Notas iniciais
Olá meus amados maluquinhos leitores que estão lendo isso ಌ Bem, essa foi a primeira one shot que escrevi, a uns dois anos atrás e achei somente agora. Boa leitura.

Meu Lírio Vermelhoಌ

Pergunto-me por que sou sempre rejeitado pelo meu doce amor, o meu lírio, a minha linda Lilian. Sou apaixonado por minha ruiva desde que a vi pela primeira vez. Minha paixão era e é tão grande que existe até hoje. Já tentei de tudo para conquistá-la, mas nunca consigo. Parece até que Merlin não gosta de mim, ou não me quer junto de meu lírio. Me doí pensar que não a tenho pra mim. Amo-a tanto e ela nem me nota. Ela me detesta!

Ah, sim! Desculpem-me não ter me apresentado e já ir choramingando pra vocês. Sou Tiago Potter, um Maroto nato. Meus amigos me chamam de Pontas, por causa de minha forma animaga que é um cervo. Sou um bom aluno e amo aprontar, tenho 17 anos e estou no 7º ano da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Meu ultimo. O único que tenho pra conquistar minha ruivinha.

Entristece-me tanto pensar que ela pode acabar com outra pessoa. Amo-a tanto... Choro todas as noites por saber que ela não me quer. Sim, acreditem ou não, eu Tiago Potter choro todas as noites pelo meu amor não correspondido para com Lilian. Meu querido lírio queria tanto você só pra mim... Do meu lado para sempre...

Gostaria de criar uma família ao lado dela, assim seria feliz. O homem mais feliz do mundo, só por estar do lado do meu lindo lírio. Ai, ai... Eu não fico mais com outras garotas desde que a conheci... Lembro-me como se fosse ontem que a conheci. Tão linda como sempre. Pena que estava com tanta raiva de mim. Sim, com raiva! Só porque eu e meus amigos estávamos aprontando contra o Ranhoso! Vê se pode ela defende aquele sonserino com unhas e dentes e só me dá foras, mesmo depois dele a chamar de sangue-ruim. Dá-me nojo dele ao pensar que aquele cretino a ofendeu e ela nem ligou. Mas a vida não é justa!

Acho que vou parar de choramingar e criar um plano e por em ação para conquistar o meu lírio vermelho. É a minha melhor opção. Mas o que posso fazer?... Talvez... Não, não e não! Talvez seja melhor... Não, talvez não...

E eu fiquei assim por horas e horas...

x-x

Já se passaram três dias desde que eu tentava criar um plano bom o bastante pra conquistar meu lírio, mas nada me vinha. Os outros marotos, que são meus amigos, já estão mais do que preocupados comigo. Eu não estava prestando atenção nas aulas, nem correndo atrás da minha ruivinha, nem tentando fazer travessuras com os sonserinos, só que eles não sabem que isso tudo é pra eu poder criar um plano pra conquistar a Minha Lilian.

Mas eu já pensei em um plano. Vou mandar presentes e cartões como um admirador secreto pra ela. Só espero que ela não desconfie de mim, pois se ela me perguntar diretamente se o admirador secreto sou eu, logicamente eu vou me entregar, pois não consigo mentir pra ela.

Mas voltando ao assunto... Tinha comprado um buque de lírios vermelhos e um cartão para escrever alguma mensagem pra por no buque. Logicamente que não assinaria meu nome, e sim colocaria "Do Seu Maior Admirador..." E enviaria em uma das corujas da escola para que a minha ruivinha não desconfie de nada. Além do mais tinha escrito com uma letra que não parecia a minha...

No cartão estava escrito:

"Meu eterno amor...

Meu coração, não sei por que

bate feliz quando te vê

E os meus olhos ficam sorrindo

e pelas ruas vão te seguindo

Mas mesmo assim

Foges de mim

Meu lírio...

Ass: Do Seu Maior Admirador..."

Agora era só esperar sua reação ao ver o buque e o cartão. Será que ela vai se tocar logo de cara que fui eu que mandei? Perguntava-me enquanto voltava para a torre da Grifinória, após mandar o buque e o cartão por uma das corujas da escola.

– Ei! Tiago, vamos lá ao jardim? – perguntou Sirius no final do corredor.

– Vamos sim. – disse pensativo.

Fomos para o jardim, onde encontramos Aluado e Rabicho em baixo de uma árvore com sombra. Remus estava lendo e Pedro comendo. Quando chegamos, Sirius subiu na árvore e se sentou apoiando-se meio deitado em uns galhos, logo estava cochilando. Já eu, sentei-me perto dos outros e comecei a brincar com meu pomo de ouro. E assim passamos o resto da tarde, até o jantar...

x-x

Estava indo para o dormitório sozinho. Os outros Marotos ainda estavam no Salão Principal jantando, e, como eu não queria esperar os outros terminarem de comer, decidi ir sozinho para o dormitório.

Andava de cabeça baixa, pensando em tudo o que fiz até agora para conquistar minha ruivinha. Acho que a parte do Admirador Secreto foi de mais, pois hoje, na hora do jantar, quando ela recebeu o bilhete e o buque, não parecia muito feliz. Já suas amigas, davam risinhos e suspiravam, falando o quanto aquilo era romântico, lindo, e bla, bla, bla. A única coisa que queria era impressionar meu lírio, e parece que nem isso eu consegui.

Acho que mais alguns presentes e bilhetes podem melhorar meus pontos com ela, lógico, sem me entregar como admirador. Que tal uns chocolates e outro bilhete romântico?

Corri para meu dormitório o mais rápido que pude. Peguei uma caixa de bombons de chocolates variados que mamãe havia me mandado, e embrulhei em um papel de presente. Peguei um pedaço de pergaminho e comecei a escrever outro bilhete...

Este bilhete ficou assim:

"De perto conheço o amor,

De longe conheço a bondade,

Há anos conheço você,

Que amo de verdade,

Meu lírio...

Ass.: Do Seu Maior Admirador..."

Nada melhor do que uma carta escrita cheia de amor, carinho, paixão...

Peguei o bilhete e a caixa de bombons embrulhada e corri para o corujal, antes que alguém me visse. Enviei o presente e o bilhete por uma das corujas da escola e voltei para o dormitório.

Entrei no quarto e fui direto dormir, para não ter que conversar com ninguém. Tive perfeitos e maravilhosos sonhos, sonhando com meu lírio, minha Lilian, minha ruivinha, minha Lily, meu amor, minha paixão...

x-x

Hoje já faz três semanas que eu mando bilhetes e presentes para meu lírio. Estou cada vez mais apaixonado por ela. Cada bilhete e presente que mando para ela é um jeito de eu a amar cada vez mais. Acho que estou doente. Doente de amor, mas não ligo. Meu amor por ela só cresce a cada dia. Mando cartas e presentes para minha Lily, três vezes ao dia. Cada bilhete tem uma declaração de amor minha para ela, diferente. Amo-a tanto...

Acho que ela ainda não descobriu quem manda os presentes e bilhetes para ela...

Já sei! Vou ir falar com ela! Corri pelo castelo atrás de minha bela dama e encontrei-a sentada num dos corredores, junto de uma amiga dela. Escondi-me atrás de uma estátua para ouvir o que elas falavam.

– Então Lily? – perguntou a amiga dela.

– Então o que Lice? – perguntou ela abraçando e cheirando o ursinho de pelúcia branco que havia dado para ela está manhã.

– Já descobriu quem é este seu admirador? – perguntou a tal Lice curiosa. Devo dizer que também estou curioso?

– Ainda não. – disse suspirando.

– Ainda acho que ele é o Amos que tem te mandado esses presentes e bilhetes... – disse a menina.

– Ah Lice... Não acho que seja ele que me manda os presentes... – disse ela sorrindo para a amiga. -Andei trocando cartas com ele, e ele me disse que está noivo já. – disse ela sorrindo.

– Sério? Não sabia! – exclamou a tal Lice. – Mas enfim! Se não é ele, quem mais poderia ser? – perguntou a garota.

– Não sei! Tem tantos garotos nesta escola! E fora dela então? – exclamou Lily. – Mas ainda acho que é alguém de Hogwarts que me manda estes presentes. – exclamou cheirando o ursinho.

– É deve ser. – falou a garota rindo. – Por que você cheira tanto este ursinho, Lily? – questionou a garota já curiosa.

– É que tem um cheiro de perfume tão bom! – disse cheirando o ursinho de novo. Devo dizer que eu joguei um pouco do perfume que uso no ursinho? Acho que não!

– Aham, sei! – exclamou a menina e ambas riram. – Tenho certeza de só uma coisa! – falou a garota.

– E o que seria? – perguntou meu lírio sorrindo.

– Que seu admirador com toda certeza não é o Potter! – exclamou a garota.

– É claro que não é ele! -exclamou Lily ofendida. – Assim você ofende meu admirador, o comparando com aquele trasgo! – falou a Lily agora rindo.

Parei de escutar o que elas falavam neste momento e comecei a me sentir mal. Parecia que alguém havia enfiado uma faca em meu coração, doía muito. Lily nem se quer pensou que eu poderia ser seu admirador, ao contrario ela se sente ofendida ao o pensar que eu seja seu admirador.

Sai correndo dali e só escutei elas falarem algo com:

– O que foi isso?

Corri o mais rápido que pude, foi quando não aguentei mais correr e escorreguei por uma parede em um corredor que sempre ficava deserto. Encolhi-me no chão e chorei, mas chorei por tudo o que Lily fazia comigo... Chorei por meu amor por ela não ser correspondido, chorei por tudo, por tudo...

x-x

Acordei e percebi que já era noite. Pelo visto acabei adormecendo enquanto chorava. Encolhi-me com o pensamento do motivo para ter chorado. Tentei me acalmar antes que começasse a chorar de novo. Meus amigos devem estar preocupados comigo. Só não me encontraram com certeza, porque o Mapa do Maroto está comigo.

Levantei-me lentamente, me sentindo acabado. Comecei a andar lentamente, até que ouvi passos, com certeza de algum monitor. Nem me importei com isso. Não ligava de ganhar detenção. Pois não seria nada além do normal. Continuei andando lentamente, até que ouço a voz mais lindo desse mundo, que tanto me despreza.

– O que faz aqui, Potter? – perguntou Lily.

– Nada. – falei com a voz um pouco embargada já.

– O que houve Potter? O que faz aqui a está hora sozinho? – perguntou curiosa.

– Já disse. Nada. – falei me recompondo antes de suspirar e virar em sua direção.

Sabia que meus olhos estavam vermelhos e inchados. Meu cabelo negro deveria estar mais bagunçado que o normal. E minhas roupas bem amarrotadas. Além do mais estava morrendo de dor no corpo, por ter dormido no chão...

– Você está bem, Ti-Potter? – perguntou corando levemente, com um tom preocupado. Ela iria dizer meu nome, ou é só impressão minha? Estou ficando louco? Tendo alucinações já?

– Estou. – falei dando um suspiro cansado antes de me virar pra sair dali. Não queria a ouvir falando palavras que com toda certeza me machucariam mais do que o esperado. Não queria mais me machucar emocionalmente, estava cansado disso.

Depois do que ouvi, acho que vou desistir dessa história de Admirador Secreto... Dessa história de conquistar a Lily... Vou desistir de vez dela... Eu só sofro assim... Vou tentar esquece-la, mesmo achando isso impossível. Não vou mais tentar ter nada com ela, nem com mais ninguém... Se não consigo nem conquistar o coração do meu amor, quem dirá o de outras garotas? Além do mais, não conseguiria ficar com outra garota, estaria somente a usando para tentar esquecer-me de algo que não consigo e que não quero esquecer: O meu amor por Lilian.

Não consigo acreditar que mesmo depois de tudo o que já passei para conquista-la, tudo o que já fiz tudo que já lhe dei que já lhe propus. Ela nunca aceitou nada... Nunca deu valor a nada que eu fazia, por melhor que fosse... Sempre me esnobava, me ofendia... Sempre me machucava emocionalmente. Machucava minha alma, não o ego ou o orgulho, nunca liguei muito para isso quando as palavras vinham dela. Não me importo de me humilhar por ela, não mesmo! Faria qualquer coisa por ela, até mesmo morrer no seu lugar. Sempre sonhei em casar com Lily um dia e ter uma família com filhos e mais filhos. Mas ela sempre cortava meus pensamentos felizes com seus foras...

A dor da rejeição. De um coração partido. De perder as esperanças perante algo que você sempre sonhou em ter e amar... É muito doloroso emocionalmente. Parece que cortaram meu coração em um milhão de pedacinhos e logo em seguida arrancaram pedacinho, por pedacinho de mim, jogando-o no lixo, no buraco mais fundo existente no universo, onde ninguém alcançaria para pegar cada pedacinho e os juntar para mim.

Pelo visto morreria assim, solitário... Sem o meu grande amor. Sozinho. Sem ninguém para amar e ter esse sentimento retribuído com a mesma intensidade. Penso no tanto de foras que levei e me arrependo de não ter tentado parar e tentar dar um fim naquela paixão, que na época era somente uma paixão besta, mas que agora é um amor puro. Penso que poderia estar melhor agora se já tivesse desistido antes. Mas se tivesse desistido não teria o prazer de amar e pensar que um dia poderia ser amado pela pessoa que tanto amo. Desisto de vez de tudo. Eu vivo só por viver enquanto minha ruivinha poderá ter tudo o que quiser. Não ligo desde que ela esteja feliz.

Olhei-a uma ultima vez antes de me virar e sair rapidamente dali. Sabia que se ficasse mais um segundo ali, desataria a chorar de novo. Não queria chorar em sua frente, isso não era bom. Ela me acharia fraco e ficaria com pena de mim. Prefiro seu ódio por mim a pena. Ódio pode ser melhor que pena. Muito melhor.

Funguei e comecei a correr para longe dali. Sai do castelo rapidamente e logo entrei na floresta proibida. Não iria para meu dormitório hoje, precisava pensar e ficar um pouco sozinho. Transformei-me em cervo e continuei a correr sem rumo.

Não enxergava direito, nem mesmo na forma animaga, minhas vistas estão embaçadas devido às lágrimas intermináveis, que ainda tento segurar inutilmente. Tropeço em alguma raiz de árvore que se encontrava pelo chão. Sem controlo, recobro minha forma humana, mas sem forças para levantar, me encolho em um canto e fico a chorar.

Por que ela tem que me tratar assim? Por quê? Era tudo o que pensava.

O tempo passa, mas nem por isso o percebo. O choro não acaba de maneira alguma. Ao que parece tem uma torneira de lágrimas abertas nos meus olhos. Suspirei triste e comecei a relembrar dos detalhes de meu Lírio.

"-Eu lhe odeio Tiago Potter! Odeio-lhe! — Gritou irritada saindo dali com os olhos verdes fumegando de raiva.

A mesma saiu correndo, tentei correr atrás dela, mas não conseguia me mover. Estava desesperado. As palavras somente me causavam mais dores do que imaginei. Cada vez a dor em meu coração aumentava mais. Por que faz isso comigo? Tentei gritar, mas minha voz não saia.

Lágrimas começaram a escorrer por meu rosto. O único movimento que pude fazer foi estender um braço tentando alcança-la, mas não consegui tal proeza. Lily sumiu na escuridão. Sua voz começou a ecoar em minha mente, como todos os foras, xingamentos, ofensas, ódio, rancores. Todas as palavras que mais me feriram vindo da mesma se repetiam sem parar em minha mente.

Cada hora mais lágrimas caiam de meus olhos. Tomei controle sobre meu corpo novamente. Coloquei a mão em meus ouvidos e balancei a cabeça. Para, para, para... É o que eu imploro por pensamento. Cai ajoelhado no chão com a dor de suas palavras que me atingiam de forma pior que as anteriores...”

Acordei com carinhos em meus cabeços. Abri os olhos e encontrei um anjo ruivo. Seu cabelo ruivo caia em cachos perfeitos até a cintura, sua pele clara e macia como de porcelana, os lábios carnudos cor de cereja, os cílios claros de coloração arruivada, as bochechas rosadas. Mas havia algo errado com este anjo. Seus olhos mostravam imensa preocupação, carinho, amor, tristeza...

– Eu estou no céu? – perguntei, com minha voz rouca devido ao choro e o sono.

– Não. – sussurrou delicadamente.

– Se não estou no céu, por que estou a olhar para um anjo? – perguntei confuso.

– Anjo? Tiago você está bem? – voltou a perguntar passando sua delicada mão por minha testa.

– Como você sabe meu nome? – como um anjo belo desses sabe meu nome?

– V-Você não se lembra de mim? – seus olhos se inundaram de lágrimas.

– Desculpe, mas não me lembro... – o anjo começou a chorar então. – Não chore... – implorei com voz angustiada passando a mão por seu rosto, em um leve carinho.

– Sou Lilian Evans, seu lírio... – comentou deixando uma lágrima escorrer, a qual limpei rapidamente.

– Se você diz... Somente não chore. – minha voz no começo da frase estava delicada, mas terminou angustiante.

Não gostei de vê-la chorando. Não me parecia o certo. Uma senhora entrou na sala, o que me deixou mais confuso. Passei uma mão pelo meu cabelo, enquanto a outra segura a mão da ruiva a minha frente, lhe fazendo um pequeno carinho.

– Onde estou? – voltei a fazer perguntas.

– Em minha enfermaria, querido. O baque de emoções deve ter feito com que você perdesse a memória. Sorte que os centauros lhe acharam e o trouxeram até o castelo. – comentou enquanto me entregava um vidrinho. – Tome isto. Com o passar do tempo sua memória deve voltar. – disse e logo começou a me examinar.

Após a enfermeira me examinar e constatar que meu ferimento já estava cicatrizado, a mesma me deu uma poção sonífera e mandou meu anjo embora, de volta para seu dormitório. Fechei com um sorriso bobo nos lábios, causado pela imagem que tive de meu anjo, antes de cair em um sono sem sonhos.

x-x

Já se passou uma semana desde que acordei na enfermaria. Minhas lembranças estão voltando aos poucos, mas nada relacionado à Lilian Evans me vem à mente. Madame Pomfrey disse que isso pode ter sido efeito das fortes emoções de tristeza que foram causadas mim por certos motivos.

Ninguém quer me explicar isso. O que meu anjo deveria ter podido feito para mim? Bem isso eu não sei, mas espero descobrir.

x-x

Hoje faz exatamente dois meses que perdi a memória. Só após eu ter dado um beijo em Lily, que foi resultado de termos parado em baixo de um visgo, que minha memória sobre ela voltou com força total. Todas as emoções, todos os momentos. Tudo voltou a minha mente.

Pelos motivos de as memórias terem voltado repentinamente, acabei por desmaiar. Lembro-me de ver minha ruiva desesperada, gritando por ajuda. É tudo que me lembro antes de desmaiar sobre a neve, sendo levado pela escuridão.

x-x

Três dias desmaiado. Isto é normal? Não sei. Sei somente que estou triste e feliz. Meu Lírio Vermelho, apelido devido o nome e cabelo, não me ignorava mais, mas ainda me sentia triste por tudo que já passei.

Sim, isso parece uma garotinha falando. Mas não, eu sou macho rapaz! Ok, melhor eu parar de falar sozinho em minha mente, ou irei enlouquecer.

Suspirei e sorri para a ruivinha. Estávamos somente nós dois, sentados em um banco dos jardins da escola. Não havia ninguém por perto. Isso é algo raro, pensei comigo mesmo. Por sorte, tinha parado de nevar, o que agradecia, pois ter flocos de neve ainda sobre seu rosto, não é algo agradável.

Fechei os olhos com o carinho que ganhava em meus cabelos, já que me encontro deitado com a cabeça sobre o colo de minha amada. Ao abrir os olhos, me deparei com um sorriso lindo e olhos verdes brilhando. Ela sorria para mim. Isso é algo que nunca poderia esperar. Sorri de volta.

Ficamos sorrindo um para o outro durante um tempo, até que me sentei no banco ao seu lado. Passei a mão pelo cabelo nervoso, pensando em como pedir isso. Coloquei uma mão dentro do bolso de meu casaco, sentindo a caixinha. Suspirei nervoso, levantei-me, somente para agachar em sua frente logo em seguida, não sem antes a fazer se levantar.

Peguei a caixinha em meu bolso e lhe mostrei. Respirei fundo e olhei dentro de seus belos olhos verde esmeralda, tentando não me perder naquela imensidão verde.

– Estou aqui, minha ruiva, agachado, nesta posição, não para pedir sua mão em namoro. Longe disso. Pretendo dar passos maiores de uma vez. Não quero que você pense muito antes de me largar. – comecei muito nervoso, as palavras saiam meio emboladas. Limpei a garganta e continuei. – Eu lhe amo desde a primeira vez que lhe avistei. Foi amor à primeira vista, garanto isso. Apaixonei-me por você aos onze anos de idade, mesmo não sabendo disso na época. Cada momento que se passava me sentia cada vez mais apaixonado, até que um dia descobri que aquilo não era, mas somente paixão. Aquele sentimento havia se transformado em amor, do mais puro e verdadeiro. Quando perdi a memória, isso serviu para que me apaixona-se por você novamente. Cada dia que passo, vendo-te tanto a vistas de meus olhos, tanto em pensamentos ou sonhos, ainda assim te amo mais ainda. Acho que meu amor não é muito bom para ser expresso em palavras. – falei dando um sorriso nervoso e arrancando uma risadinha dela. – Bem, resumindo toda a história... Eu lhe amo ruiva e gostaria de passar cada dia do resto de minha vida ao seu lado. Gostaria de lhe proporcionar os melhores momentos de sua vida. É tudo que lhe peço. – terminei abrindo a caixinha. – Você, Lilian Evans, o amor de minha carecida vida, ou melhor, existência, aceita se casar comigo? – a expectativa e a esperança estavam muito presentes em minhas ultimas palavras.

– Sim, sim, sim, sim! Mil e infinitas vezes sim! – gritou ela se atirando sobre mim e me beijando.

Aquilo só poderia ser um sonho. Ela aceitou! Era tudo o que se passava em minha cabeça quando me levantei retribuindo seu beijo. Tirei-a do chão, e suas peras circularam minha cintura, enquanto lhe imprensava em uma árvore, prendendo um de meus braços firmemente em sua cintura, enquanto o outro ia para sua nuca.

Suas mãos, uma passeava pelo meu cabelo já naturalmente bagunçado, o bagunçando mais ainda, se possível. A outra mão passeava por minhas costas e nuca, arranhando levemente os locais, mesmo por cima da roupa.

Terminei o beijo com pequenos selinhos e ela desceu do meu colo com um sorriso alegre, mesmo que corada. Meus olhos deveriam estar brilhando tanto ou mais que os seus. Meu sorriso deveria estar maior que o dela. Sou o homem mais feliz deste mundo, com toda certeza.

Coloquei o anel em seu dedo e logo ela fez o mesmo comigo. Beijei-a novamente, desta vez não selvagemente, mas sim, carinhosamente. Mostrando um amor delicado e carinhoso. Nós nos separamos, graças a alguns pigarros, e rapidamente fomos parabenizados por nossos amigos.

Bem, acho que ficamos por aqui. Está é a história envolvendo minha simples pessoa e o ser mais importante de minha existência. Meu Lírio Vermelho!

Notas finais
Oie de novo pessoinhas lindas ಌ Espero que tenham gostado e mandem comentários. Bjs e até outra fic. Dani Soengas ಌ
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!