Meu Melhor Amigo é o Meu Amor
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Já havia se passado um ano, era difícil de acontecer alguma briga entre nós dois e quando acontecia eu chorava e me entupia de chocolate. Os meninos tinham acabado de fazer o ultimo show da turnê, estávamos reunidos no camarim fazendo uma festinha bem particular para comemorar, bebidas, comidas e o Bill e Gustav comentando sobre umas garotas que eles haviam conhecido em uma dessas festinhas.
- Aí trocamos os telefones, mas não sei se ligo.
- Bill, deixa de ser besta e liga, se ela não atender deixa pra lá. Até eu to mais na frente, marquei de sair com ela quando desse.
Eu não prestava muita atenção na conversa, minha cabeça estava rodando e a vista um pouco embaçada, tentei levantar e pegar uma água, de repente tudo escureceu e fui de encontro ao chão.
Quando acordei estava em um lugar estranho, tinha alguns aparelhos, deduzi que fosse um hospital. Tentei me levantar e procurar alguém, mas o Georg me barrou.
- O que eu to fazendo aqui?
- Você desmaiou.
- Minha cabeça dói.
Deitei novamente. Minutos depois entrou um senhor no quarto.
- Ana e Georg? Afirmamos com a cabeça.
- Bem minha querida, não foi nada demais, seus exames estão tudo direitinho. E tenho uma boa noticia. Você está grávida.
- Grávida? O Georg me olhou. – Eu vou ser pai? O Doutor confirmou e ele saiu correndo porta afora.
- Parabéns minha jovem. Agradeci e ele se retirou.
Certo, eu vou ser mãe, não é algo que estava nos meus planos, não agora. Fui interrompida dos meus pensamentos com 4 marmanjos me rodeando e me enchendo de perguntas. Eu ri daquilo, era algo engraçado.
- Como que você engravida e não me avisa? Me deu um beijo na testa.
- Mas eu não sabia.
- Espero que a criança puxe a mãe, porque se puxar ao pai... O Tom não perdia uma oportunidade. Eu já estava liberada e podia ir pra casa. Agradeci aos céus, não gosto de hospital.
Cheguei e fomos avisar aos nossos pais, que ficaram contentes com a novidade, minha mãe logo quis me arrastar e ir comprar roupas pro bebê, já estava com mil planos.
Passou o tempo e eu já estava com 9 meses, ainda acordava pela madrugada com algum desejo, mas nada impossível. Estávamos em uma das nossas famosas reuniões na sala jogando conversa a fora, eram altas risadas de alguns tocos que o Tom levava, lembrando de um escorregão que o Bill levou em um dos shows, alguns cabelos engolidos pelo Georg e umas baquetadas levadas pelo Gustav, tudo muito divertido até eu sentir a necessidade de interromper.
- Eu não queria interromper a diversão, mas a Bianca quer ver vocês. Falei fazendo algumas caretas e tentando controlar a respiração e as dores, deixando eles com caras de “e agora, o que fazer?” bastou um grito meu para despertar-los. Cada um que corresse pra um lado, liga pra hospital, pega chave do carro, bolsa, eu parecia estar mais calma que todos, nem parecia que estava prestes a dar a luz. Chegamos rápido no hospital, fui levada para a sala de cirurgia, o Georg estava agarrado a minha mão, não sei quem apertava mais se eu ou ele. Graças a Deus tudo ocorreu bem e a Bianca veio ao mundo com saúde. Não pude conter o choro ao vê-la, era linda, deram banho, e eu pude amamentá-la, alguns dias depois pude ir pra casa, tudo estava perfeito.
Os anos se passaram e minha pequena já estava com 3 aninhos, já cantarolava as músicas dos tios, puxava os cabelos do pai, quebrava as maquiagens do Bill, as cordas da guitarra do Tom e escondia as baquetas do Gustav, até o dia que viu o Bill chorar pela perda da amada maquiagem e parou com as travessuras. Enquanto os meninos se aprontavam para mais um show da nova turnê a Bianca estava no colo do pai brincando de cavalinho.
- Papai, você ama a mamãe?
- Sim minha pequena.
- E eu?
- Claro que amo você também.
- Te amo papai.
E eu ali com um sorriso bobo no rosto, acho que não podia estar mais feliz, bem casada, com uma família maravilhosa, viajando o mundo com as pessoas que sempre fizeram parte da minha vida, e espero que sempre seja assim.
Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o meu amor...
Velha infância — Tribalistas
Notas finais
Queria agradecer a Joyce Lopes por ter acompanhado e quem sabe não me bate a louca novamente e posto outra. Até uma próxima, talvez.
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