Meu Dom Incomum
1 Passado meu
Notas iniciais
Esse primeiro capitulo é mais voltado ao passado da personagem principal , no próximo capitulo acrescentarei nomes de personagens...
-Mamãe!!!-correu a mim uma menininha,com cabelos enrolados e caídos sobre os ombros....ela era meu reflexo,ela era inteiramente eu, ela era um sonho que sempre tive e que realizei...não podia sacrificar nada do que aquela criança acreditava, a única razão pela qual eu continuava se dava a ela...
Ainda me lembro da primeira vez que eu fui ao médico com ela,recém nascida em meus braços ,tão ingênua e tão pura...ainda me arrependo de não ter contado a ela...o meu fardo...um ´´dom`` que só causava-me intermináveis dores de cabeça, até porque a complexidade do que eu era vai além de qualquer compreensão racional.
Eu nunca fui uma pessoa muito devota a nada..eu sempre achei que o superficial das coisas é o que deixava a vida mais interessante,religião para mim era só mais uma palavra,e fé era a ultima coisa no qual eu me apoiava.
Na adolescencia eu era do tipo de garota que passava despercebida na multidão,mas não porque era anti social ou estranha, mas porque eu ja fora uma referencia para aquelas pessoas a minha volta,na 7 série as meninas me idolatravam e isso continuou até a 8 série, eu era como um heróina para todos, mas não por possuir qualidades, e sim defeitos,para começar quando tinha 13 anos eu namorava um cara de 20. As meninas eram alvo fácil para pedófilos na época...e hoje em dia sei que não é diferente...o que eu não sabia era que aquele mesmo cara pudesse me atormentar ainda mais nos dias de hoje. Eu dava as melhores festas, as melhores referencias para ponto de droga. Eu era como um ´´chefão do crime`` na minha escola. Isso com apenas 13...foi só depois do acidente que tudo isso mudou,andar de moto com um cara bebado na madrugada não parecia mesmo uma boa ideia, mas mesmo assim eu fui...o resultado foi um coma de 1 ano e meio, ainda me lembro das vozes das ´´tias`` freiras do reformatório me analisando ainda inconsciente, o impressionante é que nada do que elas apontavam supria a vontade que eu não tinha a acordar, daquela doce sensação do quase morrer....mas mesmo assim acordei, acordei mas sem um companheiro ao meu lado,meu namorado havia morrido.. pois não usava o estúpido capacete de proteção,a minha queda só se amenizou por conta da colisão me arremessar para o outro lado da pista (um lado de grama fofa).
Para a minha sorte ou azar nada em meu físico fora alterado,mas pouco importava tambem...se eu soubesse na época o que sei agora, com certeza preferiria morrer.Soa mórbido mais é verdade,quando voltei a escola eu já não era mais tãooo popular,na verdade só não me expulsaram porque eu não tinha para onde ir no momento(para uma pré adolescente orfã achar uma familia na época era quase impossivel)o jeito era aceitar a rejeição da escola inteira em cima dos meus ombros,e se fosse apenas o isolamento estava bom...o pior foi quando todas as ´´meninas de Deus`` se voltaram contra mim,me chamavam de coisas deploráveis e inimagináveis...até a letra escarlate me obrigaram a usar...um A em vermelho vivo...no meu armário,nas minhas roupas até em minha testa (com canetinha permanente) depois de uma noite de sono. Parece que o meu namoro na época não fora um dos melhores exemplos para as ´´anjinhas`` do reformatório.
Enfim...minha fama acabou e a minha vida felizmente se endireitou....eu não vendia mais drogas...não namorava mais ninguem...eu realmente estava na paz. Até que as atormentações começaram.
Foi um dia no corredor da escola, todo mundo nas salas e eu matando aula (fazer o que velhos hábitos não morrem) no final do dia. Estava indo ao ginásio fumar um cigarro(O.K sem comentários) quando senti uma mão em meu ombro.Me virei e não tinha ninguém, pensei que fosse apenas minha imaginação então continuei andando.Senti denovo só que agora mais forte, como se alguém tivesse me empurrado. Então começei a correr....correr e correr e chegando ao ginásio fui arremessada por alguma coisa contra as escadas.Caí aos pés de alguém e quando olhei para cima.....era meu mórbido frívolo ex namorado morto.
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