Meu Estúpido Anjo
11 Missão: M.E.A
Notas iniciais
Gai
Gai estava à espreita, posicionado numa árvore, aguardando o Hyuuga mais velho sair. Seria extremamente complicado cumprir aquela parte da missão, ainda bem que fora ele quem TenTen designou para o serviço.
Enquanto esperava pacientemente pela retirada do homem, Maito repassou as instruções da Mitsashi.
Flashback on
― Gai-sama, o senhor ficará com uma parte especialmente perigosa. ― Ela o olhou como quem diz "você pode desistir quando quiser" ― Quero que o senhor invada a casa do Hiashi.
― Para quê Gai-san deve fazer isso? ― Ino indagou, preocupada.
― Para pôr grampos pela casa. ― O próprio Maito respondeu a dúvida da moça.
― Não precisa grampear a casa toda, afinal outras pessoas moram lá e elas não tem nada haver com isso. ― TenTen advertiu ― Quero que o senhor grampeie apenas o escritório do Hyuuga. Não apenas o telefone, quero escutas por todo o cômodo.
― Mas, ― Gai se viu obrigado a questionar ― por que não colocar escutas em todos os telefones da casa, então?
― Como eu disse, outras pessoas residem na casa, e elas não tem nenhum envolvimento nisso. ― Ela deu alguns passos e então olhou para o lado, como se estivesse escutando alguém, o que ele achou deveras estranho ― E, além do mais, duvido que Hiashi fale sobre esse tipo de coisa em qualquer telefone da casa. Ele deve tratar desses assuntos na segurança do seu escritório, e esse é o nosso trunfo.
― Nesse caso, será mais fácil. ― Gai se recostou no sofá.
― O problema é entrar na casa. Ela está cheia de seguranças e tem câmeras por todos os lados. Esse foi outro motivo pra escolher o senhor. ― TenTen sorriu docemente pro seu antigo mentor ― Preciso das habilidades da Besta Verde De Konoha.
Flashback off
Ela precisava de sua ajuda para salvar o namorado, então ele não iria desapontá-la.
Já faziam três dias que eles haviam tido aquela conversa. Nesses três dias tudo o que fez foi observar a rotina do Hyuuga mais velho, memorizando cada detalhe. Não queria nenhuma surpresa.
Hiashi mantinha uma rotina severa, e isso facilitaria muito seu trabalho.
Ainda bem que ele é um homem de hábitos.
O ex-mentor olhou em seu relógio e viu que já eram 07h59min45seg. O Hyuuga saia de casa às 08hrs, pontualmente.
Assim que o relógio mudou, Gai ouviu a porta da frente bater. O Hyuuga se dirigiu ao seu carro e então o motorista deu partida. Ficou ali aproximadamente dois minutos, esperando a confirmação de que não voltariam e, nesse meio tempo, viu um carro vermelho seguir o mesmo caminho que a Lamborghini preta.
Boa sorte, Karin-chan.
Quando teve certeza de que o veículo não voltaria, Maito se preparou para adentrar a residência.
Pulou da árvore em direção a varanda do escritório, andou até a porta e virou a maçaneta. Trancada. Não era nenhuma surpresa, assim como não era nenhum obstáculo. Tirou dois grampos de aço de um dos bolsos da calça e pôs-se a abrir a mesma.
Assim que o fez adentrou o local, fechando a porta atrás de si. Era realmente bonito, bem decorado e espaçoso. Com quadros e móveis que, com certeza, Gai não conseguiria comprar nem se vendesse todos os seus pertences e parte de sua alma.
Depois de admirar brevemente o lugar, ele começou a fazer o que viera fazer.
Estava espalhando escutas pelo lugar, em pontos estratégicos. Na mesinha de centro, na estante de livros, embaixo da mesa... Também pôs-se a colocar algumas câmeras, pequenas e que alguém só veria se estivesse procurando.
Quando Gai estava pondo a última câmera escondida na estante para então grampear o telefone, ouviu passos no corredor. Ficou parado, sem fazer um único movimento ou ruído. Não foi o suficiente. Ouviu a porta ser destrancada.
O que eu faço agora?
Karin
A ruiva havia ficado responsável por seguir Hiashi onde quer que ele fosse. TenTen a pediu que mandasse relatórios a cada trinta minutos, assim, caso ela não mandasse, saberiam que aconteceu algo.
Agora ela precisava se comunicar com Sakura, as duas estavam trabalhando juntas nessa primeira etapa do plano da Mitsashi.
Flashback on
― Karin-san, preciso que você siga o Hiashi. Você deve ser a sombra dele, quero saber onde ele está e o que está fazendo. ― Ela encarou a ruiva por alguns segundos e então retomou às instruções ― Você e Sakura-chan vão trabalhar juntas nessa etapa.
― O quê?! ― As duas exclamaram ao mesmo tempo. Não era segredo pra ninguém que elas se detestavam.
― Eu sei que vocês não gostam uma da outra, mas eu espero que consigam deixar suas diferenças de lado e executar sua parte no plano. ― A morena alternava o olhar entre elas ― Eu preciso de vocês duas nessa. Vocês conseguem?
A Uchiha e a Uzumaki se entreolharam, numa concordância silenciosa. Se TenTen precisava das duas, então elas iriam ajudá-la.
― Sim! ― Disseram em uníssono.
Flashback off
Karin não gostava da ideia de trabalhar ao lado de Sakura, mas ela sabia perfeitamente que era necessário.
Por mais que eu te odeie, farei isso. Pela TenTen.
Com esse pensamento a ruiva usou a digitação por voz para mandar uma mensagem para a rosada.
Cinco minutos até chegar à empresa. Assuma sua posição.
—K
Não demorou muito para o celular da Uzumaki vibrar. Sakura havia respondido.
Passou os olhos rapidamente pela resposta.
Certo, já estou pronta.
—S
Mais dois quarteirões e eles estariam na empresa da família Hyuuga. Assim que chegassem àquela porta, a vez da Uchiha começaria.
― Só espero que aquela idiota faça tudo direito.
Exatamente no tempo previsto pela Uzumaki eles chegaram a empresa. Assim que enviou uma mensagem para Sakura e ela confirmou que estava pronta ela estacionou o carro do outro lado da rua e foi a pé na direção do estacionamento das empresas Hyuuga. Lá ela iria concluir a segunda parte do plano: colocar um rastreador no carro de Hiashi.
O lugar estava escuro e silencioso. Vazio. Perfeito para fazer o que precisava ser feito.
Andou entre todos aqueles belos carros de marca até que seus olhos finalmente pousaram sobre a lamborghini preta. Era aquele.
Olhou para os lados, para ter certeza de que não havia ninguém ali. Quando confirmou que estava sozinha, entrou embaixo do veículo e começou a armar o dispositivo.
Levou cerca de dez minutos para colocá-lo. Quando terminou se levantou, certa de que Sakura já a esperava no carro, visto que ela já havia avisado que terminou.
Quando a ruiva se afastou do veículo e se virou para ir embora, já tendo o celular nas mãos com o intuito de mandar uma mensagem para a Uchiha, ela se deparou com um homem a sua frente.
― Posso ajudar em algo, senhorita?
Karin não teve dúvidas, aquele era o motorista do Hyuuga.
Merda!
Num movimento rápido, ela digitou a palavra-chave entre ela e Sakura, na esperança de que a rosada viesse ao seu auxílio.
Sharingan
—K
Sakura
Sakura andava tranquilamente pelo saguão do prédio. Qualquer um que passasse por ela enxergaria uma mulher trocando mensagens ou então checando as redes sociais, e era isso que ela queria aparentar.
Volta e meia olhava para os lados ou para a frente, como se procurasse algo. Quem a visse pensaria que ela estava apenas a espera de alguém. E ela estava.
Flashback on
― Sakura-chan, a Karin vai te manter informada sobre a proximidade do Hiashi, certo? ― TenTen a olhou com um sorriso.
― Certo... Mas... ― Olhou de relance para a Uzumaki e então voltou-se para a morena ― Por que?
― Você vai por um grampo nele. ― A Mitsashi a encarou com seriedade ― Vocês não podem segui-lo o tempo todo, em todos os lugares. Por isso precisamos de um rastreador. Você tem que tentar pegar algo que ele use sempre e pôr o rastreador lá. ― Isso vai ser difícil, mas acho que consigo.
― Ótimo. ― A morena sorriu.
Flashback off
A rosada foi arrancada de seus pensamentos pelo celular vibrando nas mãos. Outra mensagem de Karin.
Ele chegou, se prepare.
—K
Se prontificou a enviar uma resposta.
Estou pronta.
—S
Assim que enviou, viu o homem de cabelos longos e olhos perolados cruzar a porta do imenso saguão. Havia chegado a hora de cumprir sua parte no plano.
Fez a sua melhor cara de distraída e andou em sua direção ainda com o telefone celular em mãos, fingindo estar digitando algo.
Seguiu andando apressadamente até que esbarrou no Hyuuga. Numa tentativa de não cair ― ou pelo menos foi isso que aparentou aos outros que assistiam a cena ― ela agarrou o braço do mesmo, tirando o relógio de pulso que Hiashi usava.
Num movimento rápido e quase imperceptível, ela pôs uma espécie de adesivo nas costas do objeto. O adesivo em questão era um rastreador de última geração.
Missão cumprida!
― Me perdoe, senhor. Eu não estava prestando atenção. ― Desculpou-se fazendo sua melhor cara de inocente e estendeu o relógio para o homem ― Aqui está o seu relógio, eu o tirei de seu pulso sem querer.
― Deveria olhar por onde anda! ― Esbravejou, arrancando o relógio das mãos da moça.
― Perdoe-me.
O Hyuuga nada respondeu, apenas deu as costas a ela.
Sakura ignorou toda a grosseria do mais velho e pegou o celular para falar com Karin.
Está tudo certo aqui. Como vai a segunda parte do plano?
—S
A resposta veio quase que instantaneamente.
Estou indo para o estacionamento do prédio. Me espere no carro.
—K
Assim Sakura o fez.
Caminhou de forma apressada para fora do prédio e seguiu andando até ver o carro vermelho estacionado do outro lado da rua. Cruzou a mesma o mais rápido que pôde. Sakura nem ao menos percebeu que estava sendo seguida por alguém.
Entrou no carro e bateu a porta, pegando novamente o celular para falar com Karin.
Quando digitou a senha de desbloqueio viu que já havia uma mensagem da ruiva.
Sharingan
—K
Droga!
A rosada saiu do carro com a mesma pressa que entrou, mas foi impedida de ir ao socorro da colega por um homem que estava em seu caminho.
― Com licença, senhora. ― O homem sorriu de um jeito enigmático.
Fomos descobertas!
Ino
A Yamanaka exibia seu melhor sorriso pelos corredores do Konoha Hospital, tudo para tentar disfarçar seu nervosismo.
Por ser médica e trabalhar exatamente lá, TenTen a escolhera para ficar de olho em Neji. Qualquer alteração no quadro clínico ou qualquer movimentação suspeita no quarto dele, a Mitsashi devia ser informada imediatamente.
Flashback on
― Ino, a sua tarefa será igualmente importante. ― Ela se sentou ao lado da loira no sofá ― Você vai cuidar do Neji. Sua parte no plano vai ser me manter a par de tudo o que acontecer com ele, qualquer alteração, por menor que seja, deve ser relatada à mim, OK?
― TenTen-san... ― A Yamanaka olhou diretamente naqueles olhos castanhos ― Por que eu? Talvez Sakura tivesse mais sucesso nisso.
― Eu escolhi você porque você é a única que tem acesso ao quarto dele, assim como a ficha médica e esse tipo de questão. ― A morena segurou as mãos de Ino ― De todos aqui, você é a única que não levantará suspeitas, assim como não poderá ser associada à mim caso algo nesse plano dê errado, afinal, você vai estar apenas fazendo seu trabalho.
― Eu entendo seu lado, mas eu não sou nenhuma espiã nem nada disso. E se eu estragar tudo? ― Ela estava realmente com medo de por tudo a perder.
― Ino-san, como eu disse, você vai estar apenas fazendo seu trabalho, que é cuidar do paciente. ― TenTen se levantou ― O que eles teriam contra você? Por que iriam desconfiar logo de você? De todos os envolvidos nessa missão, você é única que não levanta nenhuma suspeita.
― É, nesse ponto você está certa. ― Ela começou a ponderar tudo aquilo ― Tudo bem, podem contar comigo.
Flashback off
Lá estava ela, na porta do quarto do Hyuuga. Tinha que se controlar e tentar parecer o mais natural possível, afinal, é como TenTen disse, ela está apenas fazendo seu trabalho.
É só mais um dia normal de trabalho, Ino. Não há com o que se preocupar.
Respirou fundo e abriu a porta, entrando no quarto. Estava vazio, para sua sorte.
Foi até os aparelhos que mantinham o rapaz vivo e pôs a checá-los.
Frequência cardíaca: OK;
Oxigenação: OK;
Está tudo bem com você, por hora.
Depois de ver que tudo estava normal ― se é que se pode chamar aquela situação de "normal" ― com o rapaz, a loira foi até a cama e pôs-se ao lado dele. Chegou perto do ouvido do mesmo e sussurrou:
― Aguente firme, Neji. TenTen vai fazer de tudo para salvar você.
A Yamanaka estava tão concentrada nas palavras que não ouviu a porta do quarto ser aberta.
― O que faz aqui?
Ao ouvir a voz atrás dela, Ino pulou devido ao susto e encarou a pessoa em questão.
Maldição!
Deidara
O loiro estava num carro a pucos metros dos portões da mansão Hyuuga, esperando Gai concluir o serviço.
Seu trabalho era simples, dar apoio ao Maito se esse precisasse e estar pronto pra sair assim que ele entrasse no carro. A sua colega de explosões fora bem clara sobre isso.
Flashback on
― Deidara-sama, o seu trabalho vai ser apoiar o Gai.
― Como, exatamente? ― Ele questionou a moça, querendo mais detalhes sobre sua parte naquele plano maluco.
― Quando Gai-sama entrar na casa, ― pôs-se a explicar ― o senhor vai cuidar para que ele tenha uma fuga rápida, se preciso. Se algo dentro da mansão der errado, preciso que o senhor tenha uma distração pronta para que ele consiga fugir.
― Que tipo de distração? ― Perguntou, torcendo pra receber carta branca.
― O que você quiser. ― Deidara abriu um largo sorriso com a resposta da Mitsashi ― Exploda metade da casa se julgar necessário, apenas tire Gai-sama de lá.
Deidara a viu olhar para o vazio e rir de algo. Ela fez algumas vezes durante a conversa com eles, e todos estranharam aquela atitude, mas ninguém pediu nenhuma explicação para a morena.
Flashback off
Deidara sorriu com a lembrança de que fora autorizado a explodir a mansão se quisesse. Bom, não se quisesse, se julgasse preciso. Mas quem iria saber, não é?
Em seu íntimo, estava torcendo para que Maito precisasse de ajuda, só pra poder destruir alguma coisa com suas bombas.
Como se alguém lesse seus pensamentos, o loiro sentiu seu celular vibrar. Quando leu a mensagem, seu sorriso se alargou ainda mais.
C4
—G
C4 era a senha deles pro caso de algo dar errado dentro ou fora da mansão.
Parece que vou mandar alguma coisa pelos ares, afinal.
Lee & TenTen
Os dois haviam ficado responsáveis por vigiar o escritório do Hyuuga. Transformaram o quarto de hóspedes do apartamento da morena numa verdadeira sala de espionagem. As câmeras e grampos que Gai colocou pelo cômodo transmitiam tudo para lá, ou seja, eles veriam e ouviriam tudo o que acontecesse lá.
Assim como viram quando Maito se desesperou. Sabiam que tinha algo errado. Quando Gai se escondeu embaixo da mesa eles viram a porta ser aberta.
Um segurança entrou no local e começou a checar.
― Ele vai ver o Gai-sensei! ― Lee se levantou da cadeira e bateu as mãos na mesa.
― Calma, Lee. ― TenTen colocou a mão em seu ombro, tentando fazê-lo relaxar ― Deidara-sama está lá. Ele vai fazer algo para socorrer o Gai.
Eles assistiram o homem se aproximar da mesa. Quando esse já estava perto um estrondo altíssimo foi ouvido do lado de fora, fazendo o segurança sair correndo para ver do que se tratava.
Não era preciso ser um gênio para saber que Deidara havia detonado algo do lado de fora da casa.
― Eu acho bom aquele louco não ter explodido a minha casa, Mitsashi, por quê é você quem vai pagar a conta. ― Neji falou com os olhos fixos no munitor.
― Ingrato! ― A morena esbravejou para ele, porém acabou atraindo a atenção de Lee.
― Como assim? ― Ele a encarou com uma cara que evidenciava sua confusão.
― Não, nada. Eu só... É... ― Ela não sabia como responder e isso estava divertindo o Hyuuga ao seu lado ― Eu só pensei em voz alta, não era nada.
― Ah, devia estar pensando no seu namorado, imagino. ― Voltou a se sentar na cadeira e observar o munitor.
Aquilo fez TenTen sentir-se mal por ele. Sabia que devia estar sendo difícil ajudá-la a salvar a vida de Neji, tendo em conta o que sente por ela.
― Obrigada, Lee. ― Disse num tom sincero.
― Pelo quê? ― Outra vez a expressão confusa se fez presente em seu rosto.
― Por estar me ajudando, mesmo com... Tudo. ― Ela desviou o olhar do dele ao pronunciar essa última palavra.
Ele sabia perfeitamente que com "tudo", ela estava se referindo aos seus sentimentos por ela.
― Não precisa agradecer. Antes de tudo, você é minha amiga. ― Ele sorriu sinceramente para ela ― Eu gosto muito de você, TenTen. E é exatamente por isso que eu quero que seja feliz.
Ouvir aquelas palavras fez com que o peso que ela sentia no coração desaparecesse. Era muito bom saber que ele não guardaria mágoas dela. Lee era um grande amigo e não queria perdê-lo.
Depois de uma singela troca de sorrisos, eles voltaram a examinar a tela à sua frente.
Gai
Maito se escondeu atrás de uma mesa e enviou a palavra-chave para Deidara. O coração estava acelerado e ele prendia a respiração.
De baixo da mesa ele conseguia ver os pés do segurança, que ia de um lado para outro, como se estivesse procurando algo ― ou alguém.
Será que eu fiz algum barulho quando entrei? Não, eu tenho certeza.
O homem começou a se aproximar da mesa e Gai sentiu que seria descoberto. Já estava mentalizando qual seria sua explicação para aquilo quando ouviu um estrondo do lado de fora.
Com o barulho, o segurança correu para ver o que era e então Maito saiu de seu esconderijo pronto para ir embora daquele lugar e não retornar lá nunca mais.
Mas antes, tinha que concluir a missão. Pôs o maldito grampo no telefone e saiu de lá.
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