Notas iniciais
Oi meus amores!! Estou tentando postar toda semana (nas quartas) e parece que está dando certo! Aproveitem o cap! Beijos :*

No capítulo anterior...

– Eu o vejo como um herói. Me salvou tantas vezes que nem posso contar. Mas me abandonou tão cedo... Você sempre está em meus pensamentos, meus sonhos... Ouço sua voz quando estou sozinha, ou com medo. Sempre me encorajou. Me dava forças para fazer o que eu nunca pensei que conseguiria. Você me ensinou a encarar o mundo, me ensinou a ter força e coragem. Me ensinou a amar. Serei grata até o último dia da minha vida por tudo que fez por mim. Hoje... Eu penso em como seria minha vida se você nunca tivesse entrado nela. Provavelmente estaria morta. Sabe, eu ainda tenho a marca do nosso juramento. E ainda estou cumprindo, afinal eu o amo. Sei que se estivesse aqui, iria querer que eu seguisse em frente, esquecesse os meus problemas e lutasse pelo amor. Mas eu não consigo. Eu lutei, mas fui fraca demais para ganhar a guerra. Eu perdi. Mas não perdi só a guerra, eu perdi você... Eu perdi uma razão de viver. A única. Eu perdi uma parte da minha vida, uma parte do meu ser. Eu perdi o que eu mais tinha medo de ver longe. Ah se eu pudesse lhe mostrar o quanto eu te amo, o quanto eu queria que estivesse aqui comigo. Não sabe o que eu daria só para passar um mísero segundo ao seu lado. Na vida fazemos escolhas, certo? Algumas são erradas. Mas a minha não foi errada. Eu segui meu coração, e ele me levou a você. E disso não me arrependo. Se algum dia eu disser que tive momentos esquecíveis com você, pode me jogar de um precipício, eu estou mentindo. Eu só... Queria você novamente. Eu ainda lembro daquela praia que íamos de madrugada para passar a noite juntos... Se eu disser que até hoje, tenho aquele anel? Uma das coisas mais significativas que eu já recebi. Enfim... Eu não sei se você ouviu tudo o que falei agora, mas se estiver ouvindo... Saiba que eu te amo, e nunca vou te esquecer.

Como em um dia normal, sem ninguém me incomodando, preparei o café da manhã. Ovos, bacon, torradas e suco de laranja. Sentei tranquilamente em uma das cadeiras e despejei o suco que estava na jarra em meu copo. Dei um gole e parti pras torradas. Morram de inveja seres da Terra!

– Sinto cheiro de bacon? – Claro, minha manhã não pode ser relaxante com um projeto de Bob Esponja no meu pé. – Delicioso – fala após dar uma pequena mordida de 40 metros no meu bacon.

– Hey! Isso é meu! Faz pra você.

– Não podemos ser egoístas Jujuba. Não aprendeu a dividir no jardim de infância? Sabia que Deus repartiu um pão?

– Deus repartiu um pão e eu não reparto meu bacon. Agora sai já daqui!

– Que brutalidade Jujuba. Mas não vou sair. Estou com fome e vou preparar um sanduíche.

– Dane-se

Continuei comendo e apreciando meu café enquanto o Sr. Pão-Doce fazia alguma coisa nos fogões.

As vezes dá medo. Homem na cozinha é como mulher no volante. Mas claro que se têm algumas exceções, como eu. Cof cof mentira cof cof.

– Ei, para cozinhar o bacon (?) se coloca pouco ou muito azeite? Eu coloquei em uma tigela, mergulhei o bacon e coloquei nessa panela da tampa estranha.

– O que?! RAFAEL! Isso é uma panela de pressão! Serve para cozinhar. E você precisa de uma frigideira. Para fritar o bacon e os ovos! E nós não compramos azeite! Isso é um de seus doces que vivem perto do fogão e acabaram derretendo! Meu Deus! Você não podia simplesmente me pedir para fazer?!

– Ah... Por isso a tampa estranha... Mas enfim, pode ir limpando aí e fazer meu café. Vou esperar na sala. Ah e coloca tudo em uma bandeja e me entrega ok?

– Opa, espera... Você não acha que vou fazer isso, né? — Brincadeirinha!

– Tanto faz!

Depois de limpar tudo, eu já tinha tomado café e agora iria ensinar o Sr. Pão-Doce A fritar ovos.

– Tudo bem, primeiro, coloca um pouco de óleo. Bem pouco mesmo. – Ele colocou – Ótimo, agora quebre os ovos. – Ele quebrou. Yeah! Ele simplesmente tirou um ovo da caixa e quebrou, sujando todo o tapete. Espera... MEU TAPETE DE VELUDO!

(...)

– Você não vai cair, eu te seguro.

– Eu não posso ficar olhando? Você já tem prática. Eu mal consigo ficar em pé nesse negócio sozinha! – protestei. Ele teve a brilhante ideia de me ensinar a andar de skate. Palmas para o Worthy.

– Qual a lógica de trazer você a uma pista de skate, na ideia de te ensinar e você ficar sentada me olhando?

– O mundo não tem lógica, então eu posso ficar tranquila naquele banquinho.

– Jullia!

– Tá, tá! – Com a sua ajuda, subi naquela monstruosidade.

– Eu vou segurar você. E não vou te soltar de jeito nenhum, prometo. – colocou as mãos em minha cintura. – Vai, dá impulso com o pé esquerdo. – Lá vai! – Isso, agora continua indo mais rápido. – Acelerei e ele correu para me alcançar. – Tudo bem, agora a curva. Faz como eu te ensinei. Coloque o pé na parte de baixo levantando e com o outro, mude o trajeto.

É fácil. Lembro de ter feito isso com 8 anos no skate do meu primo. Mentira não é não. Espero que ele cumpra com o que prometeu pois só faltam alguns centímetros para minha cabeça se estraçalhar no chão.

Fechei os olhos e esperei a dor. Senti um impulso mas a dor não veio. Abri os olhos lentamente me deparando com lindos olhos verdes. Ele cumpriu. -

Você ao menos cumpre com o que promete. – disse – Pode me soltar agora.

– Eu disse que não vou te soltar de jeito nenhum. E não pretendo fazer isso tão cedo. – Sussurrou próximo ao meu ouvido. Encostando seus lábios na curva do meu pescoço.

– Rafael...

– Desculpe. – Me colocou em pé novamente. Sem quebrar o contato visual e se afastar. – Ju... – Acariciou meu rosto – Disse que iria deixar levar... Por favor... – Selei nossos lábios. Começando um beijo lento e calmo. Que não durou muito graças ao ar.

– Esse devia ser o primeiro. – eu disse

– Você estava muito desesperada naquele dia. E meu quarto é muito romântico ok?

– Eu finjo que acredito e você finge que me engana. – Dei lhe um selinho. – Agora, eu vou pegar um sorvete para mim e você pode ficar aí nesse monstro. – Apontei pro skate.

– Tudo bem, tente não ser estuprada. – Olhar mortal.

Caminhei tranquila em direção a barraca de sorvete e espero uns 30 minutos para pedir um sorvete de chocolate com baunilha. Quando finalmente vou sair daquele lugar, BOW! Esbarro em mais ninguém do que Christian Gray! Mentira, só foi o Christian amigo do Rafael mesmo.

– Ei sua anta! Não viu meu sorvete aqui não? – bati na sua cara e olhei com pena pro meu pobre sorvete.

– Ai! Desculpa. Cadê o Rafael?

– O que te faz pensar que eu estou com ele?

– O que te faz pensar que ele não me disse onde estava?

– O que te faz pensar que foi pura coincidência?

– O que te faz... – foi interrompido por um garoto que chutou seu tornozelo, dizendo:

– O QUE TE FAZ PENSAR QUE VOCÊS ESTÃO NO MEIO DA FILA E NÓS QUEREMOS COMPRAR SORVETE!

(...)

– A Jessica pode ser gostosa, mas aquilo tudo é silicone. – Christian informava

– E o rosto dela? – Rafael lembrou – Juntando com aquela boca que parece nunca ter visto pasta de dentes na vida... Porra! É de foder!

– Mas a irmã dela até que tem uns peitões.

– Não é grande coisa.

– Enquanto vocês ficam falando das putas que comeram, eu vou andar por aí. – eu disse

– Ok, quer ir pra casa agora? – neguei – Então a gente se encontra... – olhou em volta – na estátua do carinha ali que não sei o nome em 30 minutos.

Concordei e saí. Caminhei pelo parque observando cada detalhe. As árvores que estavam mais próximas são de um tom de verde bem vivo, ao contrário das que ficam atrás, que estão quase cinzas. Não sei por que, mas de repente eu tive uma vontade enorme de ir lá. Talvez por que eu goste da natureza, ou apenas é a curiosidade. A segunda opção parece se encaixar melhor.

O barulho dos galhos quebrando não eram incômodos. Chegavam a ser suaves. Olhei em volta e avistei a estatua na qual o Rafael mencionou. Mas o lugar dela não é aqui, e sim no centro da praça. Fui em direção a mesma e peguei meu celular para confirmar o lugar.

– Hey Jujuba, o que houve? – era a voz do Worthy

– Er.. Oi? Onde está mesmo a estátua que você me falou para te encontrar?

– Perto da estátua que fica no centro do parque.

– Pode me dizer como é a estátua?

– É um garoto de cabelo cacheado com fraudas e uma flecha.

– Cupido?

– Isso! Por quê?

– Nada...

– Jullia onde você está?

– Eu te encontro depois ok?

– Onde. Você. Está?

Ignorei e desliguei o celular. Olhei novamente pro local onde a estátua estava, mas ela tinha sumido. Em seu lugar estava sua miniatura em um tom azul escuro. Coloquei na minha bolsa.

Gritei ao perceber que o parque não existia mais, apenas várias árvores formando uma barreira de mais ou menos 4 metros. E entre elas, uma trilha de pedras.

De repente a escuridão surgiu. Um urso. Enorme e preto me encarando de boca aberta. Devagar peguei meu celular e disquei o número do Rafael, Que atendeu no terceiro toque.

– Jullia onde você está? Acho bom me responder, eu não estou em clima pra brincadeiras e...

– Ra... Rafael... Me... Me ajuda. A estátua não está no lugar. Ela estava na floresta mas... Ela sumiu e... O urso... Me ajuda, não sei o que fazer.

– Ju... Se acalma, ok? Não saia daí. Cuidado, por favor. Eu vou te encontrar. Cuidado. Tente sair quando ele for embora ou... Jullia... Eu vou te encontrar, ok? Fica tranquila.

– Tudo bem...

O urso já tinha se virado e aproveitei para correr. Corri o mais rápido que eu pude na esperança de encontrar um caminho e sair daqui. Tropecei em alguma coisa. Me deparei com mais uma miniatura da estátua, coloquei na bolsa e continuei a correr.

Meus batimentos estavam acelerados e o urso percebeu minha ausência e se eu parasse ele me devoraria. Meu único desejo agora é voltar pros braços do Rafael. Assistir Grimm enquanto como lasanha bolonhesa com ele.

Meu corpo chocou-se com uma grande muralha metade rosa e metade azul. E preso nela, um pequeno pedaço de papel rasgado.

AS CORES SÃO A RESPOSTA

ELAS TÊM O SEU TRONO

O INVERSO PODE SER O VERSO

Não tenho tempo para enigmas. Preciso sair daqui. Mas o que isso quer dizer? As cores são a resposta. As paredes? Elas têm seu trono. A floresta? O inverso pode ser o verso. Talvez um buraco? Mas o que isso tinha haver? Claro. As miniaturas. Elas têm seu trono. A muralha...

Metade rosa, metade azul. Procurei por algum lugar onde eu possa colocar as miniaturas. Um buraco. Preciso de um buraco.

Coloquei a mão dentro da minha bolsa, procurando as miniaturas. Assim que achei fui a busca de um buraco.

Perto das flores

Era sua voz. Ele está falando comigo. Não tenho tempo para pensar, preciso sair daqui. Fui para perto das flores onde tinha o formato da miniatura, mas como se estivesse de cabeça-para-baixo. Coloquei a miniatura e fui em busca da outra. Encaixando a miniatura assim que encontrei.

Um rosnado. O urso estava bem atrás de mim, pronto para me atacar.

Jogue o galho a sua esquerda.

Avistei o galho e rapidamente o peguei, atirando-o no urso em seguida. Corri para perto da muralha que agora tinha portas, mas novamente tropecei. Enganchando minha calça jeans em um arbusto seco e fino. Tentei puxar minha perna, mas apenas consegui o longo corte em minha perna.

O urso já estava chegando perto e eu não conseguia sair. Então tudo parou.

Notas finais
Vejam só: Eu perdi uma boa parte do "público" quando passei um bom tempo sem postar e estou tentando recuperá-lo. Antes eu tinha 9 reviews por capítulo, mas agora o nível baixou muito. Conto com vocês!