Meu Milagre É Você

3 Capítulo ll - Confiança


Notas iniciais
Esse capitulo é curto, mais o próximo será bem mais longo.

“Tanto faz” Me virei de costas e fui andando em direção ao estacionamento dos professores, por lá eu poderia sair sem ser vista, percebi Rachel vindo atrás de mim, não me virei, apenas escolhi ignorar que ela tinha optado por me seguir.

Conseguimos sair do colégio, olhei para Rachel e ela tinha um sorriso idiota no rosto, mas mesmo assim ele me fez sorrir também, ela estava engraçada, eu não lembro a última vez que tinha sorrido.

“O que foi? Por que essa cara de babaca?” Perguntei e comecei a caminhar, Rachel logo ficou ao meu lado e começo a caminhar comigo.

“Eu nunca matei aula na vida” Ela disse e começou a rir, a olhei sorrindo, eu estava começando a achar que Rachel estava louca “Esse é meu último ano no colégio e eu nunca tinha matado uma aula. É tão legal isso, o que vamos fazer agora?”

“O que você quer fazer?” Perguntei e ela ficou surpresa.

“Eu não sei, podemos ir no parque? No cinema? Tomar sorvete?” Meu sorriso ainda adornava meu rosto, Rachel estava agindo como uma criança.

“Sinto dizer, mas nem o parque e nem o cinema abrem a essa hora, porém talvez podemos tomar sorvete”

Rachel parou e me segurou pelo braço me obrigando a parar, olhei para ela que tinha os olhos brilhando

“Podemos ir na pracinha que íamos quando éramos menor?” Ela sorria amplamente com todos aqueles dentes brancos, era difícil dizer não a ela, porém eu era uma pessoa forte.

“Não estou afim” O sorriso dela morreu na mesma hora e eu me senti um pouco culpada, afinal não custava nada irmos na maldita pracinha, porém eu e Rachel não éramos realmente amigas a ponto de ficar na pracinha revivendo o passado.

“Você é chata” Rachel disse e eu me segurei para não rir.

“Se bem me lembro você está aqui porque quer, então não reclame”

“Ok, mas ainda vamos tomar sorvete, certo?”

“Sim”

“Ótimo” Ela novamente me puxou pelo pulso e foi me arrastando, acabamos correndo pela rua, nós corríamos e riamos, pela primeira vez em muito tempo eu estava curtindo um momento.

Chegamos na porta do sorveteria, mas não tínhamos a mínima condição de entrar, ambas estávamos suadas, descabeladas, com dificuldade de respirar e ainda rindo igual a duas idiotas, acabamos sentando na calçada e tomando folego.

“Isso foi divertido” Rachel disse arrumando os cabelos, eu não disse nada, apenas continuei rindo, mas sim, tinha sido divertido.

Rachel pediu um sorvete de chocolate vegan que eu nem me aventurei em provar, eu pedi um de morango, comemos em um silencio confortável, a tempos eu não comia sorvete, desde que Beth nasceu mais precisamente, então usei cada segundo degustando aquela iguaria gelada e doce.

“Quinn” Rachel chamou meu nome, estávamos acabando o sorvete.

“Sim” Olhei para ela.

“Eu só quero que você saiba que pode confiar em mim” Sua voz era tão doce, parecia música, por um segundo me esqueci como respirar, eu não respondi a ela, apenas continuei me concentrando e tomando o resto do meu sorvete.

Estávamos caminhando pela rua sem rumo, simplesmente andando e em silêncio, poderia parecer constrangedor, mas era agradável até.

“Eu sei”

“O que você sabe?” Rachel perguntou sem entender.

“Eu sei que posso confiar em você” Coloquei minhas mãos nos bolsos laterais da calça jeans e comecei a dar passos mais largos, Rachel ficou um pouco para trás parada, aparentemente surpresa demais com minha confissão, percebi ela correndo e ficando ao meu lado novamente.

“Aonde você está morando Quinn?” Oh droga, eu não deveria ter dito que confiava nela, certamente agora ela iria vir com um monte de pergunta e exigir todas as resposta.

“Por que tanto quer saber aonde estou?” Mais uma vez se iniciava o jogo de perguntas.

“Me preocupo com você, nós só temos 17 anos e seus pais não estão te dando dinheiro, você não está na casa de nenhum parente e nem de nenhum amigo, eu só quero ter a certeza de que você está em um lugar seguro. Apenas isso. ” Eu não esperava uma resposta, esperava ela continuar com as perguntas, aquilo me pegou desprevenida, a sinceridade em suas palavras me desarmou.

“Eu estou morando nos fundos de uma pensão e também estou trabalhando por lá, durante as férias eu trabalhei no turno do dia, mas agora ficarei a noite e fins de semana. Eu tenho um salário mínimo, porém estou guardando ele para emergências, na pensão tenho tudo que preciso, teto e comida” Vi Rachel mordendo os lábios nervosa enquanto me ouvia, fiquei totalmente sem reação quando ela me deu um abraço rápido e apertado, estranhamente me senti confortável nos segundos que durou o abraço e senti que queria que ele durasse mais tempo, eu não era abraçada com frequência, não assim, afetuosamente sem interesse.

“Eu peço desculpas por ter dito hoje mais cedo que você tinha virado uma idiota e não era mais a menina que eu admirava. Você mostrou que continua sendo quem sempre foi Quinn. E eu” Ela não completou.

“E você?” Eu estava realmente curiosa.

“E eu” Ela repetiu com uma longa pausa “E eu fico feliz com isso” Ela sorriu amplamente, mas algo me dizia que não era isso que ela tinha em mente de dizer “Quinn” Ela chamou novamente.

“Diga Rachel” Revirei os olhos para implicar com ela.

“Me leve nessa pensão que você está morando?” O droga, como dizer não quando Rachel Berry te olha com esses grandes olhos castanhos brilhando e essa covinha ao lado do sorriso?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.