Meu Anjo 2: O Desafio De Rukia
14 Capítulo 14 - Bloody Mary
Nell se mantem calma, ela sabe que um erro de cálculo pode custar a vida Mary parte para cima dela e tenta atingi-la, mas Nell escapa e acerta um chute direto no rosto de Mary.
— Deveria tomar cuidado, não sou igual aqueles soldados.
— Eu sei disso, Neliel.
Nell se impressiona quando vê que, mesmo tendo sido cautelosa ainda foi atingida de raspão no ombro.
— Como você...
— Não compare essa espada com um mero punhal. – diz Mary apontando a espada contra Nell. – Sabe por que eu escolhi usar uma espada curta? Porque ninguém consegue dizer seu alcance certo amenos que tenha sido atingido antes.
— Isso não faz muito sentido, assim que seu alvo é atingido ele pode saber o alcance.
— Se conseguir se manter vivo. Deveria se sentir orgulhosa, você foi a primeira pessoa que conseguiu sentir o primeiro golpe de raspão, o máximo que tinham conseguido até hoje era um golpe fundo nas pernas ou desviar um golpe em um órgão vital.
— Sua lunática, o que você acha que está fazendo? A vida humana não é um brinquedo pra você se divertir. – diz Nell irritada pelo comentário.
— Cada um vê as coisas como prefere, eu prefiro meu ponto de vista.
Nell se irrita pela indiferença de Mary com a vida humana e parte para cima dela, mas Mary esquiva.
— Deveria tomar cuidado, Dancing Bloody Princess.
Mary faz um movimento leve e rápido tão repentino que Nell nem consegue se defender, menos ainda entender, logo Mary aparece atrás dela e Nell nota que foi cortada inúmeras vezes, cortes tão profundos que ela quase não se mantem de pé.
— Mas... o que... – Nell tenta se concentrar em Mary, mas nem mesmo consegue terminar sua pergunta.
— Dancing Bloody Princess. Minha técnica especial, como a minha espada é curta consigo manter uma velocidade alta, tudo uma questão de movimentação.
— Seu demônio insano, que tipo de habilidade é essa.
— Eu gosto de dizer que é uma técnica para defesa, ao mesmo tempo que é uma técnica de assassinato. A culpa não é minha se você cometeu um erro.
Nell nota que, por mais irritante e cruel ela seja, Mary está certa, ela só ficou no alcance do golpe por ter se deixado ser provocada por ela.
— (Não vou durar muito tempo nessa luta, eu tenho que ir logo).
Nell ameaça partir para cima dela e joga um punhal contra Mary que defende com facilidade, mas quando ela tenta se preparar Nell já está muito próxima e acerta um chute no ombro de Mary.
— Só isso que você tem.
Mary tenta atingir Nell que deixa uma pequena esfera no caminho e Mary a corta.
— Idiota. – diz Nell com um belo sorriso malicioso.
Logo a esfera explode chamando atenção de toda a base que parte para cima de Mary que tenta procurar a Nell, mas não encontra e quando ela tenta achar alguma pista ela acaba sendo cercada pelos soldados.
Mary observa o chão e vê um rastro de sangue seguindo para fora e começa a sorrir, mas ela ainda percebe que tem outras coisas para se preocupar com o fato dos soldados se aproximando.
— Quem é você?
— Isso não interessa.
— Quem te deixou entrar?
— Não acham mesmo que eu recebi alguma permissão, não é?
— Sua...
— Eu não tenho tempo para perder com vocês, mas também não tenho planos de enfrentar alguém no momento, façam um favor a vocês e vão embora enquanto eu ainda permito.
— Não seja convencida.
— Tantos idiotas, isso não vai durar nem 3 minutos.
Os soldados partem para cima de Mary que deixa um enorme sorriso cruel e psicótico escapar. Ninguém que havia encontrado ela naquele momento sobreviveu, mas todos que estavam por perto ainda teriam pesadelos com os gritos de dor e agonia dos inúmeros soldados morrendo pelas mãos dela, alguns tentaram fugir, mas logo eram alcançados e retalhados sem nenhum remorso. Ao fim daquele massacre, só se conseguia ouvir uma risada louca, como se estivesse feliz com toda a destruição que ela causou.
— Isso é o que vocês recebem por me enfrentarem. E que fique bem claro, ninguém é páreo para mim, a princesa sanguinária, Bloody Mary. – diz Mary se acabando de rir sob os corpos retalhados dos soldados.
No dia seguinte, Ichigo vai seguindo sem nenhum interesse para o ponto de encontro com a Nell, mas ao chegar ele se assusta com o que ele encontra, Nell completamente ferida e quase morta.
— Nell!
— I... Ichi... go
— Nell, vem comigo, eu te ajudo.
Ichigo carrega Nell e sai correndo para o hospital com ela, mas no meio do caminho ele não percebe que a Rukia vê os dois, de início meio confusa, mas quando ela vê o estado de Nell ela se apavora e decide segui-los.
Ao chegar no hospital, os médicos ficam pasmos com o estado dela e enquanto tentam ajuda-la uma enfermeira decide sair e fala com o Ichigo.
— Você conhecia essa garota?
— Sim, ela é uma amiga minha.
— O estado dela é horrível, inúmeros cortes, perda grande de sangue, vou ser sincera com você, não posso garantir nada. Nem sei como ela está viva até agora.
— A Nell tem um espirito forte pelo que parece.
— Senhor, essa garota está tão ferida que eu me arriscaria perguntar se ela tem inimigos. Nenhum método comum ou acidental poderia causar cortes tão profundos assim.
— Eu não sei dizer, ela tem pessoas que não gostam dela, mas não me lembro de nenhum que fosse persegui-la e ataca-la dessa forma.
— Não sei muito bem o que ela passou, mas eu posso te garantir que faremos o possível para poder salvá-la, mas não espere por nada. Eu sinto muito.
Ichigo não consegue acreditar no que ouve, Nell está em risco de vida por causa do ataque de um inimigo desconhecido e ainda assim conseguiu chegar até aonde eles tinham combinado.
Rukia acaba chegando pouco depois da enfermeira voltar para dentro da sala, ela nota que o Ichigo não estava bem, ele parecia inconformado com a situação.
— Ichigo...
— A Nell foi atacada. – diz Ichigo tentando se manter calmo.
— Eu sei. Eu vi você carregando ela.
— Uma enfermeira veio falar comigo sobre o estado dela, parece que ela foi cortada várias vezes e perdeu muito sangue, nem mesmo se sabe como ela se manteve viva até agora. Ela me disse que iriam fazer o possível, mas não podemos esperar muita coisa. – diz Ichigo quase deixando sua raiva se mostrar na frente dela.
— Não entendo o que pode ter acontecido, ela não tinha ninguém atrás dela.
Ichigo se lembra da ligação dela no dia anterior, falando que a Kiyone estava ficando louca com o poder e que ela teria que tomar cuidado. Ichigo acaba perdendo a cabeça e segue para a porta, mas para ao lado da Rukia.
— Rukia, por favor, cuide da Nell.
— Por que? Aonde você vai?
— Eu tenho que resolver uma coisa com a Kiyone. – diz Ichigo irritado.
— Você não acha que ela tenha algo a ver com isso, ou acha?
— Se sim, ela me paga por isso.
Ichigo sai correndo do hospital, Rukia sabe muito bem que ele sempre foi do tipo preocupado com os amigos dele, aquilo apenas demonstrava que ele ainda tinha lembrança o suficiente dela para considera-la próxima ou apenas não queria aceitar aquele tipo de atitude? Rukia não teve muito tempo para pensar no caso, já que logo a enfermeira voltou a sair e começou a procurar o Ichigo.
— Posso ajudar? – diz Rukia vendo que ela está meio perdida.
— Você sabe onde o garoto de cabelo laranja foi?
— Sei, ele deu uma saída. Ele é meu amigo, o que foi?
— Parece que a sua amiga está começando a reagir ao tratamento, ela parece estar melhorando, mas ainda assim ela fica falando coisas sem sentido.
— Estranho, que tipo de coisas?
— Ela diz “cuidado”, “garota insana”, “Bloody Princess”. Essas são pelo menos as coisas que conseguimos identificar.
— Deve ter a ver com a agressora.
— Tem certeza?
— Nell nunca teve inimigos que fossem loucos de tentar enfrentar ela sem motivo e ainda mais alguém tão cruel que acabasse ferindo ela de dessa forma. Tudo o que se pode imaginar é que seja sobre a pessoa que a atacou e como ela disse “garota insana” tudo o que eu posso dizer é que seja uma mulher bem agressiva.
— Mas o que seria Bloody Princess?
— Não sei. Mas por que está curiosa?
— Bom, é a primeira vez que eu vejo um caso desses, estou com medo que não seja o único.
Rukia se apavora um pouco com o comentário dela, afinal, a base da Rakuen no Kiba é cheia de soldados, seria muito conveniente a agressora ir e atacar a Nell sem chamar atenção de ninguém.
— Eu não sei, mas eu sinto que ela não tenha sido a única vítima.
Rukia puxa o celular e liga para o Ichigo, mas quando ele atende ela consegue ouvir claramente uma sirene alta ao fundo.
— Oi, Ichigo.
— Rukia?
— Uma enfermeira falou que a Nell está reagindo pode ser que ela sobreviva.
— Isso é bom, vamos precisar da ajuda dela.
— Por que? E o que é essa sirene?
— A polícia fez um bloqueio aqui, estão interrogando a Kiyone e a Lillynette.
— Por causa da Nell?
— Rukia, não queria te preocupar, mas... – Ichigo se mantem calado por um tempo, tentando falar de uma forma para que ela não acabe se desesperando. – A Nell não foi a única a ser atacada.
— Eu cheguei a imaginar isso. A agressora atacou ela e os soldados né?
— Não é tão simples.
— Ichigo...
— Rukia, eu estou na cena do crime, essa agressora ou seja lá o que for poupou a vida da Nell.
— Como assim?
— Foram encontrados cerca de 50 corpos de soldados, todos foram brutalmente assassinados.
Rukia começa a tremer com o celular no ouvido, como alguém conseguiria matar 50 soldados em uma noite.
— Rukia?
— Sim... – diz Rukia tentando se manter firme e não entrar em pânico.
— Isso te assustou, não foi?
— Um pouco. – diz Rukia querendo não preocupa-lo, ela estava à beira de um ataque.
— Me desculpe, não queria te falar isso, mas eu achei que seria melhor você saber o que está acontecendo.
— Ichigo, o que foi que houve?
— Ninguém sabe exatamente, parece que ninguém que viu o assassino saiu vivo...
Rukia fica quieta por um tempo, até que ela entende o que ele quis dizer e o porque ele não completou a frase.
— Entendo. Tente descobrir o que puder e eu vou ver o que consigo.
— Certo.
Ichigo desliga e continua a ver o chão coberto de corpos enquanto mais pessoas chegam para tentar reconhecer os corpos. Cada vez mais pessoas assustadas e preocupadas com o que houve, mas aparentemente ninguém que parecia triste ou magoada, apenas assustadas.
Quando Kiyone sai de uma cabana organizada dentro da área bloqueada pelos policiais Ichigo decide ir até ela, mas os policiais se aproximam para impedi-lo de atravessar o bloqueio.
— Senhor, mantenha distância.
— Eu só quero falar com a Kiyone.
— Não podemos permitir, qualquer informação sobre isso é...
— Confidencial? – diz Ichigo com um tom sarcástico que irrita o policial. – Não me faça rir, 50 corpos estirados ao chão para todos verem e quer me dizer que uma mera conversa vai ser divulgar informação confidencial.
— Quem você pensa que é, garoto? – diz o policial perdendo a paciência com Ichigo.
— Meu nome é Kurosaki Ichigo, mas isso não interessa. Eu só preciso falar com ela.
Infelizmente, ele acaba falando mais do que o necessário e as pessoas ao redor começam a reconhece-lo o que força Kiyone a se aproximar.
— Então o que você quer Ichigo? – diz Kiyone.
— Senhorita, não deve falar com civis.
— Vocês estão olhando o cenário do crime há quase 5 horas atrás de pistas, esse civil em menos tempo do que isso já teria armado um plano para enfrentar o assassino. – diz Kiyone revoltada com a atitude da polícia local. – Não quero ser rude senhor, mas deixe ele ajudar, pelo menos assim essa investigação pode sair de algum lugar, porque no momento nem se quer isso vocês fizeram, quem dirá chegar à algum lugar.
O comentário revoltado de Kiyone irrita mais ainda o policial, mas quando ele pensa em segura-la para ameaça-la, Ichigo segura o braço dele.
— Não seja rude com a Kiyone, se você não sabe fazer o que precisa, pelo menos não interfira em quem pode ajudar.
— Seu moleque.
— Chega! – um senhor de farda e uma barba enorme grita para reprimir o policial que estava quase batendo no Ichigo. – Você ainda se chama de soldado?
— Mas chefe Mason, ele...
— Sunderland! – grita o chefe de polícia e acaba fazendo o policial recuar. – Primeiro, esse garoto é o mesmo que enfrentou aqueles terroristas internacionais há mais de 1 ano atrás eu acho que ele tem algo que pode nos ser útil. Segundo, ele está certo, como não tiramos os corpos daqui mais cedo o local já foi invadido e não conseguimos manter um bloqueio muito longo, não temos muito o que esconder dos civis. E por último, se não consegue se manter calmo com a atitude rebelde de um adolescente como pensa que poderá ser útil contra os verdadeiros criminosos, ou melhor, contra esse assassino? Pela forma como esse lugar está você morreria em questão de segundos contra ele.
— O que você quer dizer com isso? – diz Ichigo meio confuso.
— Quando chegamos, 10 vítimas estavam mortas, mas todas longe, como se tivessem sido pegas desprevenidas, mas... – o chefe de polícia se acalma e respira fundo antes de terminar. – Todas as outras vítimas pareciam ter sido pegas tentando chegar a um mesmo ponto.
— O que?
— O que posso dizer é que parece que todos os outros foram para cima do assassino ao mesmo tempo, mas acabaram sendo mortos antes mesmo de alcançarem ele.
Ichigo não consegue esconder seu medo, cerca de 40 soldados treinados foram mortos ao tentar partir contra um só alvo ao mesmo tempo.
— Se tirarmos uma base do espaço pego por um ser humano em pé, e calcularmos a distância que um impacto possa ter arrastado eles para longe, podemos dizer que provavelmente nem mesmo 5 dos soldados conseguiram se quer chegar a encostar no alvo.
Ichigo começa a tremer, aquilo parecia impossível até mesmo para o Aizen ou os Espadas, um assassino com velocidade e habilidade para conseguir matar vários inimigos sem nem se quer ser atingido parecia algo absurdo, mas o rosto do chefe de polícia Mason não mentia, nem mesmo negava o medo que o próprio veterano sentia naquele momento.
— Ichigo, venha comigo. – diz Kiyone apontando para ele a entrada do esconderijo.
Ichigo acaba seguindo Kiyone e quando chega lá dentro ele vê o mesmo cenário que havia encontrado outro dia, com o emblema da Rakuen no Kiba na parede que o Ichigo havia jogado a Kiyone.
— Ichigo, você está preocupado com algo pelo que eu vejo? – diz Kiyone.
— Acontece que... Nell foi atacada pela assassina.
— O que?
— Ela está bem. Eu encontrei ela perto da base do Urahara, estava muito ferida e a levei para o hospital.
— Entendo. – diz Kiyone um pouco mais aliviada.
— Mas eu quero saber, o que foi que houve aqui?
— Não tenho certeza. Quando cheguei estava desse jeito, um dos soldados ainda estava pelo menos respirando, mas não resistiu e morreu pouco depois que eu cheguei.
— Ele disse alguma coisa?
— Nada, ele só ficava repetindo “Bloody Mary, Bloody Mary...”
— Bloody Mary?
— Eu só conheço duas coisas com esse nome, uma bebida feita com suco de tomate e uma droga de história de terror sobre um espirito vingativo.
— O que? Mas... Nenhum dos dois faz sentido.
— Eu sei, tudo o que eu posso dizer é que talvez o assassino tenha usado esse termo para se auto denominar. Cada louco que aparece hoje em dia... – diz Kiyone revoltada com a falta de informações.
— Kiyone, você pelo menos sabe o que ela queria?
— Como assim ela?
— Isso não vem ao caso agora, você sabe ou não?
— Bom... Não vi nada ser levado, ou coisas quebradas, é mais como se ela quisesse apenas destruir tudo.
Ichigo se lembra do que houve e acaba chegando a uma conclusão que o deixa pasmo.
— Ou talvez quisesse executar alguém.
— Executar?
— Nell estava em estado horrível, vários cortes como se tivesse lutado contra a assassina, não como se fosse pega desprevenida.
Kiyone começa a se preocupar com o que ela ouve e sai correndo Ichigo decide segui-la. Quando ela abre uma porta e vê um quarto completamente destruído.
— Foi que eu temia. – diz Kiyone apavorada.
— O que houve?
— Esse é o quarto que eu fiz para Lillynette.
Ichigo se impressiona com o estado, seja lá o que queriam pareciam muito dispostos a encontrar.
— Starrk está morando aqui com ela?
— Não. Ambos tem uma casa próximo ao hotel do Urahara, ele pediu para poder ficarem por perto para ajudar a proteção.
— Proteção?
— A KageInu vê esses membros como traidores por terem nos ajudado a sair da mansão. Tanto Lillynette e Starrk, quanto Grimmjow e alguns outros ainda são procurados por terem se tornado traidores.
— Então você acha que a assassina veio contratada pela KageInu para matar a Nell e a Lillynette?
— Eu não descarto a possibilidade.
Ichigo entende a preocupação dela, afinal, seus aliados são ex-membros de organizações criminosas como a KageInu, podem ser vistos como alvos a qualquer momento e se acontecer seria culpa dela eles serem mortos por terem sido expostos ao terem se unido a ela.
— Senhorita Kotetsu, senhor Kurosaki. – um policial aparece correndo atrás deles. – Queremos que vocês venham aqui, temos uma informação que possa ser útil.
Quando eles chegam ao lugar que o policial havia mencionado eles veem Mason parado em frente a um corpo.
— O que foi? – diz Ichigo.
— Bom, como podem ver ele foi atingido por golpes de um objeto cortante, eu diria que podemos descartar completamente que tenha sido uma faca.
— Tem certeza? – diz Ichigo meio inseguro do comentário de Mason.
— Uma faca é uma arma traiçoeira, ou ela teria um alcance curto ou seria grossa demais e afetaria a velocidade e pelo golpe no pescoço desse... – diz Mason apontando para um corte profundo na altura do pescoço da vítima. – Eu diria que seria muito difícil uma faca causar um corte tão pequeno e ainda assim profundo.
— O que você quer dizer, que ela usou uma espada ou algo do tipo?
— Seria mais plausível. Com uma espada seria bem mais fácil acertar de forma tão profunda o pescoço da vítima e dependendo do tamanho poderia sair com ela sem nenhuma suspeita.
— Entendo. – diz Kiyone. – Então nossa maior pista é que seja uma pessoa que tenha habilidade de manejar uma espada.
— Bom, mas isso não ajuda muito. Vários membros da KageInu podem saber usar espadas.
— Ichigo, não seja tão pessimista. – diz Mason. – Já é um começo.
Ichigo sabe que aquilo é verdade, mas também sabe que aquilo não era o fim, era apenas o começo. Seja lá quem fosse a assassina, ela não iria parar ainda, mas qual seria seu novo alvo? Isso acabava perturbando o Ichigo, mas ele decide voltar para o hospital, ele estava muito preocupado com o que a Rukia estava pensando.
Quando ele chega lá ele vê que a Rukia estava apavorada e sai correndo para abraça-lo, quando ele olha para frente ele apenas vê uma enfermeira se aproximando aos poucos.
— Senhor, você quem trouxe a garota de cabelos verdes?
— Sim, por que?
— O estado dela piorou de repente, não sabemos o que foi que houve, mas no momento ela está em coma e é quase certeza que ela não vai sair. Eu sinto muito dizer isso, mas é muito provável que ela não resista e acabe morrendo.
Ichigo fica em choque, não conseguia acreditar que a Nell poderia acabar morrendo, mas o que mais ele sente é uma forte culpa por ter duvidado dela por um momento, se ela dizia a verdade, ou não, isso não importava mais. Nell estava entre a vida e a morte, uma assassina misteriosa estava atrás dos antigos membros da KageInu por motivos desconhecidos e Ichigo sabia que no momento ele e a Rukia estavam presos no meio dessa luta.
— Rukia, eu sei que pode ser difícil, mas podemos passar mais tempo por aqui.
— Mas... – Rukia tenta dizer algo, mas ela vê o rosto do Ichigo simplesmente irritado e assustado, ele queria ajudar a Nell, mas estava com medo de acabar se colocando em mais perigo do que possa superar. – Eu... entendo. (Ele não vai desistir, não... eu não quero que ele desista. É perigoso, mas eu tenho mais medo de deixar essa assassina do que de acabar indo atrás dela).
Ao longe do lugar, Mary observava tudo, disfarçada de turista, até que recebe uma ligação.
— Olá.
— O seu alvo? Qual o status?
— A garota Nell, infelizmente não demonstrou ser útil, muito impulsiva e acabou se colocando em uma situação delicada.
— Seja especifica.
— Ela está em coma, não era o meu plano, mas...
— Você sabe qual a sua missão, Mary?
— É claro que sei, mas acontece que eu tive que parecer agressiva se quisesse que ela mostrasse seu potencial.
— E por que temos 50 soldados mortos com a sua marca?
— Eles me atacaram, não tive escolha.
— Então devo presumir que não chegou a encontrar o outro alvo.
— A garota Lillynette não estava no local, mas eu vou descobrir.
— É bom que encontre, já tivemos um membro a menos para o grupo.
— Não se preocupe, líder. Irei achar a garota e o velho Starrk.
— Assim espero, dependemos do seu sucesso, Mary.
A ligação fica muda e Mary volta a observar os dois juntos enquanto planeja o que vai fazer.
Ichigo planeja entrar no meio dessa luta para vingar a Nell, mas nem imagina o que ele planeja enfrentar.
Notas finais
Eu planejei uma parte especial para o próximo capitulo.
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