Meu Novo Emprego
2 Minha Relação Com Minha Família
Notas iniciais
Capitulo 02
Sai da residência com um sorriso indescritível, não acreditava no que consegui. Eu havia conseguido o emprego, não consigo explicar a felicidade que exala de mim.
Cheguei na parada de o ônibus e liguei para Sakura, ela tinha todo o direito de saber.
—Sakura-chan, eu consegui.– falei sem antes pronunciar nenhuma saudação e com animação na voz.
—Quem ta falando?– ouvi a voz sonolenta perguntar. Dei um suspiro, Sakura realmente é inacreditável.
—Sou eu Sakura-chan, Hinata. Eu consegui o emprego. Não é o emprego dos sonhos mas o salário beira.– ouvi um baque do outro lado da linha e um pequeno xingamento de Sakura.
—Hina-chan, sério que vai trabalhar na residência Uzumaki? Não acredito, meu Kami.–grito histérico- você vai cuidar dos filhos do herdeiro Uzumaki? Ai Hina-chan sexta feira na boate entendeu, nem diga que não pode. Vou chamar a Tenten e a Temari–risada- elas precisam saber disso.
—Okay Sakura-chan, só por que estou muito feliz.– respondi — Vou começar quarta. Não entendi por que a animação com o chefe. O que ele tem de tão especial?
—Hina-chan, ele é um gato. Tipo um gato dos gatos. Quando eu falo super mega gato não é exagero, é pouco pra tanta gatisse.–risadas- Esculpido por Afrodite, e abençoado por Ares, porém é intocável.
—Okay dona exagerada, preciso desligar, vou pegar o ônibus.– disse, vendo o ônibus ao longe e constatando que era o meu. — Qual é o nome do cara? O sr. Uzumaki?
—Naruto Uzumaki, dono dos hospitais Kurama. O hospital que trabalho. – respondeu Sakura e deu um suspiro.– Consegui essa entrevista pra você por que a Karin, secretária do chefe me falou. Parece que a última saiu, bom, não sei direito. Mas é seu sua linda, o emprego é seu.– exaltou-se ela. — Vou deixar sossegada Hina, até mais.
—Obrigada Sakura-chan, te amo.–risada- Até mais.– desliguei o celular enquanto passava na catraca do ônibus. Me sentei em uma janela mais a fundo e prestei um pouco de atenção ao caminho que faria dali para frente.
E eu sabia que a noite daquele sábado seria a primeira noite em que dormiria sem problemas, que dizer sem meio problema.
Desci na minha parada e caminhei até meu prédio. Cumprimentei o porteiro e peguei minhas correspondências, três contas e uma propaganda. Subi as escadas e cheguei no corredor que dava ao meu apartamento. Abri a porta e fui direto para o quarto, tomei um banho rápido e fui para sala, precisava liga para uma pessoa. Disquei os números decorados, e esperei atender.
—Moshi Moshi, quem fala?– ouvi a voz do outro lado sério e sorri. Ela tinha o gênio do meu pai e primo mesmo.
—Hana-chan, sou eu Hinata.– falei e ouvi ela derrubar algo no chão, ou fechar alguma coisa.
—Hina-nii-san me tira desse inferno, por favor.– ouvi Hanabi reclamar agora com um "Q" de manha na voz.
—Hana-chan não seja tão dramática. Como vai você? - Eu sabia que ela estava certa, aquela casa era um pequeno inferno, mas eu não estava tendo condições de me sustentar, imagine sustentar ela e a mim. Suspirei com esse pensamento e ouvi ela responder.
—Eu tô bem, mas com saudades. Vai fazer o que? Um ano e meio que não nos vemos. Quero te ver Hina, seu cabelo ta grande? Pequeno? Médio? E você ta gorda? Magrela? Gostosa?– perguntou. Dei uma risadinha, minha irmã não puxara nem um pouco a calmaria e vergonha que eu tinha. Ela era o oposto, totalmente o oposto.
—Hana-chan, eu continuo do mesmo jeito. Só o cabelo que está um pouquinho maior. Tenho uma novidade e pode ser que nas férias do final desse ano você venha para cá, em o que acha?– ouvi um gritinho reprimido e sorri, ela havia gostado da não confirmada proposta.
—Ah Hina-nii-san, você tá falando sério? Que novidade?– ela perguntou um pouco descrente.
—Claro que sim Hana-chan, se lembra que eu tinha falado que estava sem emprego semana passada? Eu consegui outro Hana-chan, não é o emprego dos sonhos, mas eu tiro uma boa grana que dê para mim pagar as coisas aqui e gastar mais um pouco, além de guardar uma parte para o meu sonho.– falei empolgada. Eu estava feliz e tinha que compartilhar com alguém, e minha irmã era a pessoa certa para isso.
—Hina-nii-san, que coisa boa. Fico muito feliz.–gritinho reprimido- De que é o emprego?
—Babá.– respondi. Houve uns minutos de silêncio, provavelmente ela estava escolhendo as palavras certas para não ofender a profissão e nem a mim.
—Hina-nii-san tem certeza que vai conseguir? Que dizer, não que seja incapaz, ou que babá seja algo impossível, mas eu nunca imaginei que você seria babá.– ela disse, e eu dei um suspiro. Eu sabia que ela me questionaria, e eu esperava isso dela. Ela não faz por mal e sim por preocupação. Dei um sorriso tranquilizador e por mais que ela não estivesse aqui comigo a calmaria chegaria lá nela.
—Hana-chan, eu sei que está preocupada, mas eu tô conseguindo me virar assim mesmo. Eu não imaginava que sairia de casa, e olha onde estou. -dei uma risada sem graça– Não vai ser um pesadelo, e é melhor do que nada. Não se preocupe, okay?– falei com a voz calma, suspirei mais uma vez e fiz a pergunta final.
—Como o otou-san está?– perguntei e percebi que Hanabi deu um longo suspiro do outro lado.
—Ah Hina-chan, está difícil conviver com ele. Ele está bem, continua carrancudo e mal-humorado. Neji também continua bem, acredita que ele brigou com papai ontem, foi realmente épico.–risada- Hina-chan, antes que eu me esqueça, e a faculdade?– ela mudou de assunto, eu sabia que no fundo Hanabi se magoava por eu ter saído de casa. Respondi sua pergunta.
—Continua na mesmo Hana-chan. Trancada. Vou lá destrancar no começo de agosto. Deixa eu ver, hoje ainda é 19 de julho. Segunda eu vou, para saber como destranco.
—Que bom Hina-chan, gastronomia é o açúcar da sua vida. -risadas- Tô com saudade da sua pizza,– Hanabi resmungou. — e da lasanha, e da vitamina de abacate. Aném Hina-nii-san, só no final desse ano mesmo?
—Sim Hana-chan. Hana, preciso desligar.– disse por fim. Estava cansada, e por mais que eu amasse conversar com minha irmã eu tinha que preparar o almoço. - Manda um beijo pro Neji, e um abraço pro papai.– eu sabia que ela não mandaria e se mandasse ele não ouviria. Ouvi um resmungo dela dramatizando, que eu não gostava dela e entre outros, mas por fim ela se despediu.
Levantei e fui preparar um almoço, recebi uma mensagem no meu celular.
"Arruma a bagunça que eu e as gurias vamos as 14:00. Quero brigadeiro feito. Tenten quer sonho e Temari quer pizza. Hahahaha. Estamos levando o refrigerante." x.x Saky-chan
Suspirei, aquele dia seria longo.
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