Meu Melhor Amigo Gay.

5 Os inimigos da minha melhor amiga.


Notas iniciais
HEEEEEEEEELLO! O Josefino está aqui, mandando um oi para vocês meus amores. Espero que estejam bem. Trago aqui um novo capítulo e que será um pontapé para o resto dessa estória. Beijos com a bosta colorida do Josefino :3

– Atenção Harley, você está liberada. – Curtamente e rude, o guarda anunciou minha liberação. Era aquele altão, descobri o nome da anta, é Skank. Diferente, né? Okay, eu não vou falar nada porque de normal eu só tenho o branco dos olhos.

Finalmente! É só isso que grito mentalmente.

Passei raspando pelo otário e ele sorriu maleficamente, como se quisesse dizer “a gente ainda vai se vir muito na cadeia”. Nunca mais! Apenas se um dia eu me descontrolar com todos os ultrajes que muitos soltam contra mim. A minha lista negra tem uma série de nomes, até mesmo um asiático no meio – ele cismou com a minha cara só porque eu perguntei se o amiguinho dele era pequeno – e possui umas três páginas.

E lá fora, me aguardando na porta estava o Ethan. Ele parecia estar meio zangado. Excelente, levarei sermões de um amigo que se diz “responsável”.

Por fim, saímos andando despreocupados pelas calçadas daquela rua. Alguns bairros de Phoenix tendem a ser muito mansos e sem agitação, o meu mesmo é um, pode até ter shopping e tal, mas é como se fosse quase que um bairro ermo, os moradores não são tão inquietos. Então não faz tanto perigo vaguear por aí à uma hora dessas.

Notei um olhar reprovador em minha pessoa, mas quem mais poderia ser? Óbvio que ele, o Ethan estava furibundo com todo esse ocorrido e também porque o tirei da cama enquanto ele tinha sonhos coloridos, se é que me entendem.

– O que é? – Indaguei com uma notável indiferença.

– O que é o que, Harley? Você acha que é muito comum uma pessoa escutar música alta há essas horas e ainda mais quando é vizinha da Sra. Sanchez? – Eu disse que ele iria me repreender.

– Tá, foi mal, eu sei que eu não deveria ter provocado a velha, mas fazer o que?

– Você tem um celular e um fone de ouvido.

– Não foi por mal, mas tem hora que a minha criancice e maldade é despertada por aquela mulher. Ela me tortura desde os tempos de infância e eu não sou de me embatucar quando ela vem me criticar! – Protegi-me.

– Você tem que ter autocontrole, mulher!

– Isso daí é uma virtude que nunca possui.

– Olha, acho melhor você ir para minha casa, vai que aquela caquética esteja vigiando seu quarto. Se ela te ver por lá, vai fazer mó escândalo! – O pior é que ele tinha a razão (de novo).

...

A casa dele estava toda escurecida, com exceção de seu quarto que se mantinha com a luz acesa para nós conversamos. O quarto era amplo e um pouco mais bem arrumado do que o meu. Ele havia trocado recentemente a cor das paredes, e antes era um verde claro e não muito chamativo, e agora brilhava um azul claro, mas vívido.

E... Véi tem umas pessoas que deixam seu perfume prevalecer dentro de seus quartos.

Yep, eu sou fissurada no aroma do Ethan. Problem?

– Então você não vai amanhã pra escola, né? – Perguntou abatido.

– Não, porque certa bezerra tratou de me deixar de folga da escola por uma semana!

Ele soltou uma gargalhada baixa e tão linda. Sabe aqueles risos que contagia qualquer ser humano? É desse jeitinho mesmo. Eu não me aguentei e ri baixo também.

– Vou ficar lá só. – Ele transformou sua expressão em desanimo.

– Que nada, você é bem mais enturmado apesar de tudo e tem aquele quarteto também! – Tranquei minha cara e cruzei os braços, relembrando as barbaridades que eu passei no dia anterior.

– Mas você sabe que é insubstituível! – Como de costume, pousei minha cabeça sobre seu colo e exibi-lhe um sorriso como forma de resposta.

Ele continuou a amimar meus cabelos com o cuidado que somente ele tinha comigo. Bem, meus olhos não se desgrudavam dos dele, e aquele verde diferente radiando ali me intrigava, é como a lua e o mar, entende? Não? Nem eu.

Na verdade nem sei do que estou falando, só to meio biruta.

– Ethan, promete nunca me deixar só? – Imediatamente, desfaço meu sorriso e dou lugar ao meu olhar soturno e o vejo também desmanchar o seu e ficar paralisado diante a indagação.

– Por que eu te deixaria? E... – Ele percebe o abatimento em minha face. – Foram de novo os seus pais?

Eu me sentei na cama e o senti me abraçar suavemente. Afundei meu rosto em seu pescoço, impedindo que a água escorresse das minhas pálpebras. Chorar não é nada legal e essa coisa de “menininha frágil com problemas familiares” não é bem o meu tipo. Na real, eu não tenho nenhum tipo. Nem tipo físico, nem tipo de garoto, nem tipo sanguíneo e nem tipo Pokémon.

– Sim... – Pronunciei-me em um tom fraco e falho.

Meus pais são separados, ele reside em Franklin, mas as brigas dos dois ainda são frustrantes e nesta semana ele teve aqui e bem, tudo o que acontecera com ele e minha mãe quando eu tinha 11 anos se repetira. Eu no meio dos dois, querendo apartar o bate-boca bradando “cale-se! Cala a boca! Calem a boca!”, mas notoriamente não me ouviam. É claro, como sempre.

Então, desde ali, o amor para mim é algo sádico e monstruoso, um zero bem gigante.

–-x—

Despertei ouvindo uns barulhos fortes chocar-se contra o chão, parecendo que algo despencava. Sim, chuva, pingos de chuvas.

Milagre não estar trovejando. Cocei os olhos e espreguicei-me, em seguida assentando-me sobre a borda da cama.

– Ei Harley, tai dormindo sentada? – Ouço uma voz serena perguntar-me.

– Não Ethan, eu sou sonâmbula. – Repliquei já com o meu sarcasmo.

Ouvi sua risada sem humor. Desta vez, mais corajosa, abri totalmente os olhos e enxerguei uma visão muito linda, cara! Vou descrever aqui, é mais ou menos assim, o Ethan vestindo uma calça jeans meio justa e uma camiseta do Evanescense, calçando um tênis das adidas preto com cadarço verde. E o que está mais atraente é ele dando aquela bagunçada com os dedos em suas madeixas castanhas.

... É proibido admirar a beleza de um melhor amigo?

– Gostou? – Virou-se para mim dando-me um sorriso malicioso.

– Err... – Hein? Por que demônios eu to querendo gaguejar? Isso nunca aconteceu! – Claro, como de cotidiano!

– Ainda está nervosa? – Interrogou preocupando-se e caminhando para mais próximo.

– Não, você me acalmou ontem cantando Patience. – Esse garoto tem um dom e uma voz sensacional.

– Eu sei que detono. – Em compensação, tem o defeito de ser convencido.

– Metidinho! – Lancei-lhe uma almofada. Emitimos uma risada em sincronia, olhamo-nos espantados e nos mergulhamos em gargalhadas novamente.

Ai, ai como é bom ser doida, mas só quando é com ele.

...

Narração da Terceira Pessoa.

A manhã frienta em Phoenix fez com que todos saíssem agasalhados. Antes de pôr um pé para fora de sua residência, Ethan tratou de trajar um casaco e um gorro, não quis pôr nada em suas mãos, deixando as luvas em casa mesmo. Abriu o guarda-chuva e seguiu destino ao colégio

O instituto escolar na qual o adolescente cursava só tinha até o momento três alunos, ele, Zooey e Evan. Procurando distância de confusão com a inimiga da sua melhor amiga, adentrou na escola, ficando sentado no corredor. Pregou as pálpebras, querendo tirar proveito da demora dos outros para alguns cochilos ligeiros.

Um ruído de porta abrindo-se fez com que mexa suas mãos, contudo não despregou os olhos e imaginou serem apenas as serventes chegando. No entanto, este indivíduo sentou-se ao seu lado.

– Olá Ethan. – Aquela voz ousada e marota ecoou pelo corredor deserto.

Ele reconheceria sua voz até mesmo em outro continente. E não se sentiria bem em ouvi-la

– O que você quer Lola? – Com frieza, ele lhe dirigiu a pergunta.

– Nossa menino! Que indelicadeza, eu só vim aqui puxar um papo já que você está tão solitário sem a presença da Hall a boneca assassina!

– Não a chame desse jeito, beleza? – Engrossou a voz, aterrorizando a ardilosa moça.

– Tudo bem, perto de você já vi que não dá para por apelidos engraçados naquela menina.

– O que tem de engraçado nisso? Nada! E deixe a Harley em paz, ok? Ela só não está aqui por sua culpa!

Ethan realmente nutria um amor de amigo muito profundo pela a adolescente.

– Ela que começa. – Mentiu descaradamente a menina.

– Não minta, eu conheço muito bem você e sei o quanto você é arteira!

– Nancy tá de olho em você. – Ela disparou, surpreendendo o moço.

– Quem? – Perguntou descrente. Lola não deixava muitas brechas para se poder confiar nela, e o que ela já havia feito com a sua melhor amiga só deixava aquilo mais claro e detestável.

– É. Ele me disse que te acha, digamos, interessante. – Lola fez uma feição analisadora e conseguiu deixar o moço constrangido.

– Até parece. Para com essa mania imbecil de ficar mentindo, pega bem mal para sua “reputação”! – Caçoou.

– Se eu fosse você viria sentar conosco hoje. Por favor, Ethan, a Harley não saberá de nada da minha boca, eu lhe juro! – Ela implorou de um método tão incomum de sua parte. Aparecia um pouco de verdade naquela sua fala. Pelo menos era o que a mente de Ethan considerava.

– Lola, por favor, pode me deixar sozinho um pouco? – Pediu o garoto, com certeza desorientado com todas as informações novas que recebera.

– Claro! Mas lembre-se que o que eu expus aqui não é falso. Tchau, boy-girl!

A esperta deixou o local, partindo para o pátio novamente onde a chuva já dava sinal de encerramento. Enquanto o moço prosseguiu ali aquietado e pensativo.

...

Intervalo, felizmente! Já se passara duas aulas de português, uma de matemática e duas de química. Ethan se sentia mais exausto a cada passo que dava a caminho da cantina.

– Oi Ethan! – Gritaram os quatro rapazes. O quarteto tão abominado por Harley.

– Oi garotos. – Disse ele com um sorriso forçado e enfraquecido.

– Credo! Tá assim por causa daquela doidinha com cabelo laranja é? – Interrogou Kevin com um sorrisinho no canto da boca. Kevin era o mais esperto e o que melhor conhecia o Ethan, precedido da Harley. Entretanto, Kevin tinha o conhecimento do Ethan criança e não muito a do adolescente.

– Foi horrível a madrugada, eu mal dormi. – Ele se esparramou em sua cadeira e bufou.

– Vou buscar os lanches. – Miles prenunciou o pensamento de Benny. O mesmo lhe massacrou com o olhar.

– O que ela fez? – Stefan possuía a curiosidade como ponte forte seu.

Ethan pensou e repensou antes de lhes responder, até porque, os seus amigos não haviam ido muito com a “cara” da Harley, devido a sua rusticidade e ironia, no qual ela exagera. Talvez contar que ela tinha sido presa, faria com que eles quisessem espalhar para todos, o que podia de vez detoná-la.

– Não, não foi ela. Só foi uma má noite mesmo. – Ele optou por esta sugestão de mentira dada por sua mente.

– Hum... – Benny não creu muito, mas resolveu não insistir. Benny não era alguém muito manipulável, pois ele sabia das cartadas e encantamentos dessas pessoas e também, detectava a mentira até mesmo onde ela poderia não estar.

– Voltei! – Totalmente animado Miles retornou com uma bandeja vermelha com os lanches de todos os presentes ali.

– Conseguiu descolar gata nova, foi? – Kevin, sempre com sua mentalidade pervertida, mandou a pergunta a seu amigo.

O mesmo riu, mas afirmou que não com o dedo.

– Ninguém mais pode ser feliz não? – Ele borrou um sorriso malandro.

– Sei... To de olho viu?! – Preveniu-o divertidamente.

– Ethan! – O rapaz escutou alguém chamá-lo. Ele virou-se e avistou Lola em uma mesa mais à frente juntamente com seus seguidores, Caitlin, Evan, Opal, Drew, Steve e finalmente, Nancy, um rapaz de sua mesma estatura, olhos castanhos escuros e cabelos pretos repicados.

Quando o adolescente consolidou sua vista em Ethan, deu um meio sorriso tímido e abaixou a cabeça. O mesmo ficou nervoso rapidamente. E não foi por causa do garoto.

– Vem pra cá!

Kevin engasgou-se com seu suco de laranja. Atordoado, o menino começou a tossir violentamente, parecendo que a morte estava chegando. Louco, Stefan lhe distribuiu socos pelas costas para ver se cessava a tossideira. Todos lhe fitaram de modo assombrado.

Por fim, ele deu apenas umas três últimas tossidas e calmamente foi retomando o fôlego e a fala.

– A-aquela garota tá te chamando? – Ainda gaguejando, ele inquiriu a seu amigo.

– Sim.

– Mas pelo que eu vi ontem, essa menina abomina extremamente a cabelo de abóbora e fez muitas para ela ser suspensa! – Intrometeu-se Benny.

– Pois é... – O garoto exprimia suas palavras em um som quase surdo e reflexivo.

– Você vai pra lá? – Desta vez, Miles manifestou-se.

– Eu não sei.

Amedrontando-o, ele sente uma mão tocar seu ombro.

– Vamos sentar ali conosco, eu te fiz aquela promessa, é só para você conhecer o Nancy. – A cada palavra lançada pela Zooey, ela mostrou não estar iludindo. – Podem vir também se quiser.

Compartilhou o convite aos amigos do Ethan.

Determinado e ainda um pouco inseguro, ele levantou-se para ir mesmo acomodar-se ao lado daqueles inimigos de sua melhor amiga. Kevin lhe olhou estreitamente e indignado, Benny também apresentou indignação.

Stefan e Miles copiaram o ato do moço e o seguiu até a mesa dos “populares”.

Pois é, como o mundo dá voltas quando se leva uma suspensão.

Notas finais
É um cap grande, não? Isso é para vocês desfrutarem. Talvez eu poste o outro ainda esta noite. Vou revisá-lo ali no windows... Beijos bostosos do Josefino!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.