Meu Lar

16 Maratona Especial - Part 3 Final


Notas iniciais
COMENTEMMMMMMMMMM!!!!!

... Fisicamente Sam parecia ótima! Sem nenhuma arranhão. Mas podia ver em seus olhos. Por dentro, aquilo tinha sido a gota d’água para ela...

POV Freddie

Ela entrou, e no momento em que fechei a porta logo atrás dela, seu semblante mudou. Eu sua face, era a expressão mais triste que eu já havia visto. Se sentou no sofá e encarou a parede. Me sentei ao lado dela.

– Não vou perguntar se esta bem, por que e obvio. – Falei sorrindo fraco. Ela soltou um riso triste, e logo vi seus olhos lacrimejando.

– Eu não gostava dela, mas eu gostava dela. Entende? Ela era chata mas era minha irmã! – Escondeu o rosto falando roucamente.Ela tremia, como se tivesse guardado aquilo por anos dentro dela. E eu... sentia a pior sensação do mundo, pois a cada lagrima dela que escorria, meu arrependimento aumentava cada vez mas, por não ter entrado naquela briga antes que fosse tarde. Ela não merecia ouvir aquilo. Principalmente de um cara que ela nem conhece. Inventaram tanto sobre ela desde a morte de Rian, que agora para mim fica tão difícil acreditar nas mentiras que eles contam sobre ela. O som dela chorando era horrível. Parecia cortar meu coração.

– Sei que não fez nada. Sei que inventaram tudo isso. Sei também, que nunca seria capaz de machucar uma mosca, e sei também, que os poucos amigos que tem são os melhores do mundo. – Falei. Ela parou de chorar. E me encarou. Olhos fundos e vermelhos, bochechas pintadas com lagrimas secas e seus olhos úmidos.

– O que? – Disse.

– Sei que você, e a melhor pessoa que eu poderia ter conhecido. – Eu disse. Ela me encarou com um sorriso e um pouco envergonhada.

– Obrigada! – Ela me abraçou, e eu retribui o gesto. Ficamos assim por mais uns cinco segundos e logo ela se soltou e foi para dentro, dizendo que queria tomar um banho. Liguei a TV e comecei a assistir um filmes lá esquisito, mas logo cai no sono.

Os raios de sol batiam levemente em mim, me despertando. Acordei no sofá , com uma coberta enorme em cima de mim. E... janeiro tinha acabado e hoje era o primeiro dia de Fevereiro, o mês do amor. ( obs: Nos Estados Unidos, o dia dos namorados se comemora dia 14 de Fevereiro ;D )

Estava até com medo do que Ted iria dar de tarefa, afinal, e Fevereiro, e no dia vinte iria completar um mês que já estamos aqui. Respirei fundo.

– Bom dia! – Ela saiu alegre do quarto.

Look Sam: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=112810681&.locale=pt-br

– Bom dia. – Me espreguicei e entrei para o banheiro. Tomei um banho, fiz minha higiene e voltei para a cozinha, onde Sam cozinhava alegremente. Ela me entregou um copo de suco e um muffin que ainda estava morno. O comi. Ela sorria e cantarolava, mas não dissemos nada. A atmosfera estava estranha e um pouco quieta demais. Mas resolvi não interferir. Logo depois do café eu resolvi correr um pouco na praia ao perceber que Sam iria ler um livro, e pelo jeito não ia soltar ele hoje. Coloquei o fone no volume mais alto e parti em direção a praia. O dia estava mais alegre que ontem, mas enfim, era inverno ainda, o que eu podia fazer? O clima por aqui e mais instável que a Sam. Uma hora feliz, outra triste, outra pensativa... são tantas emoções em uma mesma pessoa, que as vezes acho que ela vai explodir. Talvez ela própria pense o mesmo. Corri mais umas meia hora e voltei. Seus olhos continuavam grudados no livro, só que agora ela se encontrava debaixo de um cobertor, de cabelos presos e óculos.

– O que você esta lendo? – Perguntei bebendo água.

– Cidades de Papel, do John Green. – Respondeu ainda concentrada no livro.

– Ah sim. – Entrei e tomei um banho, colocando uma roupa quente em seguida. Quando cheguei na sala ela estava na cozinha , o cheiro era de carne de panela e legumes. Era maravilhoso!

– O que esta fazendo? – Perguntei sorrindo com o cheiro.

– Pensei em fazer uma sopa, já que esta frio. – Ela disse enfiando uma colher na boca. Vejo algo sair por debaixo da porta.

“ Tarefa 8

O baile anual de inverno do escritório esta chegando! Aproveite e surpreenda sua esposa a convidando para uma festa inesquecível!”

Baile?

– Nós vamos a um baile hoje. De novo... – Mostrei o bilhete para Sam. Ela estava absurdamente sexy naquela roupa. Limpou as mãos, e analisou o bilhete. O coque frouxo, os óculos, o moletom, as meias e as pantufas...

– Freddie! E hoje, você sabe né? – Ela estalou os dedos em minha frente me acordando.

– O que? – Perguntei de novo dessa vez a olhando nos olhos.

– O baile... e hoje. Tem que ir pegar um smoking. – Ela colocou o bilhete junto com os outros em um mini arquivo no armário da cozinha. Respirei fundo e fui em direção a lavanderia. Peguei o smoking e voltei. Sam estava no sofá agora, ainda lendo um livro... mas esse tinha figuras. Estranho... não e do feitio de Sam Puckett ler um livro com figuras. Me esgueirei pelo sofá e espiei. Não era um livro. Era um álbum. Lá mostrava duas garotinhas loiras sorridentes com sorvete na mão. Nem me dei ao trabalho de perguntar, pois sabia quem era. Ela e Melanie.

– Tínhamos 13 anos nessa foto. – Ela se virou e me percebeu. Seus olhos estavam molhados, mas ela sorria.

– Havíamos acabado de sair da formatura. Sinceramente... – Ela riu cansada e continuou.

– Fiquei surpresa por ela ter entrado no 9° ano.

Me sentei ao seu lado e tentei não a encarar com pena. Queria deixá-la falar.

– E tanta coisa... Como tudo pode mudar em uma noite.

Enxugou uma lagrima.

– Sabe como que aconteceu ?

Neguei ainda a encarando.

– Era sábado. Não sei se você se lembra, mas houve uma festa para comemorar a nossa graduação, foi dois dias depois do nosso aniversario. Estávamos lá, e na época Rian ainda não tinha morrido, e ele tinha um melhor amigo.

– Philip, né?

– Sim. Eu sabia que ele tinha uma quedinha por mim, mas nem ousava tentar, pois eu já tinha Rian, e não hesitava mostrar que estava satisfeita e feliz. Acontece que, Philip estava fora de si, e acabou encontrando Melanie no lugar errado na hora errada. Achou que eu era ela, ouvi alguns gritos, mas era uma festa então achei que não era nada...

Ela soluçou nessa parte e limpou as lagrimas, mas logo elas vieram novamente.

– Mas ai ouvi um tiro, mas com o barulho, parecia mais algo caindo do que um tiro. Naquele dia eu havia dormido na casa de Rian, quando voltei para casa, encontrei meu pai e minha mãe chorando. Me abraçaram e perguntaram sobre Melanie, mas... eu não sabia responder, achava que ela estava em casa. Os acalmei e falei que ia na casa da garota que havia dado a festa, ela disse que Melanie não havia dormido lá, mas que na noite anterior havia visto ela indo para os fundos. Quando eu cheguei lá... eu... eu...

Ela cobriu o rosto e se encolheu chorando.

– Eu a vi na lixeira, como se ela fosse tralha. As roupas rasgadas, os olhos mortos, escorria sangue da boca dela e entre as pernas. Estava toda machucada, e... e eu gritei e ela não respondia. Não sei se foi impressão minha, mas em poucos minutos estava ainda chorando silenciosamente, no banco da delegacia. – Terminou. Ela já chorava incontrolavelmente, e então percebi. Ela havia passado por tanta coisa, que eu agora sentia raiva de mim mesmo, por tudo que já havia feito com ela.

– Não foi culpa sua... – A abracei.

– Foi sim... se eu não tivesse ignorado aquele grito, se eu não tivesse ignorado aquele som de tiro... Ela estaria aqui, agora. – Tremeu. A abracei mais forte.

– Não e justo o que falam de você Sam. Depois de tudo isso... como age como se não se importasse?

– Acontece que eu me importo.

– O que?

– Estaria mentindo se dissesse que não me importo com o que os outros falam. Todos, apesar de negarem , se importam. Isso e uma droga, mas não podemos controlar tudo na vida não e mesmo?

– Sim, acho que sim.

– E uma merda. Falamos que e errado ser hipócrita, mas ao falarmos isso também estamos sendo hipócritas. Todos nos carregamos o fardo do coração. Isso e que e uma droga. E muito pesado. As vezes até mais que a consciência...

Notas finais
Se vc lê minhas fic e comenta, aproveite e deixe sua frase favorita do cap!!! Beijos e comente!!! ATE O PROXIMO PESSOAS BUNITAS! =*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.