Meu Guarda Costas

5 Capítulo 5 → Também te amo filha ↔ ♥ ←


Notas iniciais
Hey lindezas,
Tudo bom com vocês??
Espero que estejam bem.
Primeiramente gostaria de agradecer as duas lindas que comentaram no capítulo anterior. Obrigada lindezas!!!
Enfim, aqui está o quinto capítulo e ele é bem maior.
Bem, chega de enrolação.
#Vamos ao capítulo
#Boa Leitura

Alícia seguiu pelo patio da Universidade, e passou pelo enorme estacionamento e ficou na saída esperando Jorge. Não demorou muito para que ele aparecesse com seu Lamborghini. Alícia entrou e lhe deu sum selinho, depois Jorge arrancou e a levou para casa. Em menos de 10 minutos ele estacionou em frente à casa dos Gusmán, no condomínio. Jorge saiu do carro e abriu a porta para Alícia.


— Não vai brigar comigo? — Disse a morena encostada no carro.


— Deveria, mas o fato de você não se lembrar de nada, já é um bom castigo pra você. — A olhou.


— Como você sabe que não me lembro de nada? — Ergueu uma sombracelha.


— Você bebeu uma garrafa da bebida mais forte que tinha lá, seria impossível você se lembrar de alguma coisa. — Falou com um pouco de ignorância.


— E porque eu bebi? — Esperou a resposta mas ele apenas riu. — Não vai contar não é mesmo?


— Duvida é cruel. Pior que agora seu pai deve estar me odiando ainda mais. — Revirou os olhos.


— E porque me deixou beber? — Mordeu o labio inferior.


— Eu? — Se apontou. — Alicia, eu cheguei lá você estava terminando de tomar a garrafa. Eu apenas fui para te tirar de lá, já que alguém, que eu não faço ideia de quem foi, me ligou e me disse o que estava acontecendo.


— Desculpa, seja o que for, não vai voltar a acontecer. — Abaixou a cabeça.


— Acho bom mesmo. — Suspirou. — Precisa de alguma coisa?


— Não. — Se limitou, arrumando a mochila no ombro.


— Então vou indo, etnho que voltar para o trabalho. — Deu um beijo na testa dela — Se cuida. — Entrou no carro e deu partida.



Alícia sentiu como ele a tratou friamente, mas ignorou, a final, talvez ela merecesse, mas ficar sem saber o que houve na noite anterior seria cruel de mais para ela. Atravessou o portão da entrada, subiu uns degraus, abriu a porta e ao entrar diretamente na porta, deu de frente com seu pai. Esqueceu-se por um momento que ele estava em casa. Tentou passar direto, não estava nem um pouco a fim de ouvir sermões naquele instante.



— Me ligaram da Universidade — Falou Fernando em tom sério, sem encarar a filha.


— Que bom, então já sabe que mandei o professor calar a boca pra eu dormir. — Revirou os olhos.


— Sei. Eu deveria dobrar seu castigo por isso. — A encarou.


— Faça o que quiser. Agora eu vou para o meu quarto, minha cabeça está explodindo. — Olhou o pai nos olhos. — Olha papai, me perdoa ok? Mas eu realmente preciso dormir.


— Paulo me ligou também. — Ignorou o comentario dela. — Você não comeu.


— Vai regular minha alimentação agora? — Suspirou, tentando se controlar.


— Não! Não vou. Mas eu me preocupo com você. — Se levantou do sofá e se dirigiu até ela.


— Eu sei, mas estou sem fome e sem apetite. — Fez bico.


— Mas precisa comer mocinha. — Abraçou a filha.


— Depois vejo se como alguma coisa. — Se soltou depois de uns segundos . — Não vai me perguntar o que faço aqui à essa hora?


— Deixe-me ver... — fingiu pensar. — Você não estava se sentindo bem o suficiente para ficar lá, já que está com uma tremenda ressaca da noite anterior, na qual não quero nem me lembrar, não pediu o Paulo para te trazer, e provavelmente ligou para o Jorge para ele ir te buscar.


— Você me conhece muito bem — Sorriu sínica. — Isso mesmo. Agora posso ir dormir?


— Sim, depois peço a Lourdes para ir lhe levar algo. — Sorriu.


— Não quero que ninguém me acorde ok? Depois eu mesma deço e como alguma coisa. Deixa eu ir lá. Até mais tarde. — Beijou-lhe o rosto. — Te amo papai. — Sorriu e se retirou.


— Também te amo filha. — Falou baixo, já que ela não estava mais presente.


Alícia sumiu pela enorme escada que tinha na sala, e seguiu para seu quarto. Pegou seu celular dentro da mochila, depois a jogou para um canto qualquer. Colocou o celular em silencioso, fechou as cortinas e caiu na cama do mesmo jeito que estava, de jeans e all star, apagando logo em seguida. Fernando ligou para Paulo que ainda não sabia que Alícia estava em casa, logo em seguida ele voltou pra casa. Alícia dormiu por horas seguidas, mas ao contrário do que dissera, ele foi lhe acordar, mas a porta estava trancada. Bateu algumas vezes mas ela não respondeu, estava em um sono profundo. Foi até à despensa da casa e pegou chave reserva, seguiu novamente para o quarto dela, destrancou a porta e entrou.



— Parece um anjo. — Sorriu vendo a filha dormir.


— Só quando está dormindo. — Paulo riu. — Não vai acordá-la? Já são quase 7 da noite.



— Tenho que acordá-la, depois ela não dorme à noite. — Se sentou na cama.


— Ela dormiu o resto da manhã, a tarde inteira e um pedaço da noite. De onde sai tanto sono? — Riu


— Ela estava com muita dor de cabeça. — Olhava a filha — Liguei para o Jorge.


Paulo revirou os olhos.

— Ele lhe contou o que houve?


— Sim! Ela bebeu de mais, e foi uma bebida muito forte, segundo ele.


— Que namorado irresponsável, como ele deixou ela beber assim?


— Ele não estava na horra, só chegou depois e a impediu de beber mais. Ele disse que pela quantidade que o barman disse que ela bebeu, ela poderia entrar em coma alcoolico.


— Mas ela só não entrou porque já se acostumou a beber. Caso contrário, ela teria entrado sim.


— O que eu não entendi, é o porque dela ter bebido tanto. Já até me acostumei com as bebedeiras dela, mas essa foi exagerada.


— Mas ele não contou o motivo? — Indagou curioso.


— Ele me disse algo que ela falou, mas ela estava fora de si, então ele não sabe se é verdade. — Acariciou os cabelos dela.


— O que ele disse? — Se sentou no sofá ali perto.


— Qual a parte do não quero que ninguém me acorde você não ouviu pai? — Perguntou com voz chorosa, e em seguida colocou o travesseiro em cima da cabeça.


— A parte que você já dormiu o dia inteiro. — riu. — Acorda vai. — Tirou o travesseiro dela.


— Minha cabeça está latejando de dor, me deixa em paz. — Fernando e Paulo se entreolharam.


— Filha, levanta pra você comer alguma coisa e tomar o remédio. — Tirou o cabelo dela do rosto. — E eu também quero conversar com você.


— O que foi que eu fiz dessa vez? — Abriu um olho.


Paulo gargalhou.

— Que horror. Você já tem sã consciência de que vive aprontando.


Alícia deu um pulo da cama, mas se arrependeu.

— O que esse Pudim de Calabresa está fszendo aqui? — Pôs a mão na lateral da cabeça.


— Eu moro aqui. — Sorriu sínico. — Ou a bebida fez você se esquecer disso também?


— Vai se ferrar. Some do meu quarto. — Jogou o travesseiro nele e depois deitou de novo.


— Eu te ofereci o remédio lá na Universidade, mas você é tão teimosa que não quis, agora fica aí. — A olhou.


— Porque não tomou o remédio filha? — Olhou a filha, depois de olhar Paulo.


— Porque se você sabe, eu não tomo remédio nenhum de estômago vazio. — Falou começando a se irritar.


— Então precisa comer alguma coisa. — Alícia fez careta. — Ainda com náusea? — Ela assentiu. — Acho melhor levar você no hospital filha. Já era pra ter passado.


— Tio me desculpe, mas depois do tanto que ela bebeu, é normal. — Falou e os dois o olharam.


Alícia se sentou na cama cerrando os punhos.

— Fernando, tira esse retardado daqui, antes que eu jogue toda minha dor pra cima dele. — Falou entredentes.


— Porque vocês só brigam hein? — Nunca se importou com as discussões deles, mas às vezes isso lhe irritava. — Porque nunca podemos conversar como uma familia normal?


— Familia? — gargalhou. — Ele não é nada meu.


— Mas é meu afilhado Alícia.


— SEU. Falou em número correto. Papai, eu até entendo que a tia Lilian seja muito querida, mas daí aceitar ser padrinho desse Pudim de Calabresa. — Paulo o fechou a cara. — Já é de mais não acha? — Ergueu uma sombracelha.


Paulo suspirou para não alterar a voz. — Eu já disse para parar de me chamar desse nome, senhorita Gusmán.


— Você está pedindo porque ainda não sabe o porque desse apelido. — Sorriu.


— E qual seria o motivo? — Perguntou Fernando.


— Vocês vão morrer curiosos. — Se levantou da cama, indo em direção à porta. — Agora, será que você pode se retirar, para eu conversar com o MEU pai. — Destacou olhando para Paulo.


— Ok! Mas você ainda vai me contar o porque disso. — Saiu bufando e Alícia bateu a porta.


— Porque o trata assim?


— Porque não gosto dele, nunca gostei. Ele é um idiota. Um completo retardado, que se acha. Vive rodeado de meninas, mas na verdade a única namorada que ele tem se quer gosta dele. — Calou-se. Havia falado de mais.


— A Maria Joaquina não gosta dele? — Franziu o cenho.


— Papai, esquece isso, se ela souber que te contei isso vai me matar. — Implorou.


— Então me responde. Ela está fazendo hora com ele?


— Não. É tudo com o concentimento daquele retardado, imbecil. — Revirou os olhos.


— A bom. Não quero saber de ninguem fazendo hora com ele ok? — Ela deu de ombros. — Agora sente-se aqui, preciso conversar com você. — Mostrou a cama.


Alícia se sentou e ficou de frente pra ele. — O que houve dessa vez?


— Alícia, você sabe o quanto você é importante pra mim? — Ela assentiu. — Eu nunca impedi você de ver sua mãe Alícia, mas você a conhece e sabe que isso não te faz bem.


— Porque você está falando isso papai? — Engoliu seco.


— Porque eu sei que você foi lá na casa dela ontem Alícia, e como todas as outras vezes você saiu de lá machucada.


— Quem te contou isso? Co... como você soube?


— Foi por isso que você saiu ontem à noite, para aquela boate e descontou tudo na bebida. — Pegou a mão da filha. — Não vou te impedir de ir lá Alícia. Ela é sua mãe.


— Eu não quero ir mais na casa daquela senora. E não a chame de minha mãe. Ela é apenas a pessoa que me colocou no mundo. Você é minha mãe e meu pai. — Deixou cair uma lagrima.


— O que foi que ela te disse lá Alícia?


— Que me odeia, e que só não me abortou porque você não deixou. Que eu sou um peso na vida dela.


Fernando a acolheu em seu braços. — Calma meu amor. — Deu um beijo na testa dela. Não disse mais nada, e, embora desejasse dizer que era mentira, ele sabia que era verdade.


— Porque ela me teve papai? Porquê? — Soluçou. —Porque você se deitou com aquela mulher?


— Não chora filha, sua cabeça vai piorar.


— Me responde. — Alterou a voz e em seguida pôs a mão na cabeça.


— O meu amor. — Enxugou as lagrimas dela. — Ela te disse mais alguma coisa? — Perguntou receoso.


— Sim. — Abaixou a cabeça.


— O que ela te disse?


— Que o acidente que eu sofri quando criança, foi culpa minha.


— Ela é doida? Porque ela disse isso?


— Não sei. Ela disse que eu tirei a atenção dela no trânsito, e que eu quase a matei.


— Isso não é verdade Alícia. Você foi a única prejudicada dessa história, ela sofreu apenas alguns arranhões, e o carro que bateu, bateu do seu lado, e quase te matou. Você pode não se lembrar direito, mas ficou mais de mês no hospital correndo risco de vida meu amor.


— Tenho pequenas lembranças, mas então porque ela disse isso?


— Eu não sei filha. — Suspirou, isso não ficaria assim.


— O que eu fiz para ela me odiar tanto?


— Não é você. Sou eu. Ela nunca gostou de mim meu amor.


— Então porque você se casou com ela?


— Porque eu a amava, e ela apostou com suas amigas que ficaria comigo. Eu caí como um idiota e ela acabou engravidando.


— Ela tem problemas sérios mentais. Como ousa fazer isso com meu pai? — Fez bico.


— É. — sorriu. — Mas ela me deu o ser mais precioso de minha vida. — Arrancou um sorriso de Alícia. — Ela queria sim te tirar, mas eu não deixei. Os pais dela, quando descobriram nos obrigou a se casar, contra a vontade dela. Eu disse a ela, que quando você tivesse uma idade boa, eu pediria o divorcio e ficaria com você, ela concordou. Durante todo nosso casamento, ela teve outro cara, e quando eu descobri que ela estava gravida novamente que eu me separei.


— Mas porquê?


— O filho não era meu. Ela disse que era do Frederico, e embora eu gostasse muito dela, eu saí com você no mesmo dia de casa, e so voltei para ela assinar o divórcio.


— Então o motivo do divorcio foi a Carmem?


— Não bem ela filha. Sabe que eu gosto muito dela, e que ela não merece o pai que tem. E adoraria que ela fosse minha filha também. — Sorriu.


— E eu também adoraria, mas acho que se fosse ela iria passar pelo mesmo que eu. — Sorriu. — Por falar nela, ela vem passar o fim de semana com a gente.


— Sério? — Sorriu quando a filha assentiu. — Não vai ter problemas né?


Alícia revirou os olhos.

— Eles vão viajar por duas semanas e vão deixá-la sozinha em casa. — Sorriu. — Eu queria que ela tivesse crescido comigo. — Mordeu o labio. — Papai, porque você não arruma uma namorada?


— Eu? — Se apontou.


— Posso te ajudar se quiser. — Sorriu.


— Não, muito obrigada, você viu da ultima vez que você fez isso, e alias, sem meu conscentimento. — riu.


— Não pensei que iria causar aquilo. — Corou.


— Onde já se viu, postar que um dos maiores empresários estava precisando de uma namorada num site em Alícia? — Riu.


— Pois é. Onde já se viu. — Brincou. — Tem que ser muito doida mesmo pra fazer isso. — riu.


— Boba. — Deu uma pincelada no nariz dela — Te amo muito ok?


— Também te amo papai. Mais que tudo nessa vida. — Sorriu. -



Notas finais
Hey lindezas,
Espero que tenham gostado
#COMENTEM

Besitos ^.^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.