Notas iniciais
Certo, certo, eu sei que eu demorei. E eu não tenho nenhuma razão aparentemente boa, tirando o domingo, pois fiquei com minha mãezinha linda, os outros dias estava vagabundeando entre a sala e meu quarto, completamente focada em um novo livro que meu pai me deu. Enfim, esse capítulo está maior do que os outros, e devo avisar que ele está fora da classificação etária (que eu estou indo mudar agora), tem lemon, o meu primeiro lemon, então peguem leve, por favor. E quem não gosta do tema, só pule essa parte, por favor.
Bem, é isso ai. Boa leitura.

Saltos, piruetas e collants. Era uma quarta feira nebulosa e frienta, e nem mesmo o aquecedor conseguia esquentar aquela sala o suficiente. Mães adentravam o cômodo espelhado com sorrisos nos lábios e admiração nos olhos, cumprimentando-a.

Hana sentia-se viva apesar do frio, e achava até mesmo graça de ver a mesma jovialidade refletida em seus alunos, todos sorridentes e brincalhões em seus collants apertados e tutus. Não deviam ter mais de nove anos.

— Bom dia, turma. — Cumprimentou afável.

— Bom dia Senhorita Eloise. — Os alunos responderam, fazendo-lhe uma leve mesura ao estilo do ballet.

— Espero que o final de semana de vocês tenha sido ótimo. Fizeram coisas divertidas? — Ela indagou, divertindo-se. Para Hana entrar naquela sala significava transporta-se para outro mundo, e quando não podia ir, sentia-se quase vazia. Quase todas as crianças afirmaram ter tido um bom final de semana exceto uma. — Não foi um bom descanso, Dasha?

A turma virou-se educadamente para a menina de cabelos castanhos e collant rosa bebê, postada na quarta fileira, na ponta. Os olhos claros da menina fixaram-se em Hana com certo teor de tédio e os lábios pequenos e rosados repuxaram-se em um sorriso.

— Só se ficar duas horas de cada dia vendo o cofrinho do meu pai enquanto ele tentava concertar um dos meus apoios para treino for sinônimo de diversão. — Respondeu, arrancando gargalhadas dos coleguinhas. Hana pegou-se mordendo de leve os lábios para conter-se, mas era complicado estando em uma sala onde até mesmo a própria mãe da menina ria. — E eu não pude praticar nem um pouquinho. Foi um péssimo fim de semana.

E então “Juliette” permitiu-se rir, fora inevitável diante ao bico fofo.

— Okay. Vamos praticar agora para compensar! Quem quer se aquecer? — Questionou excitada, vendo varias mãozinhas irem ao ar.

Se havia uma coisa em que era extremamente boa, era o balé. Era algo que fazia com gosto e dedicação, que lhe dava tanto prazer quanto o xadrez, sua eterna paixão. Era uma das poucas coisas que ainda a unia com o pai, visto que ele a levara em sua primeira aula, quando tinha apenas quatro anos.

E que bom que ele havia feito isso. Hana Eloise tornava-se completamente graciosa ao vestir aquelas sapatilhas, esquecendo-se de sua eu paralela ao balé, desajeitada e rude. Deboulés, Demi plié, Gran Jeté Derrière... Flic-flac, Plié, Pirouettes. Hana era pura paixão quando de Collant e sapatilhas. Ela esquecia-se do mundo.

E assim passou-se a aula. Com um suspiro a menina notou o sol a pico no céu, cansada, caminhou até sua bolsa largada próxima ao espelho e retirou de lá seu Ipod. E foi ao som de Le Clair de lune que Hana passou meia hora, dançando sem se lembrar do mundo. Palmas interromperam a incógnita apresentação.

— O que está fazendo aqui? — Hana indagou com surpresa e até mesmo uma ponta de raiva na voz, por quase ter caído em um dos saltos. As mãos foram para a cintura fina e os olhos se espreitaram.

— Te trazendo à realidade. — A pessoa respondeu em um tom brincalhão. — Hana, sabe que horas são?

Hana olhou rapidamente para o pulso. Ela tinha feito de novo. Tinha se esquecido do mundo tempo o suficiente para estar atrasada. Saiu correndo, pegando sua bolsa no caminho e indo para o vestiário.

— Me espera! — Ordenou ela. — Kang Shin Oppa vai me matar!

— O —

— Eu disse que ele ia me matar. — Hana resmungou com a cabeça sobre o ombro de Gabe, seu melhor amigo. — E você ainda vai junto, sinto por isso.

Gabriel sorriu, alisando de forma doce o cabelo preso em uma trança lateral da amiga. Com um suspiro pesado de ambos, eles se separaram.

— Você não teria feito isso por mim, mas eu não sou você. — Ele respondeu sincero, rindo ao vê-la olhar feio. Mas logo os dois riram.

— É verdade, isso foi muita burrice.

— Gabriel — O professor de línguas estrangeiras chamou. Os dois ficaram mudos de imediato. — Você pode entrar. Procure ser o mais silencioso e rápido que conseguir, a turma está muito a frente em relação à matéria que está no quadro. Copie-a o mais rápido que puder.

— Sim senhor. — Ele respondeu, olhando fugazmente para Hana. — Boa sorte.

— Obrigada. — Ela sussurrou. Esperaram que o garoto adentra-se a sala para pronunciar algo. — Estou tão encrencada assim?

— Bom — Começou Kang Shin, sentando ao lado dela. — Você sempre se atrasa para as minhas aulas de quarta, e sua irmã hoje me disse a razão. Mas não é por isso que você está encrencada.

— Então...

— Eu li as cartas que você anda trocando com Taemin-ssi. — Ele revelou em um tom desgostoso.

— Como? Eu... Eu ainda não entreguei nada.

— Eu sei. Mas ele já entregou. — O professor esboçou um sorriso apesar de seu tom. Com certo carinho bagunçou os cabelos de Hana. — Ah, Hana Eloise. Você sabe que é uma das minhas melhores alunas, esperava mais de você.

— Eu... Oppa. Eu tentei. A minha primeira carta... Nem parecia eu. É como se duendes mágicos do país onde Dakota vive a tivessem escrito, eu realmente tentei ser positiva a ponto de parecer fofa.

— Eu sei e isso me assustou. — Ele riu. — Mas, as outras cartas também não pareciam ser você. Digamos que estava tão doce quanto um serial killer em meio a uma chacina.

— Oppa... — Ela resmungou, baixando a cabeça.

— É sério. E isso não pode sair impune. Não me olhe assim, ele também está sendo castigado.

— Mas ele quem começou, ele merece!

— Não me interessa.

— Mas...

— Já deve ter notado que os preparativos para a peça de primavera começaram. — Ele continuou falando sem dar importância aos resmungos da menina. — Eu quero que você...

— Eu não participo de peças, oppa. — Ela o interrompeu, meio brusca, fechando ainda mais a cara após ele citar o evento.

— Isso ai é com você. — Ele respondeu duro. — Fazer um papel ou não, é escolha sua, porém eu tenho todo o poder para te obrigar ajudar na criação do espetáculo. Você está encaixada na equipe cenográfica, como as aulas acabam às 15h hoje, você vai ter o resto da tarde livre. Estaremos te esperando.

E sem nada mais a dizer Kang Shin se levantou e adentrou a sala, deixando Hana atônita para trás. Castigo? Ela estava mesmo de castigo por causa daquele...

— Mas que garoto miserável! — Exclamou. — Espero que o castigo dele seja mil vezes pior... Idiota, cretino. — Levantou-se pagando o caminho que a levava para os armários. — Hunf... Taemin-ssi... Taemidiota, isso sim. Hunf!

— O—

Era mais um dia normal para o Brilhante SHINee, ou deveria ser. A menos que fossem ignorados os constantes gemidos que preenchiam o dormitório, vindos do quarto de Key, e o cheiro de sexo que sobrecarregava o ar.

Com uma risada nada angélica Taemin olhou para seus hyungs e se pôs de pé.

— Não sei vocês, mas eu estou indo. Não dá para ficar aqui nessas circunstâncias. — Anunciou, pegando a mochila preta sobre o sofá e indo até a porta.

— Espera, Taeminnie, eu te levo à escola. — Disse MinHo, já de pé. — Isso está insuportável.

E assim que a porta se bateu Onew pareceu acordar de um transe. Levantando-se às pressas e seguindo seus dongsaengs.

— Espere por mim, eu não vou se o único a presenciar essa indecência! — Exclamou, rindo-se.

As estocadas continuavam ritmadas, provocando gemidos de ambos os rapazes. As bocas, ávidas, sugavam-se com desespero. Os toques sôfregos e intensos exibia sem pudor algum todo o sentimento reprimido por tempos, toda a luxúria que lhe tomavam os olhos e lhe roubavam a sanidade.

Kibum apalpava os músculos do braço de Jong, gemendo palavras desconexas enquanto sentia o outro lhe provocar. O que começou romântico tornara-se lascivo; testa, bochechas, prendendo-se por um tempo na boca, sentindo-se os lábios macios que tanto desejara, investigando a cavidade com ardor, logo maxilar, pescoço, tórax, e novamente prendera-se a um ponto fixo.

Provocara os mamilos até fizeram-se duros. As mãos curiosas desceram da cintura as nádegas, apertando sem dó, ouvindo os gemidos de puro gozo que lhe escapavam dos lábios. Key amaldiçoava Jong e sua capacidade de fazê-lo ceder sem pestanejar, amaldiçoava o fato de que a cada movimento, a cada olhar o desejava mais e mais, sem restrições.

A tensão entre os dois chegara ao ponto de se trancarem no quarto sem sequer se ater aos amigos na sala. Era necessário, o desejo explodia-lhes a cabeça, soterrando a sanidade e preenchendo as lacunas com o mais espesso desejo.

Com cuidado e até mesmo paixão, Jong se postou entre as pernas de Key, sorrindo-lhe amoroso. O menor levou dos dedos a boca, lubrificando-os para então penetrar o maior sem pressa, degustando cada vez mais o jeito que o loiro se entregava a sãs caricias, memorizando com adoração a forma com que ele pronunciava seu nome.

Jong... Ah, Jong...

—... Pare de me torturar! — Exclamou Key, assim que os gemidos permitiram, em uma voz enfadonha.

— Não estou te torturando. — Anunciou o outro de forma inocente, mas o sorriso torto entregava o fato de estar se divertindo à custa do maior.

Key tateou o menor até encontrar o que queria; no ponto, pulsante e até mesmo quente. Implorando atenção. Tocou o membro com delicadeza, ouvindo o menor gemer seu nome inconscientemente. Céus aquilo era no mínimo delirante!

Os movimentos de vai e vem iam aumentando conforme Jong aumentava a velocidade de seu castigo até que ambos não aguentavam mais. O que era pra ser torturante a Key tornara-se um martírio para si. Sem delongas ergueu o maior pronto para entrar.

— Você tem certeza. — Perguntou de repente, sentindo-se meio mal.

— Isso é pergunta que se faça em uma hora dessas? — Reclamou Key, ofegante. Mas apesar da resposta notou que Jong estava verdadeiramente preocupado, estava claro como água nos olhos que até então só havia perversão.

Sem nada dizer Kibum agarrou o membro do parceiro outra vez e decidido, ele mesmo o pôs em sua cavidade. Como se algo lhe acordasse de um sono profundo o menor se movimentou, indo fundo.

Key abraçou o pescoço do menor o trazendo junto consigo e o abraçando com as pernas. Aquilo doía, como doía, mas para ele pouco importava desde que estivesse da forma que estava. Sentindo-se inebriado pela presença do moreno.

Não demorou muito para que as estocadas alcançarem um ritmo frenético, os corpos se chocando a ponto de, com toda certeza, aparecerem assaduras por fricção mais tarde. Key arranhava as costas de Jong sem pena, por pouco não entranhando as unhas pretas na carne. Arqueava-se em puro prazer, gemia se em uníssono, compartilhavam-se desejos, confessavam-se paixões.

Até aquele momento fugaz chegar ao apogeu, e Key se desfazer, melando o menor. Mas o mais velho continuou as estocadas, sentindo a cavidade se apertar perante o auge de Key, e por fim, se desfaleceu em seu ápice, preenchendo o loiro.

Com cuidado, Jonghyun se deitou ao lado de Kibum na cama, seus olhos fixos no teto branco por vários minutos. Uma risada angelical espantou o silêncio que havia se alojado entre eles, tirando a respiração desregulada.

— Dessa vez nós nos superamos, Jong. — Murmurou Key em sua voz afetada. O mais velho riu, em concordância.

— Imagino a cara deles lá na sala. — O menor comentou divertido.

— Isso se ainda tiver alguém na sala. — Key complementou risonho, se aconchegando nos braços do moreno.

— Isso importa? — Perguntou de repente, recebendo um olhar de Key. — Sabe, a plateia. Achei que não escondêssemos isso. Quer dizer, são nossos amigos, eu acho que... Eles nos apoiam não importa nossas escolhas sexuais.

— Mas é isso ai mesmo. Eles não ligam, e eu também não me importo, mesmo que eles fossem contra. — Ele respondeu, voltando a enterrar sua cabeça no vácuo entre o pescoço e os ombros de Jonghyun. Deu uma curta risada sarcástica. — Por um minuto achei que estava falando de nós.

O mais velho piscou um pouco confuso. Ele não estava falando deles de qualquer maneira? Mas então ele se tocou do que realmente Kibum se referia, como num passe de mágica. Suas mãos pararam de fazer o cafuné nos cabelos loiros por um segundo e seus olhos procuraram o rosto do menino ainda escondido em sua jugular.

— Kibum... — Chamou manhoso. — E se fosse sobre nós?

Por um minuto ou dois Key ficou em silêncio, deixando JongHyun agitado por dentro. Com um pequeno sorriso nos lábios o mais novo respondeu.

— Se fosse sobre nós, eu teria que ser sincero e confessar que mesmo dizendo que é sexo casual, que não temos nenhum compromisso um com outro, e que não quero mudar seu status comigo para não estragar nossa amizade, eu quero sim mudar seu status comigo, e não é só casual para mim. Teria que confessar que isso realmente significa algo.

O mais velho sorriu como nunca antes, apertando–o mais contra si e pousando um suave beijo na testa do dongsaeng, que havia levantado a cabeça para olhá-lo nos olhos.

— Se eu estivesse falando de nós — Jong cochichou. — Eu teria que dizer que eu te amo, sua loira fora do armário.

— Jong! — Key reclamou dando um tapa em seu peito. O menor apenas riu.

Onew estava começando a achar que Taemin era um tremendo sortudo. Ele, ao menos tinha a escola como desculpa para não entrar em casa por algumas horas, mas ele, ou melhor, eles eram obrigados a repousar em uma praça qualquer, sendo consumidos pelo tédio enquanto esperavam a diversão dos dois pombinhos terminar em casa.

— Pedra, papel e tesoura? — MinHo de repente sugeriu, recebendo um olhar confuso de seu hyung. — Alguém precisa voltar lá e ver se eles já terminaram com a pouca vergonha.

Onew riu.

— Vai você, já que está tão curioso. — Disse entre risadas, mas ainda sim estendeu a mão e deixou com que o mais novo cantarolasse as palavras antes de pôr tesoura. — Rá! Tesoura corta papel! Pode ir, e volte para me buscar.

— Hyung... — Implorou manhoso. Onew apenas pôs os fones no ouvido e fechou os olhos. — Aish! Eu vou, mas não volto. Vai ficar ai.

— Eu estou te ouvindo Choi MinHo. — Onew comunicou, rindo. — Isso é falta de respeito com os mais velhos.

— E me fazer ir é não zelar pela inocência dos mais novos. — Ele rebateu, rodando as chaves do carro nos dedos. Onew abriu os olhos encontrando o já tão conhecido sorriso sacana do amigo.

— Inocência? Quem é você, Taeminnie?

— Ah — MinHo exclamou. — Nem ele é tão puro assim, viu a risadinha dele mais cedo?

—Para com isso. — Jinki ordenou, ainda divertido. — Não dá para o menino ser puro por toda a vida, ele precisa se divertir. Na verdade — Ele abriu os olhos novamente, ficando ereto no banco da praça e olhando de uma forma diferente para o dongsaeng. — Acho que você sabe bem quem tirou toda a inocência do nosso maknae.

— Isso foi uma indireta Hyung? — MinHo indagou rindo. Onew deu de ombros, voltando à posição inicial.

— Entenda como quiser, mas vai logo, quero voltar pra casa.

— Já disse que vai voltar sozinho. — O moreno respondeu, já na metade do caminho. O líder apenas sorriu.

— Malcriado.

Algum tempo se passara, e MinHo realmente não voltara para buscá-lo. Onew não estava incomodado com isso, na verdade, ele estava tão desligado do mundo, com os fones nos ouvidos, relaxado naquele banco, que nem viu a hora passar.

Não devia ser menos de quatro horas quando algo interrompeu sua cantoria impensada. Atordoado, olhou para a tela do celular, fechando o player que mostrava o nome da música por uns instantes e notando um pequeno ícone no canto do ecrã.

— Espero que seja uma mensagem do MinHo pedindo desculpas por me abandonar, ou... — Murmurou apertando sobre o ícone. Demorou uns minutos para abrir o Messenger e verificar a mensagem, que não era de MinHo. — Espero que esteja satisfeito? Omo?

Olhando para a tela confuso, Onew não notou um carro conhecido se aproximar até que alguém buzinou e Taemin apareceu na janela.

— Hyung, vamos! — Ele chamou. — MinHo oppa tem que pedir desculpas para você, venha.

— Eu não vou me desculpar. — Murmurou MinHo de dentro, e algumas risadas foram ouvidas. Onew se aproximou do carro com um olhar distante e se acomodou ao lado de key no banco traseiro.

— O que há com o celular? — Key indagou.

— Não sei, mas parece bom. Ele nem nos deu atenção. — Taemin disse.

— É bom mesmo, ele não sacaneou vocês. — MinHo disse, recebendo um cascudo de Jong. — Ai.

— Na próxima eu soco sua boca, talvez não saia mais besteiras. — Ameaçou o mais velho, voltando ao seu lugar ao ouvir Taemin ralhar sobre ele estar sem o cinto de segurança, sentado incorretamente e aporrinhando o motorista. — Ta, ta, já estou no lugar, fica quieto.

Espero que esteja satisfeito, ele releu mentalmente, forçando-se a lembrar de quando passou seu email para alguém desconhecido. Um bip ressonou no único fone em seu ouvido ainda e outra mensagem apareceu na tela. Péssima hora pra escolher ficar mudo, eu preciso descontar minha raiva de você.

E então um insight iluminou sua mente. Juliette. Uma semana que ele a adicionara aos contatos, mas nunca trocaram uma palavra sequer. Ele estava ocupado, e ela, aparentemente também. Com um suspiro pesado começou a responder.

Desculpa, estava distraído.

Espero que essa distração seja sobre o que devo fazer no castigo amanhã. Ela respondeu na mesma hora. Você está de castigo também, certo? Porque senão...

Castigo? Ele a interrompeu. Do que está falando?

Você não está de castigo, que ótimo. O mundo é tão justo. Ela respondeu, e então alguns minutos se passaram em pleno silencio cibernético. Ainda está ai?

Sim... Completamente confuso, mas ainda estou aqui. Ele procurou ser cauteloso na resposta. Do que ela estava falando? Alguma coisa aconteceu com você?

A resposta veio a jato, com aquela típica hostilidade a La Juliette. Ah, não. Que isso Taemin, eu estou sendo hostil assim porque é um tipo de hobby meu.

Hm. E eu achando que você só precisava de ajuda psicológica casualmente. Ele respondeu, mal humorado de repente. Precisa ser internada, você é maluca!

— Hyng, tem algo errado? — Taemin perguntou, tirando seu foco daquela pequena menina ignorante. — Sua expressão...

— Está tudo bem. — Respondeu contrariado, os dentes trincados.

— Não parece. — Jjong comentou baixinho, passando os braços sobre o ombro de Key. — Mas pouco me importa.

— Que egoísta. — MinHo explanou sem tirar os olhos da pista. Taemin e Key concordaram.

— Não é egoísmo, só estou feliz demais para deixar que estourem essa bolha que me ronda hoje. — Ele explicou, sentindo-se meio mal de repente. — Sem comentários sobre a aparente razão da minha felicidade. — Disse rapidamente, e Taemin sentou-se direito no banco outra vez. — Hyung...

— Tudo bem, Jong. Está tudo bem.

— Pois não parece! — Key dessa vez contrariou, já retirando o celular das mãos do mais velho.

— Hey!

— Ah, ta explicado. — Ele exclamou ganhando total atenção dos garotos. — Juliette está brigando com ele.

— Sem motivo aparentemente. — Onew resmungou, recostando a cabeça no vidro enquanto os outros riam. Havia um tempo desde que eles perceberam como ela afetava drasticamente o humor de Jinki.

— LEE JINKI! — Key berrou, fazendo Taemin e Jong darem um pulo no lugar. — ESSA É A EDUCAÇÃO QUE SEUS PAIS TE DERAM?

— Key, por favor...

— EU TE FIZ UMA PERGUNTA?!

MinHo riu, olhando a cena do retrovisor.

— Cadê o sermão sobre respeito aos mais velhos agora, Onew hyung? Hein?

O mais velho suspirou, tentando, falhamente, pegar seu celular de Kibum. O menino continuava olhando o outro loiro ferozmente, esperando a resposta. Ele não ia afrouxar com Onew só porque ele era mais velho. Ela era uma menina, mais nova, com toda certeza, desacostumada com as normas coreanas, e muito irritada com algo que Onew fizera. Key só não tinha certeza do que.

— Espera! — Taemin gritou do banco da frente. — Ela também ficou de castigo, hyung?

— Castigo? — Os meninos perguntaram em uníssono.

— É. — O Maknae respondeu simplista. — Tem algumas semanas que tenho ficado quase duas horas plantado na biblioteca organizando uns livros velhos que provavelmente ninguém mais utiliza. Eles até que são interessantes, sabe. — Taemin complementou, perdendo o foco do assunto.

Key espremeu os olhos.

— O que foi que você fez?

Notas finais
É bem provável que aja erros ortográficos, e eu espero que sejam leves. Eu estou sem beta /chora.
Bem, espero que tenham gostado, e sim, eu espero reviews. xD
Eu quero muito saber a opinião de quem leu o Lemon, eu geralmente sou muito bloqueada pra qualquer assunto que leve o termo "sexo", mas algum bichinho me mordeu, só pode. Bem, eu preciso saber a opinião de vocês.
Beijos da Unni/noona/dong, Moon. Chu ~