Meu Diário
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Espero que gostem!
PS.: Desculpem os eros de português, digamos que não é o meu forte kk
Beijos:*
AGORA
Aqui estou eu, deitada na minha cama agarrada com o travesseiro imaginando ser "ele", olhando para ao teto branco do meu quarto com o computador ao meu lado, escutando "o que é que tem?" de Jorge e Mateus e chorando baixinho pra ninguém escutar.
Por que tudo é tão difícil pra mim? Por que logo agora ele tem que aparecer, ele não acha que eu já estou sofrendo demais não? Por que a gente tem que amar? Seria bem mais fácil se o amor não existisse, não?
Eu estava legal, cheguei a pensar que estava apaixonada outra vez, até "ele" aparecer com aquele jeitinho lindo, simpático e mega fofo e tirar a minha paz. Com um simples olhar ele conseguiu me desarmar, quebrou toda a armadura que eu tinha feito para me proteger e ele sabia muito bem o poder que exercia sobre mim, o que tantas vezes me machucou e muito.
Bem, vocês não devem estar entendendo nada, me deixa explicar melhor.
Algumas horas antes...
Estava me arrumando para jantar com a minha mãe, coloquei uma roupa simples um short verde, uma blusa preta com um gato cinza estampado na frente e uma rasteirinha dourada. Tentei arrumar o cabelo, mas sabe aquele dia que seu cabelo não te obedece, pois bem, era isso que estava acontecendo, mas tudo bem iria ser uma saída rápida para uma lanchonete mesmo. Peguei minha bolsa e fui em direção ao carro, um versa preto.
Tudo estava tão calmo, “ele” não estava na cidade pelo menos era o que eu tinha suposto lendo, “sem querer”, o facebook dele (eu sei, leio já sabendo que vou sofrer com as coisas que vou achar, mas não consigo evitar). Todos os meus pensamentos me levavam até aquele ser, sempre assim, que saco!
Dispensei aqueles pensamentos e foquei no presente, passado é passado me lembrei mentalmente. Ajudei minha mãe a escolher os melhores sanduiches e fizemos o pedido, ficamos conversando sobre varias coisas, a maioria besteiras. Até quando eu fiz umas das piores escolhas no momento, olhei a entrada da lanchonete e o vi de cabeça baixa entrando com Kléber, seu melhor amigo.
Kléber me viu olhando para os dois e avisou a “ele”. Quando “ele” me olhou a sua primeira reação foi surpresa, porem ele logo se recuperou e me encarou com olhos penetrante que conseguiam enxergar até a minha alma, com o sorriso de lado (o meu sorriso, que tanto mexia comigo) foi o suficiente para quebrar a minha armadura de quem já tinha superado tudo. O que eu tanto lutei não resultou em nada, as lembranças vinham com tudo me fazendo lembrar de tudo o que eu sinto por ele.
Ele sabe o quanto de sentimentos eu tenho por ele e também sabe como eu tenho tentado mudar depois de tudo que aconteceu, mas acho que ele tem prazer em me deixar desconcertada.
Desviei o olhar e tentei me concentrar na minha mãe que estava bem na minha frete, mas foi um tarefa bem difícil, pois eu sabia que na mesa de atrás ele estava lá.
Minha mãe deve ter desconfiado porque eu estava tremendo mais que tudo, tentei disfarçar segurando o sanduiche, mas mesmo assim ainda dava pra ver o quanto eu estava nervosa. Não sei como mas consegui terminar e pedi a conta, pagamos e fomos embora, mas quando me levantei para sair, vi uma cena que não queria ver nunca, “ele” estava com Kléber e com varias garotas ao seu redor, se fosse só isso tudo bem, mas ele estava beijando uma daquelas putinhas mirins. Me deu um mix de sentimentos que até agora não identifiquei todos, os mais fortes eram ódio, raiva, perda, dor, medo, tristeza, saudade, inveja, etc.
Sai de lá de cabeça erguida e com uma expressão fria, eu não me deixei ficar devastada, eu queria odiá-lo, estava me odiando por não odiá-lo. No caminho até a minha casa eu xinguei tudo e todos que eram possíveis e imagináveis. Porém essa raiva não durou muito, logo veio a dor aquele sentimento tão odiado por todos, era uma dor forte e parecia que não caberia tudo aquilo em mim.
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