Meu Coração é Seu
17 Capitulo 17
Notas iniciais
Pois é, agora eu tenho uma nova rotina durante o resto desse ano.
Não vou mais acordar e ter que chamar a Stephany pra se arrumar e etc...
Durante o final de semana aconteceu tanta coisa que até parece um sonho. Mal to acreditando que o Steve me beijou.
Bom, já que não tem jeito mesmo, o que me resta a fazer é ir me arrumar, pois a vida não para.
Me arrasto pra fora da cama e vou para o banheiro fazer minha higiene matinal.
Tomo um banho quente (já que hoje o tempo esfriou), e volto para o quarto pra escolher minha roupa.
Opto por uma saia preta de pregas, uma blusa vermelha de manga comprida e barriga de fora, um casaco preto e uma botinha de cano baixo.
Arrumo meu material na mochila e desço para tomar café.
Minha mãe ainda não desceu, ou mais provavelmente já foi trabalhar.
Termino meu café, subo na moto e saiu pelas ruas em direção a universidade.
Como agora eu moro com a minha mãe, o caminho é mais longo.
Assim que chego eu estaciono minha moto em uma das vagas e vou em direção as salas de aula.
Entro em minha sala e me sento em meu lugar de sempre.
A primeira aula começa e eu percebo que está faltando alguém, olho ao redor da sala e noto que o lugar onde Steve se senta está vazio.
"Estranho, ele quase nunca falta.Com certeza algo grave aconteceu" Penso comigo mesma.
Quando as aulas terminam resolvo ir até o apartamento do Steve para saber como ele está.
Mais é aí que eu lembro que eu não tenho seu endereço.
Vejo um dos amigos dele passando e resolvo pedir à ele o endereço.
—Oi Christian, será que eu posso falar com você?
—Oi Lucy, claro que sim, fala aí o que é.
—É que o Steve faltou hoje e eu queria ir visitá-lo, mais eu não tenho o endereço dele.
—Atá, então anota aí.
Depois de conseguir o endereço eu vou para o condomínio.
*******
Aqui estou eu parada em frente ao enorme condomínio, tomo coragem e entro, falo com o porteiro e ele me deixa subir.
Paro em frente a sua porta e dou algumas batidinhas, espero um pouco e ele logo abre a porta pra mim.
Assim que ele abre a porta totalmente, me revela um Steve sem camisa, usando somente uma calça de moletom cinza e com cara de sono.
Nós ficamos ali um encarando o outro durante alguns segundos, até que ele me desperta do transe dizendo:
—É... o que você tá fazendo aqui? Bom é que eu não me lembro de ter te passado o meu endereço.
—É que você quase nunca falta às aulas, então eu pensei que algo grave tivesse acontecido.
—Ok. Não precisa se preocupar, eu só não tava com vontade de aguentar aquelas aulas e os professores hoje.
—Pensei que você gostasse das aulas.
—Que falta de educação a minha, pode entrar, sinta se à vontade.
—Obrigado.
—Agora respondendo à sua pergunta, eu não gosto das aulas, só finjo suportar porque meu pai me obriga.
—Steve, tem certeza que você está bem? É que você está falando umas coisas sem nexo.
—Eu estou perfeitamente bem Lucy, meu pai é que não está bem, ele é um monstro, na frente das pessoas ele é o bom homem, mais isso é tudo mentira. E eu já me cansei desse teatro. Eu só não contei pra ninguém antes por causa da minha mãe, ela apanha dele todos os dias.
Só pode que o Steve bebeu, ele não falaria uma coisa dessas, eu sei que ele gosta da escola, e essa coisa sobre o pai dele.. não pode ser verdade.
Agora parando pra perceber, o apartamento está com um cheiro estranho, não sei bem o que é, parece algum tipo de erva misturando com bebida.
Não acredito que o Steve se drogou meu Deus.
—Não vai dizer nada? Steve me pergunta.
—Mais que horror Steve, eu sinto muito.
—Não sinta, isso não é culpa sua. Só não conte pra ninguém sobre essa conversa.
—Tudo bem.
Ele vai em direção ao sofá e se senta, faço o mesmo indo em sua direção.
—O que é esse cheiro ruim?
Ele gargalha e em seguida olha pra mim e responde.
—É só um pouquinho de droga, nada com o que se preocupar.
—Nada com o que se preocupar? Você está se drogando Steve, você acha mesmo que eu não vou me preocupar com isso?
—Desse jeito você tá parecendo a minha mãe.
—Então quer dizer que já faz tempo que você usa essas porcarias?
—Se não for pedir muito, será que dá pra você ficar em silêncio um pouco, eu to morrendo de dor de cabeça.
—Mais essa é boa, olha só, eu to indo embora, quando você estiver sóbrio me procure.
—Ei, não precisa ir, é só fazer menos barulho.
—Tchau Steve.
Peguei minha bolsa e sai porta afora, se ele tivesse pelo menos um pouco de educação eu poderia até ter ficado e o ajudado, mais em vez disso ele tinha que ser um grosso.
Mais eu não to acreditando, mais essa pra me atormentar.
Continua....
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