Notas iniciais
Essa é minha primeira história aqui no Nyah, já escrevi outras, porém eram outro ship e eu postava em outro site. Eu espero que vocês deem uma chance a história e eu prometo que vou me esforça ao máximo para que ela seja boa.

Quinn

Quando descobri que eu estava grávida me senti tão só, para fazer um filho é preciso duas pessoas, porém para assumi-lo, não. Eu sabia que não poderia contar com Puck, ele era um adolescente cheio de hormônio, uma criança precisava de um pai, um responsável, não um garoto de moicano. Tentei esconder minha gravidez ao máximo, porém o tempo foi meu inimigo e, mais rápido do que esperava, meu corpo magro e levemente malhado se mostrou mais roliço, minha barriga entrou em formato oval e a gravidez se tornou fragrante, meus pais me agrediram da pior forma, verbalmente, Finn acreditou que o filho era dele mesmo que nunca tínhamos transado, porém Rachel descobriu meu segredo, aquela vadia de meio metro usou sem dó nem piedade meu segredo a seu favor, contou a Finn que meu filho era de Puck, meu mundo que já estava nublado escureceu de vez.

Rachel

Eu acho que antes mesmo de saber que Quinn estava grávida, eu já sabia que tinha algo errado com ela. Quinn sempre foi a Ice Girl do colégio, eu perdia a conta de quantas e quantas raspadinhas ela me jogou, porém seu olhar sempre foi doce, era como se aquilo fosse só uma casca, por dentro ela era uma boa menina. Eu tentei a cercar e saber o que estava ocorrendo, eu queria ser sua amiga e a ajudar, porém ela ignorou todas minhas tentativas, eu via que algo estava se passando com ela, seus olhos já não eram mais doces, eram tristes, parecia que ela sempre estava prestes a chorar, não acho que mais alguém além de mim tenha reparado, Quinn dava medo, não eram todos que olhavam em seus olhos. Quando soube que ela estava gravida e o filho era de Finn me senti triste, não era segredo minha paixão por ele, porém ao descobri que o filho era de Puck eu senti um misto de nojo e pena de Quinn por sua mentira, nojo por ela jogar tão sujo e pena porque a cada dia mais seus olhos eram melancólicos. Quando contei a Finn a verdade, fiz porque ele merecia saber, assim como Puck, Quinn não poderia os manipular assim. Não era justo nem com Finn, nem com Puck e nem com ela mesma.

Quinn

Minha casa virou um verdadeiro inferno, eu tinha ganho meu passaporte para sair de lá, meu pai e minha mãe deixaram claro que assim que minha filha nascesse eu teria que sair e deixar o bebê lá, a noticia me deixou triste no inicio, mas no final, era o melhor, eles criariam minha filha e eu iria viver minha vida. Beth nasceu e cumpri as ordens dos meus pais, sai de lá sem nem levar uma roupa sequer, de agora em diante teria que viver por contra própria, no primeiro dia eu dormi em uma Igreja escondida, no segundo vaguei pelas ruas, andei sem destino até achar um bairro de aparência feia e temerosa, mas eu não tive medo, nada de pior poderia me ocorrer mesmo, vi um bar aberto e entrei, no canto umas mesas de sinuca e uns homens jogando pôquer, sem medo ou pudor me juntei aos homens, uma ótima decisão, a sorte me soprou e de alguma maneira que nem eu mesma acredito tive uma noite de sorte e sai de lá com mil dólares. Dormi em um canto escondida entre lojas, o frio me fez tremer, no dia seguinte eu estava suja, mas ao menos eu teria um dinheiro para roupas, comida e um lugar para dormir. Fui até o banco, abri uma conta e depositei meu dinheiro, o gerente não questionou, obviamente ele queria mais eu colocando o dinheiro em seu banco e lhe rendendo bônus, porém seu olhar me fez sentir-me uma marginal. Fui ate uma loja, mas tudo era muito caro e eu não queria esbanjar, fui então a um brechó, comprei roupas velhas, um estilo rebelde, porém eu me identifiquei com aquela coisa punk, passei por uma loja de Rock e comprei spray para pintar cabelo, naquele momento, nascia uma nova Quinn Fabray. Fui até o banheiro de um bar, com uma faca cortei meus cabelos, ficou torto, mas não importava, pintei com o spray e sai com a cabeça erguida. Naquele mesmo dia uma senhora me ofereceu um emprego, aceitei prontamente, limpar uma pensão não era meu ideal de vida, porém poder dormir no galpão da mesma era sinônimo de perfeição no momento.

Meus seios expeliam leite que não possuíam função alguma já que minha filha não estava comigo, minha vida não poderia ficar pior, eu não estava no chão, eu já tinha passado desse nível, eu estava no esgoto.

Rachel

Depois que Quinn deu a luz a Beth ela simplesmente sumiu do planeta, ao menos de Lima, eu a procurei em cada canto da cidade, porém ela parecia ter sido sucumbida pela terra, não havia nem sinal de sua sombra. Eu não sabia porquê a procurava, mas sabia que tinha que a encontrar, minha procura foi silenciosa e solitária, não contei a ninguém, não teria como explicar porque eu estava procurando minha inimiga declarada, não fazia sentido, ao menos não para os outros.

Quinn

Eu passei toda minhas férias trabalhando na pousada, algumas noites ia para o bar jogar e ganhar um extra, não tinha dividas, comia e dormia na pousada, todo meu dinheiro ia para a poupança. As férias de verão chegaram ao fim e agora era hora de encarar o pessoal do colégio.