Meu Anjo

2 Capitulo 2 – Marley.


Notas iniciais
Oiii, descupem pela demora, e que bom que estão gostando.

Capitulo dedicado a Quel Rathbone e Bábara Pevensie.

Espero que gostem!

Sugiro que favoritem e história para não perder nenhum capitulo.

SEIS ANOS DEPOIS

Connecticut – Próximo das 17:30

Era fim da tarde em Connecticut, e um frio de rachar o coco percorria as ruas, faltavam duas semanas para o dia de ação de graças.

Pelas ruas da cidade, uma mulher com um suéter elegante, um jeans, e uma toca de lã na cabeça anda cheia de sacolas na mão esquerda e na direita um café. Essa mulher era Susana Pevensie.

Era uma mulher bonita, não muito alta, mas de aparencia elegante, carregava uma bolsa cheia, seus olhos verdes se destacavam, pele muito branca e lábios rosados. Ninguém jamais imaginaria o que aquela garota passou, ela parecia uma garota normal, estágiaria de um jornal. Mas ninguém imaginava o que ela tinha passado.

Durante as primeiras semanas em Yale, Susana achou que realmente estava vivendo seu sonho, tinha esquecido completamente de Nova York, mas logo depois ela vê sua vida dar um giro de trezentos e secessenta graus.

Duas semanas depois que chegou em Connecticut, Susana descobriu que estava grávida, seus pais quase surtaram, e ela não quis dizer o nome do pai, e nem desistiu da faculdade, seria uma missão impossível resistir a uma gravidez na faculdade, isso atrazava muito os estudos e bagunçava a vida de uma garota.

Susana não sabia como iria fazer, só repetia para ela mesma que iria vencer aquilo tudo. Na faculdade as pessoas olhavam torto para ela, menos sua amiga Lindsay que deu maior força para a amiga.

Quanto mais a gestação se avançava mais Susana se preocupava, os pais mandavam uma quantia em dinheiro para ela todo mês, eles decidiram apoiá-la, seja qual for sua decisão sobre a gravidez, o dinheiro não era muito, e Susana não tinha tempo nem dinheiro para um acompanhamento pré-natal. Os outros alunos da faculdade sempre a olhavam torto, mas alguns sempre deram muita força para ela como Maya e Hanna, as duas cursavam jornalismo junto com Susana e Lindsay.

O menos importante eram os olhares, todos perguntavam porque ela não fazia um aborto, essa palavra sempre a fez dar calafrios, e o que ela mais queria era provar para todos que isso não a afetaria nos estudos. Susana não tirou uma nota menor que 10 durante a gravidez. Ela não entendia porque aquilo estava acontecendo com ela, logo ela que fora sempre tão ajuízada, mas Susana mostrou para quem quer que visse que nunca é tarde pra mudar de vida.

Susana e Lindsay ficaram morando num bom apartamento no subúrbio de Connecticut, a casa tinha três quartos, uma suíte, mas quando Edmundo se mudou, Lindsay ficou dividindo o quarto com Susana.

As preocupações com a criança era o que mais a conturbava, como ela iria criar uma criança sozinha, como saberia qual remédio dar, ou o que fazer para ela parar de chorar, e pensava também nas noites que passaria em claro? não tinha dinheiro nem pra pagar uma ultrasson ou para vitaminas pré-natal, teve que enconomizar, e conseguiu fazer pelo menos uma ultrasson com seis meses de gravidez, e descobriu que seu bêbe era menina, não estava com animo para pensar em nomes, e não passava pela sua cabeça ir até Nova York e contar a Caspian.

Durante o resto da gravidez Susana pensava em dar a sua filha para adoção, seria o melhor a fazer, ela teria uma família de verdade, e um ótimo futuro pela frente, ela comunicou aos seus amigos e família que iria fazer isso e eles a apoiaram.

Todas as indecisões e a vontade de entregar o bebê para adoção evaporou quando Susana a segurou pela primeira vez numa maca de um hospital público, não importa o que acontecesse, mas ela queria viver sua vida ao lado de Marley custa o que custasse. Marley foi o nome escolhido por Susana para batizar sua filha, todos gostaram, segundo ela é um nome doce, que ela viu no filme "Marley e Eu".

Marley Rose Pevensie, é o xódó de toda a família Pevensie, inclusive de Lindsay que se tornou sua madrinha, ela tem seis anos ou quase sete como ela sempre gosta de lembrar, e inteligencia de oito anos, todos diziam que Marley era a cópia fiel de Susana, mesmo tendo os aconchegantes e emaranhados olhos de Caspian, não só os olhos como o formato do nariz e da boca lembrava muito ele também, seus cabelos eram castanhos escuros e sua pele bem branquinha.

Desde que nasceu que Marley dorme uma noite inteira de sono, e não chora pra nada, a médica disse a Susana que ela era uma das poucas mães mais sortudas do mundo, que sua filha dormia uma noite inteira de sono.

Mas Marley nasceu com um pequeno grau de autismo com hiperatividade. A médica explicou que foi por falta de acompanhamento pré-natal, mas com a fisioterapia, aquilo poderia se tornar uma vantagem para ela, fora isso Marley tem uma saúde de ferro.

O pequeno grau de autismo não significa uma coisa ruim, pelo contrário, Marley teria uma mente muito avançada para a sua idade, isso siginifca que ela é muito inteligente e entende as coisa rápido, isso também significa que ela não terá dificuldade nenhuma para fazer amigos ou se comunicar, mas esse grau de autismo pode aumentar e virar uma desvantagem, a hiperatividade é maior que o autismo, Marley fala rápido de demais, e tem dificuldade em ficar parada muito tempo, é enérgética, gosta de esportes, e dificilmente se cança, mas com tratamento e fisioterapia aquilo tudo poderia ser resolvido, e diminuido mas não totalmente curado.

Marley é um amor de menina, educada e extremamente inteligente, porém meio précoce, fala palavras dificeis nas frases e isso se torna engraçado, ninguém a ensinou a se comportar na mesa ou a ter postura ao andar, isso tudo estava em seu DNA, ela era uma Cooper, querendo Susana ou não.

Saindo da faculdade Susana recebeu um convite para trabalhar na redação do jornal mais importante de Connecticut, o RC , Riverside Connecticut, o salário era muito bom, Pedro, Susana e Lindsay aproveitaram para comprar outro apartamente maior e melhor na cidade.

O apartamento tinha três amplos quartos, a escolha foi boa porque Lúcia também veio para Yale cursar nutrição, e Pedro se casou com Lindsay, os dois ficaram com a suíte, Edmundo ficou com um quarto só pra ele, e Lúcia divindo o quarto com Susana e Marley.

Algumas semanas depois do trabalho ela conheceu Robert, ele era da mesma turma que Susana, mas ela n unca tinha reparado como ele era bonito sem os óculos, algumas semanas depois eles começaram a namorar, Robert era engraçado e muito legal, mas Marley não o considerava um pai, nem Susana esperava isso dele, Marley adorava Robert ou "Bob" como ela havia apelidado, os dois eram mais como amigos, e de longe seriam pai e filha.


Susana chega ao edifíciu Blue Jets, num bairro de classe média de Connecticut, a neve ainda está caindo densamente, e Susana está apenas com um suéter e uma toca de lã, o elevador é extremamente devagar, ela prefere subir pelas escadas porque o aquecedor da recepção está quebrado.


Ela pega as chaves no bolso e abre a porta, quando entra ascende a luz e... Surpresa!

Susana tinha realmente esquecido do seu aniversário, embora seus amigos sempre a lembrassem, Marley pula em seu colo vorazmente, e Robert está segurando o bolo com as velas formando um 24, e todos os seus amigos e seus irmãos cantando os parabéns.

O bolo tem uma bonequinha jornalista de bisquí. Marley e Susana apagam as velas juntas, e depois Robert dá um beijo em Susana.

– A ideia do bisquí foi minha mamãe! – diz Marley.

Robert dá de presente um envelope a Susana, e todos ficam na expectativa dela abri-lo, e o presente é um emprego no Daily News, o tão sonhado emprego de Susana, ela rejeita na hora mas Robert a convence a pensar melhor, pois ninguém sabia o quanto Susana sentia falta de Nova York quanto ele, ou o quanto ela queria por aquele emprego no Daily News.

A festa acaba rápido pois a neve está aumentando e todos querem ir pra casa o mais rápido o possível. Depois que a festa acaba Susana mesma se oferece para lavar louça, enquanto Marley conversa com ela.

– Como foi seu dia na escola? – perguntou Susana.

– Mãe eu não fui pra escola hoje! acabaram as provas, eu só vou para a confraternização – disse Marley rápidamente, qualquer cirança de sua idade falaria "festinha", mas a precocidade de Marley a induziu a falar "confraternização".

– Marley, respire fundo! – disse Susana, e revirando os olhos Marley respirou fundo, falou muito rápido e sem fôlego.

– Os desenhos. – disse Susana. Uma forma de exercíciu do autísmo e da hiperatividade seria Marley colocando no papel seus pensamentos, que em sua cabeça são trinta e quatro pensamentos por minutos. Marley pegou uma pilha de papéis com desenhos e mostrou a Susana, nos ultimos dias ela estava pensando em Nova York mais do que nunca, ela desenhou figuras como a estátua da liberdade, o empire state, a ilha de manhattan e tc. Marley dava de 10 á 0 em muitos desenhistas profissionais .

– Um piano...?

– Meu presente de natal – disse a pequena, e mostrou mais imagens a Susana e as interpretou, mas a última foi a que mais deixou Susana nervosa a ponto de quebrar uma louça, a palavra "Pai".

– Onde você aprendeu essa palavra? – indagou Susana nervosa limpando a louça.

– Dia dos "Pais", Meu "Papai" é noel, e etc. – explicou Marley.

– Singificado? – pediu Susana.

– Eu quero conhecer meu pai! – disse Marley e Susana deixou uma pilha de louças cair no chão.

– Mãe, você está bem? – perguntou Marley.

– Sim querida estou bem – disse Susana recolhendo a louça.

– Hoje o dia está frio, parou de nevar, que tal a gente tomar um chocolate quente e observar as estrelas cadentes mais tarde na sacada hein? vai tomar seu banho – disse Susana ainda nervosa, Marley foi tomar um banho quente e pegou um edredon e casacos para as duas.

Susana fez dois chocolates quentes para as duas, empacotadas elas seguiram para a saca enroladas num edredon, o vento estava muito gelado, tinha parado de nevar, e as duas ficaram olhando as estrelas.

– Mãe, a gente vai passar o dia de ação de graças e o natal em Nova York né? – perguntou Marley, o vento frio a fazia ficar calma e falar pausadamente.

– Eu estava pensando em passar o natal aqui – disse Susana. A verdade era que ela mau ia a Nova York, para não cruzar com Caspian.

– Anh? Mas todos vão pra lá mamãe, e eu queria aproveitar pra conhecer a estátua da liberdade, a gente nunca passeia lá né? e além do mais eu estou morrendo de saudades da vóvó e do vôvô – disse Marley com uma carinha pidona.

– Talvez meu amor – replicou Susana.

– A gente podia morar lá! A proposta que você recebeu no trabalho! sempre foi seu sonho trabalhar no Daily Newsné? imagina a nossa vida lá mamãe? – dizia Marley afobada, ela falava muito, como estava muito frio saia fumaça da boca enquanto ela falava, e mal dava para ver o rosto de sua mãe.

– Estou feliz aqui você não está? Tenho um bom emprego, nós temos o Bob, eu não quero deixar nossa vida aqui – disse Susana, mas no fundo tudo que ela mais queria era voltar a Nova York, ela foi a mais animada em chegar lá desde que os Pevensie se mudaram para os E.U.A.

– Eu vivi aqui a minha vida inteira! não está na hora de mudar? além disso Bob disse que iria com a gente – diz Marley e por um momento Susana fica observando sua perfeição, tão inocente e bonita.

– Papai é Nova Yorquino? – indagou Marley e Susana cuspiu chocalate quente.

– Porque você fica nervosa toda vez que eu toco nesse assunto? – perguntou Marley.

Susana não sabia como explicar, Marley era uma garota muito esperta, e quase impossível de ser enganada, ela nunca havia perguntado sobre seu pai.

– Porque essas perguntas agora? – perguntou Susana.

– Todo mundo tem um pai, engraçado que só agora eu reparei que ninguém nunca vai na minha escola no dia dos pais, e meus cartões de dias dos pais estão todos guardados, e sempre que eu pergunto você foge do assunto.

– Não fujo não – disse Susana tomando um gole de chocolate quente.

– Foje sim – disse Marley.

Susana aproveitou que uma estrela cadente estava passando e avisou a Marley, a garotinha então fez o pedido mais inocente e puro de todos, queria conhecer o seu pai, quanto a Susana pediu que o destino se encarregasse das melhores decisões para ela e a filha.


Notas finais
Gostaram do nome? até recentemente eu o via vagamente, a primeira vez que o vi foi no filme "Marley e Eu". Aí eu estava assistindo a 4ª temporada de Glee, e a nova protagonista se chamava Marley Rose, era uma garota doce e ingênua. Eu até pensei em colocar "Alêx", mas mudei de ideia.

Porfavor me mandem sugestões de uma explicação para Susana dar Marley sobre o seu pai, estou confuso, e não pode ser um explicação fajuta, pois a Marley é esperta demais pra perceber!