Notas iniciais
Olá meus anjos, como vocês estão? Vasculhando meu pendrive achei algumas estórias, umas acabadas, outras no meio e algumas no começo. Escolhi uma que comecei alguns anos atrás, ainda estava na escola. Eu ainda estou revisando,mudando algumas coisas e provavelmente demorará a sair capítulos novos, mas é porque a estória está ainda no começo.Espero que gostem e irei fazer o maior esforço para postar rápido. Obrigada e nos vemos nas notas finais. Boa leitura a todos!

— A Sra. precisa ajudar. — Diz o médico preocupado coma saúde do bebê e da mãe. — A sua filha pode morrer.

— Por mim ela já estaria morta a muito tempo. — A voz da jovem mãe sai fria, assustando todos presente na sala. — Só tire essa bastarda de dentro de mim.

— Me ajude e sua filha nascerá. — O obstetra volta o olhar para o bebê. — Empurre.

Assim a jovem mãe fez, empurrou com todas as forças e com a ajuda do obstetra o bebê nasce, porém, um silêncio paira na sala, apenas a respiração acelerada da mãe se é ouvida.

O olhar do obstetra paira sobre a pequena menina em seus braços e se surpreende ao ver que a pequena menina nasceu com muito cabelo, negros como o petróleo e a pele branca como algodão — ele desperta daquele pequeno transe ao sentir o toque de alguém em seu ombro — vê a enfermeira pegar a menina de seus braços e ir cuidar da mesma, antes de entregar para mãe.

O jovem pai observa a esposa que está em silêncio após o nascimento da filha — não entende o por que da esposa agir como se a filha fosse algo ruim — mas não podia negar que estava imensamente feliz por sua filha nascer.

Após o acidente que a esposa sofreu, pensou que iria perder tanto a esposa quanto a filha, mas graças ao bom Deus ambas se salvaram, porém, a jovem esposa teve que internar-se para cuidar da saúde e da gravidez — e no decorrer desse tempo a vida do casal virou de ponta cabeça — mas Deus estava dando uma nova chance, um novo recomeço e iria aproveitar essa chance.

Levanta o olhar e vê a enfermeira com sua filha enrolada e limpa — nesse momento seu coração se enche de alegria, levando uma paz imensa em seu âmago — olha para e esposa e vê que a mesma está com um olhar vazio e uma expressão séria.

— Tire essa coisa daqui. — Fuzila a enfermeira. — Suma com essa bastarda.

A enfermeira engole seco e sente seu coração se apertar com as palavras, sente seus olhos marejarem e vê a menina se mexer, como se algo estivesse a incomodando — olha ao redor e vê os outros completamente assustados e surpresos com a reação da mãe — uma mulher quando se torna mãe desperta dentro de si um amor incondicional, sempre pensa no filho antes de pensar em si mesma, mas nesse caso essa mulher não sente nada além de raiva e desprezo.

— O Sr. quer segura-la? — Olha para o pai tentando quebrar aquele clima tenso que instalou-se. — Ela ainda não abriu os olhos, mas está muito bem.

— Obrigado. — O pai sorri não apenas com os lábios, mas com olhos também.

A enfermeira coloca a menina nos braços do pai e afasta-se em seguida, deixando ele em seu momento particular — ao senti-la em seus braços sente que deve protege-la e cuidar dela. Seu coração bate descompensado, mas de tamanha alegria em poder estar com sua filha em seus braços — seu olhar sobe para a esposa e percebe que a mesma está inconsciente devido ao parto e isso lhe deixa um pouco triste.

— Oi pequena, sabe que sou eu? — Ele acaricia a bochecha da menina com as pontas dos dedos. — Eu sou seu sou pai.

Ao ouvir a voz doce e repleta de carinho a pequena menina segura o dedo indicador do pai apertando-o em seguida — um sorriso surge nos lábios do mais velho — a menina abre os olhos pela primeira vez, mostrando suas perfeitas bolas verdes como uma esmeralda, o mais velho vê brilhos no olhar da filha e sente uma sensação boa e ao mesmo tempo ruim em seu peito.

— Bem-vinda, Beatriz. — Sela os lábios na testa da menina. — Eu te amo.

Notas finais
O que acharam? Me digam e se gostaram comentem e se não gostam comentem também. Obrigada e nos vemos em breve.