Meu Infinito Particular
4 Não sei
Realmente, não sei se existiu um motivo para desaparecer daqui, sem deixar rastros.
Também não faço ideia se existe um motivo para eu estar voltando, aliás, não sei nem se estou voltando.
Não sei se vou, se fico, se caio ou se saio rolando.
Não sei rimar, me expressar, me mostrar, desligar, acender ou apagar.
Não sei é ruim pra sempre ou se vou me acostumar.
Gostaria de me mostrar?
Vou voltar… Trabalhar… Namorar… Me matar…
Me jogar de um lugar alto para alguém ter que limpar;
O meu rastro, o meu sangue, minha vida a de sujar
E lá se vão as coisas que eu fiquei a admirar…
Vão pra longe, bem longe, onde eu não possa as encontrar…
Talvez numa ilha sem nome eu venha a me aventurar
Não sei se faz sentido ou se estou a divagar…
Ar, ar e ar, na tentativa de rimar
todo a poesia tosca que se solta a navegar
pelo rio estranho, onde meu nome vão colocar
e o que será que no fim disso eu espero alucidar
não sei, não lembro, e nem ei de lembrar…
vamos rolar, navegar, ar, ar e ar…
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