Meu Coração Pode Estar por Ai
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Essa é uma História de ficção, qualquer semelhança entre nomes de pessoas ou lugares com a realidade é mera coincidência. =P
...Abriu o armário e jogou sobre o corpo o primeiro vestido que viu pela frente. Passou uma maquiagem borrada por todo o rosto. Pegou a bolsa que usaria aquele dia e jogou lá dentro as chaves do carro, o celular e uma garrafa de conhaque. Caminhou com raiva até a porta mas antes que saísse do grande apartamento, Evie voltou até o quarto e pegou o porta retrato entre as mãos, observou-o por alguns instantes e antes que algumas lágrimas rolassem pelo seu rosto, ela deu um grito histérico e jogou o porta retratos pela janela. Então dirigiu-se até a saída do apartamento, que ficava no oitavo andar de um prédio no centro de Tokyo, saiu e bateu a porta com força e fúria...
...Ele não sabia o que fazer. Viu que a garota tinha perdido muito sangue e sua respiração não existia mais, mas ele ainda podia sentir as fracas batidas de seu coração. Ele começou a gritar por ajuda e alguns instantes depois um guarda que passava pelo local apareceu e ligou, pedindo ajuda policial e médica, enquanto Kouyou realizava os primeiros socorros necessários... Estava acabando de arrumar um adorno de margarida no cabelo, quando ouviu batidas rápidas e vigorosas na porta seguidas de uma voz enjoada de mulher que a chamava “Nana-chaaaan!! Vamos lá, já está na hora.” e Nana ouviu o caminhar impaciente da mulher do outro lado da porta. Nana já havia trabalhado em diversas coisas desde que se mudou para o Japão. No início conciliava um emprego como garçonete num Café com o último ano do colégio, depois disso trabalhou como vendedora de uma loja de doces onde ficou por 3 meses. Depois disso já trabalhou como operadora de telemarketing, recepcionista de hotel, entregadora de encomendas de uma empresa de eletrônica, acompanhante de idosos, acompanhante de cachorros, acompanhante de idosos com cachorros, vendedora de uma grife famosa, caixa de supermercado, atendente de uma lanchonete bem famosa... Por fim foi trabalhar como operadora de TV a cabo, mas como o destino é uma coisa bem engraçada, nesse último trabalho, Nana foi atender um cliente que era olheiro de uma agência de talentos. Esse olheiro a chamou para fazer teste de dublagem para uma animação. Acontece que Nana foi aprovada e dublou uma coelhinha dentuça e gulosa que vivia procurando alguém especial. Era uma personagem secundária, mas ela fez tabto sucesso que logo Nana recebeu outro convite para dublar e mais outro... e outro... E quando menos esperou, Nana já tinha um pequeno programa de Tv infantil. Daí Nana participou de alguns programas com cantoras pops infantil, foi contratada pra ser garota propaganda eu uma grife de roupas infantis... Algum tempo depois, Nana já estava estreando sua mini-série de tv na qual viva uma detetive que solucionava diversos casos junto com seu fiel escudeiro, o cão Lulu, uma marionete de pelúcia. Depois de algum tempo Nana recebeu uma proposta de uma empresa de talentos grande, uma que agencia uma porção de divas pop, para gravar seu primeiro single e realizar uma sessão de fotos, para a qual Nana agora estava atrasada. “Já estou quase pronta, Koemi-san”.Nana terminou de ajeitar a saia. “É bom mesmo, não temos o dia todo!!” Nana ouviu os passos da mulher se afastando. Terminou de colocar os cordões e pulseira e já estava saindo, quando ouviu o seu celular tocando, uma música do novo single, ela atendeu sem ao menos olhar quem era.-Já estou indo, Koemi-saan! — Nana respondeu com uma voz chorosa.-Er.. desculpe, mas não sou essa pessoa. — Respondeu uma voz masculina.-Não? Então quem é? — nana perguntou confusa.-Você conhece a dona desce celular, não é mesmo? — a voz perguntou, meio sem jeito.Nana olhou o celular e viu escrito “Bio”. Seu coração disparou.-Sim, moramos juntas. Por que, aconteceu alguma coisa? — Nana perguntou já bem preocupada.-Er.. Na verdade sim. Ela sofreu um acidente e está indo pro hospital agora.>>>Meu coração pode estar por ai! (Parte II)<<<*People Error*Acordou sentindo uma dor forte na cabeça. Olhou a sua volta, sua visão embaçada enxergava apenas um quarto totalmente branco a sua frente. Forçou um pouco mais a visão e sua cabeça doeu ainda mais. Fechou mais uma vez os olhos. Sentiu a maciez do colchão no qual estava deitada. Estava coberta por um fino lençol branco mas não sentia frio. Abriu novamente os olhos, a visão estava um pouco menos embaçada, percorreu com seu olhar o quarto, se sentia tonta. Em um dos cantos, jogado sobre um sofá tinha um vulto escuro, parecia um vulto humano. Ela apurou o olhar e conseguiu distinguir algumas feições delicadas em sua face e o seu dabelo claro... Era Ele, tinha que ser. Ela nem acreditou de tanta felicidade. Era estranho, eles nem mesmo se conheciam, ou pelo menos ele não a conhecia, mas ela se sentia muito feliz só de pensar nele, estar com ele então... Ela tentou se sentar, mas ainda estava muito tonta então caiu deitada novamente. O rapaz deitado no sofá a sua frente acordou com o som da menina caindo deitada na cama.
-Ah! Finalmente você acordou. — disse o rapaz ainda se espreguiçando.-Ah...uba ga gu sum... — A garota balbuciou umas palavras incompreensíveis.-Quê?? — O rapaz perguntou divertido. — Você me deu um grande susto quando desmaiou. — afirmou enquanto se aproximava do leito.-Onde estamos? — A garota parecia começar a recobrar a consciência. -Bom, depois que você desmaiou eu te trouxe pro hospital. Você estava seriamente ferida, então os médicos fizeram alguns exames e te deram alguns remédios que te fizeram dormir bastante.-Bastante? Bastante quanto? — a garota estava bem desperta agora-Três dias. — Disse o rapaz calmamente.TRÊS DIAS????? — A garota se sentou em um pulo – Mas, como TRÊS dias??? O meu emprego!! Eu não posso faltar... — A garota parecia bem assustada – Meus amigos, todos devem estar preocupados. — a garota fez menção de levantar mas o rapaz a segurou.-Fica calma. Eu peguei seu celular e liguei pro número mais chamado da lista e a garota que atendeu disse que era sua amiga, então eu avisei. — O rapaz agora a forçava a se sentar na cama.-Mas como assim? A safada nem pra vir ver como eu tou?? — a garota disse, inconformada.-Quem é safada?? — Uma outra garota entra pela porta empurrando-a com o quadril, portando em cada mão uma bandeja de papelão com café dentro. -Nana! — A garota parecia surpresa – pensei que você não tivesse vindo.-Bom, mas eu vim... – Nana deu língua — E também avisei ao seu chefe. — Nana disse enquanto passava um copo de café pro rapaz – Ele disse que você terá que trabalhar o dobro pra compensar.-Já devia ter imaginado, aquele desalmado. — A garota tentou pegar um copo de café mas Nana o colocou bem longe de seu alcance. — Mas quando eu poderei ir embora?-Falei com a enfermeira, ela disse que assim que você acordasse, se estivesse tudo bem, você já poderia ir pra casa – Disse o rapaz, enquanto bebia o café. — -Acabou que nem mesmo fomos apresentados. Sou o Kouyou.-Ah, eu sou a Bio, desculpe por tudo isso. Não devia ter acontecido. — Bio parecia bem envergonhada. — e obrigada pelo que você fez.-Que isso, eu faria por qualquer um – Kouyou disse, meio despreocupado.-Faria? — Bio disse meio decepcionada. Nesse momento um grupo de pessoas vestidas de branco entraram quarto adentro. Eram 3 enfermeiras e um médico.-Olá. Eu sou o Dr. Honda, fui o médico que cuidou de você durante a sua cirurgia. — O médico falava olhando para a ficha de Bio, que ele carregava em uma prancheta de plástico transparente. Era um senhor de meia idade, com o cabelo grisalho e uma roupa impecavelmente branca e bem engomada.-Cirurgia?? Mas como ninguém me falou nada de cirurgia??? — Bio falou de sopetão, olhando assustada para Nana e Kouyou.- Acalme-se senhora – Falou a enfermeira que acompanhava o médico na visita.-Na verdade não foi bem uma cirurgia. Foi uma micro-cirurgia. — Falou novamente o médico enquanto folheava a ficha da Bio. — A perfuração que a senhorita sofreu foi um pouco profunda e atingiu o seu intestino, que poderia começar a extravasar o seu conteúdo, o que lhe traria muitas complicações, a senhora poderia desenvolver uma septicemia o que poderia lhe causar problemas mais graves e até mesmo lhe levar a óbito. — O médico falava como se não se importasse muito, na verdade não se importava mesmo, e continuava a folhear a ficha. — Mas não havia nada com o que se preocupar.-Ahh bem! Que bom que o senhor me explicou tudo direitinho, me sinto muito mais tranqüila agora. — Bio falou com tom de ironia.-Ele quis dizer que seu intestino foi perfurado e que a senhora poderia ter uma infecção generalizada e poderia até morrer. — Uma das enfermeiras sussurrou para Bio. Eram três enfermeiras. Uma enfermeira chefe e duas auxiliares. Dava pra perceber bem a diferença entre elas pois a enfermeira chefe vestia um uniforme azul claro, com um broche em formato de uma lâmpada, como a lâmpada mágica, e as outras duas pareciam tímidas e vestiam um uniforme branco típico, com um chapeuzinho branco sobre a cabeça e o cabelo preso em formato de coque.-Bom, suturamos seu intestino e seu abdômen, agora vai ficar tudo bem. — O médico olhou pela primeira vez para Bio e sorriu – a senhora pode ir pra casa agora, descanse e não carregue peso durante seis meses. Volte daqui a duas semanas para eu analisar sua sutura. E tome este medicamento durante sete dias. — O médico lhe entregou uma caixinha de medicamentos e uma receita e se retirou do quarto.-Nós enviaremos um fax ao seu trabalho para justificar as suas faltas e a senhora deverá ficar as próximas duas semanas em casa de repouso. — a enfermeira chefe disse e se retirou do quarto, sendo seguida pelas outras duas enfermeiras.-Meu chefe vai me matar. — Bio levou a mão até a testa, parecia preocupada.... ... Entrou no carro, rodou algumas horas. Parecia bem transtornada. Já havia tomado boa parte da garrafa que carregava consigo na bolsa, mas isso não parecia ter diminuído sua dor. Então parou num bar, que ficava no primeiro andar de um prédio residencial em Tokyo, um prédio que ela conhecia muito bem, que vivera bons momentos. Sentou ao balcão e pediu uma dose de whisky. E mais outra, e outra. Ficou ali por um tempo, esperando algo acontecer. O bar estava vazio, tinha somente algumas pessoas dispersas por entre as mesas. A pessoa que ela esperava encontrar não estava ali. O que era realmente estranho, pois ele andava freqüentando muito esses lugares por estes dias. Evie nunca gostou muito de beber. Mas esse dia ela queria só esquecer. Mas então por que ir a um lugar que trazia todas essas recordações a sua cabeça? Evie é uma mulher elegante e não há como negar que ela é atraente e chama a atenção por onde quer que ela passe, mas hoje o que podemos ver é uma mulher acabada e amargurada esperando a presa para um golpe final. ...Estavam a algum tempo quietos, no rádio tocava People Error. Quando a música havia chegado ao fim Bio resolveu quebrar o silêncio.-Obrigada por me trazer em casa. — Disse Bio, sentada no banco da frente do luxuoso Lexus LS 600h dirigido pelo rapaz que a salvara alguns dias atrás.-Isso era a minha obrigação, ainda mais depois de saber que você mora tão perto de mim. — O rapaz fala meio entediado.-Kouyou, porque você tá fazendo isso por mim? — Bio parecia intrigada – Isso não é típico de você.-Como você pode saber o que é típico pra mim? — O rapaz parecia aborrecido. — nos conhecemos a poucas horas.-É que... — Bio começou a falar, mas foi interrompida por uma freada brusca do carro, bem em frente à entrada do prédio de Kouyou. — O que hou... — bio começou a perguntar assustada, mas foi interrompida novamente por Kouyou.-Não acredito nisso! — Kouyou parecia surpreso e irritado.-No quê? — Bio perguntou assustada.-Naquilo ali. — Kouyou falou apontando para um carro estacionado do outro lado da rua.-O QUÊ??? — Bio perguntou impaciente.-É o carro da Evie. — O rapaz falou enquanto procurava com o olhar a dona do carro pelas redondezas. — Minha Ex.-Como assim?? — Bio estava surpresa e decepcionada.-Minha Ex, oras, não tem como assim. — Kouyou estava realmente irritado. — vamos dar a volta no prédio e entrar pelos fundos. — disse enquanto saía com o carro.-Mas... — Bio ia dizer que não queria entrar pelos fundos, que não tinha feito nada, embora quisesse, pra se esconder da ex, mas achou melhor calar quando viu a expressão de preocupação de Kouyou. Kouyou estacionou o seu carro na vaga de costume. Subiu uma rampa que dava acesso primeiro andar do prédio. Sempre andando depressa. Bio sentia um pouco de doar ainda no local da incisão mas não quis dizer nada pra não preocupar ou incomodar o rapaz. “bem que eu devia ter ido pra agencia, acompanhar a Nana. Mas não quis vir com o bonitão, deu nisso...” Bio pensava enquanto subia a longa rampa “Agora eu fico aqui, correndo o risco de ser esfaqueada, morta ou quem sabe processada por uma ex maluca que fica seguindo ele. Bem que eu devia ter ouvido...” Bio interrompeu seus pensamentos ao se deparar no salão de recepção do prédio. Era magnífico, tinha um lustre de cristal bem no centro do teto, que era todo ornamentado em esculturas de mármore negro com detalhes em marfin, as paredes eram revestidas de camurça e veludo branco e existiam espelhos ao redor do elevador, a porta do elevador era de cristal, combinando com o lustre. Era um espaço bem amplo com alguns sofás que remetem aos móveis neoclássicos, na parede de frente para o elevador tinha algumas obras-de-arte de Pasquale Poccianti. Na verdade a própria sala era uma obra de arte. Do outro lado da sala, em frente ao elevador tinha um arco de mármore, que dava para o bar.
Kouyou chamou o elevador, apressado. Alguns instantes depois apertou vigorosamente o botão mais uma vez. Olhou o ponteiro que indicava em que andar estava parado o elevador. Estava já a algum tempo no sétimo andar. Kouyou mora no décimo quarto, não em um apartamento, ele mora no andar inteiro. Kouyou estava realmente preocupado em encontrar a ex ela não era, no momento alguem que se pudesse chamar de “regulada” e ele já conhecia muito bem as suas crises após algumas brigas ou até mesmo rompimentos anteriores entre eles.-Vamos de escada? — Perguntou Kouyou preocupado.-Como?? Subir treze andares de escada??? — Bio parecia assustada.-É, foi uma idéia tola mesmo. — Kouyou, por mais que achasse a idéia realmente tola, queria de todo o seu ser que Bio aceitasse a idéia.Permaneceram impacientes ali por mais alguns instantes, quando ouviram uma voz vindo pelas costas deles.-Oi amor, parece que você já me trocou por outra amiga né? — A voz de mulher perguntou em um misto de tristeza profunda com agressividade. Kouyou viu pelo espelho ao lado do elevador a face que tanto evitava até o momento.>>>Fim da ParteII<<<
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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