Notas iniciais
Bom mais um capitulo doidinho. Estou amando escrever essa história e espero que estejam amando ler também. Vi que tem três leitores acompanhando a história e só apenas comentou. POR FAVOR COMENTEM! Eu preciso saber o que acham. Enfim, só isso e boa leitura

– O que foi você também? – perguntei sentando ao lado dele

– Porque você fugiu?

Ok. Qualquer namorado ficaria com ciúmes, mas não o Fred, porque segundo ele não sou bem namorada dele e eu deveria me relacionar com outras pessoas e superá-lo. Mas eu não quero fazer isso.

– Olha Fredrich se você vai começar com seu sermão de que tenho que te esquecer e namorar uma pessoa real, desiste, hoje não estou afim. E tchau! – disse sem paciência e ele sumiu.

Brigar com o Fred era de certa forma bom, porque se eu não quisesse brigar eu simplesmente falava pra ele sumir e assim o fazia. Sem brigas e sem dor cabeça.

A luz vermelha que fica em cima da porta começou a piscar, informando que tinha alguém parado em frente ao meu quarto. Antes de baterem na porta eu abri.

– Como é que... Esquece. Eu ia bater na porta agora. – Malec disse surpreso

– Eu sei por isso a abri.

– Você tem uma bola de cristal ou sei lá oque?

– Não exatamente. O que você quer? – fui curta

– Nossa você é sempre mal humorada assim ou só comigo?

– Nossa você sempre faz tantas perguntas? – perguntei impaciente

– Enfim, seu irmão pediu pra perguntar se você quer ir à praia conosco.

Então percebi que ele estava de bermuda, camiseta e chinelo.

– Não estou muito afim hoje, mas obrigada pelo convite de qualquer forma.

Ele deu de ombros e saiu andando. Quem ele pensava que era? Que menino ousado!

Quando virei para entrar no quarto Fred estava parado atrás de mim.

– Você vai. – ordenou

– Nossa mais alguma ordem? – ironizei

­- Não, mas você vai dar meia volta e vai pra praia. Simplesmente porque seu irmão está aqui para passar as férias.

– Você sabe que isso é voz da minha consciência né? – perguntei rindo

Fred estava abrindo a boca para falar algo, mas desapareceu, indicando que provavelmente tinha alguém atrás de mim, alguém que não fosse os empregados. Virei ciente de que teria que dar um discurso sobre minha loucura e também explicar com quem estava falando.

E adivinha quem era? O bonitão britânico.

– Se você vai me perguntar por que eu estava falando sozinha, é melhor pularmos para parte que me chama de louca.

Malec deu um sorrisinho com o canto dos lábios. Esse tipo de cara que acha que vai ganhar uma garota com um sorriso. Hm, que banal.

– Eu só vim ver se você tinha baixado a guarda, mas pelo visto não.

Antes que fosse embora eu segurei seu braço.

– Sério mesmo que você vai perguntar por que eu estava falando sozinha? Me chamar de louca e sair correndo dessa casa?

– Diana, posso te contar um segredo? – ele disse chegando mais perto de mim

Assenti com a cabeça. Meu Deus, ele era muito cheiroso.

– Todo mundo tem toque de loucura em sua alma, se não, o universo seria muito certinho. E acrescento que falar sozinha ou ter um namorado invisível te torna ainda mais linda. – ele me deu selinho rápido, se soltou da minha mão e saiu correndo.

– Ok. O que acabou de acontecer aqui? – perguntei pra mim mesma

– Ele te beijou. – Fred disse me assustando

– CALA A BOCA! – gritei e sai correndo atrás do Malec.

Ele estava saindo de casa quando o avistei.

– HEI! – disse empurrando ele no chão e subindo em cima dele – QUE DROGA DE PESSOA VOCÊ PENSA QUE É PRA ME BEIJAR?

Malec começou a rir. ELE ESTAVA RINDO DE MIM! QUE DROGAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!

– PARA DE RIR DE MIM! – gritei socando o peito dele

– Eu não estou rindo de você Diana. Só acho engraçado você brava e cara você jogava no time de futebol na escola? Por que caramba! Você me derrubou muito rápido.

Então eu comecei a rir e ele me acompanhou. Depois de rir até minha barriga doer, sai de cima dele e deitei ao seu lado no chão.

– Eu não frequentei a escola. – as palavras saíram da minha boca voluntariamente

– Por quê? – perguntou virando-se pra olhar para meu rosto

– Porque as pessoas me achavam doida por ter um amigo imaginário. Fui expulsa de três escolas por bater em meninos que mexiam comigo por causa disso e então meus pais resolveram que eu estudaria em casa. Sempre foi muito solitário sabe? O meu único amigo real era o Joseph, que foi o único na minha vida inteira que não me julgou ou me achou doida. Mas da noite para o dia minha mãe se mudou pra Londres com ele e nem me falou nada. Resumindo, eu o via duas vezes por ano, ficava nessa casa imensa sozinha porque meu pai sempre estava viajando e na minha formatura, Josp fez questão de vir até aqui, me comprou um vestido lindo de baile e dançou comigo a noite inteira. E tudo aqui é tão vazio. – lágrimas caíam dos meus olhos. – Desculpa, eu nem sei por que estou falando tudo isso pra você.- disse limpando meu rosto.

Malec olhava no fundo dos meus olhos e isso de forma me deu segurança, um sentimento que não sentia há muito tempo.

– Sabe o que eu acho? – perguntou tirando o cabelo do meu rosto

– O que?

– Que você é apenas uma garota que parece forte por fora, mas por dentro é só uma menina assustada e que só precisa de um pouco de atenção.

– Você é sempre é assim?

– Assim como? – perguntou surpreso

– Um galã, gentil e tem essa coisa de olhar nos olhos das pessoas, que deixa até garotos com as pernas bambas. Tem também esse seu cabelo macio, — minha mão automaticamente tocou no cabelo dele, confirmando que era macio – e também tem esse sorriso e esse corpo. Qual é? Você não podia ser um amigo nerd e feio do meu irmão?

– Olha feio sei que não sou, mas nerd talvez.

– Você não faz medicina?

– Não, eu curso Tecnologia e Robótica.

– Calma aí, além de você ser todo garanhão ainda é guru da Tecnologia?

– Eu tento. – ele disse sorrindo

– Acho que vocês têm mais coisas incomuns do que pensam. – Joseph disse atrás de nós.

Levantei rapidamente do chão e ajudei Malec se levantar. Meu irmão estava com um sorrisinho irônico nos lábios e estava com a sobrancelha levantada.

As pessoas não podem mais socializar com um cara bonito?

Joseph me deu uma ultima olha e depois direcionou seu olhar ao Malec.

– Sabe Mal, não sei se Diana te contou, mas ela também é fissurada em tecnologia, tanto que no sótão ela tem um laboratório de informática com aparelhos de ultima geração e é invencível no vídeo game.

Malec me olhou incrédulo. Essa reação das pessoas sempre era impagável.

– Eu confesso, eu confesso, sou uma nerd bonita também. – sorri

– Bom, sei que o papo tá bom, mas temos uma praia para ir. – Joseph disse saindo de casa.

– Acho que temos muita pra conversar então! – Malec falou

– Se você não ficar me beijando, quem sabe.

– A partir de hoje Diana Garret, eu só vou te beijar quando pedir.

– Então você vai esperar sentado! – falei rindo.

– É o que vamos ver mocinha, é o que vamos ver. – Malec me lançou um olhar sedutor, pegou meu braço e seguimos a caminho da praia.

Pois é, vai ser um verão longo e muito, mas muito tentador.

Notas finais
Até o próximo!!! COMENTEM!!!!!! Beijooos