Meu Caipira Favorito
31 Ameaça.
Notas iniciais
espero que gostem :D
- Elena? Oi? Terra chamando Elena... – Acordei dos meus pensamentos com Damon estalando os dedos na minha cara.
- Hãn? Oi. – Responde avoada.
- Já estamos indo. – Ele falou dando uma risadinha da minha cara. – Consegue se arrumar sozinha?
- Claro Damon.
- Ok, suas roupas estão na ponta da cama, quando você acabar de se arrumar me chama ok?
- Mas como vamos ir para casa se eu estou com a perna machucada? Acho que ir de cavalo não é uma boa ideia.
- Não vamos de cavalo, vamos na caminhonete do Ric.
- Ah...
- Se vista rápido porque eu não aguento mais Matt e suas inúmeras ligações irritantes pra saber se você está bem. – Ele rolou os olhos saindo. Dei uma risadinha e olhei para a minha roupa no canto da cama dobrada.
Vi que era uma outra roupa e deduzi que Rebekah tinha trazido para mim pela manhã. A botei com muita dificuldade por causa da merda da tala e por causa do meu braço que estava com um machucado mas, depois de alguns longos minutos eu consegui coloca-la. Me levantei me apoiando na cama para não cair e fui até a minha roupa de ontem que estava pegando ela em seguida mas caiu alguma coisa da calça, um papel. Franzi o cenho me agachando lentamente e pegando o papelzinho, fui mancando pra cama e me sentei nela botando minha roupa do meu lado. Abri o papelzinho branco e tinha uma coisa escrita com letras de revistas.
Se afaste do Damon ou mais desses acidentes vão acontecer!
Arregalei os olhos ao ler aquela carta, senti meu corpo todo se arrepiar de medo. Então tem alguém por trás daquele acidente? Engoli em seco olhando pro lado. Rasguei aquela carta e a botei no cesto do lado da cama de Ric e senti minhas mãos soarem, ok Elena fica calma, respira, inspira, isso só pode ser uma brincadeirinha de mal gosto. Passei minha mão no meu cabelo e respirei fundo.
- ELENA ESTÁ PRONTA? – Damon gritou
- Estou. – Gritei de volta e ouvi seus passos vindo até o quarto.
Ele apareceu sorrindo, é impressão minha ou ele ficou mais gato depois que saiu?
— Vamos? – Ele perguntou.
- Claro. – Sorri mas logo franzi o cenho. – Como eu vou descer a escada nessas condições?
- Fácil. Eu te levar no colo. – Ele falou óbvio.
Minha respiração parou por um segundo.
- S-sério? – Gaguejei, merda!
- Sim. – Ele deu aquela merda de sorriso de lado que fez com que meu coração desse um salto.
Ele me agarrou com cuidado para não machucar a minha perna e me agarrou com força, agarrei seu pescoço com uma mão enquanto a outra eu agarrava a minha roupa. Deitei minha cabeça no seu ombro enquanto ele descia as escadas. Meu coração batia descompensado, seu perfume masculino entrava pelas minhas narinas me fazendo suspirar pesadamente no seu cangote.
- O que foi? – Ele perguntou.
- O que foi o que? – Perguntei assustada.
- Você suspirou, estou te machucando ou...
- Não não, minha perna está doendo sim, mas você não está machucando não se preocupe. – Dei um sorrisinho e ele retribuiu.
Chegamos na caminhonete, ele me botou no banco de trás e foi para o da frente para dirigir. O percurso foi silencioso e curto por isso chegamos em casa bem rápido. Ele saiu do carro indo até mim e me tirando de lá com cuidado e me botando no chão.
- Você tem que se acostumar a caminhar sozinha, não posso te carregar todas as horas. – Eu assenti.
- Pelo menos posso me apoiar em você? – Perguntei.
Ele sorriu assentindo. Abracei ele e ele pôs a sua mão em minha cintura para me segurar bem. Fui mancando até a porta e Damon me soltou um pouco para abrir a porta e quando entramos encontramos Matt e Rebekah quase se engolindo no sofá.
- Querem parar com isso? Se eu quiser ver gente se comendo eu entro no redtube. – Falei irônica fazendo todos gargalharem.
- Lena, que saudades, você está bem? Aconteceu alguma coisa? OMG! Que coisa é essa no seu pé? – Rebekah tagarelou vindo me abraçar.
- Oi Bekah, também estava com saudades e eu estou com essa tala porque eu quebrei o pé, satisfeita?
- OMG, quebrou o pé? Mas como assim? Me conte tudo Elena Gilbert! — Ela falou batendo o pé.
- Ok, criança! – Rolei os olhos. – Oi Matt – O abracei.
- Oi pitoca. – Ele falou sorrindo. – Nos deu um grande susto sabia?
- Imagino. – Suspirei. – Desculpa gente, o cavalo perdeu o controle por causa de uma cobra e eu acabei não conseguindo me segurar e cai do cavalo e pelo que eu me lembro eu rolei de um morro pequeno e bati o estômago em uma pedra e apaguei. Mas estou bem agora, tudo por causa do Damon! – Sorri para ele.
- AI NÃO ACREDITO! – Rebekah gritou e me abraçou fortemente. – Não acredito que quase perdi você amiga.
- Ai, nem fala isso Rebekah, cruzes. – Falei fazendo sinal da cruz com os dedos e eles riram. — Onde está meus pais?
- Tia Miranda e Tio Grayson saíram com Alaric e Jenna. – Damon respondeu.
- Desde quando eles se tornaram tão íntimos? – Falei confusa.
- Desde que eles vocês se mudaram. – Ele deu de ombros.
- Sério? – Ele assentiu. – Então tá né. – Dei de ombros sorrindo. – Minha perna já está me cansando, alguém me leva até o quarto.
Damon ia falar alguma coisa mas Rebekah se apressou.
- Eu levo. – Juro que quis amaldiçoa-la com todas as macumbas existentes no mundo.
- Ok. — Dei um sorrisinho falso pra ela e fomos em direção ao meu quarto.
Eu e ela ficamos conversando até tarde até que ela teve que sair. Fiquei mexendo na internet até que meu celular tocou, nem olhei o visor e atendi.
- Alô?
- ELENA SUA LOUCA, VOCÊ ESTÁ BEM? ESTÁ COM DOR? POR FAVOR, FALA!
- Carol se acalma, respira, respira. Tá mais calma? – Falei tentando acalma-la
- Tô, to sim. Agora me conta o que aconteceu! – Suspirei e contei tudo o que aconteceu comigo em 24 horas.
- AI AMIGA, ISSO É TÃO HISTÓRIA DE FANFIC.- Carol gritou sonhadora e eu gargalhei – E VOCÊ E O DAMON HEIN, HMMMMMMM...
- Cala a boca Caroline. – Revirei os olhos. – Não rolou nada ok?
- NÃO ROLOU NADA? – Sim, ela gritou no meu ouvido... – Porra Elena, cadê tudo que eu te ensinei?
- Carol, chega...
- Mas não teve nem um selinho?
- CHEGA CAROLINE!
- Ui, ela ficou nervosinha, corram pras colinas – Ri de novo e olhei para o meu livro de matemática na minha cama, droga...
- Carol, vou ter que desligar porque...
- O Damon ta te chamando né, hmmmm... – Deus, o que eu fiz pra merecer uma amiga dessa?
- Não, eu tenho um trabalho de matemática pra amanha e nem comecei ainda. Por isso tenho que desligar besta.
- Sei...
- Olha Caroline, vou desligar. Manda beijos pra todo mundo ai e tchau.
- Tchau nervosinha. – Ela falou rindo e eu desliguei, já disse que odeio a minha amiga?
Peguei todas as coisas que precisava pro meu trabalho e puxei o meu notebook. Eu tinha que elaborar vinte questões e fazer sem auxilio do caderno, mas ninguém disse que não poderia pegar da internet. Sorri maléfica e comecei a fazer as questões.
Depois de duas horas no máximo eu tinha acabado tudo, passei as mãos no cabelo me jogando pra trás e dando um suspiro alto.
Ouvi a minha porta sendo aberta, olhei quem era o ser que entrava e era nada mais nada menos que Damon Salvatore.
- Oi. – Falei me levantando.
- E ai, sua perna ta melhor?
- Ta indo, dói ainda mas não como antes.
- Logo você tira, não demora tanto como você pensa. – Sorri.
- Quantos dias, semanas ou meses mais ou menos?
- Duas semanas você já pode tirar.
- Só? – Falei e ele assenti. – Ai que maravilha. – Disse sorrindo. – Só uma perguntinha Dam. – Ele olhou pra mim – Como eu vou pra aula? Não posso ir á cavalo com o Matt né.
- Não se preocupe, eu te levo. – Arregalei os olhos.
- M-mas, como assim? Você nem tem carro.
- Se lembra daquela caminhonete que eu te trouxe? – Assenti – Então, Alaric vendou pra mim por um precinho muito em conta e agora ela é minha.
- Sério? Ai que legal. – Sorri.
- Pois é. – Ele falou.
Suspirei olhando as unhas.
- Então... – Ele começou
- Então...
- Estudando muito?
- Sim né, tá perto de chegar a maldita semana de provas. – Bufei- E estou precisando de muito ponto então...
Ele deu uma risadinha negando com a cabeça e sentou do meu lado.
- Então, vai sair? – Falei olhando para as roupas dele.
- Vou, tenho que ir no centro resolver umas coisas, pagar umas contas atrasadas.
- Hum. – Falei
- Amanhã eu vou te levar ao colégio!
- Ah, bem que eu podia ficar de repouso nessas duas semanas não é? – Fiz bico e ele riu negando com a cabeça.
- Não mesmo senhorita, ainda mais que as provas estão chegando. Você tem que se preparar.
- Af, verdade. – Me atirei no meu travesseiro. – A vida seria muito mais fácil se a gente nascesse sabendo tudo.
- Concordo mas como não nascemos assim vá estudar. –Ele atirou os livros que estavam na cama em mim, filho da...
- Te odeio sabia? – Falei irônica.
- Você me ama que eu sei. – Rolei os olhos lhe dando o dedo. – Mas que menina obscena.
- Se manda daqui Salvatore. – Suspirei dando uma risada.
Ok, eu vou mas eu volto pra ver como você está. – Eu assenti. – Melhoras Lena. – Ele me deu um beijo na testa.
Suspirei sorrindo botando meus cadernos no chão e me aconchegando na cama. Precisava organizar meus pensamentos e nada melhor do que uma boa tarde de sono.
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