Meu Anjo
7 Asas da Liberdade
— Ele poderia ter morrido asfixiado — o médico fala ao Levi, que o estava sentado em uma cadeira ao lado da maca aonde Eren estava deitado — Ainda bem que você ligou para a ambulância.
— Ele vai ficar bem? — Levi pergunta quase em um sussurro.
— Bom, ainda temos que ver o que vai acontecer — o médico fala abrindo a porta da sala — Eu já volto...
O médico sai da sala, deixando Levi e Eren a sós. Levi se aproxima mais de Eren. Levi se senta deita em cima do tórax de Levi, e começa a chorar.
Mesmo o Levi não o conhecendo muito bem o Eren, ele sentia uma atração muito grande pelo pirralho.
“Meu pirralho” — pensava Levi.
Mesmo em meio as lágrimas, Levi começa a se lembrar das lembranças com Eren. As que te deixaram mais feliz.
— Bom, precisamos que você saia da sala por alguns minutos — o médico fala entrando na sala.
— Mas doutor — Levi fala se levantando e enxugando suas lágrimas — Oh Eren, ele tem um segredo...
— Eu sei, ele é um anjo-caído — o médico fala expondo suas asas — Agora por favor, saia...
Levi sai da sala um pouco espantado por saber que o médico era um anjo-caído. Levi se senta em um banco, e começa a pensar...
“Quem seria aquele Pixis que invadiu a minha casa? Ah, aquele filho da puta, ele vai pagar por ter feito isso com o Eren” — Levi pensava.
Levi, carregado pela fúria, se levanta bruscamente de onde estava sentado. Estava decidido, iria atrás desse Pixis, mesmo que isso custasse sua vida, mesmo que ele morresse em vão.
Andando pelas ruas, Levi iria para a delegacia, conversaria com Irvin sobre o caso, custe o que custar.
TRÊS DIAS DEPOIS...
— Eren? — o médico pergunta ao garoto da maca que estava se levantando — Vejo que melhorou um pouco.
— Cadê o Levi? — foi a primeira coisa que Eren conseguiu perguntar.
— O garoto que estava chorando eu seu peito? Ele foi embora...
— Eu fiquei desmaiado por quanto tempo?
— Três dias — o médico fala surpreendendo Eren.
— Três dias?! Eu fiquei desmaiado por três dias?! — Eren começa a gritar se levantando da maca — Aonde, estão minhas roupas?! Eu estou melhor! Eu vou embora!
O médico, assustado, entrega rapidamente as roupas para o garoto, que o mesmo se troca ali mesmo.
Saindo do hospital em desespero, Eren tenta buscar a energia de Levi, mesmo que seus poderes estejam fracos, ele faz o maior esforço que já pode fazer.
Eren nunca se sentiu desse jeito, com raiva, com ódio. Queria Levi bem, queria Levi ali, não importa o que aconteça.
Havia algo estranho, muito estranho. As ruas estavam vazias, não havia ninguém nas ruas. Um silencio perturbador invade o peito de Eren.
— Nunca pensei em te encontrar aqui, Eren — ele ouve uma voz feminina logo a frente que se escondia em meio as sombras — Olá Eren, como vai?
— Annie — Eren sussurra olhando para a loira —O que você está fazendo aqui?
— Nada, só vim ver como você está — a loira fala em um tom macabro, sua voz saia obscura, como um demônio — Você quer o Levi de volta?
O olho da loira começa a ficar totalmente preto, e com uma bolinha vermelha em sua pupila.
Asas negras começam a se formar atrás de suas costas, e chifres negros em sua cabeça se formam.
Eren deixa que suas asas fiquem expostas. Sem medo, sem dó, Eren parte para cima de Annie. Mesmo que Eren “gostasse da Annie”, ela tinha falado de Levi, então ele pensava que ela tinha feito alguma coisa com ele.
Em suas mãos, Annie ergue duas espadas, e vai em direção ao Eren. Mesmo que o pirralho tinha pouca força, já que seus poderes foram selados por ter se tornado um anjo-caído, ele consegue “invocar” uma espada gigante e se defende com o ataque de Annie, que a mesma dá um pulo para trás.
Os dois dão um pulo para frente, e começam a lutar bravamente.
Em um ato esperto, Eren consegue desarmar Annie, e coloca sua espada em sua garganta, mas quando ia matá-la, uma figura negra aparece entre os dois. Annie desaparece em meio há nuvens negras.
A figura que acaba de aparecer observava Eren, cada detalhe de seu rosto. E depois de um tempo, a figura desaparece.
“Onde está você, Levi?” — pensava Eren, em meio a lágrimas.
— Eren, por quê você chamou a gente aqui? — Armin pergunta enquanto Jean se senta ao lado de Eren em um bar — E justo nesse horário?
— Eu preciso da ajuda de vocês — Eren fala olhando para os amigos — Eu vou contar um segredo a vocês...
— Pode contar — Jean e Armin falam esperando para o pior.
(Depois de contar seu segredo)
— Então... O Levi foi sequestrado? E você precisa da nossa ajuda! — Armin fala meio confuso tentando expressar o que acaba de ouvir.
— Sim — Eren fala, em desespero.
— Mas você é um anjo! — Jean exclama.
— Vamos sair daqui — Eren fala puxando os dois pela gola da camisa.
Os três amigos começam a andar pelas ruas pensando no que fazer. Eles estram em uma rua vazia, um silêncio absoluto.
Eren, por sua vez, sente uma energia muito familiar, que nunca esquecera.
Asas da Liberdade.
Em um ato esperto, Eren empurra Jean e Armin para longe, mais foi tarde demais.
Espadas ficam em volta do pescoço dos três amigos. Aparentemente quem fez isso não queria matar eles.
Eren estava certo. Eram as Asas da Liberdade.
— Olá, amigo — Eren ouve uma voz familiar, Eren olha para frente e se depara com ele, justamente ele — Ou melhor, irmãozinho.
Gabriel fala com total arrogância. Era ele, o seu irmão mais velho, que tinha o expulsado do paraíso.
Enquanto isso, em um armazém abandonado, Levi acorda algemado em uma cadeira em meio a uma iluminação em um lugar com vários corpos. Alguns cortados em pedaços, outros com os órgãos para fora e outros dilacerados.
De repente Levi vê um homem em meio aos corpos. Quando o homem se aproxima da luz; revela seu rosto.
Era ele, sem dúvida era ele, aquele desgraçado que fez aquilo com o Eren...
— Seu desgraçado! Como você pode fazer aquilo com o Eren?! — Levi começa a gritar se debatendo.
Pixis ergue um cabo de aço e bate com tudo no rosto de Levi, que deixa uma marca vermelha, ou até mesmo um rastro de sangue...
— Vamos começar o jogo da dor — Pixis fala começando a bater em Levi sem parar.
“Por quê tudo tem que ser difícil?”
“Às vezes eu acho que não vale a pena viver”
Era isso que Levi pensava.
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