Meu Manual

1 Meu Manual


Nada posso reclamar do que escrevo..

Seria como reclamar da minha própria vida.

Ao menos eu tenho a capacidade, ou a mediocridade

de escrever em versos,

aquilo que penso e condeno,

aquilo que amo

ou não.

Eu que sempre achei sem ritmo os versos,

os escrevo novamente de peito aberto.

Queira ou não, meu tom é inverso

se não tenho meu bom por perto.

Meu bom é distante

um instante.

Não existe malícia, meu bem

nos versos de quem não pode rimar.

Como eu rimo nos risos de alguém

meu amor, deixe de amar.

Mergulho numa banheira de perfume

pra disfarçar as marcas

e por mais que arda..

preciso esconder,

meu próprio cheiro.

Eu quero ser artista,

de rua, nua

de bar,de noite

de dia.

Eu quero ser artista,

de novela, de rádio

de música, de cores.

Eu quero ser artista,

de revista, jornal

de moda, passarela

de aquarela.

Eu quero ser artista,

de teatro, da vida dos outros.

Eu quero ser artista de cinema

nasci artista de poema.

Não sou modernista,

nem clacissista.

Não sigo as regras

nem da quebra

...

Não sou romantista.

Eu sou artista.

Pois se eu quiser,

escrevo sonetos .

Canto meus sonhos

em segredo.

Se eu quiser

quebro na loucura

inverssa.

Eu escrevo como eu quero

eu sou o que eu quero.

Eu sou Fernista.

Eu sou artista.

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