Notas iniciais
Olá! Desculpem a demora para postar, estou em semanas de provas e preciso estudar!!!!! Agradeço por todos os comentários e desejo uma ótima leitura! Espero que gostem!

No capítulo anterior...

— Por que tem essa mania de gostar das pessoas erradas? — Me perguntou. — Vamos admitir que tanto eu, quanto o Rafael, não somos bons exemplos de pessoa.

— Talvez eu goste do perigo. — Sorri.

— Talvez você seja o perigo.

Continuei olhando para os ponteiros do relógio, enquanto minha — ex. — melhor amiga encarava o chão, provavelmente sem saber o que me falar.

Deu um longo suspiro e entrou no meu — temporário — quarto de uma vez, sentando em uma cadeira que estava ao lado da cama, onde eu sentava.

Seus olhos dourados e brilhantes me encararam e pude ver um misto de tristeza, pena e raiva neles.

— Está bem? — Perguntou, desviando o olhar. — Digo, em relação ao Rafael...

— Como você...

— O Rodrigo me contou. — Deu de ombros. — Nós reatamos. E ele está na sala.

— Fico feliz por vocês. — Sorri. — Estou confusa, mas vou ficar bem.

— O Rafael quer falar com você, mas não sabe onde te encontrar. Ele está desesperado.

— Azar o dele. — Suspirei. — Ele é um babaca.

— Um babaca que te ama. — Ouvi a voz grave do Rô, entrando no quarto. — Ju, desculpa por tudo, de novo.

— Está tudo bem, Rô.

— Então... nós viemos perguntar se você quer falar com ele ou se podemos dizer onde você está. — Bianca disse, abraçando o Rô. — Não pense que estamos fazendo isso por você, é pelo Matheus, ele é o melhor amigo do Rafael.

— Baby, pode me deixar falar com a Ju rapidinho?

— Claro.

Bianca deu um selinho no Rô e saiu do quarto, fechando a porta atrás de si.

— Jullia, eu não posso te contar o que o Rafa me diz sobre você ou o que ele pensa, mas... converse com ele, por favor. — Sentou ao meu lado. — Eu garanto a você que ele nunca gostou de alguém como ele gosta de você. Desde quando te conheceu, ele mudou, e muito.

— Ah então faz bem pouco tempo, né? Um dia desses ele me ligou bêbado, dizendo que tinha acabado de chegar de uma festa da Jessica! E ainda apareceu com uma namorada! Que tipo de gostar é esse?

— As mulheres nunca esquecem dos erros dos homens... — Riu e balançou a cabeça, suspirando. — Ele é complicado, sabe disso. O Rafael passou por muita coisa na infância, e isso faz com que ele passe por muita coisa agora.

— O que quer dizer com tudo isso?

— Ele precisa de você. Ele precisa de alguém para orientá-lo, e esse alguém é você, Ju. Não se faça de idiota, você sabe mais que ninguém que ele é louco por você.

— Não sabe o que ele fez comigo.

— Sim eu sei, ele me contou. — Revirou os olhos. — Me contou enquanto chorava e se lamentava por ter feito aquilo, por ter perdido a cabeça. Ele não fez porquê quis, ele teve um ataque Jullia, sabe o que ele passou na infância, sem uma mãe, com um pai que vivia bêbado e batia no filho, que o maltratava, que não se importava e tinha nojo do próprio filho.

— Eu sei disso, mas ele precisa se tratar! Ele está louco, Rô! Isso não é motivo para fazer o que ele fez!

— Ele vai a um psicólogo, por você. Ele se arrependeu muito pelo que fez, e não suporta olhar para você e relembrar daquilo.

— E por que ele não pede desculpas? Por que ele não foi me visitar?

— Ele não tem ideia de onde você está.

— Onde ele está agora?

— Enchendo a cara com bebidas que ele nem sabia que existia e se amaldiçoando por aí. — Disse como se fosse óbvio. — Olha... eu já fiz minha parte, agora é você quem decide se quer ou não falar com ele. Se cuida Ju, e tenta falar com a Bia depois, ela está brava por algum motivo.

— Tudo bem... obrigada por tudo Rô.

Sorriu e saiu do quarto, me deixando sozinha novamente.

Não. Não vou atrás dele, ele não merece. Se ele está bêbado por aí o problema é dele, ele quem tem que vir até mim.

Se ele está sofrendo tanto como dizem, por que não me ligou, mandou uma mensagem ou veio atrás de mim? Se ele quisesse, já estaria na minha frente agora.

Eu que não vou perder meu precioso tempo indo atrás dele! Nem morta vou colocar um pé fora dessa casa.

— Já jantou? — John perguntou-me, entrando no quarto.

— Não deveria estar cuidando da empresa? — Perguntei, estranhando ele estar aqui agora.

— Consegui sair mais cedo. — Sorriu. Sua expressão era um pouco tensa e ele parecia pensar em algo.

— Está tenso... aconteceu alguma coisa? — Perguntei.

— Seu pai quer falar com você.

— Como sabe?

— Ele me disse.

— Falou com ele? Quando? Onde? Como ele reagiu?

— Eu fui até a casa dele e disse que você estava comigo. Nós vamos até lá daqui a meia hora, coloque uma roupa mais apresentável, não acho que queira ir de pijama.

Com isso, sorriu e saiu do quarto.

(...)

Mais uma vez, caminhei pelos ladrilhos do jardim da casa dos Clarck, desta vez, acompanhada do Johnathan, ao invés do Rafael.

Estava mais nervosa, não era um simples jantar, disso eu sabia, mas não fazia ideia do que era.

A estrelas tinham desaparecido e perto do carro do meu pai, estava o carro de outra pessoa. Seria um novo carro que a piranha fez meu pai comprar?

A cada passo que eu dava, mais firmemente segurava o braço do Rafael, hm, Johnathan.

Entrei na casa, cuja mesma estava da mesma forma como eu a tinha visto antes. Mesma decoração um pouco rústica, lustres brilhantes e cristalinos, grandes janelas com cortinas de seda perfeitamente limpas, a mesa grande espaçosa ocupada por vários tipos de comida e claro, o piano.

Na mesa a minha frente, encontrava-se meu pai, com uma expressão bem séria, a minha madrasta cujo ventre carregava mais um herdeiro e... outra pessoa. Ela estava de costas e não pude ver quem era.

Meu pai rapidamente se levantou, seguido por minha madrasta, que agora notei ter os olhos vermelhos e inchados, deixando explícito o choro recente.

Com uma cara desentendida, olhei para o Johnathan, que fitava algum ponto a sua frente, silencioso, tranquilo, livre em pensamentos, mas ao mesmo tempo, nervoso, suando frio, agitado...

— Pai..? O que está acontecendo? — Perguntei, olhando para os lados, procurando respostas.

— Jullia, minha querida... — Começou. — Eu só queria dizer, que eu não fazia ideia do que tinha acontecido, eu sofri tanto... mas agora está tudo claro para mim, agora entendo tudo, e quero que entenda também. — Suspirou. — Pedi ao Johnathan que a trouxesse até aqui e adiantei algumas coisas com ele, mas não sou eu a pessoa a lhe explicar.

— Pai, o que quer dizer? Quem é...

— Sou eu.

Fui interrompida por uma voz suave, fina, graciosa. Virei-me e vi uma mulher alta, um corpo esbelto, curtos cabelos loiros, extremamente lisos e profundos olhos azuis. Aparentava ter no máximo 35 anos com a pele lisa e bem cuidada.

E eu sabia quem era aquela mulher, e como sabia! Via ela todos os dias, em retratos, revistas, na televisão, jornais...

Foi ela quem me abandonou, ela que me fez passar os meus aniversários sozinha já que meu pai estava sempre no trabalho. Foi ela quem me abandonou, ela quem me largou quando eu mais precisei! Ela quem desistiu de mim sem motivos. Ela que me fez dizer para meus amigos que eu só tinha um pai.

Ashley Flawter Clarck, minha mãe.

Notas finais
OMG!!!!! A MÃE DA JUJUBA VOLTOU!!! E AGORA JOSÉ?