Meu Diário, Seu Diário
4 Herói Grego
Notas iniciais
Eu pretendia alargar este capitulo, mas preferi solta-lo logo e me concentrar no capitulo 5
Certo, não esqueçam dos comentários, ein?
e se eu fosse vocês agradeceria exclusivamente ao meu querido leitor o senhor "Júnior Brito", você me fez ver que ainda tem gente que curte os romances clássicos, misteriosos e simples. Só é preciso saber juntar tudo num romance mais atual.
Querido, obrigada mesmo de todo o meu coração e espero que saiba que este capitulo é para você e para os outros aos quais esta historia ainda vale a pena acompanhar
pelo lado bom ao menos eu tenho o inicio do capitulo 5 já escrito ^^"
Era um caderno surrado, a capa entre um azul jeans claro misturado a um escuro que sobressaia-se ainda mais diante a mão pálida com unhas pintadas em um preto carvão que o segurava com firmeza em frente ao rosto da loira.
– Você tem ler – insistia novamente a morena – ao menos uma pagina, vamos Annabeth não é tão difícil.
A loira mexia apressadamente em seus livros.
Qualquer coisa seria melhor do que prestar atenção naquilo.
– Já disse que não Thalia. – Annabeth bufou, o nervosismo evidente quando seus livros caíram ao chão. Ela abaixou-se para pega-los – Droga! Não insista, por favor.
A de olhos azuis suspirou, agachando-se para ajuda-la e passando-lhe um de seus livros, logo em seguida o caderno.
Os dedos de Annabeth tremeram ao toca-lo, um calafrio reconfortante passou por sua espinha.
Estranho, pensou a loira, seus olhos confusos e perdidos.
– Está louca pra ler, eu sei.
O quê?
Foi quando ela reparou: ainda segurava o caderno, a ponta de seus dedos acariciando-o de leve.
– Tome – e o ofereceu a morena, seus olhos cinza nos azuis em um pedido silencioso, porém quase gritante – por favor – sua voz insistente.
Thalia suspirou.
– É para isso que servem as amigas – seus olhos azuis brilharam em segundas intenções –, mostrar quando a outra esta errada.
Os olhos de Annabeth tornaram-se desafiadores.
– Eu nunca erro.
A morena sorriu.
– Tem certeza? – sua voz era leve e lenta, quase arrastada.
Annabeth levantou-se num pulo.
– Mas é claro que sim! – ela soava ofendida.
O sorriso da morena se alargou ainda mais.
– Então não haverá problema em ficar com ele – e levantou-se indo em direção a sua sala – Não irá abri-lo não é mesmo?
A loira parou por alguns segundos, a mente ainda tentando processar os acontecimentos repentinos.
Ela só pode estar brincando.
Mas não estava.
O resto da aula passou entre trocas e trocas entre Thalia e Annabeth, ora o caderno na mesa da loira, ora na mesa da morena. Os olhos de Annabeth persistentes, quase mortais enquanto passava o caderno mais uma vez, porém, – surpreendentemente – ele não voltou, a de olhos cinzas não discutiu, estranhou, mas não discutiu.
Afinal era esse o seu objetivo não era? Fazê-la desistir, esperar que não persistisse em convencê-la. Fazer a coisa certa, mas afinal qual era a coisa certa?
Sua mente passou entre devaneios e devaneios mesmo em sua aula favorita de física e ainda mais aulas as quais ela nem conseguiu identificar.
O resto do dia teria passado como o vento se não fossem por aquelas poucas palavras provenientes da de olhos azuis:
– Vou andando.
Foi quando Annabeth realmente despertou.
– O que disse? – soou lento, quase arrastado de sua garganta, como se realmente a poucos minutos estivesse dormindo.
Thalia sorriu.
– Disse que vou andando – uma misteriosa luz passou por seus desafiadores olhos – Até a próxima – e se foi sem lhe dar chances de perguntar se havia ou não algo errado, mas alguma coisa em sua voz deixou os cabelos loiros de sua nuca arrepiados.
Sozinha na volta a casa o banco de trás da limusine pareceu ainda mais silencioso, ainda mais solitário.
“Até mais logo, Senhorita Chase”, teria esta frase sido apenas um reflexo confuso de sua perturbada mente? Annabeth não saberia dizer, de todos os modos respondeu educadamente deixando-se guiar até seu quarto, de encontro a sua cama.
O som da mochila a fez parecer mais pesada quando caiu no chão, quase como se levasse um peso a mais.
Isso surpreendeu a loira, mas Annabeth estava cansada demais para fazer qualquer coisa, confusa demais e com a mente quase implorando por um descanso de roupa e tudo deixou-se levar pelo sono nebulosamente negro que esvaiu-se como um acender de uma vela – assustadoramente rápido.
Pela janela, ela pode ver, estava escuro, todavia, não tanto. Como a pelo menos umas quatro horas da tarde.
Havia cochilado em torno de 2 horas e sem a interrupção de nenhum empregado, o que era praticamente um milagre, Anya, a pequena latina de cabelos negros e olhos chocolate metida a mãe honoraria, deveria estar no comando das empregadas hoje.
A loira quase sorriu ao imaginá-la encontrando-a em seu pequeno escape da vida real.
Levantando-se com os músculos ainda tensos ela foi até o chuveiro onde o banho quente relaxou seus ombros e esvaziou sua mente.
De volta ao quarto ela suspirou esfregando de leve o cabelo na toalha em uma tentativa de seca-lo, a muito Annabeth já cansara de estressar-se pelo cabelo cacheado e rebelde, mas os cremes novos, presentes de sua tia Afrodite, ajudavam bastante.
Ainda era estranho demais, apesar de já fazer 4 anos que se mudará para morar com sua mãe, se é que se podia chamar aquele quase sequestro de mudança.
Família.
A única família que achava ter quando pequena lhe escondera um segredo que lhe atormentava até o momento.
Teria sido melhor nunca ter sabido de tudo aquilo?
Annabeth balançou seus cachos suspirando enquanto a cabeça vagava em memorias do passado.
Aonde ela iria agora? O que ela faria agora?
Normalmente ao ponto de café pouco conhecido virando a rua para estudar e pesquisar em seu laptop novo.
Normalmente?
As coisas mudariam agora por ela saber de seu diário? Por ela saber com quem estava? Por ela saber de coisas escritas nele? Por ela saber o que ele dizia dela?
Anjo.
Seu rosto corou, a respiração acelerou e o coração falhou uma batida enquanto ela apressava o passo ajustando rapidamente a camisa em seu corpo.
Ela tropeçou em algo. Mais especificamente na mochila aberta que se encontrava no chão. Seus livros de Biologia, Matemática e Química acabaram espalhados pelo piso junto aos seus cadernos surrados.
Agachando-se para pega-los Annabeth suspirou de angustia.
Ela iria ao ponto de café. Ela continuaria a estudar como sempre fizera. Nada iria mudar.
Nada.
Seus dedos formigaram, sua mente parou.
Um caderno entre um azul jeans escuro e claro como a mistura-se em ondas de um mar profundo e agitado, na borda da direita em letras lindamente negras e em um encurvado charmosamente masculino “Perseu Jackson”, era o que jazia escrito. A capa do caderno, em vez de um papel reforçado como a maioria era de um couro fino, sem espiral, um caderno fechado.
De couro?
Ela só percebia agora enquanto seus dedos percorriam livremente por ele, sentindo o couro macio.
Perseu Jackson, ela quase sorriu, repreendendo-se em seguida.
Todos os chamavam de Percy ou Jackson, mas Perseu? Ela tinha o nome de um herói, um herói grego o que combinava perfeitamente com sua beleza.
B-beleza?
Annabeth sacudiu sua cabeleira loira, voltando a atenção para o caderno.
Mas afinal... O QUE AQUELE CADERNO ESTAVA FAZENDO ALI, NA SUA MOCHILA?
***
End of chapter 04.
Notas finais
você não quer que eu morra né?
ao menos antes de terminar essa historia não, né? XDDD
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