Meu Jardim Sangrento
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Cale-se olhe pra mim
Foi o que eu disse pra mim mesmo
Estava em frente a um pequeno espelho no meu quarto
Olhava no fundo dos meus olhos
Procurando minha própria inocência.
Eu escutei meus próprios pensamentos
Me lembrei dos gritos de horror
Das minhas presas, das minhas amadas
Cada uma com sua particularidade
Cada flor com seu aroma suave, forte e cores extravagantes.
Lembrei da ultima flor que colhi
Seduzi por dias ansiando seu aroma
Levei para meu covil
Provei do seu doce néctar
Antes de tirar seu liquido vital.
Lembro me dela se contorcer de prazer
Enquanto eu destribuia beijos por seu corpo
Peguei de forma na qual ela não pudesse perceber uma pequena faca
Quanto esta vamos perto de alcançar o paraiso
Joguei ela no inferno como sempre fiz com as outras.
Senti o gosto do sangue que descia do seu pescoço
Sentir o ultimo fulgor de vida se esvair dos seus olhos
Tive prazer de ver seu corpo deixar de se debater
Deixar de respirar, vi o brilho escarlate cobrir os lençóis.
Amava, cada gota de sangue
Cada gota de vida que escorria pelo seu pescoço
Cada gota que tingia sua pele alva
Que pintava minha mãos e minha boca
Que coloria meu mundo sombrio e sem vida.
Hoje tive de me livrar da casca vazia
Do recipiente invalido da alma
Não existia mais aroma, nem mais vida
Enterrei no meu jardim
Onde sempre enterro as cascas vazias
Cada flor que colhi repousa naquele triste cemitério improvisado
chamado: quintal.
Cada dia que passa minha sede aumenta
A cada noticia ficava mais dificil colher mais flores
Todos os dias jornais, Tv e Radios
Procuram por simples cascas vazias
Namorados, pais, familiares
Querem simples cascas sem vida.
Encontei numa noite sem alegria
Uma bela rosa que caminhava pelas ruas gelidas da cidade
Ela deichava seus cabelos negros esvoaçarem dancarem com o vento
seu vestido curto revelando suas pernas palidas
E seu decote provocante.
Queria colher aquela flor de qualquer jeito
Aconvidei para um passeio
Joguei doces mentiras, palavras que mulheres ama
Convidei para minha casa
Estranhei ela não a ver relutado ou simplesmente recusado o convite.
Quando chegamos
Provamos os labios um do outro
Estranhei seus labios gelados e seu corpo frio
Mas pensei que poderia ser o tempo gelado daquela noite
Fomos onde pensei que estrai ria seu liquido vital
A bela dama, que me observava enquanto me despia.
Tinha um olhar penetrante, uma voz sedutora e suava
Seu corpo palido contrastava com seus cabelos ruivos
Parecia uma deusa do submundo
Deitamos , mas desta vez senti que avia algo errado
Parecia que quem era a presa era eu.
Cada olhar que ela me lançava
Ficava hipnotisado pelos seu lindos olhos verdes escuros
Me aproximei do local onde escondia a faca
E num gesto rapido, seu pescoço cortei
Mas não avia sangue, nem uma gota se quer.
Tentei correr o mais rapido possivel
Senti a criatura me jogar contra a parede do quarto
Ela me fitava com os olhos vermelhos escarlate
E seu pescoço não avia ferida alguma
Como se nunca fosse cortado.
Fiz o sinal da cruz
Com esperança de me salvar na minha triste hipocrisia
Ela foi em minha direção uma das poucas coisas que vi
Antes de resnacer foram sua boa vermelha de sanguem
E sentir o perfume do sangue de minha mestra e seu gosto amargo
E a dor, e as lembranças, como um turbilhão de coisas na minha mente
Como um caminhão de mudanças.
Quando acordei
Ouvi uma gargalhada e uma voz quase espectral
Em um quarto escuro e frio, com cheiro de corpos apodrecidos
Bom dia meu amor, como se senti
Gelei ao ouvir a voz no meio do nada
Parecia ecoar de dentro da minha mente ou algo parecia.
Como se senti sendo uma casca vazia, meu querido
Sera assim por toda a eternidade
Você sera meu escravo para sempre
Sem direito a decidir nada e nem amar ninguem
Eternamente meu.
Morri uma segunda vez ao ouvir a triste verdade
Meu castigo por amar de forma diferente
Meu destino algoz, me pregou outra peça
Nunca mais ver a luz do dia
Nem mais colher minhas amadas flores.
Fale com o autor