Meu Cavalheiro Do Sul
12 Capítulo 11 - Uma Visita Inesperada
Notas iniciais
Oi! Corro risco de ser apedrejada?
Explico la embaixo... Boa leitura (não me matem)
POV Jasper
Alguns dias se passaram depois daquela noite. Alice continuava no hospital em observação, Carlisle conseguiu deixa-la por mais tempo, aqui ela estaria segura.
Charlie Swan foi avisado que sua filha estava internada com ferimentos graves, mas como eu previa. Ele nem se importou. Os outros médicos ficaram surpresos por ele nem ao menos vir visitar a filha, o que não me surpreendeu em nada.
Achamos melhor deixar o Carlisle como médico da Alice, assim ninguém ficará sabendo do que houve com ela. Não fiz isso para não atrapalhar o Charlie Swan e sim para protegê-la. Ela não merece esse tipo de atenção.
Eu passava todos os dias e as noites ao lado dela, Esme estava preocupada comigo. Não a culpava, eu mal parava em casa, apenas ia trocar de roupa e voltava para o hospital.
– Jasper. Você precisa se alimentar, Alice está bem. Carlisle está cuidando dela. – dizia Esme pela milésima vez. Sim eu precisava me alimentar, meus olhos estavam escuros de sede. E aquele hospital, aquelas pessoas, o cheiro de sangue era enlouquecedor.
Suspirei
– Eu sei mãe. Mas... – eu não queria ficar longe dela.
– Apenas um dia Jasper, eu fico com ela no hospital. Vou cuidar dela para você filho. – minha mãe disse segurando em minhas mãos.
– Eu te amo. Obrigado. — Disse. Dei-lhe um beijo no rosto e sai.
Quanto mais cedo saísse mais cedo voltaria. Eu não posso caçar em Forks, estão acontecendo coisas estranhas ultimamente, então caçamos na fronteira com o Canadá.
POV Alice
Senti um cheirinho delicioso, me mexi lentamente e abri os olhos, olhando ao redor. A claridade era incômoda, alguém pareceu ter notado e fechou as cortinas, agradeci mentalmente.
– Oi querida, está se sentindo bem? – disse uma mulher muito bonita, com rosto em formato de coração e aparência amável.
– Si... Sim – minha voz falhou, estava com sede.
– Pedi que trouxessem esse lanche para você, deve estar faminta. – disse e colocou uma bandeja cheia de coisas aparentemente deliciosas.
– Obrigada – sorri. Não me lembro de ter a conhecido antes. Sua pele era pálida, talvez estivesse doente. Seus olhos eram de um dourado vivo.
– Não sabia o que você gostava, então tem pães, suco de laranja, frutas e bolo de milho. – e sua voz era doce como voz de anjos.
– Hunm... Obrigada eu gostei – sentei na cama e comi algumas frutas. Realmente estou faminta.
– Desculpe, mas quem é a senhora? Não quero parecer rude, mas não lembro. – disse um pouco constrangida. Ela foi tão gentil comigo não queria parecer ingrata.
– Meu nome é Esme Cullen, sou a mãe do Jasper. – disse sorrindo novamente
– Jasper? Onde ele está? – Oh sim tem alguma semelhança.
– Ele precisou sair para resolver uns contra tempos. Não se preocupe amanha ele está de volta.
– A senhora não precisa se incomodar comigo, deve ter muitas coisas importantes para fazer. – disse baixinho, eu gostava de sua presença, mas ela deveria ter seus afazeres e eu aqui atrapalhando.
– Querida você não atrapalha em nada. É um prazer te conhecer, o Jasper fala muito de você. – espera. Eu falei essa parte alto?
– A senhora é muito gentil, obrigada. — Queria que minha mãe fosse assim. Pensei.
– Nada de senhora, é muito formal não acha? Me chame apenas de Esme. – disse sorrindo, ela era tão carinhosa. Deve ser de família.
Sorri e assenti. Concentrei-me em comer, ainda estava com fome e a comida era uma delicia.
– Com licença, vejo que a senhorita finalmente acordou. – disse um homem muito bonito, loiro, alto, olhos dourados iguais os de Esme. Seriam parentes?
– E por quanto tempo eu dormi doutor? – eu não fazia ideia de quanto tempo estava aqui.
– Você estava inconsciente a 7 dias querida. – é impressão minha ou ele está me olhando de um jeito doce?
– Isso tudo? – disse surpresa.
– Não se preocupe você está bem agora. Em breve receberá alta.
– Alta? Eu não quero receber alta doutor, por favor, me deixa aqui. – eu não queria ir para aquela casa. Ele ia voltar.
O Doutor olhou de mim para Esme e ela assentiu. Estou ficando louca, mas eu vi seus lábios mexerem. Eles estão conversando tão baixo assim? Devem ser os remédios.
– Querida descanse, nós conversamos depois. – disse Esme dando um beijo em minha testa.
– Vamos cuidar de tudo, apenas durma. – o doutor falou e saiu junto com Esme.
Estranho. Mas eu precisava mesmo descansar. Não sei do que, afinal estou aqui deitada a 7 dias sem fazer nada. Deitei novamente e adormeci logo em seguida.
– Alice? Pode me ouvir? – disse aquela voz suave novamente, a estranha sem nome.
– Sim, me diga quem é você?
– Em breve você saberá minha amiga. Fique tranquila tudo ficará bem e conte sempre comigo.
Eu só podia estar sonhando, quem seria essa garota que aparece nos meus sonhos?
– Não vá... Volte. Não. – acordei agitada e senti um toque frio e ao mesmo tempo quente em minha mão. Levantei o rosto e o vi. Lindo, loiro e másculo. Como da primeira vez que nos vimos naquele corredor, aquele sorriso torto.
– Jazz... – Argh! Ainda estava com sede, minha voz falhou.
– Como está se sentindo? Teve um pesadelo? – disse acariciando minha mão novamente, senti uma eletricidade passando por nós e puxei a mão. Ele me olhou triste, mas sorriu, porém não era meu sorriso.
Nossa Alice como você é idiota. Porque você foi fazer isso? Sua burra, burra, BURRA.
– Desculpe. – sussurrei e toquei suas mãos, ele a encarou por um momento e voltou a acaricia-la. Seu toque era bom, muito bom na verdade.
– S...sim estou be..bem – Argh!
– Beba isso, vai melhorar. – disse me entregando um copo de água. Sempre tão gentil.
– Obrigada. Conheci sua mãe, ela é muito gentil. – sorri lembrando de sua maneira carinhosa com uma estranha. EU.
Ele sorriu e chegou mais perto.
– A Esme gostou muito de você. Hunm ela não é a única – disse e se afastou rudemente.
– Jas...- não consegui terminar, a porta se abriu e de la saiu o Mike?
– O que você esta fazendo aqui? – disse olhando fixamente para aquela criatura a minha frente. Ele seria a ultima pessoa que gostaria de ver nesse momento. O filho do crápula.
– Aline! Sinto muito não ter vindo antes, mas tivemos uns problemas. – disse sentando ao meu lado. Perto demais. Espera ai. Aline?
– Alice o meu nome é Alice. – cruzei os braços e fiz bico. Odeio quando erram meu nome.
– Oh sim claro. Estava com saudades de você, o que acha de quando sair daqui irmos jantar em Port Angels? Conheço um restaurante ótimo Aline. – disse e passou os dedos em meu rosto, minha vontade era quebrar seus dedos.
Olhei ao redor e o vi. Jasper em pé do outro lado do quarto, sua face de anjo antes calma agora estava assustadora, ele nos encarava com ódio, por um momento pensei: como se pudesse me matar.
Me encolhi na cama com seu olhar de fúria, e senti os pelos da minha nuca eriçarem, o Mike tomou isso como um incentivo e desceu os dedos ao meu pescoço se aproximando cada vez mais.
Fechei os olhos e ouvi um barulho assustador, seria um rosnado? Abri os olhos e saltei da cama rapidamente. O Jasper estava maravilhosamente lindo segurando o Mike pelo pescoço, seus pés não tocavam o chão e seu rosto estava vermelho. Ele estava sem ar.
Outro rosnado saiu de seus doces lábios enquanto seus olhos negros encaravam o pobre garoto a sua frente.
– Alice! Acalme o Jasper. Ele vai matar o Mike. – dizia aquela voz, a voz suave da menina sem nome.
Eu não conseguia sair do lugar, minhas palavras não tinham nenhum som. Eu estava com medo. Mike se debateu nas mãos do Jasper e seu rosto mudou de cor.
– Jasper, solte-o. – corri e toquei em seus braços.
– Você não sabe os sentimentos que emanavam dele quando estava ao seu lado, aposto que os pensamentos eram tão podres quanto. – disse e apertou seu pescoço. Ain meu Deus assim o Mike não vai durar muito.
– E você sabe? – eu sei, eu estou piorando as coisas.
– Porque você quer que eu o solte ALICE? – disse meu nome olhando o Mike. Eu via em seus olhos, ele estava com medo. Não que eu estivesse diferente.
– Você gosta dele? DIGA! – alterou a voz e senti outro arrepio.
– Eu não gosto dele, e eu não quero que você o mate. Jasper os Newton’s são poderosos podem te fazer algum mal. – disse controlando a voz que teimava em falhar.
– Não tenho medo dessa pobre criatura.
Disse e o soltou, Mike caiu no chão com as mãos onde Jasper segurava segundos atrás.
– Esta feliz agora? Pode ir ver como seu amiguinho estar. – disse e olhou em meus olhos. Seus olhos agora mais claros.
– Por mim o Mike pode morrer, mas não por suas mãos. Me preocupo com você.
– Eu já disse, não tenho medo. – suas mãos se fecharam com força.
– Mas eu tenho. – me aproximei. Estava tão perto, sentia sua respiração em meu rosto.
– Tenho medo de perder você.
Notas finais
Peço que me perdoem, será que ainda tenho leitores?
Passei dias e dias tentando terminar esse capitulo e não sei se vocês vão gostar :(
Bom, fiz o melhor que eu pude. Espero que gostem!
Se eu tiver uma quantia considerável de reviews o próximo cap sai mais rápido *-*
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