Meu Gurda-costas
2 Capítulo 2- Primeiro encontro – parte II
Notas iniciais
espero que gostem..
Fiquei parada onde estava. Às vezes rodava no mesmo lugar, tentando achar o Edward mas não adiantava. Foi quando senti alguém me abraçando por trás e encostando algo na altura da minha cintura e ouvi uma voz rouca no meu ouvido.
— vem comigo – disse o homem
Não tinha alternativas a não ser ir com ele. Dei um passo de cada vez ate que já estávamos saindo do meio de toda aquela multidão. Eu rezava silenciosamente pra que um dos policiais do meu pai passasse por ali agora e me salvasse. Maldita hora que sai de perto do Edward.
Ele me direcionava através de um caminho escuro, mas diferente do que eu tinha ido antes com o Edward. Quando ninguém mais nos via, ele parou no meio da rua e se afastou, apontando a arma diretamente no meu rosto.
— quanto tempo em princesa – ele disse – você ta maior e mais linda
Eu não conseguia dizer nada. Eu não tinha forças pra sair dali, e mesmo se tentasse ele atiraria em mim.
— se parece tanto com a sua mãe – ele disse – foi uma honra matá-la sabia
— não fale da minha mãe – consegui falar
— e o que você vai fazer – ele disse debochando de mim – sou eu que tenho uma arma apontada pra você.
De longe, vi que alguém se aproxima silenciosamente por trás do cara. Ele tinha algo em suas mãos e depois quando encontrou meu olhar fez pra que eu continuasse calada. O assassino continuou.
— seu pai é um otário mesmo – ele disse – como é que ele deixa a filhinha sair sozinha enquanto temos um assassino louco por vingança a solta?
— vingança? Ele não fez nada contra você – falei
— ele matou meu irmão – disse o cara, o Edward estava cada vez mais perto – e eu matei sua esposa. Mas fui pego e agora vou te matar também, outra vingança
Ele mal terminou de falar e o Edward com as costas da arma lhe golpeou na cabeça e ele caiu meio desorientado no chão. O Edward correu e veio em minha direção, me abraçou forte e rápido.
— vamos, temos que sair daqui – ele disse
— mas ele – disse nervosa e com medo e rápido, tudo junto – ele vai ficar ai?
— minha prioridade é você – ele disse
— Edwar.. – nem deu tempo avisar
O assassino tinha se levantado e golpeou o Edward, que caiu no chão. Mas logo se levantou. Eu estava paralizada. eles estavam brigando. O Edward gritava mandando eu sair, mas eu não conseguia mover minhas pernas, pra sair dali. O assassino deu um soco no rosto do Edward, que ele cambaleou pra trás e pude ver o sangue saindo de onde ele tinha acertado.
O Edward foi com tudo pra cima dele. Soco no rosto, pancada com a arma, soco no rosto e pancada com a arma, ate que o assassino caiu. Embora ainda estivesse consciente. Ele saiu engatinhando. O Edward apontou a arma na sua direção e atirou, mas acertou no asfalto do seu lado e o cara saiu correndo.
Ele voltou ate mim e eu o abracei, estava com medo. Quando nos afastamos, pude ver o estrago real que ele tinha feito em seu rosto. No meio de sua sobrancelha estava sangrando e seu lábio superior no canto esquerdo estava inchado.
— ele, ele... – ainda estava nervosa, acho que traumatizada
— ele fugiu – disse.
— ele vai voltar – falei e lagrimas caíram de meus olhos
— eu vou ta por perto – ele disse me consolando – você ta bem?
— eu, eu... – não conseguia falar
Ele me abraçou de novo e ficamos assim por um tempo. Mas não podíamos ficar ali pra sempre, me afastei dele.
— você ta machucado – falei
— não importa – ele disse – vamos sair daqui, vou te levar pra casa
— desculpa, foi culpa minha – falei – não devia ter saído
— não devia mesmo – ele me disse – mas nada aconteceu, então vamos
Saímos de lá. Ele novamente me puxou pro seu peito e me abraçou. Fomos andando pra casa. Eu chorava em silencio, estava realmente com medo. Minha casa estava totalmente escura e o carro do meu pai não estava. Ele tinha saído.
— você ta com sua chave né? – perguntou o Edward.
— não – falei rouca de tanto chorar em silencio – não peguei antes de sair
— não tem problema, vem – ele disse
— onde? – perguntei
— vamos entrar – ele disse
Ele saiu me puxando em direção a porta. Ele me soltou por alguns instante enquanto ele fazia não sei o que pra abrir a porta. Ate que conseguiu e entramos, enquanto ele fechava de volta a porta, eu ligava as luzes.
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