Meu Anjo Caído

4 Vejo Meu Salvador e Volto a Ficar Em Perigo


Notas iniciais
Desculpa a todos. Demorei a postar por conta das minhas notas e minha mãe me proibira. Aqui está o 4 capítulo. Beijos e Boa Leitura!

Estou com a cabeça nos meus joelhos, encostada em uma parede.

– Levante a cabeça! Pare de ter medo de olhar onde estar! Pare de ter medo do que lhe aguarda! — Falava para mim mesma. Essas palavras eu me escuto dizer todos os dias.

Levanto a cabeça e vejo que estou em um corredor bem familiar. Estou a poucos metros da sala de música.
Me levanto e olho para os lados. Não vejo pessoas e há apenas um vento leve balançando meus longos cabelos.

Escuto uma bela música, conhecida para mim. Um sorriso se forma no meu rosto e falo:

– Ethan.

Começo a seguir o som da música. A música que ele tocara na flauta transversal quando nos conhecemos. O som ficando cada vez mais perto e paro na frente da porta da sala de música.

Pego na maçaneta. O frio do metal percorre meu corpo, me arrepiando completamente. Pela primeira vez, sinto que a sala de música é o pior lugar que poderia estar.

Fecho os olhos e escuto apenas som da música. Ela me tranquiliza um pouco. De olhos fechados, viro a maçaneta e abro a porta.

Quando abro meus olhos, eles se enchem de lágrimas. Um grito sai como um estouro da minha garganta e levo minhas trêmulas mãos à boca. O Ethan está enforcado, mas isso não parece o a causa da morte dele. Parece apenas nessa posição para expor as múltiplas facadas que levara. Uma marca em forma de ampulheta foi cortada na bochecha dele.

A música da flauta continua tocando e, saindo de trás morto do Ethan, um garoto familiar para mim está tocando sua flauta.

O Ezequiel continua tocando a música na flauta do Ethan e seus olhos obsidiana são duros como pedra. Ele está completamente sujo de sangue e com uma adaga presa na cintura. Há sangue descendo do punhal da sua arma.

Ele termina de tocar o música e mexe a flauta, fazendo com que ela fique suja de sangue.

– É uma linda flauta, realmente. Fazia tempo que não tocava um instrumento feito com tanta precisão. — Diz ele olhando para o instrumento. Ele volta sua atenção para mim. — Você não concorda?

– O que você fez? — rosno para ele.

Ele abre um sorriso maléfico e começa a andar na minha direção.

– A pergunta está errada. O certo e você se perguntar o que fez. — diz, que para no meio do caminho. Ele olha para trás, para o corpo pendurado. — Um garoto com tanto talento. Deveria ter um futuro brilhante.

Ele volta a andar na minha direção, coloca a flauta do Ethan na minha mão e anda até a porta. Antes dele chegar, seguro o ombro dele.
O

Ezequiel vira rapidamente. Com as mãos no meu pescoço, ele me coloca contra a parede.

– Você não vê o que fez? — A pressão que ele coloca no meu pescoço me faz ficar com falta de ar. Solto a flauta do meu amigo. — Você não se importa consigo mesma. Acho que matá-la seria piedade para você. Mas e as pessoas que você ama? Olhe o que você causou! — Ele pressiona ainda mais o meu pescoço. Os olhos deles parecem buracos intermináveis. Não há nenhum sentimento neles. Ele aproxima o rosto dele do meu. — Então Hayley Jaconi- um sorriso de desdém aparece no rosto dele — O que tu temes?

Acordo gritando. Estou ofegante e com os olhos lacrimejando.

– Ezequiel! Ezequiel! — digo, ainda ofegante. Acho que estou respondendo a última pergunta que ele me fez.

Começo a me tranquilizar e percebo que estou em uma cama. Quem me colocou aqui? Me lembro de estar no chão e que não havia mais ninguém além de mim e do Ezequiel.

Olho para o lado. Ele está sentado em uma cadeira e olhando para baixo.

– Ícaro? — Pergunto com cautela.

Ele levanta a cabeça. Ele está com um grande arranhão na blusa que parece ter sido feito por garras. A calça jeans também está rasgada e ele está com um leve corte na testa. O cabelo preto está grudado no rosto por conta do suor. Consigo perceber que a respiração dele está bem forte. Ele parece estar muito cansado.
Os olhos verde dele me olham com preocupação. Ele abre leve sorriso e pega a minha mão, dizendo:

– Está mais calma?

Olho para os lados. A porta foi aberta a força, ainda dá para ver a marca da sola de um sapato que a arrombou. Tem um espelho quebrado e há sangue nas paredes. Acho que houve uma luta violenta enquanto eu sonhava.

– O que aconteceu? — Digo olhando para ele.

Ele parece sentir muita dor. Percebo ele segurando o braço com muita força.
Me levanto da cama e, sem nenhuma tentativa do Ícaro de resistir, tiro a mão dele do seu braço. Vejo um corto profundo, que está sangrando bastante.

– Ícaro, você precisa ir para o hospital.

Ele concorda com a cabeça, se levantando e indo em direção a porta. Eu tento seguir ele, mas ele me diz:

– Vá para casa. Você ainda está muito fraca.

Descemos as escadas. Percebo que está de manhã, mas as pessoas continuam na casa. Algumas estão dormindo, outras bebendo e algumas tentado se manter em pé.

Saio da casa, ando alguns quarteirões em uma praça, onde me sento em um banco.

A praça é linda. No centro dela a uma fonte que jorra água, transparente como cristal. Tudo está bem verde e florido. O vento balança meus longos cabelos pretos, fazendo com que eles constantemente caia sobre meus olhos. Minha boca forma um leve sorriso, que logo desaparece quando lembro minha atual situação.

Eu enfrentei meus pais e saí de casa. Eles estão furioso comigo e serei presa no armário.

Fecho meus olhos e me lembro de todas as vezes que fora jogada no armário. A sensação do ar rarefeito e dos pregos, colocados especialmente para me machucar, rasgando a minha pele. Estremeço, sabendo que esse será o meu destino.

Respiro fundo e me levanto. Quanto mais cedo chegar e aceitar meu castigo, mais rápido pararei de pensar nele e poderei deixar de sentir medo do que ainda não aconteceu.

Começo a andar, olhando para o chão. Meus passos são lentos e minha respiração pesada. Os olhos marejados atrapalham minha visão. "Não chore!" Falo para mim mesma.

Falta apenas um quarteirão para chegar em casa, quando uma pessoa segura meu ombro.

– Desculpa incomodar. — diz uma garota, gentilmente. — Eu queria apenas que você entrasse na nova loja da minha família.

Olho para o lado. Uma grande loja azul com uma grande vitrine com os mais diversos instrumentos. Na porta de vidro, vejo, escrito em prateado"Sons da Meia Noite".

Volto minha atenção para a garota. Ela era morena com traços latinos. O cabelo era castanho com cachos soltos e os olhos cor de âmbar. Era baixa, vestia um terno preto e não parecia ter mais que 16 anos. Preso ao terno, um crachar com seu nome: "Melissa Scortraf".

Eu estava prestes a falar que estava com presa, mas ela segura meu braço e me lança para dentro da loja.

O lugar era muito maior por dentro do que por fora. Havia dois andares e em todo lugar que você olhava tinha um instrumento. Violões, baterias, pianos, flautas, saxofones, trompetes... Todos organizados perfeitamente, mostrando a beleza de cada um.

Um garoto alto e esguio aparece. Ele usa um terno igual ao da Melissa e é muito parecido com ela. Possuí o mesmo tom de pele e o mesmos olhos cor de âmbar. Possuí os mesmos traços espanhicos e o cabelo também era castanho, só que era liso e com uma franja que aparentava cair em seus olhos com frequência. Aparentava ter 22 anos, no máximo, e no crachar estava escrito "Xavier Scortraf".

– Que garota bela. Que instrumentos você procura? — Disse Xavier.

– Obrigada. — Digo sem graça pelo elogio. — Eu toco violino, mas...

Ele não espera minha resposta e já me puxa para o segundo andar. Logo quando entro, vejo milhares de violinos, todos perfeitamente alinhados e muito bem trabalhados.

Xavier me empurra até eles. Com a mão no meu ombro, ele me fala algo com voz melodiosa. Não me impor. to com o que ele está falando. Aquilo parece um paraíso para mim.
Pego em um violino como se fosse uma criança, ele é tão bem trabalhado e de beleza impressionante.

Me viro e olho para Xavier. Meus olhos estão brilhando, mas Xavier está com olhar meio distante e um sorriso de lado.

– Pena que terei que matar uma moça tão bela, seus olhos dourados são encantadores. — Diz ele, voltando-se para mim.

Os dentes dele começam a crescer, virando presas. Fico imóvel, meu desespero só aumenta e penso: "Eu vou morrer!"

Notas finais
Parece que Hayley está começando a ser notada. Desculpa novamente pela demorada, tentarei postar o próximo o mais rápido possível. Comentam para saber o que acham, ficarei grata. Até o próximo capítulo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.