Meu Parceiro De Apartamento
20 Capítulo 20 - O Passado Amoroso
Notas iniciais
Nesse aqui, terá "uma" das memórias do passado de Liza, espero que gostem e desculpem qualquer erro. ♥
Finalmente, depois de muito engarrafamento e estresse, chegamos ao hospital, não conversamos sobre nada, até porque o momento não era, digamos, apropriadamente dito para conversas de relacionamento. Soltei-me do cinto de segurança e olhei para David com um pouco de alegria por conta de Eliza.
– Até depois. –involuntariamente dei um beijo em seu rosto, enrubesci logo depois.
– Ér... eu venho te buscar.
– Não! Vou passar um bom tempo aqui, mesmo que Eliza esteja desacordada ela pode nos escutar, e tenho algumas coisas a tratar com ela. –sorri.
– Tratar, é? Vai falar sobre o quê? –e me olhou com tanta malícia escondida, fiz um rosto esnobe.
– Não digo, eu voltarei de taxi, não se preocupe. –e abri a porta do carro para sair, ele puxou meu braço.
E beijou-me com saliência, corei, mas revidei. Era incrível como David podia me deixar segura com apenas um beijo, nos separamos sem ar.
– Agora eu já vou, a gente se vê no jantar, certo?
– Está bem, até. –e ligou novamente o motor do carro enquanto eu saia apressada.
Corri até a porta, e eu me lembrara bem de qual era a sala de Eliza, sala 15. Vi Peter conversando com seu pai, fazia um bom tempo que eu não o via, cheguei sorridente, pois os dois também pareciam alegres, Peter percebeu minha presença e foi até mim.
– Oi, Liza, que bom que você veio.
– Pois é –sorri – Tudo bem aí?
– Sim, sim, só falta você visitá-la, o resto dos parentes já foi.
– Obrigada por me esperarem –sorri aos dois –, já vou indo até lá.
– Claro. –sorriu Robert me dando passagem até o quarto.
Respirei fundo por conta de enésimas coisas que eu contaria à Eliza, era realmente triste ela estar em descanso, eu queria ouvir seus conselhos milagrosos, mas enfim, qualquer coisa estava boa, contando que ela me escutasse já era um bom começo.
Entrei lentamente e vi a cama em que Eliza se presenciava, recebendo soro na veia e uma máscara de ar com oxigênio em seu rosto. Sorri ao ver que ela estava bem e me sentei à cadeira que havia perto dela, coloquei minha bolsa em meu colo e a olhei bem como se esperasse alguma fala, mas parei de ter esperanças.
– Eliza? Oi, sou eu, a Liza –era realmente estranho falar com alguém dormindo – Tantas coisas aconteceram quando você veio para o hospital, tipo... você sabe o David? O garoto que estou dividindo o apartamento? Pois é, a gente... se “declarou” um para o outro, não é estranho? Eu achei que nunca mais iria me apaixonar novamente, na nossa conversa no avião eu te disse o ocorrido no passado, não é?
Flash Back On
– Por que você não quer se apaixonar novamente? –perguntou Eliza.
– Bem, aconteceram coisas terríveis no meu colegial, foi mais ou menos assim...
[...]
N-Namorar?
– Isso mesmo, não quer? Você se declarou ontem pra mim, não lembra? –riu Nicollas, o cara mais popular da escola, 2° ano, másculo, e do time de basquete.
– É... mas você me deu um fora... –corei tanto internamente quando externamente.
– Mas eu percebi que você é realmente especial pra mim, pode parecer clichê, mas é verdade, você não é popular nem nada, mas eu vi algo de mais em você do quê nas outras garotas, tenho vontade de largar tudo e ficar com você...
– Sério? –arregalei os olhos em sua direção, ele sorriu e passou seu dedo polegar em meu rosto, corei com o ato.
– Aceita, Elizabeth Raynes?
– Q-Quero sim! Mais do quê tudo! –sorri o abraçando, e logo, sendo beijada por aqueles lábios que eu sempre sonhava todas as noites.
Uma semana depois...
– Liza, Liza! –chamou uma de minhas amigas na porta da escola – É verdade que você e o Nicollas estão namorando?
– É, a gente resolveu falar para o pessoal da escola. –corei um pouco.
– “Resolveram”?
– Ele é popular, então seria um pouco difícil ter que encarar as invejosas que vivem no pé dele.
– Bem, ele é... desculpe o termo, um galinha. –a encarei com o cenho franzido.
– Não é, não! Ele se declarou pra mim, disse que eu tinha algo a mais que as outras garotas!
– Ele disse que te amava?
– Não... ainda não, mas eu sei que mais pra frente ele vai me dizer!
– Eu te dei um aviso, mas se você acha que vai dar certo, quem sou eu, não? Até amanhã, Liza.
– Até... –me despedi um tanto estranha.
Depois do que ela havia me dito, fiquei totalmente angustiada, ele não poderia ser um galinha, ele disse aquelas palavras com uma sinceridade terrível, eu não queria desconfiar dele, ele não teria coragem de me trair, até porque em toda semana que passamos nos encontrando em praças ou lanchonetes, ele era carinhoso e brincalhão, não, não poderia ser apenas um jogo.
No dia seguinte...
– Eu já vou indo, Liza, a gente se vê amanhã. –e me deu um selinho rápido, parecia apressado em ir embora.
– Tá... –respondi sem ânimo.
– O que houve? –e levantou meu queixo com o dedo – Eu fiz algo errado?
– N-Não, não é isso, eu queria só te perguntar uma coisa...
– Pode perguntar.
– Você... –corei – me ama?
Nicollas me olhou um pouco torto, minha esperança de tê-lo poderia sido jogada no lixo depois daquela pergunta.
– Q-Quer dizer –recapitulei –, gosta? Eu quis dizer, gosta.
– Eu não gosto de você, eu AMO você, satisfeita? –sorriu maliciosamente me puxando para outro beijo, mas daquela vez, ele parecia querer tirar minha alma pela boca, me separei dele por falta de ar, ele riu.
– Tchau?
– T-Tchau... –sorri timidamente e o vi indo para o outro lado da rua.
Pensei seriamente em segui-lo, eu não estava fazendo nada de errado, apenas fiquei curiosa com aquele ato repentino de sair pelo lado contrário de sua casa, olhei um pouco antes dele sumir e resolvi segui-lo.
Depois de tentar não fazê-lo me ver, finalmente ele havia chegado ao seu destino. Era uma casa branca de dois andares, enorme, eu não conhecia quem morava lá, talvez fosse um amigo...
Nicollas tocou a campainha e ajeitou os cabelos pretos e lisos, logo, uma garota peituda de olhos azuis abriu a porta, arregalei os olhos ao ver que aquela “peituda” era uma das lideres de torcida da nossa escola, senti meu coração bater mais forte por conta do medo de ter que ver algo não muito bom.
– E aí gostosa, pronta pra enlouquecer comigo de novo hoje? –ele disse entrelaçando seus braços na sua cintura, a beijou logo depois.
– Claro, até que enfim você chegou, pensei que não viesse mais, estava com aquela sem sal de novo?
– Pois é, tenho que ter alguma namoradinha pra descontrair, até porque você também têm alguns “compromissos”. Vou comê-la logo, logo, eu disse que a amava. –logo a garota abriu uma risada alta, ele riu logo depois.
Nunca senti uma raiva tão grande, um ódio, para falar a verdade, minha vontade era de matá-los, mas eu não era nenhuma assassina psicopata, mas com certeza eu não deixaria barato toda aquela injustiça comigo e com minha dignidade, fui até eles antes que fechassem a porta. Nicollas se virou a mim assustado logo que me reconheceu, dei uma tapa em seu rosto.
– SEU CACHORRO, NUNCA MAIS OLHE PRA MINHA CARA, INGRATO! –gritei alto, algumas pessoas olharam para nós assustadas.
– O que você está fazendo aqui? Sua puta!
– Como? Você é um imbecil que jogou todo meu amor fora me traindo com essa aí e eu sou a puta? Não pensei que você vai se safar, sua vida vai ser um inferno! –quando percebi que as lágrimas estavam aparecendo corri para casa e sem olhar para trás.
Eu sim, eu não fiz sua vida um inferno, mas ter tanto do meu ódio já era algo horrível por assim dizer, logo depois disso, nunca mais olhei para a cara dele, e eu percebi que sempre que ele passava por mim, fazia questão de agarrar a mesma loira que estava antes, mas eu não me importava, ali, eu pensei para mim mesmo nunca mais me apaixonar, pois eu sabia que eu sempre me decepcionaria. O que eu tinha de bom? Nenhum atrativo, apenas psicológico, mas que tipo de homem ainda se importava com isso? Nenhum.
Flash Back Off
Notas finais
Kissus, comentem ou recomendem, isso me deixa muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuitooooooooooooo inspirada. HAEUAHEUA ♥
Ps: Achei um milagre nenhuma safadinha ainda não pedir as cenas hot, então se ninguém quer, pra quê colocar, né? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk ~má.
Até o próximo *3*
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