Meu Marido É ... Meu Professor
13 Capítulo 13 - Conversas desagradáveis ...
Notas iniciais
P.O.V Samantha :
Estava meio tenso na mesa . Sem querer trocávamos olhares esquisitos e depois desviávamos por conta da vergonha . Mas pelo menos , ele parecia estar comendo a lasanha com a boca boa . Não sou muito fã de cozinhar , por isso é raro eu decidir fazer algo pro jantar e ainda mais coisa trabalhosa como lasanha . Que coisa , pensei séria e entediada . Respirei fundo e fiquei um pouco com a cabeça nas nuvens .
– Acorda loira burra . — disse com a sua voz grossa , revirei os olhos .
– O que você quer ? — perguntei com desgosto .
– Não viaja não . Ainda mais que você é loira , é capaz de você viver no mundo da lua e nunca mais voltar pra fazer o meu jantar . — apontou pra lasanha . Ele estava falando sério ? .
– Você é um chato ! . — indaguei nervosa .
– É um dos meus preciosos dons . — pegou o seu copo de refrigerante e fingiu brindar . Peguei mais uma garfada da lasanha que estava em meu prato e comi aborrecida .
Ele não consegue ficar um dia sequer sem me irritar , me de pelo menos um misero dia de folga homem ! .
– Enquanto você estava no banheiro o seu amiguinho ligou . — começou com o assunto que quase me fez engasgar .
– E o que ele queria ? — perguntei totalmente curiosa .
– Não disse nada , só falei que você não estava e blá blá blá . — se aborreceu assim do nada , fechou a cara e apertou mais o seu garfo . Por um momento pensei que o seu garfo de ferro iria entortar por conta da tamanha força em que estava aplicando .
– Depois tento ver o número da ligação ...
– Nem pensar ! . Não vai fazer isso . — largou o garfo com brutalidade .
– Porquê não ? . — alterei um pouco a voz .
– Porquê eu a proíbo , não vai usar o meu telefone . — parou de comer para me encarar nervoso com os seus olhos azuis . Senti meu rosto queimar de raiva .
– Ótimo então . Não preciso do telefone , eu uso o celular . — tentei ser mais esperta .
– Vai nessa burrinha . E como você vai pegar o número ? — inclinou-se pra frente e me mandou um sorrisinho desafiador .
– Seu filho duma ...
– Vai cagar ! . — novamente pegou o seu copo e deu um pequeno gole . Piscou pra mim , com a maior cara de pau .
De raiva levantei da mesa e fui direto pra sala de estar . Liguei a televisão e deixei no mesmo canal em que Connor estava assistindo antes dele me interromper no banho . Estava passando " Procurando o Nemo " e fingi estar interessada no desenho . Só que a minha raiva ainda não havia cessado , eu fungava a toda hora e tentava me controlar . E pra piorar a minha situação , Connor senta do meu lado trazendo uma garrafa de whisky , ótima combinação , pensei . Estava bebendo no bico mesmo , sem nem mesmo se importar .
– Você quer ? — me ofereceu .
– Eu não bebo . — não desgrudei os olhos da televisão e respondi firmemente .
– Ainda ... — deu uma risadinha e , senti o peso do seu olhar sobre mim . Ele estava me secando ? . Voltei a atenção para o desenho , estava na parte em que o peixe palhaço entra na baleia com a sua amiguinha peixe azul , Dóri .
Essa era uma das minhas partes prediletas , acho que era por causa do drama . Na parte em que o peixe começou a chorar por causa do filhote , ouvi um grunhido de desprezo do Connor . Revirei os olhos e funguei .
– Sinceramente , não entendo esses pais aí . Filhos só atrasam . — olhei pra cara dele meio séria .
– Filhos não atrasam os pais , ao contrário , ajudam a eles serem pessoas bem melhores do que jamais foram , como você . — aumentei o nível da minha voz sem nem mesmo me importar .
– E quem disse que serei pai ? — deu um meio sorriso , estava mais pra vitória do que pra sarcasmo .
Derrotada , fingi que nem havia ouvido isso , olhando novamente para a televisão e continuei a assistir . Como ele pode ser tão ... tão ... tão ignorante ? .
Que raiva , ele consegue acabar com o meu dia em um piscar de olhos . Não aguento mais . Quando eu estou alegre , ele vai pro meu canto só pra me irritar e falar um monte de besteira . Ou até mesmo quando estou quieta , eu não mereço isso .
– Não adianta ficar bufando . — pegou sua garrafa e deu mais um gole .
– Eu não estou bufando . — respirei fundo e contei até dez .
– Está sim . — ficou me encarando .
– ... 5,6,7 ... — continuei aumentando o volume da televisão .
– Isso não funciona , loira . — começou a rir da minha cara .
– ... 8,9 ... — não parei .
– 10 ! . — gritou . Olhei com raiva pra ele . Ele parecia estar se divertindo com tudo aquilo , dei um grito abafado . Senti meu rosto queimar de tamanha fúria .
– Você é um desgraçado ! . — gritei , devolvendo .
– Uauu ... você fala palavrão ? — quando ia pegar sua garrafa , peguei bem antes mesmo dele .
– Sei sim , assim como sei fazer isso . — andei até o lixo , quase que correndo sendo seguida por um Connor desesperado .
Pisei no pedal do lixo , jogando a garrafa com tudo . Virei pra trás , olhando a cara do professor que estava boquiaberto , com os olhos arregalados não acreditando o que eu acabara de fazer .
– Você ... você ... você está ficando louca ?! . — deu um berro .
– Estou sim ! . Só pelo simples fato de conviver com você todos os dias . — berrei no mesmo tom e olhei para o seu rosto . Ele finalmente conseguiu se calar ou eu o fiz isso . — Quer saber ... " professor " , estou indo dormir , pois amanhã tenho um dia bem cheio com o colégio . Então vê se para com as suas paranoias e me deixa em paz . Boa noite ...
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