Meu Conto De Fadas Inverso?
20 capítulo DEZENOVE
Notas iniciais
O tempo passava devagar.
Era como se não sentisse ou me desse conta de quando é dia ou noite.
Estava diferente.
E todos percebiam que tinha algo de errado comigo.
Mas não sabiam dizer o que, assim como eu mesmo.
E me encontrava desse jeito desde a discussão que tive com aquele estúpido do Salvatore.
Esse cujo não vejo faz duas semanas e meia.
Era como se ele não estivesse em lugar nenhum.
Não que estivesse realmente preocupada com esse fato, e logicamente não estava.
Imagina, eu, preocupada com um vampiro metido á vilão com mais de duzentos anos de idade.
Deus, me livre desse mal!
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Lena: Bonn, o que você tem tido essas semanas?
Car: É verdade! Anda tão pra baixo. Acho até que está mais pra baixo do que a senhora Sprouck.
A senhora Marie Sprouck, era a dona de uma loja de artesanatos e havia acabado de entrar para a lista das viúvas.
Seu marido era bem respeitado por ter lutado como soldado na guerra quando mais jovem, infelizmente morreu de ataque cardíaco.
Bonn: Credo! Que exagero, Car!
Car: Tá, tá. Confesso que posso ter exagerado á lhe comparar com a senhora Sprouck, mas é que queremos saber o porque de está assim.
Bonn: Assim como? Não tô entendendo?
O melhor modo de falar algo que não quer é enrolar.
Fato!
Quanto mais enrolar para outro assunto, melhor.
E essa era a minha esperança, que elas esquecessem do assunto ou até mesmo percebessem que não queria falar sobre aquilo.
Não ali e não agora.
Sabia que mais cedo ou mais tarde teria que dar explicações, isso era inevitável!
Mais então já que não tem outro jeito, que seja mais tarde.
Lena: Triste. Parece triste com algo. O que aconteceu para está assim? Quer desabafar?
Com toda certeza queria desabafar.
Mas não naquele momento e com ela.
Não é por nada, e sabia que a Elena não tinha culpa disso está acontecendo.
Mas não havia hipótese alguma de eu falar que estou daquele jeito pelo motivo ser o cunhado dela ser apaixonado pela mesma.
Quer dizer, não escolhemos á quem amar, não é mesmo?
Já era do meu conhecimento que eu, Bonnie Bennett estava apaixonada por Damon Salvatore.
Acho que sabia o tempo todo, bem lá no fundo, mas não queria admiti para mim mesma.
E me odeio cada vez mais por sentir falta daquele projeto de vampiro do Paraguay.
Bonn: Na verdade não queria falar sobre o assunto, é meio pessoal demais.
Car: Tudo bem, mas saiba que qualquer coisa estamos aqui se precisar.
Lena: Sempre!
Bonn: Obrigada, meninas. Logo isso passará e voltarei á ser como antes.
Bem no fundo senti uma voz dizendo que eu estava errada.
Nunca voltaria a ser como antes.
Nada seria como antes.
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No meu quarto sozinha, as memórias voltaram.
Memórias essas que era constituída por duas pessoas.
Um casal!
Damon e Eu!
Nossos beijos.
Sua mão na minha cintura.
Minhas mãos acariciando seu cabelo.
Nossas bocas juntas uma á outra.
A sensação era tão...
Única e indestrutível.
Ali em seus braços me sentia tão protegida.
Como nunca me senti igual.
Parecia tão... certo!
E realmente queria que fosse.
Mas a realidade mostra outra completamente diferente e cruel.
Uma que ambos estejamos separados.
Um em cada canto.
Foram poucos momentos e rápidos, mas que já se tornaram únicos e tão especiais.
Pena, que não percebi antes o que percebi hoje.
Talvez pudesse ter mudado algo.
Ou não.
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