Meu Melhor Amigo Gay.

2 Cabelo Verde e Quatro Alienígenas.


Notas iniciais
UUUUUUUUUUUUIA, já ganhei minha primeira leitora Hi Paanda, vemk ça dlç, possua-me u.u E vocês, leitores fantasmas, APAREÇAM SEUS ACÉFALOS ~ganha pedrada e ovadas na cara~ *recupera-se* Vocês sabem como quase matar alguém, eu hein :s Mas então, não liguem o título e que ainda esteja bostoso, só queria mostrar-lhes mais sobre o Ethan, e outras pessoas significativas nesta coisa alienada aqui. Beijos anormais

Meus olhos ardiam, ardiam, formigavam, doíam profundamente de tanto ódio acumulado em mim. Só se era audível aquele riso incomodante da besta do Ethan e os meus murmúrios de raiva. Sabe por quê? Eu te respondo caro leitor, a meretriz e burra com o infeliz nome Lola me banhou com um líquido verde que era geléia. Foi um espetáculo público, não precisava nem pagar. Pegue seu lanche e sente-se para ver a estúpida de cabelo cor de abóbora ser banhada por algo nojento e pegajoso. Essa foi à vingança tola e sem graça da boba patricinha. Agora to eu aqui no vestiário feminino das líderes de torcida – outras bobocas – “tentando” tirar essa porra da minha blusa e do meu cabelo que já é estragado. Mundo, por que tu me odeias?

– Cala a boca, Ethan! – Gritei, me esgotando.

– D-desculpa Hay... Ai meu Deus! – Limpava suas lágrimas de riso e gaguejava. Ótimo, é tão bom ter um melhor amigo – gay – que gosta também de te envergonhar.

– Por que tu não me ajuda? – Indaguei retirando uma enorme geleca do meu pobre cabelinho laranja.

– Porque eu estava rindo. – Oh, ele realmente sabe como amo essas respostas óbvias.

– Você poderia ter rido me ajudando, sua anta! – Lhe dei uma tapa na mão.

– Ai! – Ele gemeu. Eu só não o mato porque ele é o meu melhor amigo e mais tarde, quando cair à ficha eu vou ficar numa fossa de dar dó, mas se qualquer outro demônio passar por aqui, eu arranco as tripas sem nenhum receio.

Emburrei-me, desta vez, me calando totalmente. Procedi com o meu trabalho de me ver livre daquela geléia toda. Essa garota ultrapassa os limites, mas porque eu? Por que eu sempre sou seu alvo? O que eu fiz a esta menina, droga?! Acho que se não fosse essa puta para atanazar minha vida, até que diria que seria uma vida legalzinha.

Apanhei um pano e o passei levemente pela minha face, lavando aquele líquido imundo dali. Bem, primeira etapa feita: limpei meu belo rosto, só falta o cabelo (vou passar seis meses) e tirar as manchas da minha camiseta.

– Toma. – Girei a cabeça e visualizei o Ethan me estendendo o meu gorro preto. Brotou-se um sorriso contente em meu semblante.

– O que seria de mim sem você? – Perguntei-lhe pondo o gorrinho em minha cabeça. Perfeito! Assim vai evitar mais olhares e piadinhas de mau gosto.

– Você seria um nada.

Levantei-me do banco e... Deus, por que sou tão nanica? Encarei profundamente aqueles olhos esverdeados do Ethan e dei um pequenino sorriso tímido.

– Eu não seria feliz. – Momento “eu amo meu melhor amigo, mesmo estando toda gelecada e que ele ria de mim”.

– Own, é lindo quando você fica assim, toda tímida. Eu também não seria nada feliz, você foi à única que me aceitou e me entende. – Eu não me aguentei e o abracei. Ele vai ficar tiririca se a tinta de geléia pegar nele, mas e daí? Aproveitar o momento. Esse perfume é delicioso, tão suave e ao mesmo tempo intenso.

O que? Ninguém aqui pode mais achar o aroma de seu amigo gostoso não?

Desgrudamos-nos e sim, um pouco de cor pegou em sua camisa do Green Day.

– Nojenta! – Eu disse o que?

Eu gargalhei medonhamente. Bem, o intervalo ainda não havia acabado, pois quando a vaca da Lola me atacou, foi bem no início e como a diretora deu uma saída para ir socorrer a filha gestante, hoje os minutos de “recreio” se prolongaram. Êta escola desordenada!

Por fim, abandonamos aquele local para rumarmos até a cantina novamente. Preparando-me para ser mira de gozações e deboches.

...

– Ei, é a retardada roqueira e agora toda gelecada, a Harley Geleca. – Formidável, um novo apelido desgraçado. Combina né? O povo não perdoa, mas eu não irei me rebaixar ao nível de perua e anta da Lola, se é isso que ela espera. Aguarde sentada, querida.

Ethan apertou minha mão, em forma de consolo. Não estou muito abatida, afinal, já era previsível tal ato parvo daquela menina, sendo que também a paciência tem seu limite e a minha está sendo cutucada de forma incessante e azucrinante. Digno dela.

Ele me guiou até uma mesa mais afastada das outras, quase que imperceptível distante de todos aqueles retardados. Acomodamo-nos nas cadeiras. Esparramei-me toda, encarando a telha da cantina.

– Tá tudo bem né? – Notei a preocupação no tom de voz dele.

– Sim. – Respondi-lhe fracamente, na mesma posição, sem mover um músculo.

– E aí, Ethanzinho, tudo firmeza na represa? – Escutei uma voz masculina dirigir-se ao Ethan com muita intimidade.

– Tá tudo tranquilo no quilo. – Respondeu. Ajeitei-me para ver quem era e me deparei com quatro rapazes se assentando ao lado dele.

Nossa, ele tá podendo.

– Quem é essa? – Indagou um. Olhos verdes e cabelos lisos e louros. Fitava-me com uma sobrancelha arqueada.

– Minha melhor amiga, Harley.

– A garota da geléia. – Outro – infeliz – se manifestou.

Fuzilei-o.

– Quem são esses? – Interroguei entre dentes e grotesca. Os vi ficarem emudecidos e meio assustados.

– Este é o Kevin. – Apresentou-me o primeiro no qual eu descrevi a uns parágrafos acima.

Ele borrou um sorrisinho discreto.

– O Miles. – Apontou para o outro rapaz que eu trucidei com o olhar. Esse tinha os cabelos em um moicano preto e olhos castanhos escuros. Ele arriscava-se a sorrir, mas continuava olhando-me estranhamente.

– Este daqui é o Benny. – Mostrou-me o outro que tinha o cabelo louro avermelhado e uma franja deslizando suavemente pelo olho esquerdo e olhos azuis.

– E por último, mas não muito menos especial, o Stefan. – Exibiu o último garoto, que também não deixava de ser bonito. Com suas madeixas, numa coloração de preto acastanhada e olhos cor de mel.

– Tudo legal contigo? – Perguntou, gentilmente, o Miles, eu acho.

O olhei com um misto de ironia e deboche.

– Ô seu débil mental! Outra demente que nem você me tacou geléia e você ainda tem a ousadia de perguntar se eu estou bem? Tu quer morrer é? – Ainda não havia os dito que tenho pavio curtíssimo né? Pois agora estão avisados e é, eu não suportei, explodi. Tava precisando destilar minha fúria em alguma pessoa e consegui. Sabe, isso até serve, deixou uma leve paz reinando em mim.

Seus orbes arregalaram-se, assim como o dos outros. Ethan continuou paralisado, só movimentando a boca, pois ria. Ai que garoto risonho!

– É a versão feminina do Hulk.

WTF?

– Quem foi o condenado que soltou essa piadinha?

Todos indicaram que era o tal Benny.

Abaixei-me para ver qual eram os pés dele, ergui um pouco a cabeça para ver se se confirmava. Yep! Ele é o de calça jeans com diversos rasgões. Apliquei-lhe um chute dentre as canelas e só pude ouvir um “Ai droga”!

Abanquei-me igual a uma criança inocente em minha cadeira e fiz minha feição de paisagem, como se nem tivesse cometido nenhuma brutalidade.

– Você é doente. – Murmurejou com notória dificuldade. Dor intensa, há-há, o Ethan conhece bem essas dores.

– Vai por mim, não chegue nunca a provocá-la neste ponto. Ou você leva uma chutada no meio das canelas ou um soco no estômago e obviamente, os dois são horríveis! – Alertou logo o Ethan. He-he.

– Você é bem estressadinha. – Proferiu o Kevin. Ignorei-o.

Eu não estou gostando nenhum pouco desses pirralhos aqui cercando o Ethan. Sim, ciúme de amigo é foda mesmo, mas e quem liga? Tenho de achar uma maneira de expulsá-los daqui, não são simpáticos e agradáveis.

– Isso é o mínimo. – Disse o Stefan.

– Poxa Ethan, descolou logo quatro “bofes”?

– O que? Não, não, não! São meus colegas de infância, quase que de berçário, voltaram agora para Phoenix.

– Está me substituindo? – É melhor ele se justificar logo antes que comece um drama aqui.

– Óbvio que não. – Disse ele indignado.

– Desaparecemos da vida do Ethan porque todos nós nos mudamos para cidades e países diferentes. – Esclareceu Stefan, dando-me um sorriso amigável.

– E por que voltaram? – Sim, eu sou muito antipática.

– Harley, deixa de ser azeda! – Repreendeu-me Ethan.

– Eu não sou limão, querido.

– Porque quisemos. – Rudemente, Miles respondeu-me com um olhar de “não fui com a cara dessa anã com cabelo cenoura-limão”.

Revidei a olhada de desprezo e desviei minha atenção para uma tonta se aproximando agarrada com um jogador de futebol. Não preciso citar o nome, correto?

Cara, como foi que ela me encontrou aqui?

A vi alterar de caminho para passar por detrás de mim. Apertei bem as pálpebras, a espera de qualquer gracinha.

– Mudou a cor do cabelo, aberração? – Sonsa, ela faz a indireta. Como de rotina, abaixei a cabeça e simplesmente ignorei. Cara por que essa otária me afronta tanto? Apesar de eu não dar tanta bola, meio que isso mexe com minha auto-estima e a burra (eu) não tem coragem de replicar.

Mas é só esquecer, isso mesmo!

E... Que porra é isso? O Ethan tá me esquecendo, ai que perfeito, meu melhor amigo me trocando por homens... Estranho né? Mas vocês entenderam.

Então, vamos revisar todos os acontecimentos extraordinários que ocorreram até agora.

1 – Fui banhada com geléia.

2 – Meu cabelo agora é verde.

3 – Surgem quatro alienígenas e se dizem amigos do Ethan e o roubam sorrateiramente de mim.

E isso é porque não aconteceram – ainda – mais frustrações por esta amanhã. Aguardem que a lista vai engrandecer.

Notas finais
é.... AINDA ESTÁ BOSTOSO, EU SEI!!! Calmem, não me devorem seus canibais, a minha carne não é friboi ~piadinha sem graça~ *vento* err... ME AMEM E ME CONDENEM, GOOOOOODBYE!