Meu Melhor Amigo, é o meu Amor...
20 Viagem... Parte 3
Sabe aquele momento que, as coisas parecem que vão dar erradas, mas no ultimo minuto acontece alguma coisa? pois é, era exatamente assim que Tainá deveria estar se sentindo após ser pega.
_ O que você fez com minha amiga? — Gritou a baixinha, Tainá logo deu um pulo, tamanho o susto. Será que ela tinha visto?! Mas é claro, sua expressão era das piores.
_ E-eu? M-mas Ela que caiu sozinha... — Fez sua melhor cara de sonsa, pensava que enganava alguém com aquela cara, pena que Fabi não era boba, sabia muito bem das intenções da garota.
_ Sozinha? — Perguntou desconfiada, a cacheada assentiu, com sua cara de falsa inocência, aquilo irritara a gordinha profundamente, que apertou seu braço, fortemente — sua mentirosa! — ela gritou, apertando-a ainda mais, não demorou muito e elas começaram uma briga ali mesmo, esquecendo da loira, que até então, estava desmaiada.
PV Pedro
Acordei meio sonolento, reparei que todos encontravam-se acordados também, alguns ruídos vinham da sala, e logo viraram gritos, da Fabi e da .... Tainá? era melhor ir ver o que tinha acontecido, vai que sua esquentadinha tá envolvida? Rapidamente desceu as escadas, logo sendo acompanhados por todos os outros garotos, as garotas já estavam na sala também, junto de alguns professores.
Nunca pensei que, algum dia iria presenciar tal cena, Fabi e Tainá rolavam pelo chão aos tapas, enquanto João tentava separar a briga, tentava né, por que...
Assim que meus olhos bateu na figura deitada naquele chão frio, pálida e desmaiada meu coração parou por segundos, era a esquentadinha! Minha princesa... rapidamente corri até ela, apoiei sua cabeça em meu colo, tentando acorda-la, nada.
_ Dá álcool pra ela cheirar! — Uma voz disse, não me concentrei em saber quem era, o que mais queria agora era salva-la, só isso.
E assim fiz, peguei um algodão com álcool que Fernanda, a professora de inglês tinha dado, e aproximei de seu rosto, não demorou pra que minha princesa recobrasse a consciência, e abrisse aqueles lindos oceanos azuis dela, que ela chamava de olhos.
_ Graças a deus! — murmurei, abraçando-a, só eu e deus sabe o medo que eu tive de perde-la, afinal o que tinha acontecido? será que eu era o único que não estava entendendo? pelo visto não, mas não importava, o importante e que ela estava bem.
Ajudei-a a levantar, ela reclamou que sua perna estava doendo, mas não parecia nada de mais, como disse a professora Ana Paula, a dor se deu pelo tempo que ela ficara desmaiada naquele chão, sua perna acabou recebendo todo o peso do corpo, o que deixou dormente.
_ Cê tá melhor? — perguntei, ela assentiu, Fabi, que já tinha desgrudado de Tainá foi pra perto da amiga, abraçando-a.
_ Me desculpa, essa vaca te derrubou, na hora só pensei em mata-la e acabei não te socorrendo... me desculpa, por favor! — A baixinha disse apressada, pera ai, que dizer que foi a Tainá que jogou minha pequena da escada? ah não, isso de novo não!
_ Olha aqui garota, eu não sei qual é o seu problema, se é carência, falta de amor próprio, seja o que for, procura um psicólogo, um medico, vai se tratar, mas deixa minha namorada fora das suas armações!! — Gritei com ela, sim, eu estava fora de controle, mas também, o que você faria se dissessem que tentaram machucar alguém que você ama? era exatamente isso que eu estou sentindo, quero nem imaginar o que tinha acontecido se a Fabi não tivesse chegado.
Percebi que a morena me olhava assustada, nunca tinha falado daquele jeito com ninguém, pelo contrário, sempre fui muito de boa com a vida, mas não mecha com quem eu gosto, que ai eu viro bicho.
_ Você ouviu né? — Disse soltando-a, encarei-lhe com uma expressão de pena, era isso que ela merecia, Pena, por se rebaixar tanto pra conseguir algo, ta aí algo que ela nunca vai conseguir, ser igual minha Karina... Minha, só minha.
~***~
_ Ai Pê, me deu pena o jeito que você falou com ela.. — disse minha Pequena com um sorriso de lado, estávamos no quarto, ela iria dormir ali comigo, não confiaria em deixa-la perto daquela garota, nunca mais.
Sorrir, como ela podia ser perfeita? como podia sentir pena de alguém que acabou de lhe fazer mal? é, minha pequena não existia.
_ Olha K, eu não gostei do que ela fez, ela mereceu! — E realmente tinha merecido, como ela pudera fazer algum mal a uma pessoa tão inocente como minha princesa? não consigo entender.
Karina bocejou, aconchegando-se ainda mais no corpo de Pedro que sorriu, abraçando-a.
_ Dorme minha Princesa, eu cuido de você... — Disse o guitarrista acariciando o rosto de sua Princesa, Karina sorriu, caindo no sono logo em seguida, sendo abraçada pelo seu amor.
O Moleque observou a loira, acariciou-lhe o rosto e deu um selinho humilde em sua boca, juntou-a em seu corpo, só então caindo no sono, ao lado da mulher que ele havia escolhido pra vida, seu grande e único primeiro amor, sua companheira, futura mãe de seu filhos, e claro, sua melhor amiga.
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