Meu Amável Vizinho

20 Quem dá moral pra bosta é mosca!


Notas iniciais
Oiie!! Bom, posso dizer que fiquei bem triste. Pois eu postei o capítulo passado uns 4 dias depois do antigo e só tive uns 3 ou 4 reviews. Mas aqui está um novinho!

No capítulo anterior...

Depois de contar a porra toda e ela ficar com raiva porque eu sou uma menina má e bla bla bla... estamos comendo felizes e gordas da vida na McDonald’s.

— Quem é o cachorrão mais lindo desse mundo? É o Tobby? Sim, é o Tobby!! Estava com saudades da mamãe, estava? — Eu disse assim que cheguei em casa com aquela voz que você faz quando fala com um bebê. — O Worthy idiota deu comida para você amor? Se não, vamos comer agora!

— Falando com um cachorro? Depois eu que sou idiota. — A Cabrita apareceu, pegando uma lata de cerveja. — Aliás, onde estava? Passou a noite fora.

Tudo bem... mentira, nada bem. Como posso explicar ao Worthy o que fiz ontem sem deixá-lo com uma cara de “Quem é Johnathan? ”. Eu não quero mentir para o Worthy. Mas também não posso falar a verdade.

— Fui resolver uns assuntos.

— “Uns assuntos” quer dizer sobre aquela garota?

— Sim, quer dizer sobre aquela garota na qual eu disse que você não deveria lembrar.

— Jullia? E o que você fez? Foi transar com um cara para ele limpar a barra? Porque se for isso eu...

— CLARO QUE NÃO SEU IMBECIL! — 1... 2... 3... — Rafael, um amigo resolveu tudo para mim.

— Nós.

— Para nós. Ele descobriu que a suposta garota era como se fosse uma boneca.

— Bonecas não são tão reais assim.

— Não imagine uma Barbie. Imagine... uma pessoa... sem órgãos.

— Credo!

— Espera... Não sei dizer... imagine uma boneca. Uma boneca, idêntica a um ser humano normal. E vamos supor que alguém tenha feito aquela boneca aparecer bem na frente do seu carro de propósito. Fazendo-o pensar que foi você quem matou. Quando na verdade você apenas bateu o carro em uma... Barbie.

— Okay... — Ele fez uma cara confusa. Muito confusa. Tudo bem, nem eu entendi direito o que acabei de falar. — Nesse caso... eu vou para o meu quarto. Ah, e.... os meninos estão vindo. Tem sopa na cozinha. Mas cuidado, está quente.

— Tudo bem.

Fiquei deitada no sofá do meu belo apartamento com o Tobby em meus braços, esperando os meninos chegarem.

(...)

— Qual é?! Você vai perder para uma garota, Christian? — Todos começaram a rir menos o Chris quando eu ultrapassei seu carro e o fiz bater ganhando uns 30 segundos de vantagem.

— Tudo por 50 dólares de cada um! — Imagina! Christian, Peter, Lucas, Rodrigo, Matheus e meu boy preferido: Worthy. — 300 Dólares só por jogar com um retardado!

— Ganhar pode, mas não precisa esculachar né? — Defendeu-se.

— Meu dinheiro!

— Tudo bem, se for assim vou desistir do casamento Jujuba. Minha noiva está muito exigente. — Olhou diretamente para o Worthy que fez uma careta e me tirou de perto dele.

Acho que eu deveria dar uma chance para o Worthy. Ou melhor, para nós. Eu não posso dar uma de Bella de crepúsculo e amar dois caras, posso? A não ser que eu goste de um ménage à troes. Comecei a gargalhar com meu pensamento idiota. Não! Melhor escolher mesmo.

E lá vem o Tobby. Lambendo a cara do Lucas, porque cá entre nós, o Lucas fez macumba parra o Tobby gostar tanto assim dele. Deve ser por isso que ele tem tantos. O Lucas disse que ia sair pra passear um pouco com ele e saiu.

Mas enfim, hoje é sábado, o que significa que depois de amanhã, segunda no caso, VOLTA AS AULAS!!!!! Estou tão feliz, mas tão feliz que vomitei cobras de tanta felicidade! Acho até que vou jogar uma cobra em cada casa de cada professor. Sim, eu sei que sou uma pessoa bondosa.

— Cansei de jogar! Vou pegar o violão. — Peter disse e saiu do apartamento.

— Christian, trouxe a guitarra? — Rafael perguntou e o Peter apenas afirmou. — Vamos tocar lá em cima. Vem Ju.

E assim foram me arrastando até o primeiro andar, onde tinha um quarto que vivia trancado — cujo mesmo, Rafael disse que era apenas dele. — e me surpreendi ao ver aquilo. Tinha bateria, teclado, microfones, violões, caixas de som, uma TV ENORME... JUST DANCE!!!!!!!

— Wow... — Foi só o que saiu da minha boca ao ver aquilo.

— Gostou? — Ele me perguntou.

— Muito.

E então os boys chegam. Rodrigo fica na bateria, Christian com a guitarra, Rafael no baixo, Peter e Matheus com um violão e acho que o Lucas que deveria ficar com o teclado.

— Cadê o Lucas? — Perguntaram.

— Ah... Ele... Foi passear com o Tobby. — Eu disse.

— Nesse caso, você canta. — Matheus disse. — Conhece My Medicine?

— Sim, mas... Espera, o quê?

Então me entregaram um microfone e começaram a tocar.

Somebody mixed my medicine

Somebody mixed my medicine

(Alguém misturou os meus remédios

Alguém misturou os meus remédios)

Well you hurt where you sleep

And you sleep where you lie

Now you're in deep and

Now you're gonna cry

Got a woman to your left

And a boy to your right

You start to sweat, so hold me tight cus

(Bem você fere onde você dorme

E você dorme onde você mente

Agora você está no fundo e

Agora você vai chorar

Tem uma mulher à sua esquerda

E um garoto à sua direita

Você começa a suar, então me abrace forte porque)

Somebody mixed my medicine

I don't know what I'm on

Somebody mixed my medicine

Now baby, it's all gone

Somebody mixed my medicine

And Somebodys in my head again

And somebody mixed my medicine again again

(Alguém misturou os meus remédios

Eu não sei em que estou

Alguém misturou os meus remédios

Agora querido, tudo se foi

Alguém misturou os meus remédios

Alguém está dentro da minha cabeça novamente

Alguém misturou os meus remédios novamente, novamente)

— Uol! Boa Jujuba. — Christian elogiou-me.

— Só quem a chama assim sou eu, seu verme! — Rafael advertiu, empurrando de leve o Christian. — Você foi ótima Jujuba.

— Obrigada.

— Fala cambada! O que tá pegando? — Lucas finalmente aparece.

— Agora que o Lucas chegou, vou indo. — Eu disse.

— Nossa, não quer ficar perto de mim, não? — Fez bico e eu apenas fiquei o encarando.

— Quase isso. Tchau meninos!

Então saí do quarto, e fui procurar o Tobby. O encontrei perto d e um negócio. Sim um negócio, não sei o nome disso. É tipo um troço (?) azul, que se coloca... Pão? Não sei. É um troço azul que serve para se colocar pão, mas ele tem outro troço menor em cima. E era ali onde o Tobby estava. E ele estava dormindo. Coitado, deve ter corrido tanto com o Lucas que acabou preso aí.

Mas espera... Ele não pode ficar aí. Esse vagabundo tem quase 60 quilos! Vai estragar meu armário. Fora parte que armário não é lugar pra cachorro ficar.

— TOBBY! — Gritei, acordando o pobre cachorro na hora. — Desce já daí! Anda! Não me faça ir até você e enfiar minha mão nessa sua cara!

Claro que eu não teria coragem! Mas tenho que mostrar valentia, afinal, estou falando com um cachorro. E ele meio que percebeu que deveria sair dali urgentemente, pois ficou literalmente em cima do armário olhando para o chão. Provavelmente procurando um lugar pulável.

Estiquei meus braços, indicando que ele deveria pular ali. E olha como esse cachorro é esperto! Ele pulou. Mas foi burro o bastante pra cair no lugar errado. Sim, ele passou direto e acabou caindo dentro da panela de sopa do Worthy. “Tem sopa na cozinha. Mas cuidado, está quente. ” Péssimo lugar para cair Tobby.

Só tive tempo de ver o pobre cachorro pulando da panela, todo sujo, correndo pra lá e pra cá, procurando algo frio, de preferência água gelada. Acho que eu deveria correr e pegar o pobre cachorro.

Enchi um balde com água da geladeira e fui correndo atrás do cachorro. Ops, ele meio que foi para o quarto onde os meninos estão. Ops, eu meio que estou correndo com o balde derramando em todo canto. Ops, Tobby também está correndo todo sujo de sopa. Ops, os meninos estão olhando horrorizados.

Então eu finalmente consegui derramar a água gelada no Tobby, que caiu todo esparramado no chão igual bosta. E eu? Bom, eu me joguei em cima dele. Mas algum filho de uma puta me puxou, me fazendo ficar em pé. Ei! Quem é essa lambisgoia agarrada no Worthy?!

— Jullianna Flawter Clarck — Nome completo. Fudeu! — O que acabou de aconteceu?! Espero que tenha um bom motivo pra isso tudo, porque você — Apontou pra mim. — E você — Apontou pro Tobby. — Destruíram tudo!

— Bom... Foi tudo um mal-entendido.

Os meninos, que ainda não se manifestaram, continuaram me encarando de cara feia, juntamente com o Worthy, que ainda aguardava uma resposta e a tal lambisgoia que eu não sabia que raios fazia aqui.

Ela tem cara de puta. Sim, puta! E ela está simplesmente querendo enfiar a cabeça do Rafael nesses peitos siliconados dela! E aposto que esse loiro é pintado! Olha que desbotado! E o rosto? Cheio de rugas! Eca! Nojenta! Vou colocar ela na minha lista negra assim que souber seu nome.

— Quem é ela? — Apontei pra lambisgoia.

— Responde! — Rafael ordenou. Mas espera, ele não é meu pai!

— Eu... É tudo culpa do Tobby!

— Quantos anos essa garota tem Rafinha? — A lambisgoia se manifestou. — 12? Ela é sua irmã caçula? Ela até que é fofinha. Mas é muito levada!

— Pra sua informação, lambisgoia de quinta! Eu tenho 18 anos, entendeu? E fofa é minha mão no meio da sua cara imbecil! E afinal de contas, quem é você hein? Mais uma puta do Worthy?!

— Worthy? Esse é seu sobrenome, gato? – Perguntou ao Rafael. — Vou te chamar assim agora. E menina, pra sua informação meu nome é Kemilly. Linda, gostosa e loira! Prazer. Qual seu nome, querida?

— Prazer uma porra! E meu nome é vai-tomar-no-toba. Conhece? Agora se me dá licença, tenho mais o que fazer! — Fui igual um jato para meu quarto. Precisava tomar um bom banho.

(...)

Depois daquela pequena confusão, os meninos foram embora e o Worthy me OBRIGOU a limpar tudo. Pode isso? O cachorro dele faz a merda e eu tenho que limpar! É muita falta de bosta da boca.

E aquela loira metida a bosta seca (percebi que estou falando muito a palavra bosta) vem me tirar a paciência, ah vontade de voar na cara daquela piranha e quebrar os dentes dela! Quem ela pensa que é?! Mal chegou aqui e vem querer ter moral? Quem dá moral pra bosta é mosca!

Depois de anos e anos limpando bostas, eu finalmente posso descansar em cima de uma das minhas almofadas gigantes, sem nenhum filho da puta me atrapalhando.h

— Precisava fazer aquele escândalo? — Ah claro! Ele tinha que aparecer! — O que deu em você Jullia? Atitude infantil!

— Atitude infantil? Aquela escrota que vem pra cima de mim e eu não posso fazer nada?! Qual é!

— Sim, você agiu como uma criança! Não precisava falar aquilo pra Kemilly! Ela não fez nada com você!

— Rafael! Pode me dizer por que raios está defendendo ela?! Você sabe muito bem que foi ela quem começou! Deixa de ser imbecil!

— Ela é minha namorada ok?

— Namorada? Como assim... Namorada? — COMO ASSIM?! ENTÃO ELA É A LOIRA? ELA É A GAROTA QUE NÃO SAI DA CABEÇA DELE?! — A quanto tempo...?

“Jullia, eu estou afim de uma garota... nos falamos frequentemente. Mas nunca falamos sobre nós. E sempre que eu tento, ela meia que foge, entende? Ela está na minha cabeça e desde que apareceu eu não consigo tirar.”

— Começamos a namorar no dia em que você saiu e acabou dormindo fora de casa. Mais ou menos três dias atrás. Mas não importa. Como você disse, eu estou apaixonado por ela, lembra?

— Sai daqui.

— Como?

— SAI DAQUI RAFAEL! AGORA!

Ele se assustou um pouco, mas me obedeceu e saiu do quarto, me deixando sozinha com meus pensamentos.

Então... Rafael Worthy está namorando. Mas, ele não disse que gostava de mim? De uma hora pra outra ele simplesmente se apaixona pela lambisgoia loira? Justo agora que eu decidi dar uma chance pra nós? Ah Jullia! Deixa de ser idiota! Não existe nós.

Notas finais
Rafael!!! Corre se não eu te mato!! Reviews!!!