Meu Irmão De Outra Mãe
2 Um pouco da vida de Nicholas Jerry
Notas iniciais
Nick POV
Acordei de manhã com uma baita dor de cabeça, eu não sabia onde estava, mas parecia um quarto de motel, eu estava nu e tinha uma garrafa de vodka ao meu lado, ouvia barulhos vindos do chuveiro e sabia que não estava sozinho, minhas roupas estavam espalhadas por todos os cantos do quarto junto com algumas roupas femininas, me levantei com muita dificuldade, e percebi que tinham muitas outras garrafas de vodka espalhadas pelo quarto, a porta do banheiro estava entreaberta então fui entrando, pelo vidro embaçado do boxe dava pra ver que uma moça tomava banho, não sabia quem era mas sabia que nós não tínhamos apenas conversado noite passada, quando entrei ela me lançou um sorriso e sem pensar retribui.
- Bom dia, dorminhoco — Disse a moça que parecia uns cinco anos mais velha que eu.
-Bom dia... – Respondi como perguntando seu nome.
-Jenny – Respondeu ela parecendo desapontada por eu não saber seu nome – Como não lembra meu nome, você repetiu ele varias vezes ontem a noite.
Eu sorri.
-Não quer vim tomar banho comigo? – Perguntou ela.
-Não obrigado, estou atrasado-Respondi.
-Tudo bem então tchau, Nicholas – Disse ela
-Tchau, Jenny – Respondi, e sai do banheiro.
Tentei achar toda minha roupa no quarto, e consegui com muito esforço, sai do quarto deixando um trocado em cima da mesa, ela podia ser um prostituta, e eu não queria um cafetão na minha cola. Sai do prédio que realmente era um motel, não tinha lugar pra ir a não ser a boca de fumo do Luigi. Chegando lá, procurei qualquer trocado no meu bolço, ai me arrependi de ter deixado aquele dinheiro no motel, teria que comprar fiado. Entrei na casa que tinha um cheiro muito bom ao meu olfato, fui direto ao escritório de Luigi.
-Nicholas, meu garoto – Disse Luigi se levantando e me dando um abraço.
-Oi Luigi, preciso pedir um favor – Disse.
-Você quer fiado de novo? – Perguntou Luigi não parecendo muito feliz.
-Sim, mas eu juro que pago logo, sem atraso – Disse quase implorando – Só preciso de uns comprimidos.
-Mas Nicholas, você já esta me devendo se lembra? – Disse ele com um tom de deboche
-Mas... – Não tinha argumentos.
-Para começar uma divida tem que fechar a que você já tem – Disse Luigi, ele era um tipo meio assustador, negro, muito musculoso e se vestia como cafetão.
-Mas não tenho dinheiro – Disse, então Luigi se se dirigiu ate a porta e a trancou.
-Então teremos que resolver isso – Disse ele e se dirigiu ate a poltrona no canto da sala, se sentou e me chamou com um dedo, fui ate ele, já sabia o que viria a seguir, me ajoelhei na sua frente, abri seu zíper e tirei sua calça, junto com uma boxer branca que Luigi usava.
-Isso Nicholas, isso mesmo – Disse Luigi fechando os olhos e jogando a cabeça pra traz. Seu enorme membro estava a centímetros do meu rosto, então o botei na boca o máximo que pude, Luigi soltou um alto gemido, comecei um vai-e-vem bem rápido, pois queria que aquilo acabasse logo, Luigi se contorcia na poltrona, enquanto eu engolia seu membro, sabia que aquilo ia acabar logo pois Luigi tinha ejaculação precoce, Luigi gemia muito alto, enquanto eu estava ficando sem folego, então Luigi começou a ter espasmos, e explodiu de prazer em minha boca, um liquido quente a preencheu por completo, e não tive outra escolha a não ser engolir, Luigi ofegava, eu retirei seu membro da minha boca e me sentei no chão, Luigi se levantou, vestiu suas calças, foi ate uma escrivaninha que ficava no fundo da sala, abriu a gaveta e retirou um saquinho cheio de comprimidos.
-Não se esqueça de me pagar Nicholas – Disse Luigi.
-Não posso pagar do mesmo jeito esse também? – Perguntei.
-Assim eu vou falir, eu quero dinheiro – Respondeu Luigi.
-Tudo bem – Disse me levantando e pegando o saquinho das mãos de Luigi.
-Tchau Nicholas, volte sempre – Disse Luigi me vendo sair.
-Pode deixar – Disse já do lado de fora.
Fui direto para o banheiro, era com uma casa comum, com muitas mulheres e pessoa fumando pelos cantos, mas o banheiro era nojento, liguei a torneira, e peguei o máximo de sabonete liquido nas mãos e passei na no interior da minha boca, eu odiava quando Luigi me obrigava a fazer isso, ele era repugnante, depois bochechei com agua e cuspi na pia. Sai da casa, e fui pra rua escondendo o saquinho no bolço do casaco, como não tinha casa procurei qualquer beco pra usar aqueles comprimidos, ate que achei um, me sentei atrás de umas latas de lixo, peguei o saquinho do bolço, peguei dois comprimidos e engoli com um pouco de dificuldade, minutos depois, aquilo começou a fazer efeito, eu me sentia feliz, e parecia que o mundo estava girando, comecei a rir descomunalmente, guardei o saquinho no bolço do casaco, me levantei, e sai do beco. Vi que tinha acordado tarde pois já estava escurecendo, perambulei sem rumo pelas ruas de Nova York, ate olhar no relógio de um bar que já eram meia noite, então comecei a pensar em como ia pagar Luigi, ate que me veio uma ideia ao ver uma moça andando na rua, carregava na mão uma bolça preta de couro, botei o capuz sobre a cabeça e comecei a correr em direção a moça, quando passei do seu lado, agarrei a alça da bolça e puxei com toda a força, a moça, que agora vi ser uma senhora, foi obrigada a soltar a bolça, depois que tinha a bolça em minhas mãos, comecei a correr o mais rápido que pude, ouvindo os gritos de desespero vindos da senhora que agora já estava um pouco longe de mim, quando vi que já estava bem longe, parei, me encostei em um muro e abri a bolça para avaliar seu conteudo, tinha um oculos, alguns dolares e um celular, fui interrompido por um barulho de sirenes, sem pensar larguei a bolça e comecei a correr, olhei pra traz e vi que realmente a havia uma viatura, que parecia vim atraz de mim, então pensei em como a senhora conseguiu chamar a policia sem seu celular, mas continuei correndo mesmom assim, sabia que era inutil pois a viatura era bem mais rapida que eu, então a vi me alcançar, parando bem na minha frente me encurralando, pensei rapido e corri para o lado oposto, então ouvi a porta da viatura se abrir, depois ouvi passos rapidos, como se a pessoa que estivesse atraz de mim estivesse correndo, então senti uma mão segurar meu braço com forçae me puxar, juntando meus dois braços logo depois me algemando, olhei pra traz e vi que era um homem, duas vezes maior do que eu, me arrastou ate a viatura, me jogou no banco de traz, logo depois entrou no banco do caona ao lado de outro policial.
-É o quarto esta noite — Disse o policial que estava dirigindo.
-É, hoje a noite foi agitada — Disse o policial no banco do carona.
Demorou uns vinte minutos até que chegacemos no departamneto de policia de Nova York, fui levado pra dentro quase arrastado, me sentei em um banco e fiquei esperando, o lugar parecia um escritorio, com muitas escrivaninhas, e policiais circulando pelo lugar. Esperei ate que veio um homem que aparentava ter uns quarenta anos de idade, se sentou ao meu lado.
-Onde estão seus pais garoto? — Perguntou o homem olhando pra mim.
-Bom, se um dia tivealgum, nunca os conheci — Respondi a ele.
Ele reparou que tinha as mãos nos bolços.
-O que tem nos bolços — Perguntou o homem.
-Nada — respondi com frieza.
Então retirou minhas mãos dos bolços a força, revelando o saquinho de comprimidos, ele me olhou com desaprovação.
-Quantos anos você tem garoto? — Perguntou o homem.
-15 — Respondi.
-Eu poderia dizer que você está encrencado, mais fizemos um acordo com o San Judge — Disse o homem.
-O que é San Judge? — Perguntei tentando não parecer preocupado.
-Você vai ver — Disse ele agarrando o braço do primeiro policial que passou e então disse a ele — Liga pro San Judge, diga que temos mais um pra eles.
Então fiquei realmente preocupado.
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