Meu CEO de estimação

21 O pânico do CEO


Notas iniciais
Cheguei um pouco atrasada, mas cheguei! Eu me diverti bastante escrevendo esse capítulo, então espero que gostem kkkkk. Boa leitura.

YoonJeonghan. — rosnei seu nome completo, o que fez com que ele se calasse imediatamente. — Não me faça ficar ainda mais preocupada com você.

Dito isso, a expressão de dor aguda deu lugar a um sorriso largo no rosto do Yoon, ainda que também dolorido.

— Preocupada? — perguntou, travesso, e eu realmente quis entender como ele conseguia fazer aquele tipo de brincadeira naquele momento, inclusive enquanto eu quase arrancava os meus cabelos diante de tanto sangue. — Então, você está mesmo preocupada comigo?

— Claro que sim, oras. — respondi. — Como eu não me preocuparia com o homem que eu gosto?

Durante todo o caminho até o hospital e, até mesmo, durante o processo de atendimento e primeiros socorros, eu tinha ficado ao lado de Jeonghan sem nenhuma previsão de tirar meus olhos dele; afinal, da última vez que eu tinha feito isso, o Yoon acabou dando uma enxadada no próprio pé, o que o tornava nada confiável. Apesar da nítida dor que ele estava sentindo durante todo aquele tempo, o meu chefe, descarado como sempre, estava visivelmente se aproveitando daquela situação para se agarrar à minha mão e não soltar sob nenhuma circunstância. Quem olhava de fora, como o próprio Seokmin que tinha nos levado às pressas até o hospital no carro de Jeonghan, poderia achar que ele estava apenas assustado e sofrendo devido ao ferimento, mas eu sabia muito bem o que realmente se passava dentro daquela cabecinha descolorida: se a vida te der um limão, os esprema e faça uma bela de uma caipirinha.

Após estancar o sangramento, o médico da emergência havia o examinado com cuidado e concluiu que a enxada tinha, na verdade, atingindo apenas de raspão o dorso do pé de Jeonghan, o que era um alívio. Quando o questionei sobre todo aquele sangue, o doutor respondeu que uma artéria havia sido atingida e, por pouco, a coisa toda não tinha sido muito pior. Sem nem perceber que eu ainda estava prendendo a respiração por conta do nervoso e da preocupação, pude finalmente soltar o ar dos meus pulmões livremente ao ouvir aquilo — sinceramente, no ápice do meu vergonhoso desespero, eu cheguei a achar que o Yoon acabaria tendo que amputar o pé ou algo do tipo. Assim, depois do exame, o médico retornou com alguns remédios e os materiais necessários para enfaixar o pé de Jeonghan e, logo, tudo parecia estar resolvido.

Mas só parecia mesmo, no caso.

— Bem, você terá que ficar com o pé enfaixado assim por uma semana. — o médico dizia enquanto terminava de colar as faixas brancas. — Como você levou alguns pontos, é necessário trocar o curativo todos os dias, duas vezes ao dia. Transcrevi medicamentos para dor e uma pomada antibiótica, está tudo aqui na receita.

Ao dizer aquilo, o médico apontou para uma folha de papel que ele havia colocado sobre a maca onde Jeonghan estava sentado e eu logo a peguei, passando meus olhos por cima da mesma para conferir tudo.

— Eu posso andar normalmente? — o Yoon questionou e eu pude notar o quão ansioso ele estava para sair logo dali.

— Certo que não! — o médico exclamou assustando tanto a mim quanto a Jeonghan e Seokmin, que ainda nos acompanhava a alguns passos de distância. — Nada de colocar esse pé no chão até que os pontos sejam removidos.

— Mas eu preciso trabalhar, doutor. — resmungou e, imediatamente, eu usei o meu braço que estava preso ao dele pelas nossas mãos unidas para lhe dar um cotovela de alerta, o que o fez resmungar ainda mais alto. — É verdade, oras...

— Não se preocupe, doutor. Eu vou ficar de olho nele o tempo todo. — afirmei usando de um leve tom de ameaça, o que fez com o que o Yoon se calasse e o médico, por sua vez, sorrisse em aprovação.

— Ótimo. — disse e se levanto do pequeno banco onde estava sentado para ficar da altura do pé de Jeonghan, tendo terminado de enfaixar o mesmo. — Agora só nos falta a injeção e você está liberado para ir embora.

— Injeção? — o Yoon automaticamente indagou, confuso e com os olhos já arregalados. — Que injeção?

— Bem, vocês me disseram que o que o feriu foi uma enxada velha, certo? — o doutor rebateu e tanto eu quanto Seokmin balançamos a cabeça positivamente. Jeonghan parecia aterrorizado demais para se mover, então apenas permaneceu em silêncio e fitando o médico. — Então ele precisa tomar a vacina antitetânica.

— De jeito nenhum! — Jeonghan exclamou com toda a negação do mundo, o suficiente para atrair a atenção de um par de enfermeiras que estavam próximas da gente. — O senhor disse que foi de raspão, certo? Então, não precisa disso tudo. Eu estou bem, estou ótimo!

— Mas veja bem, Jeonghan-ssi, o único jeito de prevenir o tétano é através da vacinação e, no seu caso, as chances de contrair a bactéria são altas. — o médico rapidamente explicou, calmo. — A menos que você saiba me dizer quando foi a última vez que tomou essa injeção.

Desconfiado, Jeonghan me fitou de escanteio, correu os olhos pela sala de emergência e coçou a nuca, o que só podia significar uma única coisa.

— Ano passado... — o Yoon murmurou enquanto evitava todos os olhares que estavam sobre si naquele momento.

Exatamente como eu esperava.

— Mentira. — eu rebati no mesmo instante, o que fez com que ele me olhasse como se estivesse sendo apunhalado pelas costas. — Se algo do tipo tivesse acontecido no ano passado eu, com certeza, saberia. Na verdade, eu acho que nunca o vi tomando uma injeção sequer nesses últimos três anos, nem nas épocas das campanhas de vacinação contra a gripe.

— E por acaso você sabe de tudo o que eu faço? — retrucou, o que me fez erguer apenas uma sobrancelha na sua direção. Jeonghan bufou. — Droga.

Estava tão na cara que ele estava mentindo descaradamente que, nem mesmo sendo mestre em se safar daquele tipo de situação, o Yoon conseguiu encontrar uma desculpa suficientemente boa para se livrar da agulha.

— Eu vou buscar a injeção. — o médico disse, por fim, e balançou a cabeça de um lado para o outro em reprovação.

Assim que a figura de meia idade e jaleco perfeitamente branco nos deixou a sós, eu puxei a mão de Jeonghan com o intuito de atrair a sua atenção para mim, o que eu consegui com sucesso. Quando me fitou, eu pude notar que pequenas gotículas de suor começavam a tomar conta do topo da sua testa e, sendo sincera, eu nunca o tinha visto nervoso daquele jeito antes.

— O que diabos está acontecendo com você, Yoon Jeonghan? — questionei e, finalmente, consegui juntar os pontos com clareza. — Não me diga que você tem medo de...

Quando percebeu o que eu estava prestes a dizer, o Yoon imediatamente e, pela primeira vez em quase uma hora, soltou a minha mão para levar a sua própria até a minha boca, cobrindo-a com pressa e me impedindo de terminar de falar.

— Você pode não contar isso para o hospital inteiro? — murmurou quase que em uma súplica, o que me obrigou a conter uma risada por debaixo da sua mão. Olhou em volta e, em seguida, respirou fundo, como se estivesse reunindo a coragem necessária para confessar um crime. — Sim, eu tenho medo de agulhas. Pânico, para ser mais sincero.

Ao admitir aquilo, Jeonghan sequer ousou olhar nos meus olhos, o que eu devo confessar que me encheu de pena — sim, o meu coração estava ficando cada vez mais molenga e o motivo para isso tinha nome, sobrenome e medo de agulhas. Aos poucos, ele removeu a mão que cobria a minha boca e deixou os ombros caírem, sem jeito. Céus, quem diria que o imbatível Yoon Jeonghan poderia ter tanto medo de algo tão pequeno... Aquilo era inacreditável, mas, ao mesmo tempo, extremamente compreensível. No final das contas, Jeonghan não era nenhum sobre-humano ou robô, então era perfeitamente normal que ele tivesse os seus medos, inseguranças e aflições.

E, na verdade, eu não deveria ter brincado com aquilo lá no início, para começo de conversa.

Acariciei os seus cabelos, o que o pegou de surpreso.

— E qual é o problema com isso, oras? — perguntei, rindo. — Eu mesma morro de medo de palhaço, sabia? E, se você soubesse de que a minha irmã tem medo, nunca mais acharia...

— Meu Deus, o que aconteceu aqui?!

A voz feminina e estridente acabou interrompendo todo o meu momento de consolo a Jeonghan, que quase pulou da maca de tão assustado. Aquela tal voz me era mais do que familiar, porém, eu não consegui reconhecê-la de primeira por achar que fosse impossível que ela acabasse ali no hospital, naquele momento. Instantaneamente, eu olhei para trás apenas para encontrar a figura de Songyoung correndo na nossa direção, seus cabelos curtos e de pontas tingidas de um rosa bem escuro balançando contra o vento; porém, ela acabou parando no meio do caminho ao avistar Seokmin. Ela se apressou até ele e o segurou pelo rosto, exatamente do mesmo modo exagerado que a minha mãe tinha feito naquela manhã.

Céus, elas eram bizarramente idênticas.

Mas, o que diabos a minha irmã estava fazendo ali?!

— O que aconteceu? Você está bem? — ela perguntava sem pausas para Seokmin, que parecia tão chocado quanto eu. — Quando a mamãe disse que houve um acidente e você estava no hospital... Céus, eu nem sei o que dizer!

No meio de toda aquela cena, quando o Lee finalmente se deu conta do que estava acontecendo — quando eu disse que a velocidade de processamento dele não era tão rápida, eu não estava brincando ou exagerando — exibiu um sorriso que quase ia, literalmente, de orelha a orelha.

Song Song-ah! — exclamou e abriu os braços, apenas esperando que a minha irmã mais nova pulasse neles como sempre fazia.

Será que esses dois sabem que estão em um hospital? Porque, pela altura de ambas as vozes, eu julgo fielmente que não.

Sem pensar duas vezes, Songyoung se rendeu e acabou pulando no pescoço de Seokmin, puxando-o para baixo devido à diferença disparada de altura que existia entre os dois, já que a minha irmãzinha tinha pouco mais de um metro e sessenta. Seokmin, no ápice da sua felicidade, ergueu o corpo da mais nova e fez menção de girá-la no ar, mas seus planos deram errado quando as botas pretas de Songyoung atingiram uma cadeira ao lado dos dois.

Yah! — foi a minha vez de berrar, mesmo tendo acabado de criticar os dois mentalmente por terem feito aquilo. Sim, a própria hipocrisia. Seokmin automaticamente colocou a minha irmã no chão, que finalmente me fitou. — Shin Songyoung, você só está vendo o Seokmin aqui? Pois saiba que ele só veio ao hospital de motorista, não sofreu um único arranhão sequer.

Ao ouvir aquilo, a Shin mais nova franziu o cenho e voltou a fitar Seokmin, que ainda estava sorrindo largamente. Em seguida, acertou-lhe um tapa completamente aleatório e bem estalado no braço, mas, por incrível que pareça, o Lee não se moveu um centímetro sequer.

— Por que você não me disse que estava bem? — minha irmã resmungou, o que não diminuiu o sorriso de Seokmin, que permaneceu em silêncio.

Em seguida, Songyoung finalmente se deu conta da minha existência e se virou na minha direção. Seu olhar esperto logo notou Jeonghan sentado na maca ao meu lado, o qual, coitado, estava mais perdido do que cego no meio de um tiroteio.

— Yoon Jeonghan? — minha irmã perguntou enquanto caminhava até nós, o que me fez franzir o cenho. De repente, bateu na própria mão, algo que ela costumava fazer quando percebia algo que acreditava ser ridiculamente óbvio. — Você é Yoon Jeonghan, diretor da Price Entertainment e chefe da minha irmã, certo?

Por que aquela fedelha estava prestando atenção em todos, menos na sua própria irmã?

— Como diabos você sabe disso? — questionei, agora me sentindo a própria cega que acompanhava Jeonghan e corria de um lado para o outro no meio daquele tiroteio.

— Ele é meu sunbae, oras! — exclamou animada. — Bem, não diretamente, porque eu curso medicina, mas ele estudou na minha faculdade. Na verdade, ele é bem famoso por lá e até hoje sempre tem um professor ou outro que relembra os feitos impressionantes de Yoon Jeonghan.

Virei-me para Jeonghan, ainda em completo estado de choque diante daquela coincidência.

— Esses feitos impressionantes são coisas boas? — sussurrei para ele, que fez uma careta ofendida. — Desculpa, mas não custa nada perguntar.

Na verdade, eu estava realmente surpresa não pela coincidência em si, mas por não saber onde Jeonghan havia estudado. A maioria das pessoas acharia isso um absurdo da minha parte, mas, para alguém que se julgava a maior conhecedora do seu próprio chefe, não saber de um detalhe importante como aquele me deixou curiosa sobre o que mais sobre o Yoon eu poderia não saber naquela altura do campeonato, eu devo confessar.

Ignorando a minha pergunta de propósito, Jeonghan se virou para a minha irmã e a cumprimentou com uma rápida reverência.

— Sim, sou eu mesmo. — ele respondeu. — Nossa, eu não sabia que tinha ficado tão famoso na faculdade.

Falso.

Eu poderia não saber até aquele momento onde ele tinha estudado, mas uma coisa eu estava com a careca mais do que lustrada em saber sobre Jeonghan: se ele pudesse se gabar de algo, ele se gabaria. Muito me admirava que ele estivesse sendo tão humilde na frente da minha irmã, provavelmente apenas querendo conquistá-la como tinha feito com a minha mãe.

E, infelizmente, mãe e filha eram idênticas.

— Mas o que um diretor tão importante faz aqui? — Songyoung indagou e mesmo há quilômetros de distância já era possível sentir o forte cheiro de puxa-saquismo. Quando ela notou o pé enfaixado dele, as coisas só pioraram de figura. — Aigoo... o que aconteceu com o seu pé, sunbae?

Outra falsa.

De repente, antes que Jeonghan pudesse embelezar a sua trágica história da enxadada no pé para contá-la à minha irmã e, ao mesmo tempo, não passar tanta vergonha assim, Seokmin surgiu por trás da mesma com uma careta nada contente estampada no rosto, o que era extremamente raro quando ele estava por perto de Songyoung.

— Song Song-ah. — murmurou o apelido dela, manhoso. Sim, eu era a Min Min e ela a Song Song, brega desse jeito mesmo. — Por que você não me dá essa atenção toda? Ele nem é seu sunbae de verdade...

Quando os gregos inventaram a comédia, eu tenho certeza absoluta de que aquela foi a primeira peça na qual eles pensaram. Seokmin, que até pouquíssimo tempo atrás estava sendo o maior motivo para cegar Jeonghan de ciúmes — o suficiente para ele não perceber uma enxada caindo no próprio pé — agora estava lhe devolvendo a cartada com aquela cena melosa e enciumada em uma bandeja de prata para o próprio.

Seria cômico, se não fosse trágico.

Ri baixo quando percebi que já tinha perdido Seokmin e Songyoung para o próprio mundinho de discussões deles e, finalmente, me voltei para Jeonghan. O Yoon parecia incrédulo, o que me fez rir ainda mais.

— Então ele... — iniciou, mas não soube como terminar e acabou desistindo da frase no meio do caminho.

— Você pode ter se esquecido, mas eu tenho uma irmã há mais de duas décadas, sabe? — eu disse, zombando. — Quando o Seokmin disse que queria entrar para a minha família, não era exatamente de mim que ele estava falando...

— Então ele não quer se casar com você? — o Yoon perguntou como se quisesse que eu afirmasse aquilo em voz alta para, só então, poder descansar em paz.

Gargalhei alto.

Deus me livre. — respondi, ainda rindo. — O Seokmin sempre foi apaixonado pela minha irmã e ela por ele, desde que nós éramos crianças. Eles só não namoram oficialmente porque a Songyoung quer dar tudo de si nos estudos e nada mais, mas ele não vai desistir tão facilmente assim. O Seokmin é do tipo que, se tiver que esperar mais vinte anos pela minha irmã, ele vai esperar com um sorriso no rosto.

Vale lembrar que, para esclarecer tudo aquilo para Jeonghan, eu precisei sussurrar as minhas palavras. Toda vez que Songyoung ouvia alguém dizer que ela e Seokmin só não namoravam por causa dela, a mais nova virava um monstro. Os pequenos olhos castanhos se arregalavam de raiva, parecendo que podiam estourar os óculos finos e redondos a qualquer momento.

— Por que diabos você não me contou isso antes? — o Yoon questionou parecendo aliviado e revoltado ao mesmo tempo, o que eu achei uma graça, particularmente dizendo. — Céus, eu estava com tanto...

— Ciúmes? — interrompi. — Exatamente por isso. Eu estava realmente curiosa para saber como você ficaria todo enciumado.

Ao ouvir aquilo, Jeonghan automaticamente fechou o seu semblante, o que me obrigou a segurar uma risada.

— Bem, já descobriu, então não faça mais isso, pelo amor de Deus. — disse, quase implorando. — Caso contrário, é possível que eu acabe decepando o meu pé fora da próxima vez.

— Não diga isso. — eu o repreendi e lhe acertei um tapa fraco no braço, o que o fez rir. — Desculpa, eu realmente devia ter esclarecido as coisas antes. Prometo nunca mais fazer isso, pelo menos pelo bem do restante dos membros do seu corpo.

Jeonghan sacudiu a cabeça. No fim das contas, entre mortos e feridos — literalmente — nós acabamos rindo juntos de toda aquela situação maluca. Ele voltou a segurar a minha mão e, gentilmente, me puxou para mais perto de si, o que automaticamente me fez arregalar os olhos.

— Aqui não. — murmurei e, com a cabeça, apontei na direção de Seokmin e Songyoung.

— O que? Você realmente acha que todo mundo já não sabe sobre isso? — perguntou, arqueando uma sobrancelha.

— Isso o quê? — ouvi a voz curiosa de Songyoung surgir por trás de mim, o que já era de se esperar dado o perfeito exemplo de mexeriqueira que ela era.

Eu não ainda não tinha tido tempo de sequer pensar em algo para desconversar quando, de repente, Jeonghan me puxou de vez para mais perto de si e abraçou a região acima da minha cintura com o braço livre. Por mais incrível que isso pudesse parecer, o seu braço era do tamanho perfeito para abraçar aquela área em específico por completo, como se tivesse sido planejado para isso.

Mas isso não é hora de pensar nessas coisas, Shin Minyoung!

— Que eu sou completamente apaixonado pela... Espera, o que é isso? — o próprio Yoon se interrompeu antes de terminar o que tinha a declarar e, lentamente, virou a cabeça na direção do braço que ele usava para me segurar.

Havia uma agulha pendurada ali. Mais especificamente, o médico havia retornado com a injeção antitetânica e, sorrateiramente, espetado o braço de Jeonghan sem que ele visse. Assim, quando o Yoon percebeu, já era tarde demais.

Mas céus, de onde esse homem sequer veio? Nem eu mesma tinha notado a sua aproximação!

— Desculpe, Jeonghan-ssi, mas eu não pude deixar de notar o seu medo, então achei que essa era a melhor abordagem. — o médico explicou enquanto, descaradamente, terminava de injetar o conteúdo da vacina no braço de Jeonghan.

De repente, o rosto do Yoon foi perdendo a cor até passar a se parecer exatamente com uma folha de papel.

— Isso é uma... a...gu...

Jeonghan não conseguiu sequer terminar a frase, pois sua voz desapareceu gradativamente conforme os seus sentidos também o deixavam. Eu senti o aperto em volta do meu corpo afrouxar e, em seguida, o mais novo acontecimento catastrófico daquele dia era Yoon Jeonghan caindo desmaiado diretamente no meu colo.

Notas finais
E então, o que acharam? Um acontecimento mais catastrófico do que o outro nessa história kkkkkk. E, para quem tanto queria conhecer a Songyoung, eis aqui a Song Song! Enfim, até breve ♥