Meu Parceiro De Apartamento

10 Capítulo 10 - O dia esperado


Notas iniciais
Hello *-*
Não, esse ainda não é o dia da festa, terão de esperar HAEUAHEAUEA
Enfim, obrigada a todas vocês que comentam, mas ainda estou triste sem recomendações, e se quiserem capítulos maiores terão que fazer uma! u_u
Nos vemos nas notas finais o

Sábado – 6h30m

Acordei. Finalmente o sábado havia chegado, e tudo meu já estava pronto, só faltava chegar o horário que Peter viria me buscar. Fiquei um tempo olhando para o teto e lembrando-se do sonho que tive na noite passada, eu tinha sonhado com David no dia da loja, só depois que me lembrei de ontem foi que me toquei que ele estava realmente fugindo de alguém, fiquei preocupada por um momento pensando quem poderia ser. Levantei-me confiante de que o dia seria perfeito, tomei banho e fiz minha higiene matinal como sempre e fui até a cozinha comer alguma coisa, vi David.

– Bom dia. –eu disse sorridente me sentando à mesa.

– Bom dia, trocou a calcinha de bolinha, não é? –ele segurou uma gargalhada, meu sorriso desapareceu.

– Ainda vai falar sobre isso? –ameacei segurando uma faca tocando na ponta e o encarando.

– Certo, parei, mas realmente... Pfft, ah, esquece. –ele tomou o café.

– Hoje é o dia da festa, não é? Estou ansiosa. –mudei de assunto.

– Pois é, eu já fui ano passado, naquele ano eu era o novato. –ele riu.

– Percebo que está de bom humor hoje? Ou só se acostumou comigo morando aqui? –fiz um rosto desconfiado a ele, ele me encarou.

– Digamos que já estou considerando você minha amiga.

– Ah –senti algo estranho –, e-e antes eu não era nada?

– Minha parceira de apartamento? –ele me encarou novamente, bem mais sério, corei.

– E-Enfim, eu vou voltar um pouco mais tarde, só pra você ficar sabendo, talvez de madrugada, não sei.

– Posso saber aonde vai? Se não quiser contar, não conte. –ele acabou de comer, mas continuou sentado.

– Vou à praia com Peter. –eu disse com certo medo da resposta.

– Aquele cara que você havia me dito? –sua expressão era normal – OK.

– Sabe... eu me impressiono com a sua personalidade –eu sorri –, você não leva rancor de algo que aconteceu a pouquíssimo tempo, eu gosto desse seu jeito.

– Gosta, é? –ele sorriu mordendo o lábio. Ruborizei, mas com vontade de rir.

– N-N-Não é esse tipo de gostar, idiota! –acabei de comer.

– Eu sei sua boboca –ele riu –, por que você gostaria de mim, não é?

Quando ele disse isso senti um frio do estômago. Por quê? Ele estava certo no final das contas, não havia como eu gostar dele, afinal, ele era meu amigo, mesmo que às vezes ele fosse um pervertido, ele era.

David se levantou se despedindo e foi para seu quarto, suspirei, e só depois eu me toquei que eu não havia respondido-o, eu esperava que ele esquecesse aquela pergunta idiota, eu estava confusa comigo mesma. Fui para meu quarto e peguei meu celular, o tempo continuava frio, mas era totalmente suportável, fui para a sala e me sentei no sofá da sala, olhei para o tempo, ainda eram quase sete horas, pensei em ligar para minha mãe e falar sobre a herança, mas talvez ela não tivesse voltado para casa, até porque se Verônica tivesse falado aquilo que eu disse a ela, com certeza ela me ligaria com as narinas bufântes. Adormeci deitada no sofá.

***

– Liza... LIZA! –acordei em um pulo.

– Ãn? O quê? Como?

Era David.

– Você estava babando, que preguiçosa, não dormiu direito de noite não? –ele ria sentando ao meu lado enquanto eu me ajeitava no sofá esfregando os olhos.

– Idiota! Precisa me assustar? Que merda, que horas são?

– 9h.

– Como é? Dormi duas horas?

– Parece que sim. –ele sorriu mexendo no celular.

– Bem, tava tanto tédio que acabei dormindo... –corei – Mas foi bom eu ter dormido mais, até porque vamos ficar a noite toda fora, não é?

– Pois é.

– Ei David, já que você estuda na faculdade há um ano, você já viu que tipo de gente estuda advocacia?

– Não muito, mas sei que vai entrar muita gente, então é melhor que você os conheça.

– Entendo, então tá –me levantei –, vou terminar de ler meu livro.

– Qual livro está lendo? –ele parecia interessado.

– Assassino No Expresso Do Oriente, da Agatha Christie. –sorri.

– É um ótimo livro. –ele deu um sorriso.

– Gosta de romance policial?

– De tudo um pouco.

– OK, vou saindo para o meu quarto, até mais tarde.

– Até.

***

Terminei finalmente o meu livro, me espreguicei sentando na cama com os ossos do braço totalmente doídos e doloridos por me apoiar nos meus cotovelos debruçada na cama, peguei meu celular e já era 10h30m, sim, eu demoro a ler, gosto de ver cada detalhe sem perder nenhuma palavrinha, adoro devorar cada uma delas. Saí do quarto e olhei na sala, não havia ninguém, me assustei com o celular tocando e o atendi me sentando ao sofá, olhei o número que estava escrito Peter.

– Peter?

Oi Liza, como vai?

– Oi! Vai tudo bem, e você?

Estou bem, está pronta para a festa de hoje à noite? –ele deu uma risadinha.

– Com certeza –eu ri –, comprei roupas e tudo mais.

Para meu desespero vi David vindo do quarto e se sentando no outro sofá, comecei a falar mais baixo.

Roupas novas? Quero ver, hein? –ele soltou outra risada, só que mais tímido.

– C-Claro –corei –, então, é só isso que me queria perguntar?

Não... eu também... ér... –ele gaguejava Eu te falo hoje na praia, é besteira.

– Então tá –dei uma risada nervosa por conta de David que me encarava sem perceber que eu estava vendo tudo, se ele não estivesse lá, eu ficaria curiosa com o que Peter queria falar comigo e pediria que ele contasse logo –, até à noite então.

Tchau, até às 19h, OK?

– Certíssimo, um beijo. –desliguei enquanto fingia mexer em algo importante no celular, e que na verdade era só queixo meu.

– Peter? –Deus, ele lembrou até seu nome.

– Sim, era ele...

– Legal. –oi?

– Enfim, quem são os amigos que você vai levar? Eles fazem faculdade de quê?

– Dois deles fazem engenharia, um faz medicina comigo, outro teatro e uma tecnologia.

– Uma? Garota? –o encarei.

– Não, é um travesti. –ele deu uma gargalhada enterrando a cabeça no sofá, nos encaramos novamente e rimos juntos.

– OK, já entendi, o nome dela deve ser Jade ou Nany, não é? –rimos mais alto por volta de quatro minutos seguidos.

– Merda, chega! –ele disse arfando sem fôlego, eu também já estava para morrer de tanto rir.

– Caramba, não imaginei que eu iria rir tanto disso. –dei uma tossida.

– Nem eu, você realmente consegue me fazer dar gargalhadas, algo muito difícil.

Fiquei séria de repente, pensei que poderia ser por conta daquela sua namorada com o rosto rabiscado nas fotos do álbum, eu queria muito perguntar sobre aquilo a ele, mas não naquele momento, eu poderia fazer-nos discutir de novo, e isso era o que eu menos queria. Poderia ser que ela o traiu? Eu pensava.

Levantei-me do sofá suspirando um pouco por conta dos risos, sorri fraco para ele, ele também sorriu para mim, corei um pouco, droga.

– Q-Que tal assistirmos um filme até às 12h30m para almoçar? –fui até a televisão.

– Boa ideia, mas não coloque igual há aquele dia, sua tarada. –ele riu de novo.

– IDIOTA! –gritei ruborizada de vergonha.

Coloquei na TV a cabo que estava programado a passar Entrando Numa Fria e Entrando Numa Fria Maior Ainda logo depois, que era o segundo filme, esperamos começar e rimos muito logo no começo, era tão bom estar com David, mesmo ele sendo um idiota estraga prazeres ele continuava sendo uma ótima companhia para quando eu estivesse sozinha.

Notas finais
E então? Gostaram?
No próximo capítulo "A Festa".
Kissus ♥