disse com uma certeza nos olhos –, mas ainda acho que isso vai acabar em romance.

– O-O quê? N-Não –gaguejei muito – Não quero saber de romances agora, e sim de estudar.

– Não precisa ficar com vergonha, é que isso me lembra de coisa de filme, o casal morando junto, mas enfim, isso é só em filmes mesmo. –ela deu uma risada.

– Pois é... essas coisas clichês são só de filmes, novelas e essas coisas... Desculpe-me a intromissão, mas a senhora tem quantos anos?

– 56, e você?

– Tenho 18 –sorri – É que eu adoro conversar com pessoas mais velhas.

– E eu adoro dar conselhos para os mais jovens. –nós rimos juntas.

– Posso ir sempre à sua casa para pedir conselhos?

– Claro, eu adoraria!

– Ah, me lembrei –tirei um papel do bolso – Vou morar em um apartamento nesse endereço.

– Minha nossa. –ela mostrou um sorriso esplendoroso.

– O que foi?

– É muito perto da minha casa!

– Que ótimo! –quase pulei da cadeira.

– Quer me dar o número do seu celular?

– Aqui está. –entreguei-lhe outro papel.

– Vou te ligar para te dar meu endereço.

– Irei esperar!

– Enfim, vai fazer faculdade de quê?

– Direito. –olhei para o papel com o endereço de David.

– Que legal, tive uma amiga que também fez direito.

– Meu sonho é ser uma advogada.

– Boa sorte! –ela sorriu.

– Obrigada. –sorri junto.

Ficamos muito tempo conversando, não parávamos de falar sobre tudo que a gente gostava de fazer, comer, ler, assistir, e escutar. Descobri que quando eu for velha serei como ela, ela era muito rica, mas era a pessoa mais humilde que eu já havia conhecido. Passaram-se duas horas de voo, faltavam minutos para que nós chegássemos à Califórnia, eu estava nervosa, nunca havia andado por lá, o jeito seria falar tudo com David já que eu moraria com ele. Acabei adormecendo.

– Liza? Acorde Liza! –disse Eliza me sacudindo.

– Eu dormi? –perguntei com cara de sono.

– Sim, nós até já chegamos. –ela se levantou e pegou as bagagens.

Levantei-me junto e também peguei minhas bagagens, nós duas saímos do avião, e eu estava totalmente sonolenta por causa da soneca que tirei. Chegamos até a saída do aeroporto, estranhei que não havia ninguém esperando por Eliza.

– Cadê seu marido? –perguntei.

– Na verdade eu estou fazendo uma surpresa, ele nem sabe que estou aqui. –ela sorriu.

– Entendo, eu vou indo pegar um taxi, quando me ligará?

– Assim que eu tiver arrumado as coisas lá em casa. –riu.

Despedi-me de Eliza e procurei um taxi, por sorte não fiquei como uma retardada chamando cada um que passava, entrei no carro e entreguei o papel ao taxista de cabelo grisalho.

– Eu gostaria de ir ao local que está neste endereço.

– Certíssimo! –ele deu a partida.

Depois de mais ou menos meia hora eu havia chegado à porta do prédio, entreguei o dinheiro ao taxista e saí, era lindo, muito bem cuidado e também nada exagerado. Cheguei até a recepcionista e perguntei onde era o quarto 405, ela me deu as instruções, subi até lá quase rolando a escada de tanto peso que estavam minhas malas, cheias de livros, roupas, e outras coisas normais de uma garota de 18 anos.

Após andar no corredor cheguei ao quarto n° 405 ofegante, endireitei a coluna e toquei a campainha. Ouvi passos até a porta, ao abrir, me deparei com um homem com cabelos arrepiados e repicados para cima, não era nada gordo, mas também não era um magricela, era... bonito, sim era. Nós nos encaramos por alguns segundos depois abrimos a boca ao mesmo tempo, fechei a minha e ele continuou.

– Você é a Elizabeth Raynes? –ele estava com um rosto sem expressão.

– Sim, você é David... –olhei o papel – Chavalir?

– David Chevalier? –ele riu com ironia.

– D-Desculpe... –corei um pouco.

– Pode entrar. –ele abriu passagem para mim com as mãos.

– Obrigada... –entrei rápido.

Notas finais
Reviews para que eu continue, por favor.
Kissus *3*