Meu Mordomo

2 Mudança de casa


Notas iniciais
Demorou, eu sei. Tá pequeno, eu sei. Não me matem!!!

Ouvi o som de cortinas deslizando, abri os olhos, o sol invadiu o quarto, ferindo-os.

- Ah, mas por que?

- Já está na hora de acordar.

- Mentira... — rolei na cama e, sem perceber que estava na beira, caí, mas antes de tocar o chão braços fortes me protegeram do baque.

- Obrigada Sebastian.

- Por favor tenha mais cuidado da próxima vez milady. — arrepiei-me, ele falara bem próximo ao meu ouvido, só confirmei com um aceno de cabeça. Sebastian me pôs gentilmente sentada na cama.

Olhei ao meu redor só para admirar mais uma vez a beleza do meu novo quarto. Hunf, quarto é pouco, sem dúvida nenhuma estava mais para um apartamento, um daqueles bem imensos.

As paredes eram brancas e tinham delicadas linhas em forma de onda nas cores preto e vermelho. As janelas eram de um bege levemente dourado, e as cortinas eram brancas com as bordas cheias de uma fina renda azul-bebê. O chão tinha lajotas pretas, mas não dava para vê-las pois elas eram cobertas por um macio e felpudo tapete vermelho. Alguns quadros japoneses decoravam a parede, havia uma porta ao lado de um deles que dava para o meu closet de garota bilionária. Haviam vários cristais pendurados no lustre do quarto, quando acendia as lâmpadas era uma beleza de se ver. E no meio do quarto estava a minha cama king-size que acomodava tranquilamente quatro pessoas.

Meu Deus, como eu havia mudado de vida.

Fazia uma semana desde que eu firmara o contrato com o Sebastian. O mais impressionante é saber que ele era capaz de erguer uma mansão daquelas em apenas cinco dias. Primeiro dia: contrato feito. Segundo dia: ele me deixa em um hotel e me diz para aguardar, pois iria arrumar uma casa nova. Sexto dia: aparece, pronto para me mostrar a tal casa. E adivinhem a minha surpresa ao saber que era uma mansão só para duas pessoas (tecnicamente só para uma já que ele é um demônio). Sério, dava para montar uma escola, um hospital e um supermercado e olha que ainda ia sobrar espaço para uma fazenda. Só me pergunto como e onde ele arrumou tanto dinheiro.

- Milady, ouviu o que eu disse?

- Hã? — falei, voltando a mim. — Desculpe Sebastian, eu só...

- Não se acostumou ainda certo? — ele sorriu, adivinhando meu pensamento.

- É. Mas, voltando, o que você dizia mesmo?

- Perguntei o que deseja para o café da manhã.

- Nescau, com um sanduíche americano.

Ele franziu a testa em ar de reprovação.

- Por que tomar um achocolatado industrial se você pode tomar um achocolatado que acabou de ser feito com as sementes do mais saboroso cacau e batido com um toque fresco de menta campestre?

Arregalei os olhos. Ok, não ia me acostumar tão cedo a tudo aquilo. Desde quando havia cacau na cidade?

- Esqueci de comentar, mas o pomar e a estufa já estão prontos.

Pomar? Estufa? OMG!!!

- Alguma coisa errada milady?

- Nada, apenas espantada, mas uma hora eu me acostumo.

- Vou mandar trazerem o café.

- Mandar? Quem?

- Oh perdão. Já contratei os novos empregados da mansão.

- A-ham.

Meu mordomo retirou-se do quarto. Atravessei o quarto para a porta do banheiro que ficava do lado da do closet. Despi-me, entrei na banheira e liguei a água quente. Imersa naquela água quentinha com espuma, liguei a hidromassagem e relaxei.

Após uns vinte minutos, pensei que faltavam apenas duas semanas para regressar ao meu colégio. Como eu iria explicar aos meus colegas o que ocorrera nesses dois meses de férias? Como explicar o sumiço da minha família, e o aparecimento do meu estranho (mas muito sexy) tutor de apenas dezessete anos? E a mudança na minha aparência? Meus cabelos pretos cresceram muito (estavam bem no fim da minha costa) e estavam bem mais macios; eu emagreci sete quilos e ganhei mais curvas; as olheiras debaixo dos meus olhos sumiram e eu podia jurar que me sentia mais inteligente também (será que era psicológico?)

Tinham outras coisas para me preocupar também, mas dei-me uma sacudida mental. O que é isso Vitória? Pare de se preocupar e relaxe, preocupações não combinam nem um pouco com banho. E além disso, deixe o resto com o Sebastian, ele é capaz de lidar com isso.

Saí do banheiro e fui ao closet. Agora que tinha tantas roupas que mal dava conta de olhar, o que iria vestir? Olhei superficialmente e bati o olho em um micro-short preto com lacinhos e uma blusa branca. Ia ser os dois mesmo (paciência pra procurar roupa zero).

Ao sair do closet dei de cara com Sebastian e quase caí no chão, o que seria de mim sem os reflexos dele...

- Desculpe-me por não anunciar minha presença milady.

- Sem problema.

Soltou-me e pude sentar à mesinha. Comi em silêncio enquanto era observada. O mordomo pegou a bandeja e foi para o andar de baixo devolvê-la para a cozinha. Antes de sequer perceber, ele já estava de volta.

- O que a aflige tanto?

Respirei fundo.

- Não é nada.

Lançou-me um olhar cético.

- Tem mesmo certeza que não é nada? Pois não é o que seus olhos me dizem.

- Ah agora você deu pra reparar nos meus olhos foi? — retruquei irritada.

- Bom, eu prometi que iria cuidar de você não prometi?

- Aham, mas...

- Pois é isso que estou fazendo exatamente agora.

Seu olhar estava tão intenso que eu havia esquecido de como respirar.

- O-ok Sebastian... Apenas continue com o bom trabalho. Pode sair.

- Mas a senhorita ainda não respondeu a minha pergunta.

Oh Jesus amado, eu mereço...

- Já que não tem outro jeito mesmo... Na verdade, só estou preocupada com o colégio. Tipo: explicar você e a ausência da minha família, minha aparência e etc. Sem falar na minha casa!

Ele foi se aproximando de mim e, para minha surpresa, deu-me um abraço.

- Está tudo bem milady, não se preocupe à toa. Estou aqui para cuidar de tudo.

Nesse momento, permiti a mim mesma chorar.

Eu sabia que Sebastian não queria realmente me abraçar, ele apenas sentiu que eu precisava de um abraço e fez o que um bom mordomo faria, só.

Mas naquela hora, aquele valia mais que ouro para mim...

Notas finais
Se gostam de mim comentem XP Ou SE quiserem provar seu amor pelo Sebastian hehe
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.