Meu Mundo
1 Acidente
Bruno Lima Fernandes, o garoto mais popular do colégio. Ele tinha tudo, uma namorada linda, amigos, era bom em todas as matérias e era sempre o que se destacava nos treinos de futebol.
Mas Bruno esnobava seus colegas, agredia verbalmente ou fisicamente todos que em pelo menos um momento se destacavam mais que ele, além de ser preconceituoso.
Um dia, ele viu sua namorada, Sheila, conversando com Inácio, seu irmão. Ele se enfureceu e saiu dando um tapa no rosto de Sheila:
- Por que você fez isso, Bruno? — perguntou Inácio
- Porque essa "qualquer" é comprometida e tá conversando com você!
- Que coerência, Bruno! — riu Inácio — Se ela conversa comigo está traindo você, então se a gente cantasse junto nós seríamos amantes?!
- Cretino!
Bruno pegou o irmão pela orelha e o jogou no chão. Em um passo, Sheila empurrou Bruno e foi socorrer Inácio, que havia batido no chão com a cabeça e estava desmaiado:
- Eu não entendo você, Bruno. Você tem TUDO! Nossa relação acabou. Eu estou há um ano aturando suas grosserias!
Ela o empurrou mais uma vez e gritou para alguém ajudá-la a levantar Inácio e levá-lo a sua casa.
Inácio era mais novo que Bruno. Tinha 15 anos e tinha um enorme carinho por Sheila, tanto que a defendeu diversas vezes durantes os "ataques" do irmão.
Um rapaz ajudou Sheila a carregar Inácio. Ao chegarem, a tia e tio de Bruno e Inácio, Luciana e Túlio, correram até Inácio ao ver o estado do rapaz. Os irmãos viviam com os tios pois os pais moravam no Japão.
- Inácio, o que aconteceu com você? — gritou Luciana
- Foi Bruno. . . — respondeu ele, recuperado do desmaio
- Esse moleque está ficando impossível! — disse Túlio — Sheila, você sabe onde esse menino está?
Somente Sheila sabia onde Bruno ia quando brigava com alguém, um esconderijo secreto que ficava atrás da padaria. Ele havia dito para ela jamais contar a ninguém, mas eles haviam terminado, ela não tinha de esconder nada. Ela explicou que ele entrava pela padaria, entrava secretamente pelo escritório do dono da padaria, saía pela janela e entrava em um galpão.
Túlio prestou atenção no itinerário e seguiu. Mas quando ele foi puxar a maçaneta do escritório, o dono da padaria estava atrás dele e gritou:
- Ei! O que você está pretendendo fazer?
- Nada. — disfarçou Túlio, saindo donde estava.
Ele se lembrou que Sheila havia dito que ficava atrás da padaria. Então ele percebeu que tinha uma rua que pegava a padaria pelos lados. Ele foi andando até que virou, vendo um galpão abandonado que ficava na parte de trás da padaria.
A porta estava encostada. Ele abriu lentamente e viu Bruno, sentado em uma cadeira velha e coberta de poeira, chorando muito.
- Por que? Por que eu sou tão agressivo, de tão baixo nível?
- Eu também queria saber, Bruno. . . — disse Túlio, se aproximando de Bruno
- Quem te contou? O que está fazendo aqui?
Bruno assustado saiu correndo, Túlio foi atrás. Mas quando Bruno saiu do galpão e foi atravessar a rua, um carro em alta velocidade o jogou longe:
- Brunoooooo!
Fale com o autor