Meu Melhor Presente

11 Capítulo 11 - Encontrando


Notas iniciais
Heeey gente, aqui estou, trazendo mais um capitulo para vocês haha, mas enfim, não tenho mais nada a declarar então tenha uma boa leitura !!

Sam passara praticamente o dia inteiro na casa de Carly, com a morena e Victoria, depois de enfim saírem do shopping com os vestidos e sapatos já escolhidos, Carly as chamara para a ajudarem com os preparativos do baile, que o diretor havia pedido a Carly.

Passaram então o resto da tarde e da noite escolhendo decorações, bufe, musicas e alguém para melhorar na iluminação. O lugar já estava reservado, seria na quadra da escola mesmo, e durante as horas vagas de Carly e de mais alguns alunos, eles iriam começar a arrumar o local. Pelo menos isso, fez Sam esquecer um pouco de Freddie.

_Oh, meu Deus, já é tudo isso? — perguntou Sam, olhando no relógio que marcava oito horas da noite.

_Sim — respondeu Carly.

_Eu tenho que ir embora, antes que minha mãe me mate.

_Pode dormir aqui se quiser.

_Não posso, eu tenho mesmo que ir.

_Tudo bem, mas nos vemos amanhã na escola?

_Sim, tchau Carly, Victoria.

_Tchau — disseram Carly e Victoria.

Sam pegou a sacola que estava seu vestido e a outra que estava seu sapato e saiu da casa da morena, não acreditava que ficara todo esse tempo por lá, uma tarde em amigas poderia mesmo mudar o senso de humor de Sam.

Como trajeto para a casa, a loira teve que passar por aquele mesmo beco do dia em que encontrara Freddie, tentava acelerar o passo quando passava lá, não gostava de lembrar o que aquele dia lhe causara. Faltava apenas duas quadras para a sua casa, e viu que já estava longe o bastante daquele beco, então começou a andar normalmente.

Um pouco mais distante, Sam escutou algumas risadinhas e logo em seguida viu três garotos saírem correndo, não sabia bem de onde eles tinham saído, e admitia que estava com um pouco de medo, por ter só ela naquela rua, as pessoas estavam em suas casas ou então dentro de lojas, mas nenhuma na rua.

Foi acelerando o passo novamente, sabia que tinha que mudar esse trajeto para sua casa, passar por ali ficava cada vez mais difícil. Enquanto andava, começou a escutar alguém choramingando, olhou para os lados, mas não via ninguém, olhou para trás e nada também, nem um movimento se quer na rua. Ouviu novamente e andou um pouco mais a frente, chegando perto de uma casa abandonada e velha, vou que havia uma pessoa encostada nessa casa, e pelo o que ainda conseguia enxergar essa pessoa estava ferida, passou a mão pelo rosto dessa pessoa e sentiu algo molhado em seus dedos, quando retirou as mãos da pessoa e olhou para seus dedos havia sangue.

Pegou seu celular que estava dentro do bolso e o abriu fazendo que o lugar se iluminasse um pouco, virou o celular em direção ao rosto daquela pessoa. Era Freddie. Rapidamente guardou o celular no bolso novamente e deixou suas sacolas ao seu lado, ajoelhou-se ao lado dele, tentando o chacoalhar na tentativa de que ele acordasse, mas ele não fez nada, nem parecia que ele respirava, passou os dedos em sua testa e sentia algo molhada, deduziu logo que era ainda mais sangue.

Conforme passava os dedos pelo seu rosto, pescoço e mãos sentia algo molhado e começava cada vez mais se desesperar. Retirou novamente o celular de seu bolso e com um pouco de dificuldade, devido a tremedeira que começou a ter, discou o número da emergência.

Se confundindo um pouco com as palavras Sam logo passou o endereço de onde estava e explicou a situação que Freddie se encontrava. Não demorou muito e logo os paramédicos chegaram e o colocaram em uma maca, por muita sorte eles ainda a deixaram ir para o hospital com ele. Assim que chegou lá, teve que ficar na sala de espera, então lembrou-se de sua mãe que já deveria estar preocupada, pegou seu celular e discou o número de sua casa, no quarto toque sua mãe atendeu.

_Alô?

_Mãe? Sou eu, a Sam.

_Sam!? Meu Deus garota, onde você está? Estou preocupada com você, não me ligou mais e disse que não demoraria na casa de Carly, esta tudo bem com você?

_Estou ótima mãe, mas estou no hospital.

_No hospital? Como assim?

_Encontrei um amigo na rua, estava machucado e resolvi ajudar.

_Quando vem para a casa?

_Não sei, eu quero saber se ele esta bem primeiro, depois eu volto.

_Me avise que eu vou te buscar, pode ser?

_Tudo bem, tchau.

_Tchau.

Sam guardou seu celular no bolso novamente e encostou a cabeça na parede, respirando fundo.

_Quer alguma coisa? — ouviu a voz de uma mulher perto dela. Levantou a cabeça depressa por ter assustado e encarou a mulher.

_Não, obrigada.

_Ah, me desculpe, sou a mãe do Freddie, Marissa.

_Ah, oi, sou Sam.

_A namorada?

_Não! O que? Claro que não, sou apenas uma amiga.

_Ah sim — parou por um instante — Obrigada, por ter ajudado meu filho, sei que ele não é a melhor pessoa do mundo, mas você tem um bom coração e eu te agradeço muito por isso.

_Dinada, é isso o que os amigos fazem.

_Não sabia que o Freddie tinha amigos.

_E não tem, na verdade, eu tento ser amiga dele, só que ele diz que não quer e sempre foge de mim.

_Típico dele, ele só aceita más influencias como amigos.

_Porque ele ficou desse jeito?

Marissa hesitou antes de falar, mas percebeu que poderia confiar em Sam, sabia que a garota não diria nada a ninguém e ainda tinha pedido ajuda para ele. Marissa sentou-se ao lado dela.

_Na verdade, nem sei o que aconteceu direito, nossas vidas viraram de cabeça para baixo depois que o pai dele morreu, não morávamos aqui e faz três anos que nos mudamos, tanto eu quanto ele mudamos de personalidade, mas eu consegui voltar, ele não, arrumou esses amigos não sei aonde, e começou a agira de uma forma estranha, ele já não era meu doce Freddie que sempre sorria, ele começou a ficar sério e matou uma mulher que havia matado seu pai, ele ate disse que ela merecia coisa pior, realmente não sei o que aconteceu com ele. Perguntei várias vezes a respeito disso, mas ele nunca me respondeu, e a cada dia que se passa ele fica ainda mais estranho.

_Na semana que ele prestou serviço comunitário eu estava com ele...

_Me disseram que ele estava acompanhado mesmo, até achei que ele pudesse mudar.

_Quando a gente terminava em um dia, íamos tomar sorvete e ele ficava diferente comigo... Ele sorria — continuou fingindo que Marissa não havia dito nada.

_Talvez você é a única que possa mudar ele.

_Não fique muito certa disso.

_Eu quero que ajude meu filho, você pode?

_ Acho que sim.

_Conto com você — sorriu e Sam retribuiu o sorriso.

Em pouco minutos apareceu um médico, se aproximando das duas.

_Parentes de Freddie Benson?